O MARICAL
Arte em evidência!
terça-feira, 6 de outubro de 2026
EDGAR DEGAS: O artista que pincelava o processo do balé além do glamour dos palcos.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
ARTE EFEMERA - Esculturas de Gelo no Castelo de Matsumoto em Nagano
A arte pode se mostrar de diversas formas, uma delas é conhecida como efemera, ou seja, aquela manifestação artística criada para durar um curto período de tempo, valorizando a transitoriedade, o momento presente e a experiência em vez de buscar a eternidade ou em se conceber como um objeto duradouro. Anualmente, um belo festival de esculturas de gelo é realizado na área do Castelo de Matsumoto , na província de Nagano, no Japão, atraindo um grande público para vislumbrar o evento. O festival conta com a presença de escultores não somente do Japão, mas de outros países.
Os artistas, que participam de uma competição, trazem suas ferramentas e começam a esculpir no final da tarde do dia anterior ao evento, momento o qual é possível apreciar o processo de trabalho dos escultores, que se esforçam durante toda a noite, com as artes finalizadas na manhã do dia seguinte. Esse é um exemplo claro de arte efemera. Em outra oportunidade, trarei mais exemplos desse tipo de linguagem artistica.
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Cia GIRA DANÇA: Um lugar onde a inclusão se estende além da arte.
Foto por Brunno Martins/ Giradança
Quando falamos em dança, o que vem em nossa mente, é um corpo em movimento, seguindo uma compasso sistematicamente coreografado. Ligamos a dança a corpos padronizados, ditos "perfeitos" que se expressam artisticamente. Porém, essa visão de uma arte feita para suprir necessidades de certos padrões, que limitam o seu fazer pra alguns, não tem continuidade, quando a Companhia Giradança entra em cena.
A Giradança se destaca como uma renomada companhia de dança contemporânea natalense, referencia na arte cênica potiguar. O seu diferencial está na inclusão. O que a torna mais especial, não só no estado do Rio Grande do Norte, mas em outras partes do Brasil e tambem internacionalmente, tudo isso devido a sua proposta de dança inclusiva, que integra bailarinos com e sem deficiência.
A Giradança foi criada em 2005 pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, o trabalho artístico do grupo é focado nas possibilidaes de o corpo se mostrar como ferramenta de experiências, que rompem preconceitos e que expandem os limites tradicionais da dança contemporânea. Isso torna a proposta da companhia, um divisor de águas dentro do panorama artistico. Uma vez que se põe em debate, as possibilidades criativas de corpos considerados limitados.
A Cia potiguar tem como Proposta Artística: Investigar a diversidade dos corpos em cena, ressignificando as limitações físicas e transformando-as em potência estética e linguagem coreográfica própria.
A Cia de dança contemporanea já se apresentou em mais de 15 estados brasileiros e em países como a Alemanha. O valor simbolico do Giradança é tão grande, que o coletivo foi condecorado com a prestigiada honraria da Ordem do Mérito Cultural, que por sua vez é a mais alta honraria pública da cultura brasileira, concedida pelo Ministerio da Cultura (MinC) a pessoas, coletivos e instituições que se destacam por relevantes contribuições à cultura do país.
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
MISSÃO ARTISTICA FRANCESA NO BRASIL
A Missão Artística Francesa foi um grupo de artistas, arquitetos e artífices franceses que desbarcou no Rio de Janeiro em março de 1816, cujo o objetivo principal era institucionalizar o ensino oficial das artes plásticas no Brasil e modernizar a cultura da nova sede da corte portuguesa. Amparado pelo governo de Dom João VI, o movimento rompeu com a forte tradição barroca colonial e introduziu o estilo Neoclássico no país, estabelecendo as bases do ensino acadêmico superior de artes.
A vinda do grupo está diretamente ligada à transferência da Família Real portuguesa para o Brasil em 1808. Com a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido em 1815, havia uma necessidade premente de modernização urbana e cultural da capital. Ao mesmo tempo, com a queda definitiva de Napoleão Bonaparte em 1815, muitos artistas franceses de prestígio que eram associados ao antigo regime napoleônico viram-se sem espaço político e desempregados na Europa, encontrando no projeto ultramarino uma oportunidade de recomeço.
O grupo foi organizado e liderado por Joachim Lebreton, um importante intelectual e administrador cultural francês. Entre os membros mais destacados estavam:
Jean-Baptiste Debret (Pintor): Tornou-se um dos nomes mais célebres da Missão. Suas aquarelas e gravuras foram fundamentais para documentar minuciosamente o cotidiano, a sociedade, a corte e os horrores da escravidão no Brasil do século XIX.
