domingo, 30 de agosto de 2009

Aurora Numbora (Ato 2- Cena 6)

LUCILIO --- Ai “mami”, o que será que a tal filha do criador de ovelhas decidiu?

MÃEZONA – O que decidiu não sei, mas quer saber de uma coisinha?

LUCILIO – Sim.

MÃEZONA --- Pára de me chamar de “mami”, isso é viadagem.

LUCILIO --- Ah, deixa de coisa ridícula, isso é uma forma carinhosa de chamá-la.

MÃEZONA --- Prefiro não escutar isso de você outra vez.

LUCILIO -- Deve ser por isso que foi mal amada, não gosta ou nunca encontrou um homem sensível, por isso que tudo parece ser”viadagem”, como diz...

MÃEZONA--- Pára com isso. Seu pai foi um homem de brio, macho e tinha muitas mulheres...

LUCILIO --- E daí? A senhora acha que isso é qualidade? O verdadeiro homem tem que ser sensível, carinhoso , romântico e atencioso.Coisa que meu pai nunca foi para com a senhora.

MÃEZONA--- Ora! onde foi que você aprendeu isso, nos livros?

LUCILIO --- Não.Nenhum livro nos ensina a ser nós mesmos.

MÃEZONA--- E com quem foi que aprendeu essas coisas?

LUCILIO --- Com a vida. Ela foi muito amarga comigo.

MÃEZONA --- Amarga?

LUCILIO --- É, esse tempo em que passei fora de casa me proporcionou muita miséria, fome e ignorância dos homens uns com os outros.

MÃEZONA --- Mas você passou tanta privação assim?

LUCILIO --- (Debochando) Eu mesmo não. Eu via era os outros, o dinheiro que a senhora mandava pra mim era muito pouco, mas dava pra ir pras festas que aconteciam todo fim de semana.

MÃEZONA —Como assim, dinheiro pouco? Aquilo era tudo que nós tínhamos...

LUCILIO --- É, mas era pouco, só deu mesmo pra comprar meu diplom...

MÃEZONA --- O que foi que você disse Lucilio Antôni Filho Cabral de Albuquerque?Quer dizer que esse tempo todo lá fora era só enrolação? Você comprou um diploma? Mas que vergonha!

LUCILIO --- Eu explico mamãe, eu posso explicar...

MÃEZONA—(Irritada) É bom mesmo.

LUCILIO --- Foi o seguinte...

(De repente é interrompido por Sebim )

SEBIM --- Mas que bonito isso num é?fica pousando de intelectual, mas não passa de um charlatão.

MÃEZONA --- Ei, seu verme, você não ouviu nada.

SEBIM – Ah! mas é que ouvi sim. Aposto que esse povoado não iria gostar nada de saber que o tal “adevogado” não passa de um ralézinho falsificado.

LUCILIO --- E agora “mami” estou na mão de um marginal zinho.

SEBIM – Alto lá meu amiguinho fajuto.Eu sou igualzinho a você. Se quer que eu me cale e ninguém fique sabendo do manifesto você tem que me dar um ordenadinho semanalmente, pois preciso comprar uns trapinhos pra minha pele tão sensível.

MÃEZONA--- Isso é uma chantagem?

SEBIM – Muito inteligente a senhora!(Irônico) Te disseram isso ou você descobriu sozinha? Claro que é ! só queria umas trinta pratas,não é lá muita coisa, pois o seu finado marido, o Dr capitão (Olha pro chão) “que satã o tenha!” Deixou uma “aposentadoriazinha” gorda pra senhora.

MÃEZONA— Não fale assim do meu querido marido.

SEBIM --- Falo sim , aquele tampo era “raparigueiro” todo, e se aproveitava que usava farda pra bater na gente e abusar da autoridade,posso ser pobre e analfabeto, mas não “sô” um cachorro de rua... então que o Diabo que o tenha!

MÃEZONA --- Ta bem... vá embora e não se fala mais nisso.

SEBIM --- Não é bem assim que se negocia, madame. Ou libera os “trintinha” , ou seu filhinho fica desmoralizado em todo o povoado.

MÃEZONA —Tudo bem, tudo bem, não quero saber de escândalos, afinal , esse povinho é muito falador, cale sua boca e no fim do mês acertamos o preço de sua chantagem...

SEBIM -- Que nada minha senhora , eu quero é agorinha mesmo, pois “tô” precisando de uma roupinha limpa pra ir ao forró do Dagô...

MÃEZONA -- Vai com ele no banco filho, dá pra ele o valor que ele pediu, depois vamos ter uma bela conversinha em casa...

SEBIM—( Risos,tenta apertar a mão pra Mãezona, mas ela ignora) Foi muito bom negociar com a senhora .

(saem de cena todos)

Aurora Numbora (Ato 2- Cena 7)

(Nesta cena , Artênio vem chorando por causa da doença de sua mãe - que piora a cada momento - encontra-se com Leopoldo, que na o ocasião, traz Martinha pra conhecer o noivo Lucilio)

ARTÊNIO – (Desesperado) Ai meu Deus o que é que eu faço da minha vida? minha mãe está piorando a cada momento e não tenho o dinheiro pra comprar seus remédios...

