quarta-feira, 1 de agosto de 2012

TODAS AS MULHERES DE TARANTINO



As mulheres de Tarantino são vibrantes, fortes e estão armadas! Nada melhor que isso para curar um dia de TPM ou aliviar a vontade de exterminar os homens. A seguir, uma lista com algumas delas, para inspirar e promover a catarse!
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Detalhe do poster do filme Jackie Brown

Antes é preciso deixar claro que a lista a seguir é baseada unicamente no gosto pessoal desta que vos escreve, queridos leitores! Então esperem grandes doses de parcialidade. 
Quentin Tarantino é antes de tudo um cinéfilo. Seus filmes são pop: fotografia extremamente colorida e saturada, trilha sonora excelente, atuações ótimas e aquele temperinho especial que fica por conta da metalinguagem, já que o diretor faz filmes sobre filmes.
Seus personagens são singelamente complexos: pessoas que poderíamos encontrar ao entrar em um McDonald’s da vida, mas que por outro lado guardam uma capacidade de argumentação (vide Jules de Pulp Fiction) que o deixariam sem palavras e provavelmente sem fome.

À primeira vista, os filmes de Tarantino podem parecer “coisa de macho”, mas não é bem assim. A violência é uma constante e isso pode afastar algumas mulheres, contudo, é preciso dar uma segunda chance às suas películas. Se todas as boas características que já citei não forem suficientes para convencer a ala feminina, apelo ao “girl power” que há dentro de todas nós e garanto: Tarantino é feminista.
Suas “mocinhas” são fortes, sabem usar armas (todas! naturais ou não) e mesmo assim conservam aquela feminilidade que nos capacita a matar com os olhos. Ao iniciar este artigo me propus fazer uma lista com essas mulheres de Tarantino. O título soará falso - não posso falar de todas elas - mas garanto que a essência está toda aqui:
1. Pulp Fiction
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Imagem de Pulp Fiction.

Quem é que consegue ouvir “You never can tell” de Chuck Berry e não querer decorar os passinhos encantadoramente desengonçados de Uma Thurman? Mia Wallace é uma personagem secundária da trama de Pulp Fiction, mas ela rouba a cena no encontro com Vincent Vega, o matador medroso interpretado por John Travolta. Mia pisa com o seu delicado pezinho (aliás, fetiche maior de Tarantino, podólatra assumido) sobre o coração inseguro de Vincent. A senhora Wallace é uma mulher multifacetada: toma milk shake e participa de concursos de danças e no momento seguinte precisa de uma injeção de adrenalina para sobreviver a uma overdose. Tudo isso, é claro, sem deixar de ser descaradamente sedutora.

2. Jackie Brown
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Imagem de Jackie Brown

Se em Pulp Fiction o diretor homenageou as revistas populares que recebiam o mesmo nome (pulp), em Jackie Brown ele se volta aos filmes do movimento Blaxploitation, realizados nos anos 70 por atores e diretores negros. Para isso ele contou com uma das principais atrizes desse movimento: Pam Grier, que teve sua carreira revitalizada através do filme de Tarantino. Nele, ela interpreta a aeromoça Jackie Brown, que de forma ardilosa passa todos os homens do filme para trás: o aliado apaixonado, os policiais e até o mafioso para quem trabalhava.

3. Kill Bill, volume 1 e 2
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Imagem de Kill Bill

Aqui temos a representante maior de todas as outras personagens femininas de Tarantino: Beatrix Kiddo ou A Noiva. Em Kill Bill, o diretor inaugura uma temática que vai permear vários dos seus outros filmes, a vingança. Uma mulher normal quando traída é um perigo, mas se a mulher em questão tem treinamento de samurai a coisa piora consideravelmente. Sem falar em instinto materno e no fato de que a disputa maior era com mulheres igualmente lindas e perigosas, coisa que, podemos confessar, as mulheres adoram!

