sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ESCULTURA GREGA : A relação da arte com a busca pela perfeição.

Replica de Discobolo de Miron, famosa escultura grega criada por Míron por volta de 450 a.C. que retrata um atleta no instante anterior ao lançamento de um disco.

Na Grecia antiga, a escultura foi uma linguagem artistica muito forte, uma vez que ela, contribuiu para estabelecer as bases do padrão de beleza ociedental. Afim de atingir a "perfeição" física, na cultura grega, a estética não era apenas superficial; ela refletia valores profundos da sociedade da época. Esses valores estéticos por sua vez, estarão associados a conceitos filosoficos, matematicos e morais.

Como então entender a relação entre a escultura grega e o padrão de beleza? Ela pode ser explicada por três pilares fundamentais: O primeiro está ligado à Matemática e o Cânone da Proporção. Uma vez que, para os gregos, a beleza estava diretamente ligada à ordem, simetria e proporção.
O escultor Policleto escreveu um tratado (hoje perdido) e criou a escultura Doríforo (O Lança-Chorões) para demonstrar a proporção ideal do corpo humano. Ele determinou, por exemplo, que a altura do corpo perfeito deveria medir exatamente sete vezes o tamanho da cabeça.

O Doríforo de Policleto, estátua que surpreende por suas proporções matemáticas.
Uma das suas obras mais representativas é o Dórifo, em grego "transportador de lança", expressão máxima da arte grega. Embora seja uma das esculturas mais importantes da história, o original de bronze, infelizmente, ainda não chegou aos nossos dias.

Outro fator importante é conhecido como "Proporção Áurea". Os escultores utilizavam constantes matemáticas para garantir que a transição entre cada parte do corpo (tornozelo, joelho, quadril, busto) seguisse uma harmonia geométrica agradável aos olhos.
Por fim e não menos importante: A Filosofia e a Beleza Moral tambem influenciavam na concepção de obras esculturais na Gracia antiga. uma vez que Os gregos acreditavam no conceito de Kalokagathia (do grego kalos, belo, e agathos, bom).
Gregos discutindo conceitos filosoficos

É interessante perceber que havia uma preocupação em perceber na escultura, a sensação de Corpo mente sã: Nesse conceito podemos notar a existencia de um corpo escultural e harmonioso como   o reflexo de uma mente virtuosa, equilibrada e disciplinada.
A representatividade de copro perfeito nas Divindades Humanas, reforça o conceito ideal de beleza ociedental, pois os deuses gregos eram representados com a forma humana idealizada. Assim, aproximar-se da perfeição física através do atletismo e retratar isso na arte era uma forma de homenagear os deuses e buscar a excelência (arete).
Troiano moribundo, no Templo de Afaia 
Na Grécia Antiga, o termo afaia expressava o grau mais elevado de perfeição de uma pessoa, objeto ou função, representando a busca constante pelo máximo potencial do ser. Virtude maxima.
O padrão de beleza que predominou na Grecia antiga, no passar do tempo, segue sua Evolução rumo ao Idealismo e Realismo. A noção estética nessa linha cronológicavai se modificando ao longo dos períodos da arte grega, refinando o que se considerava "belo".
No Período Arcaico: notamos então a forte presença de Esculturas rígidas, simétricas e estáticas (influenciadas pelo Egito), focadas em formas geométricas básicas.
A esquerda podemos ver o modelo de escultura egipcio, na direita observa-se as esculturas gregas do periodo arcaico, mais conhecidas como KOUROS.

Já O Período Clássico, vai ser propiamente o auge do padrão de beleza. Nesse periodo, introduziu-se o contrapposto (o peso do corpo apoiado em uma só perna), trazendo assim o maior naturalismo. Suas figuras representavam o idealismo, ou seja, jovens atletas e deuses sem imperfeições, rugas ou sinais de envelhecimento.
Cópia de escultura grega representando dois jovens lutadores.

