Um breve retrospecto da arte de Társila do Amaral está numa video aula disponivel no meu canal no You Tube.
FABIO FERNANDES ARTE DOCENCIA.
Arte em evidência!
Um breve retrospecto da arte de Társila do Amaral está numa video aula disponivel no meu canal no You Tube.
FABIO FERNANDES ARTE DOCENCIA.
Quando estudamos historia da arte nos livros didaticos, o destaque sempre se encontra na arte ocidental e seus movimentos culturais no decorrer do tempo, porém, não devemos deixar de estudar a desenvoltura da arte no continente sulamericano como parte componente da história da arte mundial. Sabendo disso, temos que levar em conta a arte dos povos pré-colombianos, período da história das Américas e ao conjunto de povos indígenas que habitavam o continente antes da chegada de Cristóvão Colombo em 1492. Nesse perído, muitos avanços cientificos e culturais foram desenvolvidos como o calendario e o sistema de escrita, tambem foi o período de destaque das sociedades Incas, Maias e astecas.
Pra começo de conversa, os Maias, Incas e Astecas se consolidaram como as três civilizações mais importantes do período historico. Foram elas, as responsáveis por dar à arte pré-colombiana seus formatos característicos e o caráter influenciador até hoje presente em símbolos históricos distribuídos pelos museus e construções destes países. Esse formato cultural, se espalhou pela região mesoamericana (México, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica, Panamá e Honduras), além do Peru, Equador, Bolívia, Chile, Argentina e Colômbia.
Podemos entender a arte pré-colombiana como o conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos povos originários das Américas antes da chegada dos europeus. Ela é reforçada justamente pelo forte simbolismo, pela ligação com a espiritualidade e uso de materiais naturais, além de se revelar por meio de sociedades complexas, com identidade cultural própria e domínio técnico altamente sofisticado.
A arte pré-colombiana asteca é conhecida pelas obras feitas em ilhas artificiais e por suas representações plásticas baseadas na iconografia, sempre com motivos relacionados à guerra, vinda daí a criação de esculturas macabras, como as estátuas de crânios humanos. Trabalhos manuais com pedras preciosas, tecidos coloridos, pinturas em muros e miniaturas também são exemplos de cultura asteca.
Além da pintura e escultura, o povo Asteca também é conhecido por construir pirâmides e templos. Esses monumentos arquitetonicos encantam muitas pessoas até os dias atuais, pela sua complexidade e grandiosidade monumental.
Os povos incas têm sua arte pré-colombiana baseada em projetos arquitetônicos funcionais e cheios de simplicidade, com especial atenção aos poucos objetos decorativos; somente ouro e prata em portas, muros e adornos litúrgicos. As plantas de suas construções são em formato xadrez ou oval, sendo as obras feitas por meio do encaixe de pedras. Os trabalhos em cerâmica incas também levam linhas geométricas e muita cor.
As esculturas dos Incas são caracterizadas pelos vasos de cerâmicas decorados, além de estatuetas que trazem aspectos caracteristicos da civilização.
Os temas religiosos são o foco dos Incas e tendo um destaque nos mantos pintados com muitas cores e figuras geométricas.
A arte maia por sua vez, é marcada pelas pinturas com cores fortes, uma vez que eles tinham um sistema de escrita, muitas pinturas têm texto explicativo. Essas pinturas retratam deuses, mitos, cenas agrícolas e figuras importantes. Em termos de arquitetura, destacam-se na construção de templos e pirâmides, pois ela apresenta um elevado grau de sofisticação, visto que a época em que foi produzida.
Podemos concluir que muito além de objetos decorativos, essas produções dos povos pré-colombianos tinham funções ritualisticas, simbólicas e sociais. A arte sempre estave diretamente ligada ao sagrado, à natureza e ao poder, sendo parte essencial da vida cotidiana dessas civilizações, contribuindo assim, para memória da riqueza cultural de nossos povos.