LEOPOLDO — Ora! Ora! Não é o pastorzinho que está em minha frente?

MARTINHA - Ele deve estar pedindo esmola, pois não tem mais trabalho, (Pra Leopoldo) eu não sei papai, porque o senhor teve que suportar este rapazinho, esse tempo todo trabalhando pro senhor, olha como ele é ridículo...

ARTÊNIO – Não sei o que te fiz Martinha, pra você me tratar tão mal desse jeito. Por você eu só tive respeito e é assim que me trata?

MARTINHA—Não posso fazer nada, se você se apaixonou por mim, sei que sou poderosa e maravilhosa, não deixaria de viver minha vida com um homem que me daria tudo pra ficar ao lado de um pobre coitado como você.

LEOPOLDO - Diga pra ele querida, onde você está indo agora.

MARTINHA— Nesse momento estou indo ao encontro do meu noivo –Um homem rico e com algum futuro pra me dar - não um coitado como você, pobre , ignorante e rabugento.

ARTÊNIO – (Irritado) Já chega! Minha mãe está doente e não tenho tempo à perder com suas criancices, breve vocês irão sentir o peso de um coração partido, agora vou á cidade encontrar algum bico pra trazer os remédios de mamãe.

LEOPOLDO—(Irônico) Vai com Deus meu filho, desejo melhorias pra vossa mãe.

ARTÊNIO – Obrigado, mas o senhor ainda me deve muita coisa.

LEOPOLDO-- Você sabe que estou falido num é?

ARTÊNIO – Passar bem. (Sai de cena)

MARTINHA --- Vamos papai, preciso conhecer meu futuro esposo.

(De repente Lucilio e Sebim se encontram com Martinha e Leopoldo no meio da rua, Sebim vai logo dialogando)

SEBIM – Ora! Ora! Num é que estávamos á sua procura seu Leó!

LEOPOLDO – Mas que intimidade é essa comigo?

SEBIM – Querida Martinha, eis o seu futuro marido, é um homem rico, inteligentíssimo e muito caridoso,é uma boa alma, vai até me dar dinheiro pra comprar roupas pra ir pro forró do Dagô.

LEOPOLDO – Isso é verdade meu filho?

LUCILIO -- É sim,(irônico) minha mãe me ensinou o quanto é nobre fazer o bem aos menos favorecidos, (Ignorando Sebim) ta dinho! ele é tão maltrapilho, coitado... este, a mãe teve pena de parir de tão feinho e desnutrido.

MARTINHA -- Papai , esse é o meu futuro marido?

LEOPOLDO – Sim filhinha, deixe que eu te apresento à ele.

MARTINHA -- (Tomando a frente do pai e se cumprimentando-o ) Olá Lucilio , a quanto tempo não é?!

LUCILIO – Oi queridíssima “milêide”, é um prazer cortejá-la!

SEBIM -- (Interrompendo) Eu também acho, mas só que tem uma coisinha, o meu dinheiro.

LUCILIO -- Já vai mendigo.

SEBIM--- Nada disso, eu quero agora!

LEOPOLDO – Quanto você quer pra cair fora, vagabundinho?

SEBIM--- Nada ,seu velho maricas.

LEOPOLDO – Mas o que é que você tem pra falar desse jeito comigo moleque atrevido?

SEBIM --- Eu e o (Irônico)”doutor” temos um assunto pra resolver, portanto deixe-nos ir, vamos doutor?

LUCILIO -- É sim senhor, vou ao banco com esse pobre trapo e já -já estou de volta.

(Saem)

LEOPOLDO – Alguma coisa está errada... essa história, ta muito mal contada.

MARTINHA— Vamos embora papai, não vejo a hora de falar com minha querida sogrinha!

(Saem)

LEOPOLDO – Bela sogra você foi arrumar! Mas são minhas ovelhas que estão em jogo!

ARTINHA—Como é que é papai?!

LEOPOLDO --- Nada “muié”, nada!

(Nessa hora Kakinha entra em cena desconfiada, pois ela viu e ouviu toda a conversa que houve naquele instante)

KAKINHA – Ah mas tio Leopoldo falou uma coisa , e ele tem razão, tem alguma coisa errada acontecendo, e eu vou descobrir o que é.. ah se vou!

(Apagam-se as luzes)
[fim do segundo ato]...

Aurora Numbora (Ato 3- Cena 8)

SEBIM – (Pra platéia) Olá povo, inté que fim as coisas estão dando certo pro meu lado. Agora que o charlatão do Lucilio está em minhas mãos poderei fazer uma grande fortuna as custas de uma gorda aposentadoria que Mãezona recebe mensalmente do finado Dr Capitão. O Artênio não está nem um pouco feliz com o “véi” Leopoldo e já percebeu que Martinha não é mais a mocinha ingênua que ele achava ser e é na verdade uma vagabunda intereseira , se conheço bem o meu amigo, não é capaz de fazer nada contra esse povo... Agora vou continuar minha luta em busca do meu futuro glorioso de barão de Bodorocó...

(Nesse momento Sebim sai de cena e entra Kakinha resmungando)

KAKINHA – (falando pra si) Depois que retornei à Bodorocó, as coisas ficarão estranhas , mas foi o melhor que fiz, (Tira um cigarro do bolso) agora vou dar umas tragadas pra acalmar os nervos ...