Já no Período Helenístico: A beleza deixa um pouco de lado apenas a questão estética e passa a incluir a emoção, o drama e o realismo em suas criações. O foco mudou do jovem perfeito para a expressividade da dor, da velhice e do movimento extremo, expandindo o conceito do que era artisticamente belo.
Replica do Busto de Alexandre
Escultura grega do periodo helenistico
O legado da escultura grega seguindo o padrão eurocêntrico e idealizado da Grécia Antiga cruzou séculos. Ele foi resgatado com maestriapelos artistas renascimentistas, como o genial Michelangelo e tambem mais adiante no Neoclassicismo. Embora a estética classica tenha sofrido inumeras alterações na linha cronologica, é indiscultivel afirmar que ela continua a influenciar fortemente a publicidade, a moda, o cinema e as redes sociais contemporâneas, perpetuando a ideia de corpos simétricos, atléticos e proporcionalmente "perfeitos", mesmo em meio a diversidade cultural evidente nas sociedades do mundo moderno.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

MESTRE VITALINO: Um dos maiores cerâmistas do nordeste brasileiro.

Retirantes, (cerâmica), Mestre Vitalino -  Foto autoria desconhecida
[Acervo do Museu de Arte Popular do Recife/PE]

Quando falamos em cultura popular, é notorio perceber a relação da obra com as referencias culturais ali presentes, desde sua idealização até sua forma concebida. No entando ao nos referirmos à manifestações artisticas oriundas do povo, não pdemos deixar passar despercebido, a criação do artesanato, uma pratica nobre, feita por pessoas simples, sem a necessidade de uma formação academica para se ocorrer o oficio e fruição artistica. Basta somente vivenciar a cultura do povo, e representá-la na arte de fato.

Mestre Vitalino - foto: Pierre Verger - Caruaru/PE, 1947

Seguindo essa tonante, podemos citar o mestre Vitalino, nascido em 10 de julho de 1909, no povoado de Ribeira dos Campos em Caruaru no estado pernambucano. Foi um grandioso  ceramista popular e tambem atuou como músico. Era filho de lavradores, na sua infancia começou a modelar pequenos animais com as sobras do barro usado por sua mãe na produção de utensílios domésticos, para serem vendidos na feira de Caruaru. 

Mestre Vitalino e a Zabumba de Mestre Vicente

No inicio da decada de 1920, é criada a banda Zabumba Vitalino, na qual é o tocador de pífano principal. Esse detalhe, reforça a diversidade artistica e criativa do grande mestre. A musica tambem irá ser tema do repertorio do artista nas suas obras em ceramica.

Sua atividade como ceramista permanece desconhecida do grande público até 1947, quando o desenhista e educador Augusto Rodrigues organiza no Rio de Janeiro a 1ª Exposição de Cerâmica Pernambucana, com diversas obras suas. Esses eventos contribuem fortemente para torná-lo conhecido nacionalmente. Alguns anos mais adiante, precisamente em 1971, é inaugurada no Alto do Moura, no local onde o artista residiu, a Casa Museu Mestre Vitalino. No espaço, administrado pela família, estão expostas suas principais obras, além de objetos de uso pessoal, ferramentas de trabalho e o rústico forno a lenha em que fazia suas queimas.

Mestre Vitalino ensinando o oficio à família

Sem se preocupar com a concorrência, o mestre não se incomoda que outros artesãos observem seu trabalho, imitem sua técnica e suas inovações de motivos. Vitalino deixa vários discípulos, como Zé Rodrigues e Zé Caboclo, além de filhos e netos, que seguem produzindo trabalhos de cerâmica com o mesmo repertório temático e o vocabulário formal criado por ele.

Mestre Vitalino se destaca por suas figuras inspiradas nas crenças populares, em cenas do universo rural e urbano, no cotidiano, nos rituais e no imaginário da população do sertão nordestino brasileiro. E é essa qualidade que de fato solidifica o ceramista como uma das maiores referencias na área.

Vaquejada 

As cenas presentes no seu trabalho remetem-se à ordem e ao crime no sertão brasileiro. Entre bandidos e soldados, policiais, ladrões de cabra e de galinha, destacam-se as figuras dos cangaceiros, como o temivel Lampião e sua companheira Maria Bonita.

É notorio entender que os aspectos sociais da região, como a seca e a migração, são captados em obras como Retirantes. 

Tambem se torna comum, a presença de figuras e cenas ligadas ao trabalho, que permitem notar a divisão entre atividades laborais e tipos masculinos - vaqueiros, lavradores, homens carregando água ou tirando leite - e femininos - lavadeiras, rendeiras, mulheres cozinhando e costurando. 

As profissões do contexto urbano, como dentista, médico, veterinário, barbeiro, costureira, vendedor de fumo de rolo, também são modeladas por Vitalino, em parte para atender às demandas do mercado.

