quinta-feira, 25 de julho de 2013

Nós na Tela: Cenas minhas durante o processo do filme Odisséia de Ícaro






Hoje postarei algumas imagens minhas registradas por Guarací Gabriel durante as filmagens de Odisséia de Ícaro, curta-metragem produzido pelo projeto Nós na Tela, na minha terrinha natal , Lajes-RN.











O que mais me encantou na mensagem do filme "Odisseia de Ícaro" foi a forma verde de mostrar o Nordeste Brasileiro. Ao contrario de muitos artistas que retratam nossa região de forma que sugere uma distancia da globalização mundial. O personagem ao qual pude interpretar vive num interior do Nordeste brasileiro, mas tem total conhecimento de Teatro, tem uma linguagem coloquial e também se insere no contexto social como sujeito crítico e informado para sua "realidade". Ou seja, esta obra, sem duvida traz inúmeras mensagens subliminares que busca no receptor um pouco de informação e conhecimento de mundo para assim ver as riquezas poéticas contidas no seu material.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

(Estudo) Comparando a arte medieval e a arte renascentista


Uma compilação de materias sobre a arte comparada da ID. Média e do Renascimento Artistico-cientifico-cultural da ID. Moderna por Gilberd Soares



Alguns links que seguem para estudarmos a diferença entre a arte medieval e a arte revolucionária do 

Renascimento:

Arte Medieval:

Arte Renascentista:

Disponivel am:
http://professorgilberd.wordpress.com/2012/11/26/comparando-a-arte-medieval-e-a-arte-renascentista-2/

Um pouco sobre Arte Renascentista

Primavera -1482 / Botticelli - mostra ritmo, vitalidade e leveza
Tais Luso de Carvalho


Na antiguidade a pintura era vista como um ofício, o que era comum em todas as artes. Os mestres pintores recebiam encomendas importantes e tinham de executar quadros num tempo limitado, com conteúdos pré-definidos e destinados a um fim pré-determinado. Mas, há cerca de 700 anos os pintores começaram a lutar pela liberdade criativa, a lhes emprestar um conteúdo que não se limitasse ao motivo principal, apenas.

Na Renascença, a pintura é enriquecida de novo processo técnico – o processo a óleo, mais prático do que os processos conhecidos dos afrescos, têmpera e encáustica. O homem desta época já é um homem moderno, de espírito racionalista e mentalidade científica. Enquanto a ciência da Idade Média era a Teologia, isso é, o estudo e o conhecimento de Deus, a ciência da Renascença era o Humanismo, o estudo e o conhecimento do homem. Esta visão encontra-se documentada pela primeira vez na pintura de Giotto di Bondone.

A pintura renascentista caracteriza-se pela aplicação de leis matemáticas e princípios geométricos na composição; vemos isso na 'Ceia' de Leonardo e na 'Transfiguração' de Rafael. Pelo realismo visual e pelo reaparecimento da representação do espaço e do volume, através da perspectiva científica e o claro-escuro, ignorados desde a antiguidade.

Embora representando temas religiosos a pintura renascentista não é mística, simbólica nem deformadora, mas realista e de inspiração realista e profana. As teorias artísticas renascentistas fundaram-se no conhecimento e estudo das obras da antiguidade clássica greco-romana que na época começaram a ser descobertas e admiradas pela iniciativa de príncipes e papas protetores das artes.

O espírito do humanismo, a atenção e o interesse que começava a manifestar no povo, também se fez sentir no aparecimento de um novo gênero: 'o retrato'. Os pintores renascentistas começaram por se concentrar na possibilidade de individualização: ou seja, do rosto. Os pormenores eram registrados fielmente. A utilização mais usada, a princípio, era o perfil, pois partia-se do princípio que era a forma que oferecia menos possibilidades de variar e atenuar, podendo corresponder à maior exatidão. Assim foram os primeiros retratos renascentistas, muito parecidos com as moedas e medalhas antigas, que os artistas da época estudavam exaustivamente.
 
