quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Colunista do Yahoo fala sobre o Funknejo.

.Por Dafne Sampaio

Bastardo é a mãe

Misturar ritmos diferentes em uma mesma música não é novidade nem aqui e nem na China. Não é coisa dos dias de hoje e exatamente por isso já foi chamado por vários nomes, de ‘mash mixed’ a ‘bastard pop’, de ‘crossover’ a ‘mashup’. Mas é deste último jeito, em inglês mesmo, que essa mistura ficou conhecida no mundo todo. E é um tanto diferente do bom e velho remix, seu meio-irmão. Enquanto no remix uma música ganha novas roupagens a partir de intervenções de batidas e efeitos criados por DJs e produtores, o mashup é o encontro-colisão de duas músicas já existentes, de preferência o vocal de uma com o instrumental de outra.

Quando ainda não existia asfalto para chegar aos mashups, as misturas eram feitas ao vivo, com instrumentos, na raça mesmo. Mas a partir dos anos 1980, e mais radicalmente nos anos 2000, inúmeras ferramentas tecnológicas deixaram tudo mais acessível. E assim surgiram os primeiros fenômenos pop do gênero, com destaque para The Grey Album (2004), no qual o produtor Danger Mouse liquidificou Beatles (The White Álbum, 1968) e Jay-Z (The Black Album, 2003), e Collision Course (2004) com uma mescla de Linkin Park e Jay-Z feita pelos próprios. O poderoso rapper e maridão de Beyoncé, aliás, é figura fácil nos mashups e mais recentemente foi co-protagonista de Jaydiohead (2009), uma mistura feita pelo produtor Max Tannone de suas rimas com os instrumentais do Radiohead.

E o que isso tem a ver com o Brasil? É que fiquei sabendo que uma coisa chamada “Sou Foda 2” tinha sido feita e era nada menos que uma nova versão de “Sou Foda”, hit malicioso assinado pelos jovens funkeiros do Avassaladores que agora ganhou o apoio da dupla neosertaneja Cácio & Marcos. Nada disso havia me preparado para a música que saiu daquele vídeo e muito menos para o termo ‘funknejo’. Alguns podem achar que “Sou Foda 2” é um crossover, mas eu acho sinceramente que é um mashup “ao vivo”.

Ainda não sei muito bem o que pensar disso. É muito bizarro? É o futuro? Uma coisa não tem nada a ver com a outra? A verdade é que a nova geração que tem revitalizado comercialmente a música sertaneja é a mesma que, ao invés de criar novas canções, apenas recria hits de outros gêneros a seu modo (“Minha Mulher Não Deixa Não” é um das mais disseminadas).Resultado? O feitiço pode muito bem se virar contra os feiticeiros.

Porque essa coisa de misturar, como diria o sábio e saudoso Vicente Matheus, é “uma faca de dois legumes”. Às vezes funciona, noutras desanda. Por exemplo, o pioneiro da cena mashup nacional é o carioca João Brasil que em 2010 se meteu no ousadíssimo projeto “365 mashups”. (Isso mesmo! Um por dia!) Ninguém no mundo tentou isso – e muito menos com tantas referências e artistas diferentes – e João Brasil saiu-se muito bem, mesmo com alguns escorregões aqui e acolá. Impossível, em um projeto desse tamanho, chegar ao 100% de aproveitamento. De qualquer forma, quinze dias atrás Brasil reuniu Guilherme de Arantes com Gaiola das Popozudas no divertido “Charme de Dar” e a alquimia funcionou.

Outro artista brasileiro dos mashups e remixes, o enigmático DJ Cremoso vem fazendo fama ao pegar sucessos internacionais dos anos 1980 para cá – de Nirvana a R.E.M., de Major Lazer a Joy Division etc. – com o objetivo de mergulhá-los no caldeirão do tecnobrega. Já o pessoal da festa Criolina fez um bando de europeus sacolejarem ao som de mashups como “Mosca na Cerveja” (Raul Seixas vs. Chico Science & Nação Zumbi), “Nega do Bebo Sim” (Elizeth Cardoso vs. Marcelo D2) e “Manos e Molhados” (Racionais MCs vs. Secos & Molhados). Bastardos ou não, o que é brega hoje pode ser cult amanhã, e o que é cult hoje pode ser datado ou esquecido depois de amanhã. Só o tempo para julgar se experiências assim sobrevivem e se a posição da rã é um lance e não um romance.