Mestre Vitalino - foto: Pierre Verger - Caruaru/PE, 1947

Embora todos esses aspectos de sua arte justifiquem a notoriedade alcançada por Vitalino, em certa medida seu sucesso está relacionado a uma tendência cultural mais ampla de valorização dos traços populares, considerados originais e exemplos de brasilidade. Inegavelmente sua produção é interpretada como representativa dessas manifestações "autênticas" e "simples" que muitos intelectuais e artistas, na primeira metade do século XX, elegem como modelo.

Desse modo, é notorio que todos esses acspectos, transfiguram simbolicamente o mestre Vitalino como um dos maiores artesãos que o Brasil já produziu.


Baseado na pagina:

https://www.elfikurten.com.br/2013/01/mestre-vitalino-arte-feita-de-barro.html

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CULTURA DE PERNAMBUCO: Texto didático para auxiliar na sua pesquisa.


A cultura de Pernambuco é uma das culturas mais ativas, ricas e diversificadas do Brasil. Sua base é luso-brasileira, com influências africana,indígena, judaica e holandesa. Trata-se de uma cultura bastante particular e típica, mas extremamente variada, constituindo um dos pilares da cultura brasileira. Primeiro núcleo econômico do país, Pernambuco é uma área de povoamento muito antigo.

Em Pernambuco está a origem, remota ou recente, de diversos símbolos culturais do Brasil: a dança do frevo, que recebe influências da capoeira, arte bastante presente no estado; do coco (dança de roda); os primeiros registros da palavra "samba" ocorreram no Recife; os mais antigos relatos de carnaval no Brasil são de Pernambuco; a cachaça tem provável origem nos engenhos de açúcar pernambucanos, nos primórdios do Brasil Colônia; e são de Pernambuco os registros mais antigos da feijoada à brasileira, considerada o prato nacional do país.

Além disso, personalidades pernambucanas, individualmente, influenciaram de diversos modos a cultura nacional: o jornalista Mário Filho, irmão de Nelson Rodrigues, organizou o primeiro desfile competitivo das escolas de samba do Rio de Janeiro, revolucionando o carnaval cariocaassim como fez, anos depois, o médico e político Pedro ernesto , ao tornar-se o maior benfeitor do Carnaval do Rio; e dois sertanejos, Luiz Gonzaga e Lampião, difundiram com grande êxito a cultura do semiárido brasileiro.

Música e dança

O Frevo é uma manifestação pernambucana declarada como Patrimonio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Isso levou a cultura pernambucana  a um patamar de primazia ainda maior. O Frevo se caracteriza pelo ritmo acelerado e pelos passos que lembram a capoeira. Esse gênero já revelou e influenciou grandes músicos brasileiros. Antes da criação do axé music  na década de 1980 o Frevo era utilizado também no Carnaval de salvador. 

Os pernambucanos Luiz Gonzaga e Lampião são figuras antológicas do sertão nordestino. O "Rei do Baião" foi um dos artistas mais influentes da música brasileira; e o "Rei do Cangaço" difundiu a dança do Xaxado, além de ter composto a célebre canção Mulher Rendeira  segundo estudiosos.

O Baião, é ourtro elemento importante na cultura pernambucana, pois esse gênero de música e dança, teve como maior expoente o pernambucano Luiz Gonzaga . O ritmo, ao lado de outros como o Xote, faz parte do chamado Forró. O Xaxado por sua vez, è uma dança típica originária do sertão pernambucano, exclusivamente masculina, a dança foi divulgada numa vasta área do interior nordestino pelo cangaceiro Lampião e pelos integrantes do seu bando. 


Além do Baião, vários gêneros musicais e danças surgiram no estado de Pernambuco desde o período colonial. Podemos citar alguns deles:

O Maracatu Nação, também conhecido como "Maracatu de Baque Virado", é uma manifestação folclórica pernambucana, tida como o primeiro ritmo afro-brasileiro. É formado por um conjunto musical percussivo que acompanha um cortejo real. Os grupos apresentam um espetáculo repleto de simbologias e marcado pela riqueza estética e pela musicalidade. O momento de maior destaque consiste na saída às ruas para desfiles e apresentações no período carnavalesco. O registro mais antigo que se tem sobre o Maracatu Nação data de 1711, mas o ano de sua origem é incerto. O que se sabe é que ele surgiu em Pernambuco e vem se transformando desde então. Um dos maracatus mais antigos é o Maracatu Elefante, fundado em 15 de novembro de 1800 no Recife pelo escravo Manuel Santiago após sua insurreição contra a direção do Maracatu Brilhante.

