terça-feira, 9 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Filipinos protestam contra obra que mistura Cristo e pênis
O artista Mideo Cruz, responsável pela instalação -- feita com o objetivo de ser um comentário sobre o culto de um ícone -- tem sido tachado de "demônio" e bombardeado com ameaças de morte e emails
irados desde que a peça passou a ser mostrada em uma exposição em Manila.
"Que a sua alma queime no inferno, seu Diabo pro (sic) artista", escreveu um furioso usuário do Facebook, um entre dezenas de pessoas atacando o trabalho de Cruz.
Cruz, de 37 anos, trabalha com performances e artes visuais e já expôs em espaços artísticos em Nova York, Paris e Tóquio. Ele disse que queria provocar reação, mas ficou surpreso com a violência das respostas do público.
"Não se pode forçar as pessoas. Mas apenas espero que quando olhamos para algo, o processo não pare na superfície", afirmou.
Cruz disse que sua instalação, intitulada "Poleteismo", ou "Politeísmo", é sobre a adoração de imagens e como a idolatria se modifica ao longo da história e na cultura moderna.
Pôsteres de Cristo e da Virgem Maria, crucifixos e raridades religiosas relembram os 300 anos do domínio espanhol, que introduziu o catolicismo nas Filipinas, enquanto imagens de Mickey Mouse, da Estátua da Liberdade e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apontam para a duradoura influência do imperialismo norte-americano no país.
"Isto trata de objetos que cultuamos, como nós criamos esses deuses e ídolos, e como nós somos criados por nossos deuses e ídolos", disse Cruz.
Uma parte da instalação é um crucifixo gigante de madeira com um pênis vermelho brilhante que pode ser mexido para cima e para baixo, um símbolo de uma sociedade patriarcal onde os homens são "cultuados", disse ele.
Versões anteriores da obra, que também inclui pôsteres kitsch e lembranças de viagens de Cruz, foram exibidas em 2002 em outras galerias, mas o atual furor não tem precedentes.
"É muito ofensivo à maioria, já que a maioria é cristã. É um tipo de zombaria da fé", afirmou o professor Emmanuel Fernández, membro do grupo social fortemente católico Cavaleiros de Colombo.
Os católicos romanos constituem cerca de 80 por cento da população filipina e os conservadores são muito presentes na vida pública. Grupos de lobistas católicos atuam agressivamente contra leis para ampliar as informações sobre contraceptivos e os bispos punem defensores do divórcio e do casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Os pedidos de boicote ou encerramento da exposição inundaram o Centro Cultural das Filipinas, onde está sendo exibida, e uma universidade católica que apóia os artistas integrantes da mostra pediu para ter seu nome retirado.
Mas a diretora do setor de artes visuais do Centro, Karen Ocampo-Flores, disse que a instituição está apenas cumprindo sua função de cultivar a expressão artística e lamentou que a instalação esteja sendo vista somente em partes, e não em seu conjunto.
"Eu chamaria isso de histeria moralista, eu chamaria de miopia religiosa", disse ela. "Sim, você pode ter sua fé, e isso pode ser respeitado. Mas você também tem de estar apto a tolerar e compreender os pontos de vista dos outros."
FONTE
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4041
Do Barro ao Pote
Galeria Pé de Boi apresenta coleção de potes antigos- Até o dia 18 de agosto de 2011, a Galeria Pé de Boi, em Laranjeiras, apresenta uma coleção com mais de cem potes .As peças foram coletadas em casas e fazendas na parte central e sul da Bahia e Norte de Minas.
Segundo Ana Maria Chindler, proprietária da Galeria, a ideia é fazer com que as pessoas tenham acesso a peças que fazem parte das tradições do povo brasileiro. Muitos desses potes eram decorados com o barro branco-a tabatinga-formando arabescos ou bordados, mas a ação do tempo esmaeceu a decoração. As peças possuem formas variadas, alguns potes são bojudos, outros mais cilíndricos ou bastante arredondados, seguindo a tradição de cada centro produtor. Muitas vezes foram guardados no chão outras sobre o "trempe "- arco com três pés que serve de suporte.Essas formas de guardar deixaram suas marcas que foram agregadas as formas originais.