4. Grindhouse: Death Proof
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Imagem de Death Proof

Este é, em minha opinião, o filme mais “mulherzinha” de Quentin Tarantino. Death Proof integra o projeto Grindhouse junto com Planet Terror, de Robert Rodriguez. A proposta foi fazer uma homenagem aos filmes de terror dos anos 1970, por isso as histórias são bastante trash. Neste filme temos duas narrativas, ambas estão interligadas através do personagem de Kurt Russell, Stuntman Mike. Na primeira história as amigas Julia, Shanna e Arlene são mulheres bonitas e independentes que saem para se divertir - até que cruzam o caminho do serial killer Mike. O resultado é uma cena muito trash de um acidente automobilístico entre o carro delas e o carro “à prova de morte” do dublê. Um corte temporal nos leva até as mulheres que vão colocar Mike no seu devido lugar: Abernathy, Kim, Lee e Zoe Bell (que se interpreta a si mesma). Zoe decide emprestar um carro para relembrar os tempos de dublê ao lado da amiga Kim, mas enquanto estava amarrada ao carro, o também dublê Mike aparece e quase causa a morte delas. O que ele não esperava era que elas fossem revidar - e revanchismo é o segundo nome das mulheres de Tarantino.

Há ainda outras mulheres que não coloquei na lista, todas interessantes e nervosas. Se a TPM bater, eu aconselho: nada de comédia romântica! Tarantino cura todos os sintomas!
jessicaparizotto
Sobre a autora: jéssica parizotto é uma proparoxítona, interessa-se por haicais, músicas pouco conhecidas e jogo de palavras. Queria voar de balão, mas tem medo de altura. Saiba como fazer parte da obvious.


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/07/todas_as_mulheres_de_tarantino.html#ixzz22LBtELNO

terça-feira, 31 de julho de 2012

Momento de Ócio, #01



Vamos sorrir um pouquinho!

Palco Giratório SESC volta ao RN com espetáculos teatrais gratuitos

 (Divulgação)

Falta pouco para o início de mais uma “circulada” da turnê 2012 do Palco Giratório SESC, projeto de fomento às artes cênicas, idealizado pelo Departamento Nacional do SESC. Nesta terça-feira, 31/07, às 20h, a trupe pernambucana “Ensaia Aqui e Acolá” sobe ao palco do Teatro Alberto Maranhão, com a peça “O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas”.

O enredo retrata a história de uma jovem que engravida do namorado em Recife, no final do século XIX, e é emparedada viva pelo próprio pai para fugir da vergonha familiar e preservar a honra. O projeto Palco Giratório, promovido pelo SESC RN, é um dos destaques do “Agosto da Alegria”, evento cultural realizado pelo Governo do Estado.

Neste ano, os norte-rio-grandenses ainda serão contemplados com cinco peças de diferentes estilos, transitando da comédia ao drama. As apresentações acontecem em mais duas etapas – em agosto e novembro – para os públicos de Natal, Mossoró e Caicó. Além dos palcos dos teatros, a população poderá acompanhar encenações em vias públicas.

Em Mossoró, a programação cênica começa no dia 01 de agosto, às 20h, no Largo do Teatro Dix-Huit Rosado, com a peça “Este lado para Cima”, da paulista Brava Companhia. No dia 02 de agosto, o Palco gira em Caicó, às 20h, na Praça Mons. Walfredo Gurgel, com a mesma peça encenada em Mossoró.

A temática da peça será encenada na rua, abusando do humor e da ironia para desfilar uma serie de questionamentos, provocações e críticas ao capitalismo e suas práticas predatórias de exploração do trabalho, criando uma divertida metáfora da vida contemporânea com suas contradições e absurdos.

Para ter acesso aos espetáculos, que serão gratuitos, sugere-se ao público levar aos locais das apresenções 1kg de alimento não-perecível para o programa Mesa Brasil do SESC. Posteriormentes, os mantimentos serão encaminhados às instituições sociais cadastradas no programa de segurança alimentar da instituição.

A programação completa do projeto e suas apresentações encontram-se disponíveis no site do www.sescrn.com.br.

Disponivel em:

domingo, 29 de julho de 2012

O esquema de distribuição da Globo me deixou enojado, disse o ator Caio Blat

Por Victor Zacharias


O ator Caio Blat esteve em Suzano em um evento promovido pela prefeitura durante o qual participou de uma roda de conversa com a juventude e contou um pouco da sua trajetória de vida, a experiência no teatro, cinema e televisão.

