Em 1972 o povo hospitaleiro e generoso do Assu de tantos poetas, de tradições pioneiras, recebeu um grupo de atores (cabeludos) cinematográficos, para que aquela cidade e região, fosse cenário principal do primeiro filme longa metragem produzido no Rio Grande do Norte, intitulado "Jesuíno Brilhante, O Cangaceiro", produzido pelo cineasta potiguar de Ipanguaçu/RN, então radicado no Rio de Janeiro, onde veio a falecer em 1991 chamado artisticamente de William Coobet (Cosme na tradução, seu sobrenome de registro, família tradicional daquela terra ipanguaçuense).
terça-feira, 22 de setembro de 2026
JESUINO BRILHANTE, O FILME. Uma produção que evidenciou a caatinga e a cultura potiguar nos anos 70.
ELEMENTOS DA FOTOGRAFIA
A Fotografia é uma linguagem artistica de grande importancia, uma vez que ela transpõe o mero registro de algo em determinado tempo, é uma arte que "congela" momentos e transpõe para a imagem, o nosso olhar sobre a figura ou cena captada. Sua historia de fato se inicia ainda no século XVIII, mais precisamente em 1826, quando o francês Joseph Nicéphore Niépce realizou o primeiro registro fotográfico permanente da história ao capturar o quintal de sua casa. O processo que ele utilizou, partia de uma placa de estanho coberta com betume da Judeia e precisou de 8 horas de exposição ao sol para se obter a revelação.
Sabendo disso, vamos entender alguns dos elementos cruciais da Fotografia. São eles:
Pontos
O ponto é a unidade de composição
mais simples de uma fotografia. Nesse contexto, ele pode aparecer não como um
“ponto” propriamente dito, mas como uma luz de fundo, como as estrelas no céu,
quando são fotografadas, ou como o cume de uma montanha. São capazes de atrair
a atenção de quem observa as imagens e, por conta disso, são importantes.
Linhas
Assim como os pontos, as linhas
interferem na percepção que as pessoas têm ao observarem uma fotografia. Conseguem
direcionar o olhar das pessoas para qualquer ponto e, quando combinadas com um
ponto, por exemplo, tornam o “caminho interpretativo” ainda mais definido. A
“linha” mais comum nas obras fotográficas é a do horizonte. Entretanto, isso
não significa que uma linha sempre deverá ser um elemento reto.
Formas
Um pouco mais além do que os nossos
olhos conseguem compreender, as formas têm a capacidade de atingir o emocional
das pessoas, independentemente de linhas e pontos. Em alguns casos, são
geométricas, em outros, não. Mesmo que sejam óbvias ou abstratas, dão estrutura
à fotografia.
Apesar de a textura ser percebida de
forma tátil, através do contato, ela também pode ser um elemento de destaque
para as composições fotográficas ao transmitirem uma sensação ótica que remeta
ao “toque”. E não estamos falando apenas de textura áspera ou lisa, de uma lixa
ou de seda: padrões na areia, ondas de água, paisagens montanhosas, entre
outros.
Cor
A grande maioria das pessoas está
ciente de que as cores interferem no nosso emocional e na compreensão que temos
de muitas coisas do nosso dia a dia. Na fotografia, ainda que ela seja em preto
e branco, o elemento cor é importante e capaz de aflorar emoções. Enquanto as
cores quentes – vermelho, laranja e amarelo – transmitem uma sensação mais
alegre, as frias – verde, azul e violeta – são mais calmas.
Tom
Os tons são elementos cruciais para
as composições, seja para os objetos e/ou pessoas fotografadas ou para a foto
no geral. Está relacionado à cor, mas também ao brilho e ao contraste de uma
imagem. Quando bem utilizados, conseguem “levar” os olhos de quem observa a
imagem.
- Distância
Referindo-se às relações possíveis em
uma fotografia, a distância se configura como uma relação simples entre os
elementos que deve ser explorada com a finalidade de criar um ambiente mais
harmônico na imagem, fazendo com que cada elemento fotografado tenha seu
próprio espaço.
Equilíbrio
O equilíbrio está diretamente relacionado ao “peso visual” que a foto possui. Em outras palavras, o peso visual significa a quantidade de atenção que cada objeto ou pessoa fotografado atrai. São exemplos os rostos humanos ou de animais, áreas claras e escuras, objetos incomuns, texturas, áreas de contraste e áreas com cores vivas. Uma imagem desequilibrada acaba pesando mais para um lado e a sua apreciação pode estar comprometida.