O Maracatu Rural, também referido como "Maracatu de Baque Solto", é outra manifestação cultural de Pernambuco, na qual figuram os conhecidos "caboclos de lança". Distingue-se do Maracatu Nação em organização, personagens e ritmo. O Maracatu "Cambinda Brasileira" é o mais antigo em atividade no país. O Maracatu Rural significa para seus integrantes algo a mais que uma brincadeira: é uma herança secular, motivo de muito orgulho e admiração. O cortejo do Maracatu Rural diferencia-se dos outros maracatus por suas características musicais próprias e pela essência de sua origem refletida no sincretismo de seus personagens.

Outra manifestação artistica que envolve a dança popular dentro dos folguedos de Pernambuco, é conhecida como Coco, uma especie de dança de roda com ritmo de origem remota, que surgiu nos engenhos de açucarda antiga capitania de Pernambuco, com influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas. A primeira referência que se tem sobre o Coco data da segunda metade do século XVIII.  

O grupo Raizes de Arcoverde é um dos grupos mais relevantes do genero Coco.

Existem varias versões acreca da  criação do estilo, uma das mais populares ditam que o ritmo nasceu do canto dos trabalhadores durante a quebra do coco para a extração da amêndoa, ou na colheita. O ritmo das batidas para quebrar a fruta ditava o compasso da música.

Em meados dos anos 90, surgiu em Pernambuco um movimento revolucionario no cenario artistico e cultural. Estou a me referi do Manguebeat, movimento da contracultura que mistura ritmos regionais, como o maracatu, o rock, o hip hop e musica eletronica em sua composição sonora. Sua tematica gira em torno de críticas como o abandono econômico-social do mangue e a desigualdade do Recife. 

O manguebeat tem como ícone o músico Chico Science,ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi. Ele foi o idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das ideias, ritmos e contestações do movimento. Outro grande responsável pelo crescimento do gênero foi Fred Zer Quatro, vocalista da banda Mundo Livre S/A  e autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro".


Também são muito comuns em Pernambuco as Bandas de Pífanos, além de outras músicas e danças oriundas do estado, como a Ciranda, o Afoxé, o Cavalo-Marinho, os Caboclinhos, O Pastoril, a Embolada entre outras manifestações. Assim, mostramos a grandiosa riqueza artistica repleta através da diversidade cultural do estado pernambucano.


Boa pesquisa!


terça-feira, 22 de setembro de 2026

JESUINO BRILHANTE, O FILME. Uma produção que evidenciou a caatinga e a cultura potiguar nos anos 70.


Em 1972 o povo hospitaleiro e generoso do Assu de tantos poetas, de tradições pioneiras, recebeu um grupo de atores (cabeludos) cinematográficos, para que aquela cidade e região, fosse cenário principal do primeiro filme longa metragem produzido no Rio Grande do Norte, intitulado "Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro", produzido pelo cineasta potiguar de Ipanguaçu/RN, então radicado no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 1991 chamado artisticamente de William Coobet (Cosme na tradução, seu sobrenome de registro, família tradicional daquela terra ipanguaçuense). 


O filme tem fotografia de Carlos Tourinho, música de Mário Pariz e o seu protagonista é Neri Vitor, produção de Eliana Coobet. É uma produção em Eastmancolor. Suas filmagens tem duração de 1h40m., 35mm e o seu produtor associado é Jonas Garret. O enredo é sobre o cangaço e o gênero é de aventura - rodado que foi em reprise com destaque no 15º Festival de Cinema de Natal, realizado no mês de julho de 2006. Fez sucesso no Brasil e foi rodado especialmente a convite no Festival de Moscou, em 1973. Algumas das suas cópias estão espalhadas em diversos países como Russia, Espanha, Romênia, Checoslováquia, Índia e Polônia.

Conta a história de um cangaceiro romântico chamado Jesuíno Alves Calado (Jesuíno Brilhante), nome que herdara de seu tio, também cangaceiro. Jesuíno nasceu no sítio "Tuiuú", distante sete quilômetros da cidade de Patu, região oeste do Rio Grande do Norte.