Sua premiada carreira começou precocemente, primeiro fez comerciais de publicidade aos 8 anos, depois atuou em novelas, só então chegou ao teatro. Quanto aos estudos, preferiu fazer faculdade de direito ao invés de artes cênicas, pois a intenção era a de ampliar sua cultura e conhecimento. Entrou na USP, mas não concluiu o curso.


Cinema não chega aos pobres. Quando foi fazer o filme Bróder morou por um tempo no bairro de Capão Redondo em São Paulo, foi lá que percebeu que o cinema não chega até as pessoas da periferia, o público que atinge é restrito, o motivo a seu ver é porque não existem salas disponíveis nestes lugares, o ingresso é caro e o filme brasileiro fica uma semana em cartaz e sai para dar lugar aos filmes da indústria americana.

Esquema para fazer sucesso
Ele foi produtor de seus últimos filmes, por isso descobriu qual era o esquema da distribuição, e Caio indignado disse "é uma coisa que me deixou enojado, me deixou horrorizado".
"No cinema a distribuição é predatória, ainda é um monopólio", disse Caio, "são pouquíssimas empresas distribuidoras e o que elas fazem é absolutamente cruel, elas sugam os filmes, não fazem crescer, sugam para elas, são grandes corporações".

Ele disse, "ia ao Vídeo Show, no programa do Serginho Groisman e outros. Achava que era um processo natural de divulgação, foi quando descobri que estas coisas são pagas. Quando vou ao programa do Jô fazer uma entrevista isso é considerado merchandising, não é jornalismo".

A Globo faz estas ações de merchandising, inclusive em novelas, e fatura para a Globo Filmes. Comenta Caio, "Ela cobra dela mesma". Ele notou que este é uma espécie de "kit" para que o filme aconteça e seja exibido em dezenas de salas em todo o Brasil. Se por acaso os produtores não aceitarem esta imposição, a Globo não levará ao ar nada do filme em nenhum de seus veículos, nem no eletrônico, nem no impresso, Caio completa, "Se não fechar com a Globo Filmes, seu filme morreu"

No contrato de distribuição, Caio detalha, fica estabelecido que o primeiro dinheiro a entrar da bilheteria do filme é para pagar a Globo Filmes, "É um adiantamento que estamos fazendo. Olha o que eles estão dizendo! Adiantamento fez quem realizou o filme, investiu muito antes". Ele pergunta, "O que a Globo faz? Quanto ela gastou para fazer este "investimento"? Nada. O programa deles tem que acontecer todos os dias, eles precisam de gente para ser entrevistada, finaliza sobre este tema.

Jornalismo que é propaganda disfarçada
Sem contar o lado ético, que no capitalismo é apenas retórica, chega-se a primeira conclusão que tudo que é exibido na televisão, uma concessão pública, é propaganda, ora em formato de comercial, ora como merchandising, isto é, dentro do programa e até em estilo jornalístico. Outra conclusão é que a TV gera lucro em outros negócios para seus concessionários que nada tem a ver com a atividade fim da concessão.

Lei limita propaganda
Nas leis, que completam 50 anos, de números 52.795/63, art.67 e 88.067/63, art.1, art 28, 12, D, está escrito o seguinte: Limitar ao máximo de 25% (vinte e cinco por cento) do horário da sua programação diária o tempo destinado à publicidade comercial. Pelo visto, ela claramente não é cumprida na programação que vai ao ar.
Existem também canais que passam promoção de vendas o tempo, neste caso, além da lei citada, também deixam de cumprir o princípio constitucional : Art. 221 - A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.
Tudo leva a crer que estas questões são graves o suficiente para suspensão das outorgas das emissoras infratoras.

Por isso, e por muitas outras coisas, é preciso que este tema da democracia da mídia seja discutido no país e o Marco Regulatório da Comunicação, após ampla consulta pública, encaminhado o mais rapidamente ao Congresso, sem o qual a Liberdade de Expressão com diversidade e pluralidade continuará seriamente prejudicada.

Assista ao vídeo do bate papo, a questão da mídia começa a ser colocada com 12'53"




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sexta-feira, 27 de julho de 2012

...PALAVRAS...


