CD "Matando o amor" - Talma&Gadelha
Produzido por T&G Movies
Machado de Assis virou um “case” inglório, esculhambado numa peça publicitária que pretendia, vejam só, enaltecer o patrimônio nacional e a memória brasileira. Mulato, o Bruxo do Cosme Velho é interpretado por um ator branco no comercial em comemoração aos 150 anos da Caixa Econômica Federal.
O erro não é gratuito, embora também não seja intencional — e esse é o lance. Sem querer, a peça publicitária da Borghierh/Lowe revela uma herança bem brasileira: o racismo velado. Não só existe como nos esforçamos em ignorá-lo, tamanha é a força persuasiva da ideia de que um país outrora escravocrata possa ser livre de preconceito racial.
Tal representação está na origem do mito fundador do Brasil, aquele de que somos uma conjunção harmônica de índios, europeus e africanos. Um papinho manjado, mas duradouro, que vinga como solução imaginária para tensões de uma nação formada de maneira autoritária, de cima para baixo.
Assim que transmitido, o comercial da Caixa foi detonado por críticas. De mesa de bar ao Twitter, ouviram-se queixas. A pá de cal foi despejada pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), que solicitou a suspensão da peça. Foi atendida pela Caixa, inclusive com pedido de desculpas.
Do episódio todo, sobra a constatação de que não só há preconceito no Brasil como também não sabemos lidar com o assunto. Ao se desculpar pelo mau feito, a Caixa fez outro e matou o mulato: “O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial.” Machado, certamente, ficaria duplamente fulo. Que mal há em ser mulato?
Quanto à agência, todo expertise, brand, target e jargões afins não foram páreo para a ignorância, esterco que aduba todo preconceito. Ninguém em sã consciência pode supor que o embranquecimento de Machado é deliberado. Mas o que é senão preconceito enraizado o simples fato de um grupo de publicitários nem sequer se questionar se o maior escritor brasileiro pudesse não ser branco?Considerado uma das maiores expressões das artes plásticas contemporâneas do Estado, Dorian Gray Caldas começou cedo a investir em sua veia artística. Sua estreia aconteceu aos 20 anos, em 1950, quando organizou, junto com Newton Navarro e Ivon Rodrigues, o primeiro Salão de Arte Moderna de Natal. A partir daí, participou de várias exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Já produziu mais de 10 mil obras em pinturas a óleo, gravuras, bicos-de-pena, desenhos, painéis, tapeçarias e esculturas. Alguns de seus trabalhos podem ser encontrados no Banco do Brasil de Zurique (Suíça), no Departamento de Segurança da Casa Branca, em Washington (EUA).
Fonte
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4535
Teatro em Bar - um diálogo com o criador A atriz e Professora Elisete Teixeira, mineira, residente em Brasília - DF lança nesta quinta feira, 29, apartir das 19h no Bardallos Comida e Arte livro resultante de sua monografia sobre um momento significativo da cultura teatral Brasiliense.O americano afirma: “Sou o pregador do homem que viveu há dois mil anos e continua sendo meu herói”. E ainda explica de onde vem esta imagem nova de Cristo: “Dificilmente poderiam ter narrado cenas como o ataque de Jesus aos mercadores do templo se o protagonista da história fosse um fracote", defende Sawyer.
Apesar do sucesso das imagens (como a do lado), muitos grupos conservadores criticaram o fato de destacar Jesus pelo lado físico e relega o aspecto espiritual.
composições:
"Algumas Verdades Sobre a Mentira", Simona Talma e Romildo Soares;
"Alice", Max Soul;
"Amor Bandido", MC Priguissa;
"Apenas Um Blues", Lindenberg Mariano;
"Árido Blues", Zoroaster Cavalcanti de Medeiros;
"As Barbas da Mãe", Rafael Novais, Eduardo Borges, Rafael Melo e Weslley Xavier;
"Bar das Bandeiras", Wigder Valle e José Gaudêncio Torquato;
"Blues do Desespero", Antônio Carlos Spinelli;
"Canto do Concliz", Popola de Natal;
"Chuva de Alexandria", Breno Z;
"Depois", Yrahn Barreto;
"Do Alto do Palato", Rani;
"Festa na Vila", João Henrique Koerig;
"Homens Lunares", Luciana Barros e Fábio Rocha;
"Jurubebas Queen", Artur Soares;
"Liberdade Vigiada", Abel Melo e Leandro Levy;
"O Cotidiano", SaintClair,
"O Retrato de Madame K", Gabriel Leopoldino Paulo de Medeiros;
"O Trovão e O Passarinho", Nagério, Carlos Bem e Franklin Mário;
"Overdose de Samba", Heriberto Pedro da Silva;
"Solidão Avulsa", Pedras Leão e Maria Di Lia;
"Tango do Hospício Encantado", Franklyn Nogvaes e Antônio Ronaldo,
"Tico-Tico", Caio Padilha;
"Xote Americano", Joana Medeiros e Batista Araújo.