Outro
elemento muito comum em fotografias é o movimento: uma gota d’água prestes a
cair, linhas de luzes de carro captadas com velocidade baixa do obturador ou
pessoas alinhadas contrastando com veículos na rua. Esportes são um excelente
ponto de partida para treinar fotografia em movimento. Com alguns ajustes nas
funções da câmera, é possível captar e transmitir a ideia de movimentos apenas
no olhar.
Composição
Podemos dizer que a composição é a união de vários elementos em uma cena, a fim de passar uma mensagem. Ao ler os próximos tópicos, você vai entender como todos eles são válidos dentro da composição.As fotografias de paisagens, por exemplo, são um excelente exemplo para explicar a composição. Nelas, há
objetos, texturas, pontos, linhas, cores, enquadramento, dimensão e muitos outros elementos.
Perspectiva
Observe, agora, o
ambiente ao seu redor. O que você vê? Experimente subir em uma cadeira. O que
mudou no seu olhar? Provavelmente, está visualizando mais elementos do que na
primeira observação. Isso ocorre porque você mudou a perspectiva. Esse é um dos
principais objetivos da fotografia, oferecer um novo olhar.
Além disso,
perspectiva é o conceito que permite compreender a terceira dimensão, mesmo na
bidimensionalidade fotográfica. O mundo real é tridimensional e estamos
acostumados a visualizá-lo dessa forma. No entanto, na arte e na fotografia, os
objetos são representados de forma bidimensional.
Como driblar esse
efeito e acrescentar a ideia de perspectiva? Mudando os ângulos, aproximando ou
afastando objetos, realinhando os elementos, criando novas escalas etc. Ou
seja, trabalhando a perspectiva!
Profundidade
A escolha de
destacar um objeto é uma oportunidade de fazer oposição com todos os outros
elementos da fotografia. Se a ideia é fotografar uma rua, que tal se afastar e
usar os dois quarteirões que a abrigam como uma moldura, ajustar o ângulo e
mostrar a rua quase em movimento, conduzindo o olhar de um ponto ao outro? É
isso o que chamamos de profundidade.
Experimente isolar
o assunto do fundo, trazê-lo para primeiro plano ou deixá-lo em segundo plano, usar o
efeito macro e demais tentativas para construir a profundidade da foto. A
própria natureza nos ensina isso. Então, se precisa de novas ideias, tente
fazer uma trilha, caminhar em um parque ou mesmo andar pela cidade.
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
TEATRO DE REVISTA - Como o gênero teatral marcou uma época antes mesmo do advento da elevisão e repressão da ditadura?
Quando falamos em estilos teatrais, principalmente quando o contexto está ligado na pesquisa e na tragetoria do teatro brasileiro, não podemos deixar passar despercebido o Teatro de revista. Este que é um género teatral popularesco importante q na história das artes cênicas , tanto no Brasil como em Portugal, até meados do século XX, periodo em que o mesmo alcançou o seu auge.
É importante salientar que o genero teatral em dastaque, não surge no século XX. Na segunda metade do século XVIII, na França, o teatro de revista surge com a função de protesto, assim como acontecerá mais adiante no Brasil e em Portugal. O genero se caracteriza, pelo frequente apelo à sensualidade e pela sátira social e política. Tendo suas esquetes, compostas por musicais e dança.
Ao buscar uma forma brasileira de traduzir nossa cultura, alegria e toda mistura a partir dos anos 1920 o Teatro de revista se “encontrou”, o teatro se tornou então responsável pela divulgação da música da época já que o rádio só se popularizou tempos depois. Essas músicas eram mostradas por atores que cantavam, o que atraia o público aos teatros em busca de novidades. Nesse momento surge a Revista Carnavalesca, uma invenção totalmente brasileira. Esse tipo de revista estreava sempre antes do carnaval, tinha sempre um final feliz, que era pra mostrar a alegria carnavalesca e o lançamento da marchinha daquele ano.
Uma das vertentes do teatro de revista no Brasil, foi sem dúvida o Teatro rebolado, esse gênero evoluiu para o uso cada vez maior da nudez e da música, em detrimento de textos ou mesmo um enredo, a partir do final da década de 1940.
O teatro de revista tinha na vedete a base de sua execução, uma vez que ela é a principal artista feminina, que aparecia em trajes chamativos, nos espetáculos derivados do cabaré. Ela tinha o objetivo de entreter e cativar o público, tendo que por obrigação do seu oficio saber cantar, dançar e atuarno palco, tanto que as Artistas talentosas eram consideradas super vedetes.