Nicolas-Antoine Taunay (Pintor): Esse artistas dedicou-se principalmente a retratar as paisagens naturais e as riquezas do Rio de Janeiro. Ao contrario de Debret, que visava mais uma representação etnocentrica e de comportamento dos sujeitos.
Grandjean de Montigny (Arquiteto): Introduziu as linhas simétricas, colunas e frontões da arquitetura neoclássica no país, projetando edifícios emblemáticos na capital fluminense
Grandjean de Montigny
Auguste-Marie Taunay (Escultor): Este foi um dos artistas responsáveis por disseminar as técnicas de escultura clássica europeia.
Meses após a chegada, um decreto de Dom João VI instituiu a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Após anos de intrigas políticas, escassez de recursos e resistência de artistas locais adeptos do barroco, a instituição foi finalmente inaugurada em 1826 como a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA).
Desse modo, compreendemos que a Missão Artistica Francesa deixou um valioso acervo iconográfico, etnográfico e histórico sobre a formação da sociedade brasileira, além de consolidar o modelo acadêmico de arte que dominaria o cenário nacional durante todo o século XIX.
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
MORRE O ATOR GRIMARIO FARIAS: Um dos mestres fundadores da Cia Teatral Alegria - Alegria.
O teatro do Rio Grande do Norte ficou mais triste. Hoje despediu-se do grandioso espetaculo da vida, um de seus representantes maís importantes. O querido ator e diretor Grimário Farias, fundador da companhia teatral Alegria Alegria. Ele tinha 78 anos de idade e partiu para uma nova jornada em outro plano.
Grimario foi um grande nome da arte de rua, sendo um dos mais antigos membros da Cia Teatral Alegria-Alegria. Ele foi um mestre, sempre disposto a ensinar, despontava sua força artistica, em meio aos palcos do teatro popularesco. A Rua era seu tablado, seu piso, sua ribalta. As cortinas sempre se abriam em qualquer praça na qual o Alegria-Alegria chegara com algum texto que interagia emoção e felicidade cenica.
A conta oficial do Alegria, Alegria publicou uma homenagem ao fundador do grupo:
“Grimário partiu para a sua nova e velha morada; que seu caminho seja iluminado por todos os feitos bondosos aqui na terra. Nossa senhora seja luz e guia nesse momento onde já não há mais dor”, diz o texto.
A atriz Fafá Fialho se emociona ao falar sobre o parceiro:
“Grimário foi meu maior parceiro no teatro. Eu comecei a sentir saudades quando ele adoeceu. Após o AVC já não dava muito para conversar, a memória falhava. Tínhamos muita afinidade, estou me sentindo meio desamparada dessa parceria. A vida é cruel”, lamentou.
Assim que a notícia da morte de Grimário foi divulgada, vários artistas homenagearam o ator e diretor potiguar. A atriz Quitéria Kelly, radicada no Rio de Janeiro, escreveu que 2026 não vem sendo um ano fácil para o teatro potiguar, uma referência também às mortes da atriz Titina Medeiros e do ator, produtor e jornalista Marcílio Amorim.
O corpo de Grimário Farias foi velado no salão nobre da Fundação José Augusto (FJA) e sepultado no cemitério de Emaús. Familiares, amigos e colegas do ator e diretor participaram da despedida. Ele deixa o companheiro Lourenço Evangelista e uma legião de admiradores. Nos últimos dias de vida, foi acompanhado por Lourenço e Ivonete Albano, amiga inseparável, também atriz e diretora teatral.
Natural do município Coronel Ezequiel (RN), Grimário é um dos grandes nomes da cena teatral do Rio Grande do Norte, em especial do teatro de rua. Ele era formado em Direito, mas nunca exerceu o ofício. Servidor público, chegou a dirigir o teatro Sandoval Wanderley, além de ocupar outros cargos na gestão do ex-secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão.
Hoje se foi um grande mestre, ator, diretor e amigo. Tive o privilegio de dividir cena com Grimario. Agora, resta apenas o legado, a memoria e a semente, que fora plantada com muito amor por esse grande artista potiguar.
Salve Grimario Farias!
Ensino de Arte na BNCC: As 6 Dimensões do Conhecimento
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento fundamental que orienta a educação básica no Brasil, estabelecendo diretrizes para o ensino em diversas áreas, incluindo a arte. O ensino de arte na BNCC é estruturado em torno de seis dimensões do conhecimento: Criação, Crítica, Estética, História, Produção e Reflexão. Neste artigo, exploraremos cada uma dessas dimensões e como elas podem ser aplicadas na prática pedagógica.