(Nessa hora Artênio entra em cena e percebe a ação de Kakinha)

ARTÊNIO – Nossa Kakinha, não sabia que você fumava!

KAKINHA – (Joga o cigarro fora) Ah você estava ai?

ARTÊNIO – Sim, por que?

KAKINHA – Nada , deixa pra lá...

ARTÊNIO – Tem certeza? Então tudo bem.

KAKINHA – Sim, (Mudando de assunto) e sua mãe? Fiquei sabendo que ela estava doente...

ARTÊNIO – Estava, mas agora melhorou um pouco, graças Deus!

KAKINHA – Fiquei sabendo que titio não quis pagá-lo.

ARTÊNIO – Infelizmente negou o meu dinheiro, tive que pedir emprestado ao dono do boteco.

KAKINHA – Isso é ruim.

ARTÊNIO – É, e muito ruim, mas acredito que um dia sairei dessa vida de “Zé-ninguém”

KAKINHA – Calma rapaz, você não é nenhum “Zé - ninguém”.

ARTÊNIO – Sairei sim, mas não preciso pisar nas pessoas pra conseguir subir alguns degraus na vida.

KAKINHA – Nossa! Falando assim percebe-se que você não tem uma gota de maldade no coração.

ARTÊNIO -- Não é bem assim, também penso em ter uma vida digna com uma casinha, meus poucos móveis e o suficiente pra me manter, Amar e passar os momentos felizes e difíceis da vida.

KAKINHA – Família. Ah como gostaria de recuperar a minha!

ARTÊNIO – O que aconteceu com a sua? Você não tem a Martinha e o Sr Leopoldo?

KAKINHA – Não é bem essa...

ARTÊNIO – E qual é então?

KAKINHA – (Começa a falar baixinho com um semblante de tristeza) Um pai, uma mãe , um futuro. Entende?

ARTÊNIO – Mais ou menos. Eu queria ter estudado mais , pois o trabalho não deixou . Quem sabe hoje em dia eu não tivesse um a vida um pouquinho mais digna...

KAKINHA – (Risos) Acredito nunca ser tarde pra recuperar o tempo perdido.

ARTÊNIO—Você tem razão, mas que tempo é esse que perdi? Como fazer pra recuperar o que nunca tive?

KAKINHA – Eu tive.

ARTÊNIO – O quê?

KAKINHA – Oportunidade.

ARTÊNIO – De quê?

KAKINHA – De ser alguém.

ARTÊNIO – Mas você é alguém.

KAKINHA – Não é bem assim, as pessoas me olham vêem uma pessoa alegre, descontraída, que não revela ter problemas, mas é tudo aparente. O meu sorriso já não é mais branco, encontra-se amarelado.

ARTÊNIO – Nossa! é mesmo?

KAKINHA – Não sei como lhe dizer, preciso me abrir, pois há algo que já não agüento ficar só pra mim. Uma dor terrível...

ARTÊNIO – (Preocupado) Que dor é essa,de cabeça por acaso?

KAKINHA – Não, não é apenas física é uma dor moral.

ARTÊNIO— Dor moral?

KAKINHA – Preciso desabafar com alguém e tenho certeza que você pode me ouvir e me ajudar...

ARTÊNIO— Sim, claro, mas qual o seu problema?

(De repente Martinha surge em cena)

MARTINHA – É droga. Maconheira, narcótica, foi expulsa da casa de tio Lucicarpo. Pensou que eu iria engolir essa de vim a Bodorocó em busca de ração de cabras?

KAKINHA – Por favor, Martinha fale baixo.

MARTINHA – Não falo. Se for preciso,escancaro a voz pra que todos saibam que tipinho é você.

(No decorrer da discussão vêm chegando Sebim e Lucílio)

ARTÊNIO—Já chega Martinha, respeite a sua prima.

MARTINHA – Não se meta a besta pro meu lado ,roceiro ignorante, o assunto ainda não chegou no chiqueiro e além do mais , é papo de família.

KAKINHA—Deixa que eu resolvo isso Artênio, já sou bem crescidinha pra me defender. O assunto agora é entre mim e ela.

MARTINHA – Muito bem é assim que se fala, liguei pra seu pai e ele disse que não te quer mais na casa dele, pois você não quer nada com a vida,que só sabe se drogar e depois quebrar as coisas em casa. Não havendo outra solução, titio jogou você no olho da rua...

KAKINHA -- Não é bem assim...

MARTINHA – E agora quer vir se esconder aqui. Ah não vai dar certo mesmo, já não basta ter um pai bêbado terei que aturar uma drogada?

KAKINHA- Você não pode falar isso de mim, lembra que somos sangue do mesmo sangue?

MARTINHA – Lá vem você com esse papo furado de sangue outra vez. Somos primas sim ,mas diferentes por demais.

KAKINHA – Me diz então onde estão nossas diferenças?

MARTINHA – Eu sou linda você não é, sou querida por todos ,você nem sonha com isso...

SEBIM --- (Dando gargalhadas irônicas) Querida? Essa é boa , só pode ser querida pelo diabo, e olhe lá..