Fonte
http://colunistas.yahoo.net/posts/13050.html


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Palco Gira Dança-Setembro



Vale a pena conferir - O Sertão Sou Eu (art`facto)




O Espetáculo Sertão Sou Eu, foi contemplado, com o programa BNB de cultura, onde solidificou a parceria entre a companhia de dança Art’facto de Pendências/RN e a Companhia Gira Dança de Natal/RN fundada em 2005. A Cia Gira Dança estabelece essa parceria de assessoria artística ao grupo desde, 2009, Gerando mais visibilidade e oportunidade a produção em dança contemporânea do interior do estado.

O espetáculo o Sertão Sou Eu, usa como referencia, ‘inspiração livre’, o conto de Guimarães Rosa que conta a estória de grandes batalhas no sertão, a luta de um povo simples, mas com grande riqueza de significados e sentimentos que chegam a confundir, inebriar aqueles que se aventuram em conhecer a estória.
O espetáculo traz ao palco em forma de dança, o jeito simples da vida no sertão e toda sua carga de sentimentos e emoções que eleva o sertão ao tamanho do mundo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Arte Potiguar - (Banda AK - 47)

Pequeno pônei - Por Michel Blanco

li esse artigo no Yahoo e achei o tema pertinente ao nosso blog.

Michel Blanco

Pônei, ursinho, cachorrinho… A publicidade, fada madrinha do hiperconsumismo, segue uma lógica infantilista. Parece ver o público como um grupo de escoteiros: um bobo vestido de criança e crianças vestidas de bobo. Duvida? Ligue a TV.

Criaturas fofas estão em comerciais de carros a cerveja, num estímulo de desejos pueris e narcisistas. Uma Terra do Nunca para uma geração inteira de aspirantes a Peter Pan. A fuga da realidade atenua os riscos inerentes a um e outro produto. Volante e álcool são coisas para gente grande; desnecessário lembrar não fossem os bichinhos falantes.

Mas o produto quase não vem ao caso, o objeto de venda é a marca e todo apelo simbólico que representa: prestígio, satisfação e beleza plenas. Pouco importa se o carrão está ao alcance do público, a marca deve ser um sonho de consumo. Se o telespectador for uma criança, está aberta a oportunidade para o melhor negócio: um pequeno que estabelece uma relação de afeto com uma marca é o consumidor fiel em potencial. É, pôneis malditos!

A infantilização do consumidor e a invenção de necessidades são o que dão a liga ao capitalismo contemporâneo, num caldo de hiperconsumismo. A conclusão é do cientista político Benjamin Barber, para quem vivemos a era dos “kidults” ou “criançultos”. É este sujeito, impulsivo, egoísta e pouco habituado a frustrações, a quem a publicidade exalta. O motorista responsável não é descolado o bastante para um comercial.

E daí? Junte-se ao discurso infantilizado a promessa de virilidade e emoções fortes no embalo de um motor possante que o estrago está feito. As montadoras e a propaganda não são, obviamente, os únicos responsáveis pelas mortes diárias no trânsito caótico das cidades brasileiras, mas sua parte no problema é inegável.

O impacto da fantasia hiperconsumista não está restrito a essa geração de adultos infantilizados; afeta nosso próprio juízo de cidadania. A identidade que se consolida é a do consumidor, para quem o Estado é reduzido a um insáciável órgão arrecadador a encarecer as compras e tolher liberdades. A própria política se tornou marketing, adverte Barber. Campanhas eleitorais mundo afora não o desmentem.

Daí para ideia de que só exercermos poder quando consumimos é um pulo. Essa mesma noção embala a moda do nariz de palhaço em protestos “cívicos” recentes: paguei e não recebi de acordo. Cômico se não fosse trágico o crescente número de patetas ao volante.


Fonte

http://colunistas.yahoo.net/posts/12880.html

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Arte Potiguar - Pau e Lata ( Lages RN)

Arquivo Marical

Desta vez gostaria de apresentar ao leitor de"O MARICAL" o grupo Pau e Lata de minha querida Lages do Cabugí, o Grupo é coordenado pelo companheiro Cicero, que executa um belo trabalho, no qual apresenta aos jovens do município a oportunidade de fazer música, nesse caso a percussiva. Vejo desta forma um motivo mais que merecido, contribuir com a divulgação de um trabalho tão bem apresentado, e torno EVIDENTE a arte desses jovens lagenses.

O grupo Pau e lata de Lages é continuação do projeto coordenado pelo meu amigo Danúbio,que assim como o Cicero, desenvolve projeto semelhante em Natal. Tendo feito várias apresentações pelo estado e a nível nacional como na Bahia em 2009 e Ouro Preto- MG 2010, ambos nas edições do Enearte (Encontro Nacional de estudantes de Arte).