Viajar...
Adquirir asas...
Para além do céu aberto...
Contrastar as alegrias...
Com as tristezas diversas...
Tornando a mais simples alegoria...
Num mundo recheado...
De imaginários...
A recordações...
Este sim!
É aquele que poderá tornar-nos por momentos...
Num sonho!
Num algo condensado!
Numa real inexistência!
Este sim...
É o MEU livro!
Todo ele...
De...
...PALAVRAS SEM TEMPO...
Do que sinto...
Do que quero...
Dos meus desejos...
Sonhos...
E ansiedades!
Tudo o aqui está é verdadeiro...
Simples...
E ao mesmo tempo...
Bastante complexo!
Falo de MIM...
Da minha vida...
Da minha existência...
Do meu ser...
Das minhas...
Alusões...
E...
Ilusões...
Este sou EU!
E tudo isto...
Faz parte de MIM!!!!

Alex M

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EXPLORAÇÃO 3D DE GUERNICA

por


Durante a guerra civil espanhola, a aldeia de Guernica foi atacada e practicamente destruida pela Luftwaffe, inspirando uma das mais famosas pinturas de Pablo Picasso. Devido ao horror das quase 1600 mortes originadas pelo bombardeamento, esta obra, que já estava a ser efectuada pelo artista, recebeu então o nome desta aldeia, nascendo e perpetuando-se Guernica.

Lena Gieseke propôs-se a fazer uma representação a três dimensões desta famosa pintura, ideia que surge a partir da influência da montagem de puzzles de pinturas famosas.Segundo Lena, através da montagem de puzzles a percepção de toda a obra adquire um significado diferente, pelo facto deste processo obrigar a um estudo detalhado das linhas, formas e cores que dão vida a toda a composição. A minúcia necessária para a execução de tal tarefa permite que tenhamos consciência de certos detalhes que, de outra forma, jamais seriam percepcionados. A experiência da pintura torna-se então mais intensa, pela interação causada pela solução do puzzel mas, ao mesmo tempo, fortalecida e expandida pelo própria fantasia do observador, a medida que vai analizando pequenos pedaços desconexos da obra.

Surge assim a dimensão de Guernica segundo o olhar de Lena Gieseke.



bjr
Sobre o autor: benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2008/07/exploracao_3d_d.html#ixzz21t4lv5Kg

MUSEUS ASSUSTADORES: O LADO INCÓMODO

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O mundo é demasiado grande para o conhecermos bem. Talvez por isso nos surpreendamos quando a completa estranheza surge aos nossos olhos, por exemplo na comunicação social. Ou o “estranho” será já regra? Ainda assim, o que nos pode assombrar, hoje, reflecte a profusão de ideias em que o mundo se tornou. Melhor do que isso: tem museu.


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© Monk' Corridor (Wikicommons, Sibeaster).

A cultura do “susto”

Crê-se que exista o universo emocional do susto desde que existe o ser humano. Cada indivíduo tem uma reacção específica face ao susto e existem vários tipos de susto, decorrentes das várias maneiras de percepcionar os episódios do quotidiano, uns mais comuns do que outros. Numa cultura ocidentalizada europeia, pelo menos, provocar o susto, conscientemente ou não, implica causar, em algum momento, sensações que sentimos como negativas. Ainda assim, tal não impede que o susto seja usado para momentos de animação ou de gozo, entre pessoas, ou até para a disseminação do conhecimento (científico ou não) na sociedade global, como o caso de alguns museus, por todo o mundo.

De uma lista de 15 museus mundiais considerados pela generalidade do público e por alguns orgãos de comunicação social dos mais assustadores, destacam-se museus como o Museu Vrolik, em Amesterdão, com uma colecção composta, entre outras, de peças, como espécies que sofreram de patologias diversas, embriões anómalos ou caveiras e ossos com uma formatação estranha. Entre outras coisas, é possível observar corpos de fetos siameses, pequenas colecções de ossos e de dentes, normalmente com problemas. Este museu é um espaço acinzentado, fora da moda actual, usado para estudo principalmente dos estudantes de Medicina da cidade. Consegue ser, para alguns “sites” turísticos, assustador e, por isso, não apropriado para crianças.

