Victor Brecheret foi
considerado um dos mais importantes escultures do Brasil, sendo responsável
pela introdução do modernismo na cultura e escultura brasileira. Apesar
de ser um dos principais artistas da vanguarda no país, Brecheret nunca abandonou sua
formação artística clássica, ligada à arte greco-romana e renascentista.
Em 1913, Victor voltou à
Itália para estudar escultura em Roma. A cidade, é fortemente ligada à
Antiguidade clássica, ao Renascimento e ao Barroco, sendo um
grandioso polo da escultura europeia. Victor não pode entrar
na escola de Belas Artes, pois não tinha formação na área, desse modo acabou
dividindo atelier com outro artista.
Ao retornar ao Brasil, em
1919, Victor se isolou e tem um tempo de grande produção. Até que os
modernistas o descobriram e se entusiasmaram com sua arte. Suas obras causaram
impacto pela dramaticidade das figuras, tensas e violentamente deformadas em
nome de um caráter épico; além de conterem algumas características
primitivas.
Umas das obras de destaque
de Brecheret, conhecidas como Sepultamento, foi esculpida em granito na França,
em 1923, a obra foi exposta e premiada em Paris. Posteriormente foi vendida à
família Guedes Penteado e hoje está no Cemitério da Consolação (SP), ornando o
túmulo de Olívia Guedes Penteado – admiradora declarada de Brecheret,
mecenas de modernistas e cujo salão foi o primeiro a receber obras
desses artistas. A obra consiste numa releitura da Pietá, que representa a
virgem Maria com cristo morto, acompanhada por outras figuras femininas. A
estética da obra é de linhas simplificadas e livre de realismo.
Atualmente, a obra “Depois
do banho” encontra-se no Largo do Arouche, em São Paulo. A figura feminina
retratada é muito próxima do real, apesar da ainda presente simplificação formal
de Brecheret, dentro de um sentido arcaico.
Victor começou a se
interessar por construir uma iconografia escultórica brasileira. Seu interesse
pela arte arcaica grega cresceu e baseou-se nessa arte para fazer um modernismo
clássico. Houve uma quebra da rigidez geométrica. A naturalização das formas, a
preponderância dos nus femininos — agora permeados por vitalidade e
alegria de viver.
Entre as principais características da escultura feminina de Victor Brecheret, destacam-se:
O Desenho sintético- ( Desenhos corporais com poucas linhas e com muita leveza)
A Elegância e sensualidade contida – (Curvas suaves, inspirados na Art Déco)
A Variedade de materiais – (Mármore, gesso, bronze e pedras)
O Simbolismo – ( Representação da mulher associando a mitos, deusas e fertilidade).
O MONUMENTO ÀS
BANDEIRAS
É uma obra em homenagem aos Bandeirantes, que exploraram os sertões durante os séculos XVII e XVIII. A obra começou a ser desenhado ainda em 1920, sendo concretizada 33 anos depois, às vésperas do IV Centenário da capital paulista de 1954. Sessenta e três anos após sua inauguração, o Monumento às Bandeiras está em ótimas condições, no parque do Ibirapuera /SP, apesar do desgaste natural comum de uma obra ao ar livre.
Dessa forma, podemos afirmar
que Brecheret, foi um dos expoentes mais expressivos da escultura do inicio do
século XX, com destaque na semana de arte moderna de 1922. Seguindo a
influencia da Art Déco, e com sua formação clássica, é nítido a percepção de
rompimento de um estilo mais próximo ao realismo, para um novo contexto visual
moderno que permanece intacto até a contemporaneidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário