quarta-feira, 4 de maio de 2011
Arte Potiguar (Talma&Gadelha) - O Roqueiro e a Hippie
domingo, 1 de maio de 2011
Arte Potiguar - ( Daniel Reis - Artista Plástico)
Quero apresentar um grande artista plástico e da arte cênica da região do vale do Assu - RN. Eis o meu amigo Daniel Reis. Aqui posto algumas de suas expressões artísticas, em destaque as artes plásticas; uma de suas maiores habilidades, está na forma sensível que trata a questão da sustentabilidade do meio ambiente, reaproveitando materiais descartáveis, trazendo assim, a possibilidade de fazer do que seria lixo, o ressurgir artístico.Além de Artista plástico, Daniel Reis é ator, poeta e dramaturgo, uma de suas maiores obras teatrais foi a peça "Faces do poeta" quando liderava um grupo denominado Faces da Vida.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
#QueDjaboÉIsso?
Evento de Arte contemporânea produzido pelo @ProjetoCores e #CAdeTeatroUFRN
Ficha técnica. 186 PELDAÑOS. (186 DEGRAUS)
A idéia de criar esse microfilme nasceu da vontade de pôr em prática todo conteúdo que vejo na universidade, e tambem de mostrar como é a rotina em um dia como estudante longe de casa, quero abordar um pouco do convívio com os amigos e colegas cotidianos.
Programação:
dia 29 de Abril:
14h às 16h - Oficina de maquiagem (15 pessoas)
-@MelkFreitas
-@MelkFreitas
16h30min - Mostra de Video
186 PELDAÑOS. (186 DEGRAUS)
Resumo:
186 degraus é uma viagem incruenta através da realidade, a historia mais cruel. As escadas que nos levam ao céu também podem levar-nos ao inferno, as trevas da condição humana, onde os homens deixam de ser homens para serem bestas. 186 degraus nâo é uma historia do passado, a besta esta lá fora. E tem fome.
Rubén Figaredo.
Roteiro, Direção e Realização: Rubén Figaredo.
Trilha Sonora: Art Bears. Laurie Anderson, Rubén Figaredo.
Outras imagens: AllaGeorgieva, Noma & Gediminas Urbonas, Moris (Israel Meza Moreno).
Duração: 8 minutos.
Locação: Viena (Austria), Gijón (Espanha)
Segunda Feira
1ºCurta de @FabinhoMarica
...A idéia de criar esse microfilme nasceu da vontade de pôr em prática todo conteúdo que vejo na universidade, e tambem de mostrar como é a rotina em um dia como estudante longe de casa, quero abordar um pouco do convívio com os amigos e colegas cotidianos.
Além de estar postado na internet, este trabalho ja teve exibições ao público no ENNECE (Encontro norte-nordeste de casas de estudantes) João Pessoa - PB . Antes de ter sido aprovado para exibição e discussões artistico-filosófico-culturais no ENEARTE (encontro nacional de estudantes de arte) Ouro Preto MG.
Filme Com:
Fabinho Fernandes, Marcisio Bios, Melk Freitas,Jhonny,Erikaline,Hianna,Paulo Jr,Alkécio, Colegas da turma de teatro da UFRN e Figurantes do circular.
Musicas
"Entre dos águas" Paco de Lucia
"Hyde Park - Tema do Esporte Espetacular"
"Baby" Os Mutantes
19h - Apresentação do espetáculo "#AsCoresAvessasDeFridaKahlo" (Para convidados)
- @LinaBelSena (Diretora/Atriz)
- @ledva (Atriz)
- #EversonOliveira (Ator)
- #RoseLotte (Atriz)
- @StephaneDamasco (Atriz)
- @kedmassilva (Atriz)
- #AnandaKrishna (Sonoplastia)
- @cansadadegritar (Apoio técnico)
- @AgamedesR (Preparação vocal)
- @TauanyThabata (Preparação corporal)
- @FabinhoMarical (Operador de luz)
Encerramento : Mesa de frutas e "pesquisa" de opinião.
dia 30 de Abril:
9h às 12h - Oficina: Escrituras Corporais Contemporâneas (20 pessoas)
- @chrystine_silva
- #AndréBezerra
- #SilvanoJefferson
- #SilvanoJefferson
13h - Projeto "O que está aqui está em todo lugar. O que não está aqui está em lugar nenhum."
- @Yurikotke
- @Yurikotke
14h às 17h - Mesa redonda "Arte Contemporanea" Com os Professores convidados:
- Profº Dr. #AlexBeigui
- Prof° Dra. #NairaCiotti (@nairaciotti)
- Prof° Dr. #RubenFigaredo
17h30min - Experimento cênico "1° Manifesto"
- Direção @chrystine_silva;
- Assistente de direção #AndréBezerra
19h - Apresentação do espetáculo "#AsCoresAvessasDeFridaKahlo"
Encerramento : Mesa de frutas e "pesquisa" de opinião.
Obs: As inscrições para as oficinas serão abertas meia hora antes do início de cada uma delas no Deart - @ufrn
- As oficinas de maquiagem oferecem apostila, mas pede-se que levem seu material.
As senhas para apresentações serão distribuídas uma hora antes do início de cada uma delas, no Deart - @ufrn
Obs: As inscrições para as oficinas serão abertas meia hora antes do início de cada uma delas no Deart - @ufrn
- As oficinas de maquiagem oferecem apostila, mas pede-se que levem seu material.
As senhas para apresentações serão distribuídas uma hora antes do início de cada uma delas, no Deart - @ufrn
segunda-feira, 25 de abril de 2011
A Seu Coração ( Lidiane Blanch3tT )
Minha emudecida flor da relva...
Caminha seu sabor em minha direção.
Vejo-me sem frases para descrever,
O quanto suas emoções me transcendem;
Me poupam a respiração,
E me tomam de crença.
Parece sorrir-se consigo mesma,
Quando o barulhento vento
Assusta suas pétalas.
O seu dizer de nua nada diz
Além do que meus olhos já viram...
Vai ver encantou-se de reluzência.
Melhor para minha pele arrepiada;
Para meu querer a espreita,
Deste inconsciente à seu coração.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Fulô do Mato (Renato Caldas)