O Museu de Antropologia Criminal Cesare Lombroso, em Roma, é composto maioritariamente pela colecção do reconhecido criminologista italiano que dá nome ao museu. As suas maiores atracções são cabeças de criminosos e armas usadas por estes, coleccionadas por Cesare. Este criminologista acreditava que o interior dos cérebros dos criminosos seria diferente dos cérebros de outros indivíduos.

Outro museu, o Museu de Múmias de Guanajuato, uma pequena cidade no México, é composto por 108 corpos mumificados, mulheres na sua maioria, mortos por um surto de cólera que atingiu a cidade, em 1833. Os corpos foram desenterrados, entre 1865 e 1958, e acabaram por ficar preservados pela própria composição do terreno onde se encontravam.

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© Museu das Múmias, Guanajuato.

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Rio da Morte, masmorras em Londres (Wikicommons).

Poderão ainda ser dignos de realce as Catacumbas de Palermo (também conhecidas como um "museu da morte"); o “London Dungeon”, em Londres, onde praticamente tudo lá se encontra disposto para assustar os visitantes - com vários instrumentos de tortura da Idade Média expostos e actores prontos para sair da escuridão, a qualquer instante -; o Museu do Crime da Academia de Polícia Civil, em São Paulo, com exposições de fotos e objectos que serviram de provas de crimes descobertos; ou o “Moulagen Museum”, em Zurique, que tem peças de cera retratando doenças como a lepra ou sífilis.

Assentar poeira

A CNN fez uma lista dos 15 museus que considerou os mais estranhos do mundo. Entre outros, por exemplo, o Museu da Água da Torneira (China), o Museu da Arte Má (E.U.A.), o Museu das Coleiras (Inglaterra), o Museu dos Cortadores de Relva (Inglaterra), o Museu do Cabelo (Turquia), o Museu do Falo (onde se encontram mais de 270 pénis, de diferentes espécies, na Islândia) ou o Museu da Beleza Extrema (Malásia). Destes “museus”, provavelmente, muito poucos se-lo-ão, de facto, pois não basta a posse de uma colecção material e uma temática expositiva.

Estes “museus” primam pela invulgaridade e encontram-se em expansão, no mundo de hoje. Reflectem mudanças nos modos de educar públicos, talvez acompanhadas de uma predisposição do público para tal. Quando estas mudanças passaram a ser a regra, tornaram-se banais. Ao se banalizarem, facilmente se tornou notório o impacto das mudanças que estes museus promoveram no espírito do público e que este acabou por “ir aceitando”. Talvez por mera e contínua interiorização. O que antes foi “mudança”, deixou de o ser. Tal como quando a poeira se levanta e acaba por assentar, inevitavelmente.

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© Museu da Falologia, Pénis não Humanos (Wikicommons, Wellington Grey).

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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).

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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).

luispereira
Sobre o autor: luís pereira. Segundo José Saramago, "sempre chegamos aonde nos esperam." Saiba como fazer parte da obvious


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/07/museus_assustadores_o_lado_incomodo.html#ixzz21t2dXlZF

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mercado de arte cresce com zona franca suíça

A demanda por depósitos francos vem aumentando em todo o mundo, impulsionada pelo mercado de arte em plena expansão. Os depósitos oferecem um lugar livre de impostos para armazenar arte e facilitar as vendas. A Suíça continua sendo líder deste setor.

A globalização do mercado da arte está mudando radicalmente o cenário internacional da arte. Depósitos francos, também conhecidos como entrepostos aduaneiros, servem como espinha dorsal da logística, pois permitem que as obras de arte sejam armazenadas ou transportadas nas melhores condições, enquanto espera para mudar de mãos.

A Suíça sempre foi muito ativa nesse setor, com mais de uma dúzia de depósitos francos, os maiores sendo em Chiasso, Zurique, Basileia e Genebra. Genebra concentra a maior quantidade de arte de qualquer depósito franco no mundo, em grande parte de museus de renome.

- A maior parte das obras de arte do nosso fundo está em Genebra - disse à swissinfo.ch Jean-René Saillard, diretor de vendas baseado em Genebra do grupo British Fine Art Fund Group, uma parceria de investimento em arte, altamente bem sucedida, criada há dez anos. Existem agora 40 fundos similares, 20 deles chineses, a maior parte criada nos últimos anos.