" É importante que se realce a textura que os potes adquiriram com o passar do tempo. Alguns ainda lisos como se tivessem sido recém-alisados com o coité, trabalhados com o sabugo de milho e saído do forno. Outros estão encarquilhados pela perda das camadas externas do barro polido formando uma nova textura. Todos lindos afirma, acrescentando esta é uma oportunidade para as pessoas verem a beleza das formas, dos desenhos semi apagados pela ação do tempo e das texturas que a cerâmica adquiriu pelo uso. Além de, é claro, fazer uma viagem a cultura popular do Brasil.
Toda região central, sul e noroeste da Bahia, assim como a do norte de Minas Gerais apresenta uma forte origem cultural africana mesclada com indígena. E é por isso que o uso da cerâmica é altamente diversificado em todo esse território. Mais especificamente, o uso dos potes, jarros, moringas, porrões, caborés, quartinhas são uma mostra da nossa riqueza cultural.
Ao longo do traçado dos rios, como o São Francisco ou o Jequitinhonha, por exemplo, se pode levantar a cartografia do pote. Os mercados e feiras são os locais onde o povo do pote mostra sua habilidade e onde o Brasil mostra sua cara. Nesses locais e ao longo das linhas sinuosas dos rios, percebemos que o pote é inimigo do PET, é antiquado, foge dos padrões do industrializado e do feito em serie.
Embora as formas sejam diversificadas, assim como a decoração e a identificação dos nomes, nossa cultura tem, no uso do pote, uma dos mais ricos costumes da arte popular ou folclórica. O pote é indígena e negro, é feminino, pois nasce de mãos femininas. É generoso, pois é o que oferece a água e a base da comida e tem na sua diversidade uma unidade que é a da beleza das formas.
Fonte: Portal Fatorquarta-feira, 3 de agosto de 2011
Urbanienação (Fabinho Fernandes)
Silent Auction: Gaetano Pesce para Casa Vogue
- Rio de Janeiro - Para celebrar sua edição "Brasilidade", a Casa Vogue convidou Gaetano Pesce para desenvolver um pavimento d'arte inspirado no Brasil. Conhecido pelas cores vivas e pelo espírito lúdico de seus projetos arquitetônicos, de design e arte, Pesce é mestre na realização de pisos artísticos de resina, como este "Mosaico Brasileiro", um retrato do país,feito in loco e à mão pelo artista. A relação do conhecido artista e arquiteto com o Brasil é estreita - apaixonado pela nossa terra, ele tem há mais de 15 anos uma casa feita de resina no litoral da Bahia. Trata-se de dos grandes nomes do design mundial, com peças que se tornaram ícones de marcas como B&B Italia, Cassina e Meritalia. Suas criações integram coleções particulares e o acervo de instituições como o Metropolitan e o MoMA, ambos em pidou, Paris, Victoria and Albert Museum, Londres e a Triennale di Milano, Itália. Este pavimento d'arte está distribuído em 75 lotes (um para cada rosto) e será leiloado em formato silent auction pela Bolsa de Arte do Rio de Janeiro em prol da Associação Aquarela, que atende crianças e adolescentes carentde agosto.
Fonte:
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4033
Bolsa de Arte
Britânico assume tarefa de preservar jardins de Monet
Novo jardineiro-chefe do sítio que inspirou o artista tenta trazer obras à vida
Os famosos jardins de Giverny, na França, a propriedade eternizada pelo pintor Claude Monet em suas telas, ganharam um novo jardineiro-chefe.
O inglês James Priest afirmou que sua função é manter vivas, nos jardins, as telas impressionistas de Monet.
"O jardim tem um lugar especial no coração de todos que já admiraram as telas. Quando chegam aqui, reconhecem as paisagens de Monet", afirmou.
Monet não gostava de jardins organizados ou restritos. Ele combinava as flores de acordo com suas cores e as deixava crescer naturalmente.
Hoje, os jardins de Giverny recebem meio milhão de visitantes por ano.
Para o novo jardineiro-chefe, os jardins são um desafio diário.
Ele afirma que tenta olhar para o jardim como um artista e procura preencher os espaços com texturas de cores - um exercício diário para transformar as ferramentas de jardinagem em pincéis.