Câmara Cascudo depõe que Jesuíno "é o primeiro cangaceiro na memória do oeste norte-rio-grandense. Deixou funda lembrança de valentia, destemor e fidalguia. Era o aut-low gentlil homem, imperioso, arrebatado, incapaz de insultos por vaidade ou de uma agressão inútil."

Voltando ao filme, participaram da filmagem, artistas de nome nacional como Neri Victor, Rodolfo Arena (como Soares), Vanja Orico (como Maria de Goes - lembro-me que Vanja fora hóspede da escritora Maria Eugênia - além de Waldir Onofre (como Zé), Miltom Vilar (como Francisco Limão), Hilda Melo (como Margarida), Maria Lucia Escócia (Jesuíno´s Mother), Wandick Wandré, Rojerio Tapajós (como Silvestre), Eriel José (como Jojeu), Helio Duda (como Juvenal), Mário Paris (como Cobra Verde, Anteór Barreto (natural de Ipanguaçu), além de Regina Accioli, Clementina de Jesus, Jesiel Figueredo (ator potiguar que fez uma cena no Forte dos Reis Magos como o governador da província), Tony Machado, Rui Marques, Daniel Rosental e Nestor Saboia.

Varias pessoas da sociedade assuense deram a sua colaboração como figurantes. Entre tantos: Pedro Cícero de Oliveira, José Caldas Soares Filgueira Filho (Dedé Caldas), Zélia Amorim, Francisco Evaristo de Oliveira Sales (dr. Sales) que foi médico em Assu durante décadas, José Marcolino de Vasconcelos (Dedé de Aiá), Raimundo Márcio Borges de Sá Leitão (Itinho de Durval), Monte Lacerda, Fernando Montenegro, entre outros.

Além do município do Assu, as filmagens fora produzida em Ipanguaçu, Mossoró, Tibau, Patu e nos cerrados de Lages, bem como na cidade do Natal, onde fora concluída a filmagem.

Voltando a vida de Jesuíno, Sinhazinha Wanderley no livro de Walter Wanderley intitulado Família Wanderley, 1965, conta que no Assu existiu um pequeno museu onde se encontrava exposto um pedaço do osso do braço de Jesuíno Brilhante que fora morto pela polícia da paraíba no lugar denominado Palha, distrito do Estado da Paraibano.

Fica, portanto, esse registro, como um fato cultural de muita relevância para o Assu, pois, esse filme é patrimônio cultural que deve ser relembrando e ficar catalogado nas paginas da historia assuense e do Rio Grande do Norte.


POSTAGEM ORIGINAL DISPONIVEL EM:
https://assunapontadalingua.blogspot.com/2019/08/reminiscencias_29.html

ELEMENTOS DA FOTOGRAFIA

 


A Fotografia é uma linguagem artistica de grande importancia, uma vez que ela transpõe o mero registro de algo em determinado tempo, é uma arte que "congela" momentos e transpõe para a imagem, o nosso olhar sobre a figura ou cena captada. Sua historia de fato se inicia ainda no século XVIII, mais precisamente em 1826, quando o francês Joseph Nicéphore Niépce realizou o primeiro registro fotográfico permanente da história ao capturar o quintal de sua casa. O processo que ele utilizou, partia de uma placa de estanho coberta com betume da Judeia e precisou de 8 horas de exposição ao sol para se obter a revelação.

Sabendo disso, vamos entender alguns dos elementos cruciais da Fotografia. São eles:

Pontos

O ponto é a unidade de composição mais simples de uma fotografia. Nesse contexto, ele pode aparecer não como um “ponto” propriamente dito, mas como uma luz de fundo, como as estrelas no céu, quando são fotografadas, ou como o cume de uma montanha. São capazes de atrair a atenção de quem observa as imagens e, por conta disso, são importantes.

Linhas

Assim como os pontos, as linhas interferem na percepção que as pessoas têm ao observarem uma fotografia. Conseguem direcionar o olhar das pessoas para qualquer ponto e, quando combinadas com um ponto, por exemplo, tornam o “caminho interpretativo” ainda mais definido. A “linha” mais comum nas obras fotográficas é a do horizonte. Entretanto, isso não significa que uma linha sempre deverá ser um elemento reto.