- Mas isso não significa que a arte permaneça escondida. A ideia de que a arte entreposta em depósitos francos nunca é mostrada é um mito - continuou Saillard - Os proprietários têm todos os motivos para ceder as obras generosamente. Quando essas obras de arte são expostas em instituições de prestígio, elas aumentam naturalmente seu valor - explica. O Kunsthaus Zürich, o museu de belas artes de Zurique, mostrou recentemente parte da lendária coleção Nahmad, que está armazenada no entreposto aduaneiro de Genebra.

Limbo fiscal

As profundas mudanças que ocorrem no mundo da arte estão, no entanto, transformando o propósito original dos entrepostos aduaneiros, que era o de adiar alguns trâmites formais até o momento em que a arte chegasse ao seu destino final. O limbo fiscal dos depósitos francos é um grande trampolim para um mercado de investimento que não tem necessidade da presença física de mercadorias.

De acordo com pesquisa realizada pela Mei Moses All Art Index, a arte vem superando as ações entre 2000 e 2011, com apenas uma ligeira queda durante a crise econômica de 2008. Indivíduos de alta renda, que procuram diversificar suas carteiras e fundos de investimento, estão, portanto, comprando obras de arte como nunca, mas não necessariamente para viver com elas.

Consequentemente, o armazenamento seguro, de preferência fora da legislação fiscal de qualquer país, vem sendo muito procurado, já que o caminho das obras de arte é decidido dentro e fora de operações financeiras, enquanto elas permanecem nos entrepostos.

Muita arte

O mercado de arte está estimado em 46,1 bilhões de euros (SFr55.4 bilhões). Os mercados de arte estão cada vez mais ligados aos mercados financeiros, de acordo com Anders Petterson, fundador da inglesa ArtTactic, ativa na análise desses mercados.

- Pessoas do mundo inteiro estão comprando arte - enfatizou Petterson. Ele atribui o crescimento explosivo do mercado da arte não apenas aos fundos de investimento, mas também à multiplicação de feiras de arte, leilões e novos colecionadores de arte.

- Há tanta arte, que estamos funcionando fora do espaço. Conheço uma porção de colecionadores, cuja paixão ultrapassou suas paredes há muito tempo, mas eles continuam comprando. Até 80% da coleção deles acaba em entrepostos aduaneiros - conta Petterson. Mesmo os museus, mostram apenas uma parcela muito pequena do acervo deles de cada vez.

Como resultado, a necessidade de serviços profissionais, estrategicamente situados para garantir a segurança e a preservação da arte, é cada vez mais importante.

Caixa-forte

Os entrepostos aduaneiros não oferecem apenas temperatura e umidade controlada, eles também vêm com uma armada de serviços essenciais: segurança, restauração, estruturação, autenticação, avaliação e transporte especializado, para citar apenas alguns.

- Preservar a arte em condições ideais é a principal razão para a utilização de entrepostos - insiste Denis Schott, que abriu uma sucursal para a sua loja na região dos depósitos francos de Genebra há cinco anos.

Embora os entrepostos sejam guardados como inexpugnáveis caixas-fortes, "Genebra é menos misteriosa do que muitos fazem crer", disse. Alguns dos cofres lembram galerias de luxo, embora com uma temperatura constante de 17 grausCelsius "a gente congela lá dentro", conta Schott.

A preservação das obras de arte é muito exigente, segundo Schott, que acha que uma grande parte do sucesso dos depósitos francos esteja na qualidade dos serviços no local, incluindo os fornecidos pelos transitários.

Yves Bouvier é responsável de um deles, o Natural Le Coultre, o maior transitário de arte do mundo. "O mercado de arte quadruplicou nos últimos anos", observou. O fato de que há mais artistas do que nunca e que a arte contemporânea tende a ocupar volumes maiores também aumentou a necessidade de instalações desse tipo.

"A arte é uma moeda"

Como resultado, Genebra está se expandindo, com um novo prédio a ser inaugurado em 2013. Cingapura inaugurou um grande entreposto em 2010 para atender ao crescente mercado de arte asiático e um depósito franco deve entrar em funcionamento em Luxemburgo em 2014.