Alem de Coordenador de projetos sociais, Cícero tambem tem um blog muito interessante, que aborda curiosidades sobre fatos naturais, personalidades importantes da cidade e principalmente o quadro cultural do município potiguar.

Veja uma demonstração do trabalho desse precioso grupo musical.
Nessa apresentação o grupo percussivo interpreta a peça "Martelo Agalopado.

Conheça mais o trabalho do Cícero.

Bendito Seja, Não Sei (By Lidiane Blanch3tT )

Venho por meio desta

Tatear minha desilusão,

Aquela que vires sorrir

Ainda que sem o se mover da boca.

Trago recordação, ah recordação

Como assim recordação?

Desejara eu que assim fosse

E concreticidade respirasse minha face.

Não respondi seus olhos

Quando estes me pediram ardência

Não expulsei de seu corpo

Outros corpos inanimados.

Ah céus, não reclamo!

Talvez fora assim melhor, mas melhor

Com este pesar que me encobre a realidade?

Não! Permaneço triste à noite, desordeira ao dia.

Cacos

Mini-video 1

A arte de recriar famosos



- São Paulo - Aos poucos a fotografia deixa de ter um papel hegemônico em publicações para ceder lugar à ilustração - e isso, obviamente, tem a ver com custo. Hoje ficou impraticável publicar livros de arte devido ao alto preço que museus e herdeiros de artistas cobram para permitir a reprodução de obras e mesmo imagens de artistas. A saída natural que revistas e jornais têm buscado é recorrer a bons ilustradores, capazes de captar não só a expressão facial, mas transmitir ao leitor dados adicionais sobre a atividade do retratado. Um bom exemplo é a caricatura do escritor português Antonio Lobo Antunes (foto)feita há dois anos pelo patrício André Carrilho, de 37 anos, publicado por jornais como The New York Times e Independent. O ambiente português está lá, ao fundo, definindo o universo literário do autor lisboeta de Ontem Não Te Vi em Babilônia.

Carrilho é um dos 80 ilustradores selecionados pelo editor Julius Wiedemann para o livro Portraits, abrangente panorama do retrato contemporâneo por artistas gráficos premiados como Carrilho e disputados pelas maiores publicações do mundo. Entre seus colegas no livro estão Anita Kunz, Hanoch Piven, Jody Hewgill, Josie Jammet (autora do retrato de Kubrick, ao lado), Liz Lomax (que assina a caricatura de Mick Jagger, também ao lado), Jason Mecier, além de seis brasileiros tão bons quanto os ilustradores estrangeiros citados: Cristiano Siqueira, Glauco Diógenes, Kako, Mateu Velasco, Nice Lopes e Tiago Hoisel (autor da caricatura de Sylvester Stallone nesta página). Dois deles, Glauco e Kako, participam amanhã de uma conversa com o editor Julius Wiedemann, no lançamento de Portraits pela editora alemã Taschen. Trata-se de uma edição trilíngue (português, espanhol e italiano) que traz um texto especialmente escrito pelo diretor de arte, jornalista, editor e crítico americano Steven Heller, autor de vários livros sobre linguagem gráfica.

Alguns ilustradores, diz Heller, nasceram para ser caricaturistas, pela capacidade de transcender a "simplista visão fotorrealista". Entre os seus preferidos, cita Carrilho e Hannoch Piven, artista espanhol conhecido por usar dentaduras artificiais, objetos e frutas para compor seus retratos, à maneira do renascentista Archimboldo. Para Heller, ambos conseguem acrescentar aos desenhos informações biográficas e até sentimentos - nesse caso se referindo ao americano Donald Stermer, que uniu num só retrato os rostos de Melville, Dostoievski e Flaubert, reforçando as afinidades entre esses grandes autores.

Heller observa ainda que, felizmente, os tempos mudaram: os editores acompanharam, de modo geral, a evolução da caricatura e evitam pedidos aos ilustradores para que submetam seus retratos ao modelo caucasiano consagrado no passado. "Hoje, de certa forma, são representações mais honestas." E os jornais e revistas, acrescenta Julius Wiedemann, "têm indubitavelmente contribuído para o aumento da utilização de retratos ilustrados". Duas observações que forão discutidas na Livraria da Vila, entre o editor e os ilustradores brasileiros convidados.


Fonte:

O Estado de São Paulo

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4091