O gênero tearal revelou e consagrou grandes estrelas: vedetes como Virgínia Lane, Mara Rúbia e Eloína; cômicos famosos como Oscarito, Grande Otelo e a uma das mais famosas desse segmento, a íconica Dercy Gonçalves. A produção desses espetáculos, tinha o empresário Walter Pinto como um dos maiores fomentadores do estilo.
Esse teatro vai entrar em declinio com o rigido controle da ditadura militar, devido a forte repressão ao genero e tambem com a forte concorrencia imposta pelo crescimento da televisão na década de 1960. Contudo, o genero fez jus ao que fora pensado em sua essencia, que era satirizar, refletir a hipocrisia gerada por uma sociedade falso moralista que insistia em negar a diversidade da cultura além dos moldes autoritarios de uma época.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Cinco filmes para conhecer o cinema potiguar.
Produções feitas no Rio Grande do Norte percorrem ficção científica, documentários e diferentes paisagens do estado.
O Rio Grande do Norte também tem uma história para contar nas telas. Longe dos grandes centros de produção audiovisual do país, cineastas potiguares vêm construindo, ao longo das últimas décadas, filmes que passam por diferentes gêneros e encontram no estado não apenas um cenário, mas parte importante de suas narrativas. Entre ficções, documentários e obras que misturam realidade e imaginação, o cinema potiguar já levou histórias do sertão, do litoral e da Grande Natal para festivais brasileiros e internacionais.
Algumas dessas produções também podem ser encontradas em plataformas digitais e acervos na internet. Para quem quer conhecer melhor o audiovisual produzido no estado, cinco filmes ajudam a percorrer diferentes momentos dessa história.
Com apenas 15 minutos, “Sideral” é uma das produções potiguares que ganharam projeção internacional nos últimos anos. Dirigido por Carlos Segundo, o curta acompanha uma família que vive próxima ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno, em Parnamirim, enquanto o Brasil se prepara para enviar o primeiro foguete tripulado ao espaço.
A ficção científica se mistura ao cotidiano de uma mãe que se vê diante da possibilidade de mudar completamente a própria vida. Enquanto o país olha para o céu em busca de um futuro distante, a personagem também passa a imaginar um novo caminho para si.
Filmado em Natal e no entorno da capital, “Sideral” utiliza paisagens potiguares para construir uma história que ultrapassa a questão espacial.O curta fala sobre sonhos, escolhas e desigualdade a partir de uma situação extraordinária.
A produção foi selecionada para importantes festivais e representou o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar de 2022 na categoria de melhor curta-metragem em live action. Atualmente, “Sideral” pode ser encontrado no Globoplay.
“Fendas” Também dirigido por Carlos Segundo, leva o cinema potiguar para um território mais experimental. O longa acompanha Catarina, uma pesquisadora de física quântica que investiga uma relação entre luz e som e acaba descobrindo.
Filmado no RN, "Fendas" mistura ficção científica e desigualdade e chegou a representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar uma frequência capaz de alterar sua percepção do tempo.
A história utiliza conceitos científicos para construir uma narrativa sobre memória, percepção e realidade. O resultado é um filme que se distancia das estruturas mais tradicionais e aposta em uma experiência visual e sonora. Com cerca de 80 minutos, “Fendas” foi exibido em festivais e recebeu reconhecimento no circuito independente. O filme também passou pela Mostra de Cinema de Gostoso, um dos principais eventos dedicados ao audiovisual no Rio Grande do Norte.
Para voltar ainda mais no tempo, “Boi de Prata” é um dos títulos fundamentais do cinema produzido no estado. Dirigido por Augusto Ribeiro Jr., o filme foi lançado em 1981 e teve como cenário o sertão potiguar.
A história acompanha Elói Dantas, um fazendeiro interessado em ampliar seu patrimônio por meio da exploração de minérios. No caminho, ele entra em conflito com Antônio Vaqueiro, dono de um pequeno sítio que se torna alvo de seus interesses. O filme combina elementos do drama rural com questões relacionadas à terra, à exploração econômica e às relações de poder.
A produção também tem importância histórica por reunir profissionais que posteriormente teriam carreiras de destaque no cinema brasileiro, como o diretor de fotografia Walter Carvalho. Décadas depois de seu lançamento, “Boi de Prata” permanece como uma referência para quem pesquisa a história do audiovisual potiguar e a tentativa de produzir cinema fora do eixo Rio-São Paulo.