ARTÊNIO – Ah cara, para de botar mais lenha na fogueira.

MARTINHA –(Falando pra si) Idiotas. Mas além de tudo isso,não sou uma drogada e nem fui jubilada de casa...

SEBIM --- Jubilada? Que “diaxo” deve ser isso?

LUCÍLIO – Ah! Santa ignorância!

KAKINHA— Já falei pra parar com isso.

MARTINHA – Sei que a verdade dói, mas agora estou me vingando de você, por tudo que me faz passar...

KAKINHA – Por favor,Matinha...

MARTINHA – (Falando séria e tristonha) Papai sempre te preferiu, você roubou a atenção que ele tinha por mim.

KAKINHA—Claro, você não o respeitava.

MARTINHA – Não importa, mas você roubou o que era meu de direito. Agora vou casar com um homem rico...

SEBIM --- (Começa a tossir) _ Cof! cof! cof!...Ai “mô” Deus que coisa “non”?

LUCILIO -- (Mostrando-se preocupado) Que foi mendigo? Ficou doente de repente?

MARTINHA –- Mas dessa vez você não vai roubá-lo de mim...e sim ficar pra titia.(Risos)

SEBIM -– Ainda bem , nesse caso é “mió” morrer “virgi”. (Risadas)

ARTÊNIO ---É verdade ( Risadas, para de sorrir e se direciona pra Kakinha) . Não é bem assim, Kakinha quer ser a minha namorada?aceite por favor.

K AKINHA —(Com cara de impressionada, mas sabendo que tudo é um plano) O quê?!

MARTINHA –- (Risadas) Agora é que as coisas ficaram interessantes, além de titia, vai morrer feia e pobre.

KAKINHA – O que importa e sempre importou pra você foram bens materiais, por isso que sempre foi mal amada, ( Olhando pra Artênio e beijando-o) Claro que aceito meu gostoso.Eu gosto é de amar e ser amada , eu sempre amei, sua tola!

SEBIM -- Eita que o negócio ta bom “homi”!

ARTÊNIO – É Martinha , você nunca se quer ligou pra mim, que sempre te amei...

MARTINHA –- (Impressionada) Amou em vão, seu verme fedorento a estrume.

ARTÊNIO – Pois é, todo esse tempo foi o mais perdido de minha vida, não quero mais você, moleca.

SEBIM -- Nossa, “tô” impressionado! Até que fim “né” macho?!(Risadas)

MARTINHA – (Desesperada e humilhada, martinha grita pra toda a rua ouvir) Venham todos saber das novas : “A mocinha Kakinha vai ser noiva do roceiro mais sem noção de Bodorocó”.

(De repente chega Mãezona)

MÃEZONA—(Falando pra Martinha com um ar de ironia) Nossa minha filha, você tem uma prima viciada?! desde que eram crianças nunca fui com a cara dessa aí.(Apontando pra Kakinha)

LUCÍLIO – (Olhando no olho de Martinha) Vamos embora meu amor, deixemos essa viciada aí com esse pobre molambento...

SEBIM – Parece que o vício é o grande mal nessa família!

LUCÍLIO -- É uma pena, ser jogada fora de casa, excluída dos padrões sociais e ter que se conter com a vergonha posta em sua vida, pobre coitada!

MARTINHA – Pois é,agora ela não passa de uma rejeitada, junto com o viciado do meu pai. (Olhando em direção de Kakinha) Volte pra rua (Irônica) priminha, ninguém mais te quer nem eu nem tio Lucicarpo, só esse pastorzinho de bosta.

KAKINHA— Ainda tenho tio Leopoldo.

MARTINHA – Aquele é outro encosto na minha vida ele é que não vai te querer mesmo.

(Todos, menos Artênio e Kakinha que se encontram abraçados sorriem ,com risadas maléficas e de deboche a Kakinha que sente-se humilhada)

LEOPOLDO – (surge na cena quando ninguém menos espera) Aí é que você se engana.

TODOS --- Oh!

LEOPOLDO – Eu sei o que Kakinha está sentindo.Também fui excluído durante muito tempo, quando me viciei destruí minha vida,perdi tudo,me enchi de dívidas até ter que me desfazer das pobres “uvêias” que me davam o pão,as riquezas que conquistei,e principalmente (Olhando pra Martinha) você minha filha.

MARTINHA – (Irônica) Nossa que comovente, o Senhor nunca falou assim comigo papai, mas de qualquer maneira você não pode ficar do lado dela,

LEOPOLDO – Posso sim, foi ela que sempre esteve ao meu lado nos momentos que mais precisei, enquanto você só queria saber de roupas luxuosas, andar com as amiguinhas ricas que moravam na cidade. Agora olha o monstro que você se transformou, precisei tanto do seu apoio. Aproveite pra me perdoar e jogar fora todo esse rancor...

SEBIM – É verdade, quantas dividas! Deve até ao fiel empregado meses e meses.

LEOPOLDO – Não se meta onde não é chamado. Sei que é verdade, mas tem uma explicação pra isso,“tô” falido –sem nenhum tostão furado (Apontando pra Lucilio) - dependendo da chantagem desse “adevogadim” ai - Mas as coisas vão melhorar...