DISPONIVEL EM:
https://jornalismosp.espm.edu.br/movimentos-artisticos-arte-pre-colombiana/
https://www.todamateria.com.br/arte-asteca/
A música é uma linguagem artistica ampla que permite inumeras formas de contemplação sonora, variando os estilos e os inumeros timbres disponiveis em suas infinitas notas musicais. Entre os mais variados segmentos musicais, destaco aqui O Rock progressivo, um amplo gênero de rock que se desenvolveu no Reino Unido e tambem nos Estados Unidos em meados da decada de 1960, vindo a consolodar-se no ápice da música no início da década de 1970.
De inicio o segmento era conhecido como "pop progressivo", o estilo era uma consequência de bandas psicodélicas, ou seja: Uma estética visual, musical e comportamental — popularizado na contracultura dos anos 1960 e 1970, que se destaca pelas cores vibrantes, formas fluidas, padrões geométricos complexos e distorções que imitam ou remetem à experiência alterada da mente. Esse segmento contribuiu para abandonar as tradições pop padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz, folk, ou até mesmo a música classica.
Elementos adicionais contribuíram para seu rótulo de "progressivo": as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, como no caso da utilização dos sintetizadores, que na década de 1970 transformaram a produção musical de forma ampla, passando de equipamentos gigantescos e experimentais de laboratório para instrumentos portáteis de palco e estúdio, um grande exemplo é o "Minimoog", Criado por Robert Moog em 1970, ele foi o sintetizador monofônico mais influente da história, tornando a síntese analógica portátil e acessível.
É necessario afirmar que a música nos anos 70 se aproximava da condição de "arte" e o estúdio, mais do que o palco, a musica de fato tornou-se o foco da atividade musical , que muitas vezes envolvia cria-la para ouvir em vez de dançar. A contemplação auditiva ganhava uma maior evidencia em relação à simplesmente utiliza-la como um estimulo dançante.
Mas o que de fato essa vertente musical vislumbrava, já que era musica assim como qualquer outra linguagem sonora? Para entender essa questão, devemos comsiderar que o estilo musical em destaque buscava uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa. Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato canção em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vezes compondo os chamados “álbuns conceituais", discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre suas faixas. Assim como a guitarra elétrica se tornou marca registrada do rock n' roll, o teclado se tornou parte inerente do estilo, alcançando ou até mesmo superando sua condição de principal instrumento.
Entre as principais bandas que aderiram ao Rock Progressivo e Psicodélico: Bandas como Pink Floyd, Emerson, Lake & Palmer e Genesis (Tony Banks) usavam Minimoog, ARP e Mellotron para criar texturas épicas.
No Brasil temos alguns nomes como :
O TERÇO: conhecido pelo clássico álbum Snegs (1974), que mistura progressivo, hard rock, folk e baião.Bacamarte: Banda carioca formada em 1974, famosa internacionalmente pelo álbum Depois do Fim (1983), comparado a grandes nomes do prog sinfônico mundial.
Casa das Máquinas: Consolidada no rock nacional, marcou a história do progressivo com o icônico disco Lar de Maravilhas (1975).
TERRENO BALDIO, : Fortemente influenciada por bandas europeias como Gentle Giant, lançou um álbum homônimo clássico em 1975 com teclados marcantes e vocais elaborados.
Através do álbum As Crianças da Nova Floresta, o Recordando o Vale das Maçãs estabeleceu-se como um dos principais nomes da música na virada da década de 70 e para os 80, com canções que remetiam para as origens do rock progressivo, mas sem exagerar em técnica ou virtuosismo, apenas empregando letras sensacionais em arranjos belíssimos e encantandoramente trabalhados.
OS MUTANTES: Embora associados ao psicodelismo da Tropicália, álbuns como Tudo Feito pelo Sol (1974) trouxeram uma sonoridade tipicamente progressiva de altíssimo nível.
Assim como essas bandas influenciaram uma geração na decada de 1970, o rock progressivo trouxe uma nova dinamica na contemplação da música como produto artistico que resignifica a forma de ouvir musica. E sem dúvidas, esse foi um movimento impar na musica no Brasil e no mundo.