“Sêo Inácio (ou O Cinema do Imaginário)” “Sêo Inácio (ou O Cinema do Imaginário)”. Dirigido por Hélio Ronyvon, o documentário apresenta a história de Inácio Magalhães de Sena, um cinéfilo potiguar que dedicou boa parte da vida a assistir a filmes. a produção transforma a relação do personagem com a sétima arte em uma reflexão sobre memória e passagem do tempo.
Mais do que contar a história de um espectador, o filme registra uma forma particular de viver o cinema. como um pequeno retrato da cultura cinematográfica do estado e de personagens que, mesmo longe dos holofotes, ajudam a construir a memória audiovisual potiguar.
“A Parteira” é um documentário dirigido por Catarina Doolan. O filme acompanha Donana, parteira que atuou durante décadas em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Conhecimentos acumulados ao longo da vida, revela uma tradição transmitida entre gerações. O documentário transforma a experiência pessoal de Donana em registro de uma prática que faz parte da história de muitas comunidades brasileiras. O filme recebeu o prêmio de Melhor Curta-Metragem na Mostra de Cinema de Gostoso de 2019.
O cinema potiguar não segue uma única fórmula. Há espaço para ficção científica, experimentação entre outros modelos de atuação. O próprio cinema é o assunto, com pouco mais de dez minutos. A produção funciona, a cultura e a memória também.
Em comum, os filmes têm a presença do Rio Grande do Norte como parte da narrativa, seja por meio das paisagens, dos personagens ou das histórias que dificilmente poderiam ser contadas da mesma maneira em outro lugar. Esse movimento ganhou força com a criação de iniciativas volta “Sideral”, de Carlos Segundo, é um dos curtas potiguares que ganharam destaque das à produção, preservação e circulação do audiovisual local.
A Cinemateca Potiguar, projeto ligado ao Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), mantém ações de preservação e difusão de filmes e outros materiais audiovisuais. A Mostra de Cinema de Gostoso, realizada no litoral potiguar, também se tornou espaço importante para a exibição e discussão de obras produzidas no estado.
Nos últimos anos, novos realizadores passaram a ocupar esse circuito com curtas e longas que apresentam diferentes olhares sobre o cotidiano potiguar. São histórias que vão do sertão ao litoral, da ficção científica às tradições populares, e que ajudam a construir uma memória audiovisual do estado. Para o público, conhecer essas produções é também uma maneira de enxergar o Rio Grande do Norte por outros ângulos. Nas telas, lugares conhecidos podem ganhar novos significados, enquanto histórias aparentemente pequenas passam a fazer parte de uma narrativa maior sobre a cultura potiguar.
Materia orignal disponivel em:
https://ocorreiodehoje.com.br/filmes-para-conhecer-o-cinema-potiguar/
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
A PINTURA NOS VASOS GREGOS: Uma reflexão sobre essa arte expressiva na linha do tempo.
Assim como em outras civilizações, a pintura apareceu na Grécia como um elemento de decoração da arquitetura. As paredes das construções eram, muitas vezes, ostentadas por vários painéis pintados que apareciam até nas métopas dos templos, no lugar das esculturas.
A arte na cerâmica proporcionou uma forma de realização da pintura grega. Os vasos gregos não eram conhecidos apenas pelo equilíbrio e forma, eles também são conhecidos pela harmonia entre o desenho, as cores e o espaço utilizado para a ornamentação.
Eles serviam para os rituais
religiosos e para armazenar, entre outras coisas, água, vinho, azeite e
mantimentos. Os vasos tornaram-se objetos artísticos a partir da hora em que
passaram a revelar uma forma equilibrada e um trabalho de pintura harmonioso.
Na maior parte das vezes, as pinturas dos vasos buscavam representar pessoas em suas atividades diárias e, principalmente, cenas da mitologia grega.
Nos exemplos em destaque,
temos a presença de harpias pintadas nos quadros gregos. são criaturas
mitológicas, frequentemente representadas como aves de rapina com rosto de
mulher e seios.
Outro exemplo frequente nos
quadros gregos era A Hidra de Lerna, que segundo a mitologia, era é um monstro assustador de muitas cabeças que
matou um dos heróis mais famosos da Grécia. Consistia numa serpente com várias
cabeças com o poder de regeneração e veneno mortal, a Hidra era um dos monstros
mais temíveis da mitologia grega.
Para dar início ao processo, o
artista pintava, em negro, a silhueta das figuras. Dando continuidade, ele
gravava o contorno e as marcas interiores dos corpos com um instrumento
pontiagudo. Esse objeto era útil no momento de retirar a tinta preta, deixando
linhas nítidas.