Masaccio foi o primeiro pintor a reconhecer o que a descoberta da perspectiva significava para a pintura. Em 1427, executou na igreja Santa Maria Novella, um fresco da Santíssima Trindade que chocou os fiéis. A ilusão de espaço que parecia real contrariava totalmente os hábitos visuais vigentes até então. Os fiéis pensavam que o pintor tinha feito um buraco na parede que mostrava uma capela vizinha.

Piero della Francesca, também foi um dos primeiros pintores do Renascimento italiano a reconhecer o poder harmonizante da luz e a sua importância para os fenômenos materiais e da cor.

Com a Flagelação de Jesus Cristo mostra que a ação principal se desenrola num salão com colunas ao fundo do quadro, enquanto que em primeiro plano se vê um grupo de homens.

Sandro Botticelli mostra que sua pintura deixa de ser estática, ganhando movimento de uma forma nunca vista. Nascimento de Vênus, representa um tema mitológico, nascida da espuma das ondas – deusa da beleza e do amor -, ergue-se de uma concha (símbolo da fertilidade), conduzida pelos deuses do vento sobre o mar movimentado até a margem onde é envolta num manto vermelho por Flora, deusa das flores. Os cabelos esvoaçantes e os trajes dão uma leveza agitada ao quadro.

Andrea Mantegna, com 'A Deposição de Cristo', é igualmente a prova como os pintores do Renascimento contribuíram para esse desenvolvimento alucinante que só levou um século, elevando-se em voos artísticos cada vez mais audazes. O que é fascinante nessa obra é a inserção do observador na composição. Mostra um Cristo dramático, escorço. O corpo parece alongar-se para dentro do espaço.

Leonardo Da Vinci é o protótipo do homem criativo renascentista, o homem universal. Não só foi o inovador da pintura, como também possuía vasto conhecimento relativamente a todos os campos das ciências da época, assim como da técnica e da arquitetura. As suas obras influenciaram muitos artistas através dos séculos. Cito sua Mona Lisa – pequeno quadro, 77 x 53 cm, pintado em 1503.


Miguel Ângelo Buonarroti é o espírito que aperfeiçoou o Renascimento e cuja obra mostra a grandeza e o drama da época como em nenhum outro artista. Seus trabalhos de pintura, escultura e arquitetura constituem uma unidade cuja figura central é o ser humano criador, a sua força e o seu sofrimento. Para Miguel Ângelo a criação artística era uma espécie de religião universal, um instrumento para a percepção do homem como ser e do mundo que o envolve. Cito 'A Criação de Adão' , Capela Sistina / 1508.

Ticiano, em 'A Vênus de Urbino' mostra o contraste com o fundo escuro. Os traços individualizados da modelo, representação viva do corpo na pintura de tons quentes, reveste a obra de um caráter extremamente íntimo.

Antonio Del Pollaiuolo / séc 15 - perfil
Santíssima Trindade / Masaccio - 1427
Federico Montefeltro / Sandro Botticelli
A Transfiguração / Rafael Sanzio

de Giovanni Bellini
Retrato 'O Doge Leonardo Loredan' - 1505
 
 
 
 
Pesquisa realizada por alunos do 7º ano, disponivel em:
http://trablahodehistoria7ano.blogspot.com.br/2012/08/arte-renascentista.html

domingo, 14 de julho de 2013

POMPEIA: A VIDA SEXUAL NA ANTIGUIDADE

 por 

Encoberta pelas cinzas vulcânicas do Vesúvio, a excitante vida (sexual) de Pompeia permaneceu preservada durante séculos. Longe dos olhares dos moralistas e dos conservadores, mantiveram-se obras e objetos que demonstram como o povo romano se relacionava com sua sexualidade. Estes achados fizeram com que durante muitos anos fez com os romanos fossem vistos como devassos. Mas a verdade é que eles compreendiam o sexo como algo natural e divino.
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Pã e Hemafrodita, c.54-68 CE, Afresco presente na Casa de Dioscuri - Pompéia.