Como as condições de segurança são fundamentais, Bouvier descartou a ideia de que negócios obscuros possam florescer em entrepostos alfandegários (ver artigo relacionado). "Tudo é verificado na entrada", assegurou. Em 2005, a Suíça introduziu uma legislação para verificar procedência e propriedade de todos os bens culturais e em 2009 passou exigir inventários completos.

A Suíça, com suas coleções de arte, museus, galerias e feiras de arte sempre cultivou seu perfil para a grande arte. A novidade é que os seus entrepostos tornaram-se protagonistas no mercado de arte internacional crescente.

- A arte é uma moeda que circula entre os países - diz Andres Petterson, advertindo que os lucros hipotéticos nem sempre são a principal razão para a compra - A arte proporciona prestígio, bem como diversão.

Foto: O "Kunsthaus Zürich" expôs recentemente parte da lendária coleção Nahmad, armazenada no entreposto aduaneiro de Genebra.

Disponivel em:

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7301

Quase milionário, pintor de 9 anos ganha retrospectiva

Com apenas 9 anos, Kieron Williamson já é um artista consagrado - e agora caminha para ser um milionário.

Na semana passada, 24 de suas pinturas foram vendidas por um total de 250.000 libras (cerca de R$ 790.000). está acontecendo , uma exposição na cidade de Holt, na região britânica de Norfolk, mostra ao público uma retrospectiva de seu trabalho.

A exposição, na galeria Picturecraft, reúne mais de 100 obras, incluindo os primeiro quadros de Kieron, feitos quando ele tinha apenas 5 anos.

Na abertura da exibição, no dia 20, também foi lançado o livro Kieron Williamson: Coming to Light, em que os pais do menino contam sua trajetória.

Mas Kieron se importa com dinheiro?

"Não", diz ele. "Mas eu gosto, um pouquinho."


Descoberta

O talento de Kieron foi descoberto por seus pais durante umas férias da família na Cornualha, quando o garoto tinha apenas cinco anos. Desde então, só se aprimorou.

"Meu estilo mudou", ele declarou em 2010, quando obteve destaque em jornais britânicos por fazer sua primeira grande venda, no valor de 150.000 libras (R$ 474 mil).

Desde então, Kieron tem recebido centenas de pedidos de pessoas que querem uma pintura sua, inclusive celebridades e membros da família real.

"Não tenho pintado muito, mas acho que meus quadros estão melhores do que eram", diz Kieron, sentado em seu estúdio de arte em sua casa nova, em Ludham. "Meu estilo mudou e eu agora tenho todos os meios (para pintar)."

Suas paisagens, já impressionantes há dois anos, hoje têm uma grande quantidade de detalhes. Os óleos, aquarelas e pastéis mostram uma certa maturidade.

Para Kieron, seu melhor quadro é uma paisagem da cidade de Wells sob a névoa.

"Ela mostra um barco de pesca e outros barcos destacados pela luz, mas você não pode ver o horizonte por causa da névoa", diz Kieron, que diz não querer vender esse quadro.

Experimentação

Em geral, Kieron retrata paisagens, mas em seu mini-estúdio também há pinturas feitas para experimentar novos temas e técnicas. "Estou pintando mais cavalos e pessoas", diz.

"Fiz essa pintura de um homem colhendo algas. Minha mãe tirou uma foto dele e eu fiquei inspirado para pintá-lo."

Kieron conta que costuma procurar fotos para pintar na internet antes de ir para a escola. "De vez em quando, penso sobre a imagem na escola - fico com ela na cabeça", afirma.

A mãe Kieron, Michelle diz que o talento natural do garoto surpreendeu a todos.

"Se você me dissesse há cinco anos, onde estaríamos hoje, não teria acreditado", diz ela.

"Quando ainda era bebê, Kieron disse que seria famoso, mas não esperava que alcançasse tudo isso, para ser sincera. Ele tem a coragem e determinação do pai."

Segundo Michelle, o contador da família disse que o garoto ainda não é milionário, mas esse patamar deve ser alcançado a qualquer momento. "Ele é um garoto de sorte", diz.


Fonte:

Diário de Pernambuco

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7337