segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Pequeno Perfil de Um Cidadão comum (Belchior)

Era um cidadão comum como esses que se vê na rua
Falava de negócios, ria, via show de mulher nua
Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua
Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano...
Era um homem de bons modos:
"Com licença; - Foi engano"
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que caminha para a morte pensando em vencer na vida
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que tem no fim da tarde a sensação
Da missão cumprida
Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis
Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis
Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis
Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)
Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto
E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto
Que a terra lhe seja leve

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Respirando Arte



" A arte é a contemplação: é o prazer do espirito que penetra a natureza e descobre que ela também tem uma alma. É missão mais sublime do homem, pois é o exercício do pensamento que busca compreender o universo, e fazer om que os ouros o compreendam."

Auguste Rodin

Beyoncé - Run The World (Girls)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Filmes de festival brasileiro são censurados na China



Acontece em novembro deste ano, entre os dias 4 e 13, a segunda edição do Festival do Cinema Brasileiro na China. A mostra é promovida pela Brapeq (Associação de Brasileiros em Pequim) com o apoio da Embaixada do Brasil na China. Este ano, no entanto, o evento enfrenta dificuldades para exibir seus filmes devido à rígida censura chinesa que vetou boa parte dos longas previstos para serem exibidos, como o clássico O Bandido da Luz Vermelha, Dzi Croquetes, Mangue Negro, Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas, e Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca.

Na edição de 2010, a mostra não enfrentou problema semelhante pois as exibições ficaram restritas a centros culturais, que não precisam passar pelo crivo da censura governamental. Como o objetivo este ano é atingir um público maior, o festival exibe seus filmes em salas de cinema das cidades de Pequim e Xangai, o que exige a avaliação da SARFT (State Admin of Radio Film and Television), órgão do governo responsável pelo controle do todos os veículos de comunicação. “A preocupação deles é com o Chinês comum, aquele que vai ao cinema e nem sabe que vive sob um regime ditatorial”, diz Anamaria Boschi, curadora da mostra.

Segundo Anamaria, a restrição às exibições não recaí sobre centros culturais, museus e galerias por serem lugares frequentados pela elite econômica e cultural. Ao final do evento, que ocorre de 4 a 8 de novembro em Pequim, e de 11 a 13 em Xangai, Anamaria pretende exibir os filmes censurados no Centro Cultural Cervantes, na capital chinesa. “Não os exibirei paralelamente para evitar problemas com o governo”, avalia a curadora.

O Festival de Cinema Brasileiro na China pretende exibir, se a censura deixar, oito longas, documentários e curtas ao público chinês. Paralelamente, a mostra busca estimular o intercâmbio entre produtores e profissionais de cinema dos dois países, além de impulsionar o mercado internacional para os filmes brasileiros.

Fonte
http://cinema.yahoo.net/noticia/carregar/titulo/filmes-de-festival-brasileiro-s-o-censurados-na-china/id/32497

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Oratórios Barrocos - Arte e Devoção na Coleção Casagrande


A exposição Oratórios Barrocos - Arte e Devoção na Coleção Casagrande traz ao público do Museu de Arte Sacra de São Paulo 40 oratórios de diversos tipos - ermida, salão, alcova, bala, viagem, lapinha e convento - oriundos de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

As peças expostas na mostra, com curadoria de Percival Tirapeli, pesquisador e professor da Unesp em São Paulo, pertencem à coleção Cristiane e Ary Casagrande. Além dos oratórios, a exposição conta com esculturas, pinturas, tapeçaria e objetos de devoção, sendo que grande parte das obras expostas são datadas dos séculos XVII e XVIII.

Entre os destaques da exposição estão imagens em terracota do frei beneditino carioca Agostinho de Jesus, o primeiro escultor brasileiro, uma pintura preciosa de José Patrício da Silva Manso e o crucifixo do escultor carioca Domingos da Conceição, do século XVII.

Oratórios Barrocos - Arte e Devoção na Coleção Casagrande

Até 23 de outubro, no Museu de Arte Sacra

Av. Tiradentes, 676 - Luz, São Paulo/SP


Fonte

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4233

Artista pinta muro em protesto contra violência em rodeios



O artista plástico Eduardo Kobra prepara, um novo trabalho de seu projeto "Greenpincel", no qual protesta contra a violência.

O muro "Sem Rodeios", que lembra o caso do peão que matou um bezerro em Barretos, está sendo pintado na avenida Brigadeiro Faria Lima, 324 (zona oeste de São Paulo).

"Esse tipo de rodeio tem que acabar", afirma o artista. O painel tem 4,5m por 12m.


Eduardo Kobra -"Sem Rodeios" - av. Faria Lima,324, Pinheiros,Zona Oeste, São Paulo, SP.

Fonte
UOL

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Corpo Experimento "Cubos" por Álvaro Dantas


Fragmento do poema "Cubos" de Thiago Medeiros
Por Álvaro Dantas (bailarino da Companhia Gira Dança) usado no Tubo de Ensaio - Acontecimento 01 do Projeto Corpo Experimento do Prêmio Interações Estéticas - Residência em Pontos de Cultura

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Corpo de Jesus com cabeça do Mikey Mouse em pintura é proibido na Rússia


Um tribunal da Rússia proibiu uma pintura que mostrava Mickey Mouse como Jesus Cristo, dizendo que era "extremista". Alexander Savko é autor da pintura 'Sermão da Montanha ". Veja o quadro no post.A pintura faz parte de uma série intitulada" Mickey Mouse em viagem pela História da Arte" o quadro foi exibido pela primeira vez em uma exposição polêmica de 2007 e foi chamada de "Arte Proibida".