LUCILIO – Opa! tire meu sublime nome dessa cena ridícula.Odeio escândalos...

LEOPOLDO – (Pra Artênio) Um dia vou pagar tudo que te devo rapaz...

ARTÊNIO –(Desconfiado e com um tom irônico) Espero que sim, pois pro senhor, não trabalho nunca mais.

LEOPOLDO – Agora kakinha, venha e me dê um abraço.Vamos lutar juntos contra esse mal que está fazendo “nóis” viver desse jeito.

MARTINHA – (Brava) Papai, isso não se faz. (Pra Lucilio) Vamos meu futuro esposo, aqui já deu o que tinha de dar.

LEOPOLDO – Ei filhinha, venha aqui você também e me dê um abraço. O que fiz foi sofrer, por causa da morte de sua mãe...

TODOS – (Com as mãos pro céu) Que Deus a tenha!

LEOPOLDO –(Olhando nos olhos de Martinha) Ela sabia cuidar de você, trocar suas roupinhas, percebia quando você tava com fome, mas eu nunca entendi essas coisas, fiquei muito chocado com a morte dela, e só sabia trabalhar pra te dar o que comer e tudo que uma menina poderia ter, desesperado comecei a freqüentar o bar e fiquei como estou hoje...(com olhar triste) esse trapo velho.

MARTINHA – Me poupe,velho babão.(sai junto com Lucilio)

SEBIM – Eita que esse velho criou uma cobra o tempo todo...

KAKINHA – Não se preocupe titio, ela voltará atrás e obrigado por não ter me mandado embora.

ARTÊNIO – Também fiquei feliz de ver essa sua atitude Sr Leopoldo, mas o senhor ainda me deve e não vou fingir estar tudo bem. (Pra Kakinha) Então Kakinha quer ser minha namorada de verdade?Se quiser podemos trabalhar juntos e tentar mudar essa história...

KAKINHA – Claro Artênio, a tempos que espero isso de você...

(Todos saem e só Sebim fica em cena)

SEBIM - (Fala pro público com uma cara de comovido) Nossa que emocionante! Eu sou tão fraco pra essas emoções! (Pausa) mas agora (Quebra o semblante triste e abre um sorriso maléfico) é a minha vez de atacar(Risos) .

( As luzes apagam-se, quando os olofotes voltam a clarear Sebim entra em cena com roupas novas e olhando pra um relógio brilhante , mostra-se bem destacante)

Aurora Numbora (Ato 3- Cena 9)

“A farsa não veio a calhar”

SEBIM – (Declamando poeticamente) Bom dia sol, bom dia lua, bom dia paredes, bom dia dona Maria das Cocadas, bom dia Charlene rapariga do cabaré de Maria Padilha... (Olha pro público) Bom dia todas as cores!

ARTÊNIO – (Admirado com o bom humor de Sebim e principalmente com o seu novo visual) Nossa Sebim que bela roupa é essa?

SEBIM – Foi um prêmio de consolação que consegui graças a minha astúcia e inteligência dada por Deus!

ARTÊNIO - Não meta Deus no meios de seus trambiques, isso pode ser fatal.

SEBIM – Trambiques?

ARTÊNIO – É.

SEBIM – E eu sou lá homem de usar “trambicagem”? Uso apenas a inteligência que tenho pra poder me manter em pé.

ARTÊNIO – É entendo... A vida não foi muito favorável pra nós. As dificuldades de todo santo dia, da forma como as barrigas roncavam de fome, nas noites virando as madrugadas me ajudam a entender que suas atitudes são realmente necessárias...

SEBIM – Você ainda tem a sua mãe, e eu que tenho só Deus e mais ninguém?

ARTÊNIO – Pelo visto vejo que estás usando muito bem a sua astúcia, sempre percebo que está usando roupas aparentemente caras, calçados refinados... Parece até que encontrou uma mina de ouro.

SEBIM – Ah deixa disso... não existe mina nenhuma. O que acontece é que estou trabalhando pra uma gente da alta que mora por essas bandas.

ARTÊNIO – Mas por essas bandas só existem trabalhadores do campo e cachaceiros “morimbundos”, o único povo que tem dinheiro por aqui é a Mãezona do Lucílio. E conhecendo bem aquela gente, jamais daria atenção para um pobre, coitado, ralé,desqualificado, ignorante...

SEBIM – (Interrompendo-o) Pô “cumpadre”, maneira ai vai, num é pra tanto!

ARTÊNIO – Desculpa ai, é que me empolguei um pouquinho (Risos)

SEBIM – E ai, já esqueceu a desmiolada da Martinha?

ARTÊNIO – Esquecer ainda não, mas depois de ontem percebi que ela não faz bem o meu tipo.É uma pessoa muito amarga.

SEBIM – Eu bem que te avisei que ela era uma pilantra...

ARTÊNIO – Ah Sebim, também não fala assim da pobrezinha.

SEBIM – E aquela história de namorar a drogada,digo, a Kakinha, é mais algum pretexto pra esquecer a filha do “véi” Leopoldo, ou foi sério mesmo?

ARTÊNIO– E muito sério. Descobri em kakinha uma rosa que nasceu em meio as pedras!