Sá Dona, vossa mecê
É a fulô mais chêrosa,
A fulo mais perfumosa
qui o meu sertão já botô!
Podem fazê um cardume
de tudo que fô prefume
de tudo qui fô fulô,
qui nenhuma, nem uma só
tem o cheiro do suó
qui seu corpinho suô.
- Tem cheiro de madrugada,
Fartum de areia muiáda,
Qui o uruváio inxombriô.
É um cheiro bom, déferente,
Qui a gente sintindo, sente,
Das outa coisa o fedô.
Poeta Renato Caldas
O poeta assuense Renato Caldas (08.10.1902-26.10.1991) é considerado o maior representante da poesia matuta norte-rio-grandense. Comparado a nomes como Catullo da Paixão Cearense e Zé da Luz, Caldas conseguia, de modo simples e espontâneo, abordar temas como o amor, a vida no meio rural, a simplicidade do homem do campo, a natureza e a beleza feminina. Recebeu a alcunha de “O poeta das melodias selvagens” por causa da rudeza e originalidade de seus versos. A obra mais conhecida do poeta chama-se Fulô doMato (1940).
O nosso “poeta das melodias selvagens”, concentrou sua poética na valorização do regional, representando em uma linguagem “rudimentar” as características de um povo sertanejo. “Tinha na sua paisagem e até no lado grotesco do seu povo os motivos permanentes de sua poesia”. O meio rural, a natureza e a beleza feminina são temáticas que permeiam boa parte de suas obras. Vamos encontrar na figura invulgar de Renato um homem de temperamento expansivo e um grande colecionador de momentos felizes mesmo quando em situações adversas. Assim como era a poesia, a boemia e a cantiga popular também faziam parte de sua vida como todo o componente do seu ser. Coincidindo com a sua irrequieta personalidade, seus poemas refletem a imagem de um poeta boêmio e ousado que sempre esteve acima do cárcere da vida açuense e da opinião alheia. Dessa personalidade indomável, emana uma poesia movida à paixão dos valores nordestinos, onde o poeta faz comoventes evocações de sua terra de origem, em uma mistura de memória e sentimento telúrico que demonstram o exacerbado amor que tem pelo Assu, sua terra natal.