A obra remete-se ao naturalismo, comumente estudado no renascimento cultural da idade moderna. Certamente ligada a lascivia, que representa o despudor, a volúpia e a busca desregrada por estímulos ou prazeres dos sentidos. Aplicando-se fervorosamente a atitudes, gestos ou olhares com forte apelo erótico. 
FONTE
https://sinsprn.org.br/de-assu-para-o-mundo-conheca-a-obra-de-wagner-di-oliveira/
Estive viajando por Recife, e nessa ida, visitei uma exposição proximo ao marco zero, no Museu da Caixa Cultural. Lá me deparei com um artista cinetico que desconhecia. Estou a me referir de Servulo Esmeraldo, que contribuiu de forma significativa na arte visual do país.
Servulo era escultor, gravador, ilustrador e pintor. Sua arte transitava por diversos estilos artísticos, como o figurativo, o abstrato, o construtivista e o cinético. Em sua produção, destacam-se obras tridimensionais e interativas, compostas de linhas e formas geometricas.
Em 1955, Sérvulo passou a fazer cartazes e ilustrações para capas de revistas como São Paulo Magazine e Revista do Teatro Amador, além de ser também ilustrador no jornal Correio Paulistano. Nesse ano realizou também suas primeiras provas de gravura em metal sobre zinco. No ano seguinte, Sérvulo promoveu sua primeira exposição individual no Clube dos Artistas e Amigos das Artes com o título 39 Gravuras de Sérvulo Esmeraldo, e participou da XIV Trienal de Milão.
Em 1957, o artista promoveu uma nova exposição individual de gravuras, dessa vez no Museu de Arte Moderna de São Paulo, com o título 30 gravuras de Sérvulo Esmeraldo. No mesmo ano, mudou-se para a capital francesa em virtude de uma bolsa de estudos que ganhou do governo francês para estudar na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e passou a estudar gravura em metal com Johnny Friedlaender.
A escolha das obras expostas em SÉRVULO ESMERALDO: LINHA E LUZ levou em conta as etapas e as interligações dos trabalhos do múltiplo artista e evidencia a coerência e a concisão da sua vasta obra. “Essa evolução tem uma lógica simples e muito clara: a gravura em madeira (1957) é “matriz” para as esculturas em acrílico (anos 1970) e que, por sua vez, geraram as litografias (1976), e assim por diante, como se obedecesse a um projeto de sequências e consequências em um fluir sem hiatos”, declara Dodora Guimarães Esmeraldo.
O artesanato pernambucando é sem dúvida um dos que mais se destacam no Brasil. Um dos maiores expoentes da ceramica de Pernambuco é o mestre Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões. A relação do mestre ceramista com o animal detaca-se devido ao seu signo, que era justamente Leão. Nuca, ou Manoel Borges da Silva, nasceu a 5 de agosto de 1937, no engenho Pedra Furada, Nazaré, Mata Norte pernambucana, e deixou um fortre legado que ainda é mantido pela sua familia.
Filho de agricultores, viveu a infância em um ambiente de ceramistas e desde os dez anos, modelou em barro elementos do cotidiano. Mudou-se para a cidade de Tracunhaém/PE e passou a conviver com diversos ceramistas em feiras e salões de arte popular, entre eles, Ana das Carrancas e alguns netos de Vitalino.
Se a família de Nuca era de agricultores, e não de louceiros, o mesmo aconteceu com a família de Maria, que também era da roça, não tinha ninguém no barro. Pode-se dizer que a obra de Nuca é quase obra de dois artistas, originalidade a quatro mãos. O leão e as bonecas foram criação dele e da mulher.
Nuca dos Leões criou os filhos com a arte saída das próprias mãos, festejou a alegria de viver fazendo sempre o que gosta e também ofereceu todas as condições necessárias ao aprendizado e exercício artístico dos filhos seguidores.
A obra do artista pode ser apreciada em antiquários, galerias de arte, e enfeitando praças do Recife, como a do 1º Jardim de Boa Viagem e a Tiradentes, no Cais do Apolo.
Em 27 de fevereiro de 2014, o ceramista morre no Recife.