SEBIM – Nossa que o “homi” ta é poético!

ARTÊNIO – Num é “zazon” mas é o amor.

SEBIM – Que negócio de amor é esse, tu ama mesmo é a louca da Martinha...

ARTÊNIO – Por favor Sebim, vamos parar de falar nessa ingrata, deixa ela pra lá... não posso negar que ainda gosto dela mas tenho é que viver a minha vida. A final ,ela vai casar com um advogado.

SEBIM – E daí?

ARTÊNIO – Daí que ele vai dar a ela tudo que precisar, coisa que eu não teria condições de oferecer...

SEBIM – Não acredito muito nisso...

ARTÊNIO – Por que não?

SEBIM – Aquele sujeito é muito suspeito pro meu gosto...

ARTÊNIO – Por falar nele , olha só quem vem ali, ele e a Mãezona, parece que esse tampo nasceu pregado a essa velha chata.

SEBIM – Eu vou lá trocar algumas idéias com ele . (Olhando pra Artênio) “Inté” mais ver...

(Sebim aproxima-se de Lucílio, Artênio sai de cena )

SEBIM – Olá amiguinhos, tudo bem por aqui?

LUCILIO – O que você quer aqui seu imundo? Já veio atrás de propina?

SEBIM – Eu?imagina!

LUCILIO – Pois é o que parece.

MÃEZONA – Pare então de andar por perto da gente, assim vão notar que tem algo estranho por aqui, seu verme.

SEBIM – Não me trate dessa forma,pois sabe que posso fazer algo que vocês não iriam gostar nenhum pouco.

MÃEZONA --- Cale a matraca seu peste ruim.

LUCILIO —É mesmo , ou vai querer que todo mundo saiba que eu num sô advogado coisa nenhuma?

ARTÊNIO – (Surge de repente em cena) Como é que é? Será que eu estou certo de ter ouvido isso?

LUCILIO -- Você não ouviu nada, isso é uma conversa particular...

ARTÊNIO-- Sabia que por trás dessas belas roupas que o Sebim usa e esse tratamento requintado não passava de uma baita de uma farsa.

SEBIM – Calma amiguinho, não é bem isso que você ouviu.

ARTÊNIO --- Ah, mas é sim, afinal não estou louco, eu ouvi toda essa prosa por trás da moitinha quando fui mijar.

MÃEZONA --- (Pra Lucilio) Viu o que você fez seu peste? Agora além de estarmos na mão do mendigo, dependemos agora desse idiota...

SEBIM – Mas não se preocupem, Artênio é um “homi” bom de Brio e não seria capaz de me dedurar...

LUCILIO --- Pois é, ele não seria capaz de fazer nada que fosse desonesto...

SEBIM—É verdade, mesmo que o Artênio visse a coisa mais errada do mundo ele não falaria pra ninguém, não é Artênio?

ARTÊNIO --- Aí é que você se engana meu caro Sebim... Já fui passado pra trás inumeras vezes, agora são todos vocês que estão na minha mão.(Risos)

SEBIM – Mas Artênio, o que é que você ta dizendo com isso? Você nunca foi de fazer coisa errada...

ARTÊNIO --- Pois é, nunca fui, mas já chega de ser tão bonzinho, agora terei como comprar os remédios pra minha pobre mãe... (Risadas)

MÃEZONA - Isso não pode ser. Esse pilantra esteve esse tempo todo se fingindo de bom samaritano.

LUCILIO --- O que temos que fazer pra você ficar de boca fechada “heim” seu peste?

ARTÊNIO --- Nada, porque também quero o seu dinheiro, e que paguem o dobro que pagam ao Sebim...

SEBIM – Nessa vida não se pode confiar em ninguém, mesmo o que aparenta ser mais santo pode se corromper quando ver que o dinheiro aparece...

MÃEZONA – Pois é, estamos perdidos, agora que vamos à falência. Me diga só seu pastorzinho do mal, quanto você quer pra ficar calado?

(Pausa e ficam todos em silêncio por alguns segundos)
ARTÊNIO – Nada.

SEBIM – como é que é?

ARTÊNIO --- Não quero um tostão de vocês, isso é injusto, dinheiro sujo... e não sou nenhum panaca que se corrompe com tão pouco... pois é Sebim, isso me envergonha sabia? E você Lucílio, não tem vergonha de dar tamanho desgosto à sua pobre mãe que só vive de uma mísera aposentadoria (nem tão mísera assim) mas é d’ela,eu bem que queria uma mãe que me desse o apoio e a oportunidade que você teve, prefiro trabalhar, pegar no pesado pra conseguir curar minha pobre mãe que não teve como me dar dinheiro, boas escolas e até esse tal de plano de saúde que você tem... O que ela sozinha me ensinou, foi a ser humilde e correto, andar sempre no caminho do bem, vocês falam que tem tudo, mas não passam de pessoas vazias. Quer saber de uma coisa, podem ficar com essa vida triste, sempre escondendo-se, eu vou é procurar liberdade, se me dão licença tenho que sair d’aqui.

(sai)

SEBIM – Nossa que panaca, ele deveria ter tirado proveito de vocês, o que seria muito pouco...