Em 24 de agosto de 79 d.C., a cidade de Pompéia foi varrida do mapa pela erupção do vulcão Vesúvio. A tragédia, que matou milhares de pessoas e enterrou a cidade em seis metros de cinza, também preservou – como uma cápsula do tempo – imagens intactas do império Romano. Os estudos sobre a história romana tendiam a encarar a sexualidade através de segundo uma visão tradicional e conservadora. Durante anos, algumas peças com imagens explícitas eram destruídas durante as escavações. Outras, preservadas por seus valores artísticos, foram escondidas a sete chaves nos acervos dos museus.
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Afresco de uma relação sexual entre dois homens e uma mulher, encontrada em termas em Pompeia.

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Homem removendo o véu que esconde o sexo de uma mulher com seios enfaixados, 1 st C - Pompéia.

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Friso com desenho erótico, s.d - Roma.

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Detalhe de skyphos com um grupo erótico, 1st CE - Roma.

"(...) vejo pessoas que iam e vinham furtivamente por entre portas com placas e meretrizes nuas. Um pouco tarde, e mesmo um pouco demais, compreendi que ela me havia levado a um bordel." Satyricon - Petrônio (? - 66d.C | Roma).
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Amantes na Cama, 1st C - Pompéia - Villa of the Centenary.

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Amantes na Cama, 1st C - Pompéia, Villa dei Vettii.

Muitas das imagens, hoje nos museus, anteriormente estavam presentes nas ruas e nas casas das pessoas nas mais diferentes classes sociais de Pompeia. Ao contrário do que os primeiros estudiosos pensavam, os romanos não eram faziam mais sexo do que as pessoas fazem na atualidade. A diferença estava no valor que o sexo possuía em suas vidas.
A arte erótica presente em Pompeia muitas vezes obrigou historiadores a reverem seus conceitos sobre a presença feminina. A mulher nua não era apenas retratada como uma divindade mitológica, mas também como um indivíduo praticante de sexo livremente. Há também teorias que afirmam que as relações sexuais eram desprovidas de afetividade, sendo muitas vezes comercias - com profissionais tanto do sexo feminino quanto masculino – ou com os próprios escravos. Homens e mulheres faziam uso de todos esses serviços.
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Ato sexual, Afresco na Casa do Amor Punido, 1St CE- Pompéia.

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Cena de ato sexual presente em pequeno quarto na Villa dei Vettii.

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Um casal no fundo de um espelho de bronze (ca. 70–90 AD).

"Falam de ti os fofoqueiros, Quíone, que não tens fodido nunca, e não há boceta mais casta do que a tua. Só que, quando tomas banho, não cobres a parte do corpo que deverias cobrir. Se tens pudor, põe a calcinha no rosto." Marcial (40 d.C a 104 d. C. poeta epigramático).
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Bacante tocada por um Sátiro, Afreco na Casa de L. Caecilius Jurundus, s.d - Pompeia.

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Sátiro e Bacante encantados um pelo sexo do outro, 1st C - Pompeia.

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Oferendas votivas em Pompeia com representações de seios e pênis - Museu Nacional de Arqueologia de Nápoles.

O sexo era entendido como algo mágico e divino. Tanto que o falo – assim como os seios - era símbolo de sorte e da fertilidade, e ficavam nas casas e nos furos da entrada da cidade. Príapo – o deus da fertilidade com o falo gigante - era representado ao lado de cestas de frutas e plantações. Os deuses em geral eram seres muito sexuais. A maioria das imagens traz deuses e divindades ligados à sexualidade: Vênus, Marte, Mercúrio, Eros, Príapo, sátiros e bacantes.
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Falo em templo de Pompeia.

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O divino falo, 1st C - Pompeia.

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Príapo medindo seu falo, 1st C - Pompeia, Villa dei Vetti.

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Sátiro e Ninfa, símbolos mitológicos da sexualidade em mosaico de um quarto em Pompeia.

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Marte e Vênus.

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Cena erótica presente em banho no subúrbio de Pompeia.

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Descrição de 'Coitus a tergo' (penetração vaginal por trás), Afresco, 1st CE - Pompeia.

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Escultura com cena erótica.