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4034
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Letto - Admirando os Automóveis
Música: Admirando os automóveis
Álbum: Pare, olhe, escute [2010]
Autor: Letto
Direção: Weynna Dória
Edição: Weynna Dória e Pseudoord
Atores: Kedma Silva e Melk Medeiros
Colaboradores: Rodolfo Rodrigues
Eu sei o quanto é informal
Este passo artesanal
Vale pra quem quer
Ser alguém que vai e vem
Sem medo de estar exposto e sem um cais
Vagando como um deus qualquer
Admirando os automóveis
Que hoje formam arcoiris
Mas não notei nenhuma cor
Por serem rápido demais
E pra não confundir eu vou a pé
Pra que você possa me ver
Admirando os automóveis....
Bruno Pedrosa
Todo ano, realizam-se exposições suas em museus e galerias das grandes cidades da Europa.
Nasceu em São José das Mangabeiras, distrito de Lavras, no dia 11 de janeiro de 1950. Com 18 meses de nascido, ficou órfão de mãe. Foi registrado, no batismo, como Raimundo Pinheiro Pedrosa. Raimundo em homenagem ao avô que o criou. Bruno é o nome religioso que escolheu, em 1975, ao entrar para a ordem beneditina, atraído pela vocação do claustro. Fez os estudos primários no Seminário do Crato. Quando se tornou artista plástico, depois de concluir o segundo grau em Fortaleza, seu sonho era cursar a Escola Nacional de Belas Artes.
Chegou ao Rio em 1968. Tinha acabado de fazer 18 anos. No contato com a realidade, desistiu do curso de pintura, matriculando-se como aluno de História da Arte.
Aos 25 anos, já formado, passou por uma crise mística ao ler o livro "A Montanha dos Sete Patamares" do monge americano Thomas Merton. Foi admitido no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, onde viveu em clausura, por cinco anos, de 1976 a 1981, mas não chegou a ordenar-se.
Foi apoiado no início da carreira artística por uma fundação americana, a Bristol, que lhe encomendou, muito jovem, uma série de álbuns sobre a arquitetura colonial sul-americana.
O desenho era sua forma de expressão. Só mais tarde descobriu na pintura abstrata sua verdadeira vocação. Bruno Pedrosa é casado com a arquiteta Lila Garnero, filha de italianos, que conheceu em Ipanema. O casal morou primeiro em Nova Friburgo, no estado do Rio.
Em 1990, mudou-se para Bassano del Grappa, perto de Veneza. Bruno, a mulher dele e as duas filhas moram numa casa, em cima da histórica Ponte dos Alpinos, projetada e construída, em 1546, por Andrea alladio, um dos grandes arquitetos da Renascença.
Apaixonado pela genealogia, Bruno orgulha-se de ter, na sua biblioteca, quase tudo quanto se escreveu até hoje sobre a História do Ceará.
Seu lema na vida, conforme se lê numa entrevista, resume-se nesta frase: "É bom rumar para as Índias e encontrar a América". Tradução: "O cotidiano metódico me dá segurança mas o imprevisto na vida me fascina". O Ceará - para os italianos que colecionam obras de arte - é a província brasileira onde nasceu Bruno Pedrosa. Bruno Pedrosa está expondo seus quadros no Museu de Niterói.
Diário do Nordeste
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4022
Exposição reúne olhares femininos sobre corpo masculino
- Florianópolis/SC - Nove artistas mulheres expressam a visão particular do corpo masculino em trabalhos de arte, nas categorias de pintura, desenho, fotografia, videoarte e objeto. As artistas Dudi Borges, Elaine Veiga, Giovana Zimermann, Meg Tomio Roussenq, Nadir Ferrari, Rosana Bortolin, Silvia Carvalho, Sueli Freygang e Zulma Borges unem os talentos na exposição "Corpo Masculino, Olhares Femininos". A mostra abriu , no Museu Histórico de São José.
"Aqui olhares femininos direcionam-se ao corpo masculino e elaboram um espaço poético. Expõem um 'olhar' enigmático e repleto de indagações. Nele esse corpo oscila entre desejos e medos, entre escolhas profanas e sagradas, entre a ternura da mãe e o desejo da amante, enfim, olhares extremamente ligados à experiência da vida", explica a professora de Filosofia e História da Arte na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).
A exposição "Corpo Masculino, Olhares Femininos" poderá ser visitada até 18 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Fonte
Fonte: Oi São Josehttp://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3989