A música é uma linguagem artistica ampla que permite inumeras formas de contemplação sonora, variando os estilos e os inumeros timbres disponiveis em suas infinitas notas musicais. Entre os mais variados segmentos musicais, destaco aqui O Rock progressivo, um amplo gênero de rock que se desenvolveu no Reino Unido e tambem nos Estados Unidos em meados da decada de 1960, vindo a consolodar-se no ápice da música no início da década de 1970.
De inicio o segmento era conhecido como "pop progressivo", o estilo era uma consequência de bandas psicodélicas, ou seja: Uma estética visual, musical e comportamental — popularizado na contracultura dos anos 1960 e 1970, que se destaca pelas cores vibrantes, formas fluidas, padrões geométricos complexos e distorções que imitam ou remetem à experiência alterada da mente. Esse segmento contribuiu para abandonar as tradições pop padrão em favor de instrumentação e técnicas de composição mais frequentemente associadas ao jazz, folk, ou até mesmo a música classica.
Elementos adicionais contribuíram para seu rótulo de "progressivo": as letras eram mais poéticas, a tecnologia era aproveitada para novos sons, como no caso da utilização dos sintetizadores, que na década de 1970 transformaram a produção musical de forma ampla, passando de equipamentos gigantescos e experimentais de laboratório para instrumentos portáteis de palco e estúdio, um grande exemplo é o "Minimoog", Criado por Robert Moog em 1970, ele foi o sintetizador monofônico mais influente da história, tornando a síntese analógica portátil e acessível.
É necessario afirmar que a música nos anos 70 se aproximava da condição de "arte" e o estúdio, mais do que o palco, a musica de fato tornou-se o foco da atividade musical , que muitas vezes envolvia cria-la para ouvir em vez de dançar. A contemplação auditiva ganhava uma maior evidencia em relação à simplesmente utiliza-la como um estimulo dançante.
Mas o que de fato essa vertente musical vislumbrava, já que era musica assim como qualquer outra linguagem sonora? Para entender essa questão, devemos comsiderar que o estilo musical em destaque buscava uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa. Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato canção em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vezes compondo os chamados “álbuns conceituais", discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre suas faixas. Assim como a guitarra elétrica se tornou marca registrada do rock n' roll, o teclado se tornou parte inerente do estilo, alcançando ou até mesmo superando sua condição de principal instrumento.
Entre as principais bandas que aderiram ao Rock Progressivo e Psicodélico: Bandas como Pink Floyd, Emerson, Lake & Palmer e Genesis (Tony Banks) usavam Minimoog, ARP e Mellotron para criar texturas épicas.
No Brasil temos alguns nomes como :
O TERÇO: conhecido pelo clássico álbum Snegs (1974), que mistura progressivo, hard rock, folk e baião.Bacamarte: Banda carioca formada em 1974, famosa internacionalmente pelo álbum Depois do Fim (1983), comparado a grandes nomes do prog sinfônico mundial.
Casa das Máquinas: Consolidada no rock nacional, marcou a história do progressivo com o icônico disco Lar de Maravilhas (1975).
TERRENO BALDIO, : Fortemente influenciada por bandas europeias como Gentle Giant, lançou um álbum homônimo clássico em 1975 com teclados marcantes e vocais elaborados.
Através do álbum As Crianças da Nova Floresta, o Recordando o Vale das Maçãs estabeleceu-se como um dos principais nomes da música na virada da década de 70 e para os 80, com canções que remetiam para as origens do rock progressivo, mas sem exagerar em técnica ou virtuosismo, apenas empregando letras sensacionais em arranjos belíssimos e encantandoramente trabalhados.
OS MUTANTES: Embora associados ao psicodelismo da Tropicália, álbuns como Tudo Feito pelo Sol (1974) trouxeram uma sonoridade tipicamente progressiva de altíssimo nível.
Assim como essas bandas influenciaram uma geração na decada de 1970, o rock progressivo trouxe uma nova dinamica na contemplação da música como produto artistico que resignifica a forma de ouvir musica. E sem dúvidas, esse foi um movimento impar na musica no Brasil e no mundo.















