Formas

Um pouco mais além do que os nossos olhos conseguem compreender, as formas têm a capacidade de atingir o emocional das pessoas, independentemente de linhas e pontos. Em alguns casos, são geométricas, em outros, não. Mesmo que sejam óbvias ou abstratas, dão estrutura à fotografia.

Texturas

Apesar de a textura ser percebida de forma tátil, através do contato, ela também pode ser um elemento de destaque para as composições fotográficas ao transmitirem uma sensação ótica que remeta ao “toque”. E não estamos falando apenas de textura áspera ou lisa, de uma lixa ou de seda: padrões na areia, ondas de água, paisagens montanhosas, entre outros.

Cor

A grande maioria das pessoas está ciente de que as cores interferem no nosso emocional e na compreensão que temos de muitas coisas do nosso dia a dia. Na fotografia, ainda que ela seja em preto e branco, o elemento cor é importante e capaz de aflorar emoções. Enquanto as cores quentes – vermelho, laranja e amarelo – transmitem uma sensação mais alegre, as frias – verde, azul e violeta – são mais calmas.

Tom

Os tons são elementos cruciais para as composições, seja para os objetos e/ou pessoas fotografadas ou para a foto no geral. Está relacionado à cor, mas também ao brilho e ao contraste de uma imagem. Quando bem utilizados, conseguem “levar” os olhos de quem observa a imagem.

- Distância

Referindo-se às relações possíveis em uma fotografia, a distância se configura como uma relação simples entre os elementos que deve ser explorada com a finalidade de criar um ambiente mais harmônico na imagem, fazendo com que cada elemento fotografado tenha seu próprio espaço.

Equilíbrio

O equilíbrio está diretamente relacionado ao “peso visual” que a foto possui. Em outras palavras, o peso visual significa a quantidade de atenção que cada objeto ou pessoa fotografado atrai. São exemplos os rostos humanos ou de animais, áreas claras e escuras, objetos incomuns, texturas, áreas de contraste e áreas com cores vivas. Uma imagem desequilibrada acaba pesando mais para um lado e a sua apreciação pode estar comprometida.

Movimento

Outro elemento muito comum em fotografias é o movimento: uma gota d’água prestes a cair, linhas de luzes de carro captadas com velocidade baixa do obturador ou pessoas alinhadas contrastando com veículos na rua. Esportes são um excelente ponto de partida para treinar fotografia em movimento. Com alguns ajustes nas funções da câmera, é possível captar e transmitir a ideia de movimentos apenas no olhar.

Composição

Podemos dizer que a composição é a união de vários elementos em uma cena, a fim de passar uma mensagem. Ao ler os próximos tópicos, você vai entender como todos eles são válidos dentro da composição.

As fotografias de paisagens, por exemplo, são um excelente exemplo para explicar a composição. Nelas, há objetos, texturas, pontos, linhas, cores, enquadramento, dimensão e muitos outros elementos.

Perspectiva

Observe, agora, o ambiente ao seu redor. O que você vê? Experimente subir em uma cadeira. O que mudou no seu olhar? Provavelmente, está visualizando mais elementos do que na primeira observação. Isso ocorre porque você mudou a perspectiva. Esse é um dos principais objetivos da fotografia, oferecer um novo olhar.

Além disso, perspectiva é o conceito que permite compreender a terceira dimensão, mesmo na bidimensionalidade fotográfica. O mundo real é tridimensional e estamos acostumados a visualizá-lo dessa forma. No entanto, na arte e na fotografia, os objetos são representados de forma bidimensional.

Como driblar esse efeito e acrescentar a ideia de perspectiva? Mudando os ângulos, aproximando ou afastando objetos, realinhando os elementos, criando novas escalas etc. Ou seja, trabalhando a perspectiva!

Profundidade


A escolha de destacar um objeto é uma oportunidade de fazer oposição com todos os outros elementos da fotografia. Se a ideia é fotografar uma rua, que tal se afastar e usar os dois quarteirões que a abrigam como uma moldura, ajustar o ângulo e mostrar a rua quase em movimento, conduzindo o olhar de um ponto ao outro? É isso o que chamamos de profundidade.

Experimente isolar o assunto do fundo, trazê-lo para primeiro plano ou deixá-lo em segundo plano, usar o efeito macro e demais tentativas para construir a profundidade da foto. A própria natureza nos ensina isso. Então, se precisa de novas ideias, tente fazer uma trilha, caminhar em um parque ou mesmo andar pela cidade.