Renato Caldas sendo admirado pelo Professor Aldo Cardoso (um dos incentivadores do teatro pra mim)
A exaltação à beleza e o desejo do homem simples, que ama e que sofre, são expressos em versos como:Fulo do Mato, Rebuliço, Lagoa das Moças entre outras que fizeram deste poeta uma das maiores referências da poesia do Rio Grande do Norte.
domingo, 10 de abril de 2011
Amo-Te! ( Lidiane Blanch3tT )

Com o mistério que paira este verso,
E como a paixão de um amante.
Sem explicações necessárias,
Nem luz de decência,
Para os olhos que conserva.
Assim como a rosa que entorpece,
O exuberante Beija-flor.
Amo-te!
Muito além do que esperas,
E confessastes em brutos sonhos.
Pois sem se quer piedade,
Sucedeu-me ao causo do amor.
Sorriu meu riso,
E antecipou-me o ruído da morte.
Amo-te!
Simplesmente pelo fato de não ter,
E então, durmo e acordo lesada.
Amo-te com o desejo das unhas,
Também com a fome de minh’alma.
Com a sede em teu beijo,
Em tua vívida reencarnação.
Alfenim
Gostaria de dedicar uma postagem voltada a arte do alfenim, um doce que remete a arte pela sua forma estética e o que ocorre durante no processo de criação.

Na atualidade, no Rio Grande do Norte, um doce de velho sabor, herança do tradicional doce de tabuleiro do Brasil colônia, alegria do paladar e do visual da infância de muitos nordestinos, parece estar desaparecendo. Alfenim, doce muito delicado e frágil, de cor branca, que se apresenta em formas esculpidas de bonecos humanos, animais, flores e o que a imaginação criar. De feitio simplicíssimo, é uma massa de açúcar que se leva ao ponto em que se torna branca e com a qual, enquanto ligeiramente quente, se moldam figuras. A massa é feita exclusivamente com água, açúcar e uma colher de vinagre ou do cítrico limão.
Apesar de simples, o Alfenim tem uma longa história, que começa com os árabes, passa pelos portugueses e aporta no Brasil, onde adquire um forte significado cultural, notadamente no Nordeste açucareiro. Segundo Câmara Cascudo, o Alfenim era uma das gulodices orientais, muito popular em Portugal nos fins do século XV e princípios do século XVI, aparecendo citado em obras de Gil Vicente e de Jorge Ferreira de Vasconcelos. Com o descobrimento e colonização do Brasil é introduzida a cana de açúcar e também toda a tradicional doçaria portuguesa, trazendo entre os variados doces o alfenim, que se fez presença secular na tradição doceira brasileira. Acredita-se que o seu desaparecimento seja fruto da disputa com a química artificial da produção industrial dos novos doces e guloseimas. Segundo, o historiador norte-riograndense, Câmara Cascudo, é “ a máquina substituindo a perícia digital e a produção em série anulando a individualização criadora e sugestiva da invenção pessoal”.
Seguindo a trilha doce do alfenim através da pesquisa histórica, com informações colhidas de forma bibliográfica e documental; como também com a observação realizada em feiras livres e casas comerciais, que vendem artigos sertanejos e artesanatos, na cidade de Natal, procurou-se identificar a presença atual do alfenim na gastronomia do Rio Grande do Norte, sua comercialização e produção.
Na verdade, pode-se concluir ser muito difícil encontrar quem saiba fazer o doce nos dias atuais. O alfenim praticamente deixou de fazer parte da nossa gastronomia de forma efetiva e da infância de muitos jovens nos dias de hoje.

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