A pintura foi proibido pelo tribunal região Kaluga de exposições, jornais, revistas ou televisão.

"Durante a audiência, foi estabelecido que a técnica de Savko em unir a imagem de Jesus Cristo, que é sagrada para os cristãos, e a imagem cômica de Mickey Mouse, que nesta situação é vulgar, transformou o trabalho gráfico em uma caricatura de Jesus Cristo ", disse um comunicado.

"A história do Evangelho é, portanto, apresentado pelo artista na forma de uma história em quadrinhos, que é um insulto extremamente cínico e zombeteiro às crenças religiosas e os sentimentos de ortodoxos cristãos", disse.

A investigação sobre a legalidade da pintura foi lançado em 2007, após uma organização cristã acusa os curadores da Arte Proibida desfigurar símbolos religiosos.

O Tribunal da Cidade de Moscou em 2010 determinou que os organizadores da exposição foram culpados de incitar o ódio nacional e religioso

Fonte:

O Diário

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4226

Cidade vestida de arte

De modestos, os escoceses não têm nada. É com orgulho que Edimburgo se autoproclama dona do maior festival de artes do planeta. A cidade inteira alardeia seu protagonismo no cenário europeu e internacional. Não é para menos. Difícil imaginar algum outro lugar onde haja tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Durante o mês de agosto, a capital é literalmente invadida por artistas. Juntos, eles somam 25 mil. Gente que vem de 60 países e se reveza em mais de 3 mil shows, peças, concertos e exposições.

Mas não é apenas pelo seu significado para as artes que tais números grandiloquentes interessam à Escócia. A série de festivais que está ocorrendo por aqui, doze no total, tornou-se um imenso e lucrativo negócio para o país. "Encomendamos recentemente um estudo sobre o impacto econômico. Os resultados só confirmaram aquilo que nós já sentíamos na prática", diz Faith Liddell, diretora geral dos Festivais de Edimburgo.

Atualmente, a festa cria 5. 245 empregos diretos. Além de gerar, sozinha, 261 milhões de libras. "Nenhum outro empreendimento cultural tem esse impacto", afirma Faith. "Hoje, nós somos maiores que a indústria do golfe, que movimenta 191 milhões de libras." As pesquisas revelaram também que 83% dos turistas estrangeiros apontam os festivais como motivo principal para vir à Escócia.

Não basta acomodar-se com o lugar conquistado. Para os próximos anos a expectativa é de que o gigantesco evento cresça ainda mais. Eles estão de olho no público dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. E também nos espectadores do Commonwealth Games, que deve ocorrer em Glasgow, em 2014. "Mesmo com a crise, nós não cortamos o orçamento da cultura. Com a Olimpíada, todos vão estar prestando atenção no Reino Unido. E nós queremos ser um palco para o mundo", comenta a Ministra da Cultura e das Relações Exteriores da Escócia, Fiona Hyslop.

É nesse contexto que Edimburgo olha com curiosidade para o Brasil. Neste ano, trouxe pela primeira vez uma delegação brasileira à cidade (leia abaixo). E, conforme o Estado acompanhou com exclusividade, conversou com governantes e produtores culturais para tentar estabelecer parcerias para o futuro.

Pioneirismo. Com mais de 60 anos, os festivais nasceram em 1947, como antídoto para a depressão do pós-guerra. Em um continente devastado, Edimburgo foi uma das poucas cidades a escapar ilesa dos bombardeios. Tornou-se, portanto, o local ideal para reunir os países e reconstruir seus laços de amizade por meio da cultura. Assim surgiu o primeiro dos festivais, o Festival Internacional, seleção de espetáculos de teatro, música e ópera de vários lugares da Europa.

Hoje, essa pioneira parcela da programação continua a ser mais prestigiosa. Porém, a noção do que seja um evento de dimensão internacional mudou um pouco. "Quando eu cheguei aqui, senti que o festival era tão europeu que não era, de fato, internacional. Lidava com uma definição de internacional que remetia a 1947. Mudamos a perspectiva", considera Jonathan Mills, curador do Festival Internacional há quatro anos. Para esta edição, o seu foco é a Ásia. A grade de concertos e espetáculos privilegia produções da China, Coreia, Índia e Vietnã.

Essa é a parcela da programação que acontece dentro dos teatros. É nas ruas, contudo, que se encontra a melhor e mais interessante face dessa festa. Uma praça, repleta de toldos, transforma-se em uma aldeia de literatura. Intervenções de artistas visuais tomam 200 pontos da cidade. Milhares de peças são encenadas nos locais mais improváveis.

Concebida como uma programação paralela do festival, o Fringe está aberto a quem quiser participar. Há espaço para jovens atores testarem seus experimentos, mas também para que espetáculos ambiciosos consigam chamar a atenção de produtores internacionais. "Estar no Fringe não significa necessariamente ser alternativo. Existem grandes nomes que decidem se apresentar aqui", aponta Mark Fisher. Colaborador do Guardian, o crítico está escrevendo um livro sobre o Fringe e explica que, em Edimburgo, qualquer espaço pode se tornar um palco. "Um ônibus, uma loja, uma igreja, uma escola. É possível se apresentar em qualquer lugar. Esse é o espírito do Festival." Transformar uma cidade inteira em obra de arte.

Fonte:

O Estado de São Paulo

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4229