Exéquias foi o maior pintor de
figuras negras. Em destaque“Aquiles e Ajax jogando” foi uma de suas pinturas mais
famosas.
Além do trabalho detalhista
nos mantos e nos escudos dos heróis, o artista fez coincidir, nessa pintura, a curvatura
do vaso com a inclinação das costas dos dois personagens; tudo isso feito de
maneira harmoniosa.
Outro aspecto a ser observado
é que as lanças desempenham também uma função plástica: o modo como elas estão
dispostas, leva o observador a dirigir sua visão para as alças da ânfora e,
dessas, para os escudos colocados atrás das figuras.
Desse modo pode-se notar que a junção de todos esses
elementos cria um todo organizado, além de fazer com que a beleza do vaso seja
resultado da integração entre esses detalhes.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
ROMANTISMO VS REALISMO: Como diferenciar os dois estilos, sem copmplicação.
É coerente afirmar que realismo foi um movimento artístico e cultural que eclode no século XIX abordando temas sociais com uma visão objetiva e crítica, vindo a contrapor-se ao romantismo, uma linguagem mais voltada ao subjetivismo. O realismo se manifestou na literatura e nas artes plásticas, destacando questões sociais como miséria e exploração, tal movimento tambem é marcado, justamente por atribuir clareza em sua linguagem e embargada pela análise psicológica dos personagens.
Seguindo essa tonante, logo notamos que o Romantismo e o Realismo, descaram-se como dois dos maiores movimentos literarios e artisticos do século XIX, sendo que ambos têm suas peculiaridades, divergencias que fazem com que seja possivel, identificar ambas as estéticas. Com foco na idealização e emoção, O Romantismo obtem seu dominio na primeira parte do século, enquanto que na segunda metade, o Realismo surge criando um choque de criticidade e objetividade.
O Romantismo na perspectiva artistica, inicia-se na Europa no final do século XVIII e atinge o seu auge entre aproximadamente 1800 e 1850. Sua caracteristicas principais enfatizam-se na emoção e individualismo, na glorificação do passado e da natureza, partindo do contexto medieval ao classico. Pode-se tambem afirmar que o Romantismo reage à revolução industrial e às ideias iluministas. Incorpora-se nas artes visuais fortemente influenciando o conservadorismo, o socialismo, o liberalismo e o nacionalismo.
O Romantismo tem como suas mais destacadas caracteristicas: O subjetivismo, que focava nos sentimentos íntimos, na melancolia e na visão interior do artista. Na exaltação da natureza, nas paisagens grandiosas que refletem o estado de espírito humano, na ruptura com o clássico que rejeita as regras acadêmicas, simetricas e de equilíbrio do Neoclassicismo, e por fim na liberdade criativa que enfatiza na individualidade e na figura do artista como um gênio criativo.
Enquanto o Romantismo vê um mundo poético e utópico, o Realismo, por sua vez se mostra como uma tendência estética bem mais clara a cerca da vida real. O estilo surge na Europa durante a segunda metade do século XIX, complementando assim a linha tenua entre a subjetvidade explicita dos artistas romanticos e a clareza da realidade objetiva proposta pelo novo estilo até então.
O sucessivo crescimento industrial e científico das sociedades, acaba desencadeando as caracteristicas principais do realismo, uma vez que, numa sociedade moldada pelo desenvolvimento da industria, logo as fabricas crescerão e a força do trabalho tornase-a forte num contexto cotidiano. Isso fará o realismo adotar temas ligados as ações de trabalhadores, como inspirações temáticas do estilo.
Esta obra representa com profunda sensibilidade a vida simples e o trabalho árduo dos camponeses. Em Angelus, Millet captura um casal interrompendo suas tarefas agrícolas para fazer uma oração ao anoitecer, transmitindo um sentido de humildade e devoção. A pintura destaca o compromisso do artista com o realismo, ao retratar a dignidade da vida rural em detalhes autênticos e comoventes.
Nessa ocasião, os artistas perceberam que com a natureza "dominada", era necessario haver maior objetividade e realismo também nas expressões artísticas, vindo então a rejeição das represetações subjetivas e ilusórias. É o caso de "Moças peneirando trigo", de Gustave Coubert, que reflete uma cena de jovens moças realizando o trabalho braçal. Assim, o foco de representação muda de algo utópico para algo concreto.
Os Respigadores - Jean- François Millet
Uma das obras mais icônicas do realismo, representa trabalhadoras colhendo grãos, enfatizando o esforço das pessoas comuns.