1. Dimensão da Criação
A dimensão da criação
refere-se ao processo de produção artística, onde os alunos são incentivados a
expressar suas ideias e sentimentos por meio de diferentes linguagens
artísticas. Essa dimensão promove a criatividade e a originalidade, permitindo
que os estudantes explorem suas habilidades e desenvolvam um olhar crítico
sobre suas próprias produções.
Atividades sugeridas:
Oficinas de pintura e
desenho.
Criação de peças
teatrais.
Produção de vídeos e
curtas-metragens.
2. Dimensão da Crítica
A crítica é essencial
para o desenvolvimento do pensamento analítico dos alunos. Nessa dimensão, os
estudantes aprendem a avaliar obras de arte, tanto as suas quanto as de outros
artistas. Isso envolve a análise de elementos como técnica, estilo, contexto histórico
e cultural, promovendo um debate enriquecedor sobre a arte.
Atividades sugeridas:
Discussões em grupo sobre
obras de arte.
Elaboração de resenhas
críticas.
Visitas a museus e
galerias, seguidas de debates.
3. Dimensão da Estética
A estética aborda a
percepção e a apreciação da beleza nas artes. Essa dimensão permite que os
alunos desenvolvam um senso estético, aprendendo a identificar e valorizar
diferentes formas de expressão artística. A estética também envolve a reflexão
sobre o que é considerado belo em diferentes culturas e épocas.
Atividades sugeridas:
Criação de exposições de
arte.
Debates sobre o conceito
de beleza em diferentes culturas.
Estudos sobre movimentos
artísticos e suas influências estéticas.
4. Dimensão da História
A história da arte é
fundamental para contextualizar as produções artísticas. Nessa dimensão, os
alunos aprendem sobre os principais movimentos artísticos, artistas e obras que
marcaram a história da arte. Essa compreensão histórica enriquece a apreciação
e a produção artística dos estudantes.
Atividades sugeridas:
Pesquisas sobre artistas
e movimentos artísticos.
Elaboração de cronogramas
históricos da arte.
Apresentações sobre a
evolução da arte em diferentes períodos.
5. Dimensão da Produção
A produção artística
envolve não apenas a criação, mas também o processo de materialização das
ideias. Os alunos devem aprender sobre os diferentes materiais e técnicas
disponíveis, bem como sobre o planejamento e a execução de projetos artísticos.
Essa dimensão é crucial para que os estudantes se tornem proficientes em suas
habilidades artísticas.
Atividades sugeridas:
Experimentos com
diferentes técnicas de pintura e escultura.
Desenvolvimento de
projetos artísticos em grupo.
Participação em feiras de
arte e exposições.
6. Dimensão da Reflexão
A reflexão é uma parte
importante do processo de aprendizagem. Nessa dimensão, os alunos são
incentivados a pensar criticamente sobre suas experiências artísticas, tanto na
criação quanto na apreciação. A reflexão ajuda os estudantes a desenvolverem
uma postura crítica e a se tornarem mais conscientes de suas escolhas
artísticas.
Atividades sugeridas:
Diários de bordo sobre o
processo criativo.
Reflexões escritas sobre
obras de arte estudadas.
Debates sobre o impacto
da arte na sociedade.
O ensino de arte na BNCC
é uma oportunidade valiosa para desenvolver habilidades essenciais nos alunos,
como criatividade, pensamento crítico e apreciação estética. Ao explorar as
seis dimensões do conhecimento, os educadores podem criar um ambiente de aprendizagem
rico e diversificado, que valoriza a expressão artística e promove o
desenvolvimento integral dos estudantes. Ao implementar essas dimensões em suas
práticas pedagógicas, os professores podem contribuir significativamente para a
formação de cidadãos mais críticos e criativos.
Perguntas Frequentes
1. O que é a BNCC?
A BNCC é a Base Nacional
Comum Curricular, um documento que orienta o ensino nas escolas brasileiras,
estabelecendo diretrizes e conteúdos essenciais para a educação básica.
2. Quais são as dimensões
do conhecimento no ensino de arte?
As dimensões são:
Criação, Crítica, Estética, História, Produção e Reflexão.
3. Como posso aplicar
essas dimensões na sala de aula?
Você pode desenvolver
atividades práticas, debates, pesquisas e reflexões que envolvam os alunos em
cada uma das dimensões do conhecimento.
4. A arte é importante na
educação básica?
Sim, a arte é fundamental
para o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico e da apreciação
estética dos alunos.
5. Quais atividades posso
realizar para estimular a criação artística?
Oficinas de pintura,
produção de peças teatrais e criação de vídeos são algumas sugestões que podem
estimular a criação artística.
6. Como a história da
arte pode ser ensinada?
A história da arte pode
ser ensinada por meio de pesquisas, apresentações e visitas a museus,
promovendo um entendimento contextualizado das obras e movimentos artísticos.