Já nos murais dos prostíbulos, as imagens serviam de estímulo e de “cardápio” dos serviços oferecidos aos clientes. Em quartos simples com uma cama de pedra e um colchão em cima, os frequentadores encontravam à frente de suas cortinas as lobas – como eram chamadas as profissionais do sexo - com roupas diminutas e oferecendo, a quem pudesse pagar seu preço, uma noite repleta dos mais diversos prazeres.
Cenas de sexo anal são encontradas apenas nos prostíbulos e termas, ao contrário do sexo oral, que era mais aceito socialmente – pela alta estima que os romanos concediam à boca. Mas isso não implicava que o sexo anal fosse praticado naturalmente.
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Cena erótica de sexo oral.

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Falo na entrada de bordel com inscrição 'Hic habitat felicitas' (Felicidade Aqui ao vivo ou Aqui mora a boa sorte).

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Cena em vaso com dois jovens durante sexo anal.

A homossexualidade era vista com naturalidade e exposta em diversos murais pelos prostíbulos. Relações entre homens mais velhos e jovens eram toleradas desde que os jovens não fossem romanos livres. Há testemunhos de relações sexuais entre mulheres, mesmo que ainda pouco estudadas – principalmente na literatura - que demonstram que sexo entre mulheres também era aceite.
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Detalhe do cálice de Warren (Museu Britânico) de um jovem sendo penetrado por um homem.

"Entramos então e, levados por entre placas, avistamos um grande número de pessoas de ambos os sexos, tão animados a se divertir nos quartos, que todos, por todos os lados, me pareciam ter tomado satirião. Ao nos perceberam, tentaram nos aliciar com sua petulância de andróginos; um deles, de pau duro até a cintura, partiu para Ascilto, e, derrubando-se sobre um leito, tentou moer o trigo em cima dele." Satyricon - Petrônio (? - 66d.C, Roma).
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Cena erótica - cerca de 50 a 79 AD.

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Cena erótica - cerca de 50 a 79 AD.

Além dos murais, também foram encontradas diversas inscrições – grafites – nas paredes das ruas e prostíbulos. De declarações de amor, a afirmações de ciúmes, chegando à descrição de atos e preferências sexuais, ao alcance dos olhos de qualquer habitante que passasse em frente. Alguns exemplos presentes em Pompeia podem ser lidos abaixo:
"Por que, Taís, me acusas sempre de ser velho? Ninguém é velho, Taís pra uma chupada." Marcial (40 d.C a 104 d. C. poeta epigramático).
"A noite toda fiz amor com uma moça lasciva cujas habilidades sexuais nenhuma outra pode superar. Cansado, depois de mil posições, pedi-lhe que me deixasse fodê-la como a um moço. Nem bem terminava meu pedido, e ela já me concedia seus favores. Rindo e vermelho de vergonha, pedi-lhe algo mais indecente ainda. Ela, cheia de luxúria, disse que sim sem qualquer hesitação." Marcial (40 d.C a 104 d. C. poeta epigramático).
"Eu, Lidê, posso satisfazer três homens ao mesmo tempo. Um com a minha boca, outro com meu cu. Recebo o pederasta, o amante e o fantasioso. Ainda que tenhas pressa e venhas com dois amigos, não deixes de entrar."
"Festo fodeu aqui com seus camaradas" ou "Aqui fui comida" (escrito na parede de um prostíbulo).
É interessante perceber as similaridades e rupturas entre romanos antigos - ou egípcios e indianos antigos - e as sociedades atuais. Pertinente porque rompemos preconceitos em relação a outros povos e suas práticas sexuais, e percebemos "gostos" em comum. Mas também, olhar o passado nos leva a uma melancolia: o sexo  hoje está muito mais ligado aos conceitos de pecado, enquanto no passado era um caminho para o divino. E no final esvaziamos o significado de algo que, ainda que muito carnal, possuía sua parcela celestial e poética.
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Cena erótica, cerca de 1 a 50 A.D.

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Cena de amor entre Sátiro e Bacante.

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Polymphemus e Galatea.

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Sátiro e Bacante.

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carolina carmini gosta de pensar que se não tivesse nascido, alguém a teria inventado. Saiba como fazer parte da obvious.