MÃEZONA--- Ufa! Ainda bem que ele é uma desses que pregam a honestidade, queria ser assim, mas não fui dotada de tamanha idiotice...

LUCILIO --- Pelo menos ele não vai soltar a matraca pra ninguém...

KAKINHA --- (Surge do outro lado da cena) Mas nem tudo está perdido, eu também sei do segredinho de vocês! Pois é, eu sabia que havia algo errado nessa história, e realmente estava certa...

SEBIM – Até você Kakinha? Mas você não vai se corromper também não é?

KAKINHA --- É o que você pensa meu caro Sebim... ou você nunca ouviu falar que o mundo é dos mais espertos?

MÃEZONA ---Ai meu Deus desse jeito não posso mais agüentar... (Desmaia)

LUCILIO --- Mami!

SEBIM – Valha mi Deus, a velha teve um treco!


(Todos saem de cena)

Aurora Numbora (Ato 3- Cena 10)

“O Final Sempre Desfecha”
(Dãããããã)

SEBIM – Pois é isso ai que aconteceu, não me tornei barão... Martinha se casou com Lucílio...

MARTINHA --- Meu amor por favor me dá um celular, um vestido de 500 reais,um salto de 600,uma TV de plasma, quero grana pra ir ao cabeleireiro e quero ir pro forró do Dagô com a roupa mais elegante e cara que tem aqui nessa cidadezinha ralé.

SEBIM – Claro que boa mentira tem perna curta...

LUCILIO --- Quer saber sua mocréia, eu não gosto de mulher, tu é chata pra caramba! me casei contigo pra fazer os gostos de mamãe e pra provar que nenhum tal de Sebim seria capaz de me desafiar...

MARTINHA – Azar o seu, se gostar ou não gostar não faz diferença, eu não gosto de você mesmo, sempre soube que sua praia era o Tonhão , e só casei contigo porque é rico e não queria passar a vida toda sendo sustentada com o amor de um pobre roceiro...(Fica como estátua)

SEBIM – É claro que ela não esperava ouvir da boca do Lucilio, que ele era uma bixa pobre...(risos)

MARTINHA --- Nãããããããããããõ!

SEBIM – Claro que o jeito foi ficar sozinha e procurar Artênio pra trocar figurinhas, porque através da chantagem que kakinha deu em Mãezona , a mãe de Artênio se curou com o dinheiro da propina, e Artênio nunca ficou sabendo que Kakinha também sabia da farsa do Lucílio... O velho Leopoldo perdeu suas ovelhas e agora recebe em dia sua pobre aposentadoria, e claro que se juntou com Mãezona e parou de beber...

LEOPOLDO --- (Cantando) Garçom, aqui nessa mesa de baaaaaaaaaaaaaar! (Desmaia bêbado)

SEBIM – Pelo menos até onde sei... (Risos)

(Entra Artênio abraçado com Kakinha, e é abordado por Martinha toda maltrapilha)

MARTINHA – Por favor Artênio , precisamos conversar...

ARTÊNIO — Nossa , eu não acredito que ela pronunciou meu nome! Ta doente é?

KAKINHA - Azar o d’ela vamos embora d’aqui, que eu sou uma ex-drogada e posso contagiá-la.

ARTÊNIO — Não Kakinha, deixa eu trocar algumas idéias com ela...

MARTINHA - Que bom que você me deu essa chance.

ARTÊNIO — Pois fale logo, que tenho o resto do domingo pra curtir minha folga com minha noiva e futura esposa .

MARTINHA - Você ainda vai continuar nessa farsa? Você não ama a minha prima, eu sou o grande amor de sua vida, você vivia dizendo isso pra todo mundo...

ARTÊNIO — Pois é , agora você tem razão, eu ainda à amo, mas tu só quer saber dos bens que comprei com o suor do meu trabalho... e esquece que sou uma criatura que também tem sentimento. Tudo que você queria era casar com um cara rico, pois bem , você conseguiu.

MARTINHA - Você não pode fazer isso comigo, eu te amo Artênio.

ARTÊNIO — Posso sim, sei que você sempre me quis e que me ignorava por eu ser um pobre pastor de ovelhas, hoje por me ver um pouco bem financeiramente, viu a burrada que fez em não confiar em mim.

MARTINHA --- Não é isso, me perdoe, ainda há tempo pra sermos felizes.

ARTÊNIO — Esse tempo já acabou faz exatamente dois anos, tempo em que você ficou casada com um charlatão e que estava simplesmente nas mãos de Sebim, durante esse tempo trabalhei, estudei e agora sou respeitado, tenho a força do trabalho e nunca precisei usar os outros como escudo.

MARTINHA -- Me da uma chance pra eu provar que mudei.

ARTÊNIO — Não, você plantou o erro agora colha seus frutos.

MARTINHA– (Chorando) Por favor não faça isso comigo, você não ama minha prima, por favor!

ARTÊNIO — você tem razão , e como você mesma falou “nunca é tarde pra ser feliz”.
Espero que encontre alguém que te complete. Passar bem.(sai de cena com Kakinha)


(Martinha fica a se lamentar e cai no choro profundo)

SEBIM – Pois é Martinha, olhe só o que você conseguiu com tanta ambição, Nada!
Vai ficar pra titia, ao contrário de sua prima Kakinha.

(Pausa em cena, Martinha olha bem nos olhos de Sebim, e o observa dos pés à cabeça e de repente fala)

MARTINHA --- Ficar pra titia... é o que você pensa.

(Avança pra cima de Sebim e tasca um beijo suculento).


*(Caem as cortinas)


NARRADOR --- Moral da história: uma andorinha só não faz verão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Teatro no Interior do RN

Por Kedma Araújo







Kedma Araújo/Fotec


Imitação de personagens é parte da
Oficina de Teatro com crianças do PETI/Cerro Corá.



Desde a manhã desta segunda-feira (20), as crianças e os adolescentes do PETI de Cerro Corá participam de uma Oficina de Teatro, ministrada pelo aluno Fábio Fernandes, do curso de Teatro da UFRN.

Na parte da manhã, são atendidos adolescentes de 12 a 15 anos. Dentro das ações do PETI eles já desenvolvem atividades de danças regionais como coco de roda e pastoril. Segundo Fábio Fernandes, a idéia de sua oficina é dar continuidade às ações desenvolvidas pelo orientador do PETI, e levar os jovens a fazerem sua arte com mais criatividade e técnica. "Vamos ajudá-los a preservar a arte da dança regional", disse Fábio.

Já com as crianças, a oficina acontece na parte da tarde e busca através de dinâmicas, jogos e brincadeiras, levar recreação e consciência ambiental à garotada. Conforme Fábio Fernandes, "o objetivo desta oficina é despertar o lado lúdico das crianças e ensiná-las a preservar o ambiente em que vivem".

As atividades estão acontecendo na sede do PETI, localizado no bairro Tancredo Neves. As oficinas de Teatro continuam até a quinta-feira e no encerramento, os estudantes vão apresentar uma peça abordando os temas que foram trabalhados.


http://www.fotec.ufrn.br/index.php/trilhaspotiguares-2009/163-alunos-do-peti-de-cerro-cora-participam-de-oficina-de-teatro-

Que tal ver o Cactus em festivais ?

Gostaria de poder ver o Cactus fora de Assu, participando de festivais e levando o nome do tão "fraco" movimento teatral de Assu,entremente que é uma pena ver acontecer um festival como o "Agosto de teatro" acontecer e nem ver o nome do mais expressivo grupo da "cidade dos poetas" mostrar serviço.

Falta tão somente além de investimento, a vontade de criar trabalhos independentes sem que seja necessário ficar dependendo de direitos autorais e outras coisas que deixam pendentes a sua realização.

portanto o que quero mesmo com esse comentário,é fazer com que re-pensem como está sendo levado o trabalho teatral do grupo em especial. É maravilhoso ver grupos como o "Pessoal do tarará" crescendo e fazendo um trabalho bonito e de qualidade", digno de ser assistido, Pois ai vai meu manifesto à respeito do Cactus.

Espero um dia ver o trabalho se expandir, mas só será possivel se houver pesquisa e compromisso somados ao talento e forma de trabalho do grupo.Assim será possivel ver nossa querida Assu representada e brilhando fora de seu território com seus filhos tão talentosos.

Abraço!

Sites Legais sobre Teatro

Eis algumas opções sobre sites desenvolvidos para o teatro...

http://oficinadeteatro.com/

segunda-feira, 11 de maio de 2009

"Esse mesmo sorriso"




Baseado numa pesquisa voltada á sociedade e suas possiveis ramificações e grupos sociais,que entretanto teimam em manter suas regras e a hierarquia que resiste tanto em permanecer ativa.Foi desenvolvido um monólogo onde é vendido a idéia de se pensar se existe de fato igualdade social.
Esse monólogo foi idealizado no intuito de fazer com que as pessoas vejam o quanto que uma má impressão pode causar transtornos em quem é de certa forma, mal interpretado e julgado pela sociedade. Numa análise detalhada de um fato em que se faz clara a idéia de julgamento das pessoas pelo que ela aparenta e não o que é fato.
A situação de fato ,se passa num lugar qualquer onde uma persona conta seu relato,que ocorrera numa delegacia quando fora pré-julgado pela simples maneira de se vestir e que sofrerá tamanho transtorno pra sua vivencia atual.

domingo, 3 de maio de 2009

Métodos - Constantin Stanislavski

1. Um personagem está sentado numa mesa de jantar. Repentinamente, o personagem levanta-se depressa e joga um prato à parede, e esta ação provoca mais raiva no personagem - ele antes estava tentando ficar furioso. O personagem faz um movimento irado e lança mais um prato - sua raiva estará maior.

2.
O personagem 'A' dá um abraço no personagem 'B'. O personagem 'A' então agora se sentirá mais íntimo do outro personagem, sensação que foi provocada pela ação abraço.

3.
Se você já observou um jogador de futebol antes da partida vai compreender como a ação provoca a emoção: ele se agita, grita, faz exercícios como que preparando-se emocionalmente para o jogo. O atleta na verdade agiu antes para preparar a emoção, ou seja, ele demonstra um claro exemplo do significado da ação psicofísica.