
Tribuna do Norte
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Xote, reggae, pop rock, baladas românticas e maracatu. A primeira eliminatória do Festival da Canção e da Cultura Popular, aberto no último dia 30 na praça central de João Câmara, foi uma festa na diversidade de ritmos e na revelação de novos talentos a que se propõe. A música gospel também estava representada, na canção O meu Deus trabalha por mim, de autoria e interpretação de Jaque Silva.
Na abertura oficial do festival, que está em sua terceira edição, e terá as próximas eliminatórias em Macaíba e Assu, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PMN), agradeceu a parceria da prefeitura, possibilitando a concretização de um evento que valoriza a “prata da casa” e dá oportunidade aos artistas. “A Assembleia está de portas abertas para o povo e para a cultura através de outras ações que já se fixaram no nosso calendário de eventos”, disse o presidente, em alusão ao Cine Assembleia e Assembleia Cultural, ambos realizados mensalmente.
Antes dos concorrentes subirem ao palco, o público assistiu às apresentações da Filarmônica Municipal e do médico e cantor Assis Ataliba. A música Torreão já virou sua marca registrada e um hino de João Câmara. Após a divulgação dos resultados, Messias Paraguai e banda encerraram a programação.
Concorrentes
Na categoria Estudante estavam inscritas sete composições e os quatro classificados foram: João Pedro e Wendel, da Escola Municipal José Lúcio Ribeiro, de Brejinho, com a música Declaração de amor (primeiro colocado); Ramon Vingre, da EM Profa. Maria Madalena da Silva, de Baixa do Meio (Guamaré), com Meu presente é você; Ingrid Peregrino, do Piaget Colégio e Curso, de Natal, com a música Dá um tempo, acompanhada pela banda Tchibi Mazé e em quarto lugar Glênia Santos, também de Baixa do Meio, município de Guamaré, com a música Selva de pedras.
A disputa estava mais acirrada na categoria Geral, com 12 concorrentes. A divertida música Marileide, a rainha da cocada, arrebatou o público logo que Dona Euzinha da Silva, personagem de Águeda Ferreira, autora e intérprete, cantou o primeiro refrão, mas para decepção dos fãs que não paravam de cantar Marileide enquanto a comissão organizadora somava os pontos dos jurados, ainda não foi dessa vez.
Foram classificados O beija-flor e a flor, de Ivando Monte (primeiro colocado); Leva-me, de Magnus Araújo, Dia de reis, maracatu de Arcésio Andrade e em quarto lugar a romântica Prata de Luar, com Nara Costa.
A grande final do Festival da Canção, que é coordenado pelo Cerimonial da Assembleia Legislativa, será em Natal, no dia 11 de novembro. Em Macaíba e Assu as próximas eliminatórias serão em 21 e 28 de outubro. A premiação inclui além dos R$ 18 mil em dinheiro, a doação de computadores para todas as escolas que tiverem músicas classificadas na categoria Estudante. Ao final, será gravado um CD com os 24 finalistas.
Uma exposição de pinturas de Bob Dylan em Nova York gerou uma polêmica motivada por sua originalidade, uma vez que várias telas parecem ter sido inspiradas em fotografias conhecidas, e não em "reflexões visuais" das viagens do músico americano por Japão, China e Vietnã, como haviam indicado os organizadores.
- Nova York - A exposição "Bob Dylan: The Asia Series", composta por 18 pinturas com paisagens, motivos e personagens asiáticos, está em cartaz desde o último dia 20 na Galeria Gagosian, localizada no Upper East Side, perto do Central Park.
Segundo os organizadores, a mostra é "uma reflexão visual das viagens de Dylan por Japão, China, Vietnã e Coreia, e inclui pessoas, cenas de rua, arquitetura e paisagens". Mas fãs de Dylan e o jornal "New York Times" descobriram que pelo menos três das pinturas exibidas se parecem com fotografias conhecidas e de domínio público.
Em sites dedicados ao músico, como o www.expectingrain.com, fãs comentam o assunto e manifestam sua decepção. "Acho triste. Estúpido e triste. Prefiro ter pendurados na parede os rabiscos feitos com lápis de cor por meus netos. Algo honesto e único", diz um seguidor.
"Enquanto algumas das pinturas de Dylan foram baseadas em uma variedade de fontes, incluindo arquivos e imagens históricas, seu frescor e vivacidade vêm das cores e texturas encontradas nas cenas diárias que ele observou em suas viagens", assinala Meg Blackburn, diretora de relações com a imprensa da galeria, em um comunicado enviado.
Bob Dylan, 70, é um mito do rock e folk célebre por suas composições, muitas delas de conteúdo político. Em 2004, ele publicou uma autobiografia que se tornou um best-seller nos Estados Unidos.
A exposição é a primeira de Dylan em Nova York, embora o músico já tenha exibido parte de sua obra na Alemanha e Dinamarca.
Fonte:Machado de Assis virou um “case” inglório, esculhambado numa peça publicitária que pretendia, vejam só, enaltecer o patrimônio nacional e a memória brasileira. Mulato, o Bruxo do Cosme Velho é interpretado por um ator branco no comercial em comemoração aos 150 anos da Caixa Econômica Federal.
O erro não é gratuito, embora também não seja intencional — e esse é o lance. Sem querer, a peça publicitária da Borghierh/Lowe revela uma herança bem brasileira: o racismo velado. Não só existe como nos esforçamos em ignorá-lo, tamanha é a força persuasiva da ideia de que um país outrora escravocrata possa ser livre de preconceito racial.
Tal representação está na origem do mito fundador do Brasil, aquele de que somos uma conjunção harmônica de índios, europeus e africanos. Um papinho manjado, mas duradouro, que vinga como solução imaginária para tensões de uma nação formada de maneira autoritária, de cima para baixo.
Assim que transmitido, o comercial da Caixa foi detonado por críticas. De mesa de bar ao Twitter, ouviram-se queixas. A pá de cal foi despejada pela Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), que solicitou a suspensão da peça. Foi atendida pela Caixa, inclusive com pedido de desculpas.
Do episódio todo, sobra a constatação de que não só há preconceito no Brasil como também não sabemos lidar com o assunto. Ao se desculpar pelo mau feito, a Caixa fez outro e matou o mulato: “O banco pede desculpas a toda a população e, em especial, aos movimentos ligados às causas raciais, por não ter caracterizado o escritor, que era afro-brasileiro, com a sua origem racial.” Machado, certamente, ficaria duplamente fulo. Que mal há em ser mulato?
Quanto à agência, todo expertise, brand, target e jargões afins não foram páreo para a ignorância, esterco que aduba todo preconceito. Ninguém em sã consciência pode supor que o embranquecimento de Machado é deliberado. Mas o que é senão preconceito enraizado o simples fato de um grupo de publicitários nem sequer se questionar se o maior escritor brasileiro pudesse não ser branco?Considerado uma das maiores expressões das artes plásticas contemporâneas do Estado, Dorian Gray Caldas começou cedo a investir em sua veia artística. Sua estreia aconteceu aos 20 anos, em 1950, quando organizou, junto com Newton Navarro e Ivon Rodrigues, o primeiro Salão de Arte Moderna de Natal. A partir daí, participou de várias exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Já produziu mais de 10 mil obras em pinturas a óleo, gravuras, bicos-de-pena, desenhos, painéis, tapeçarias e esculturas. Alguns de seus trabalhos podem ser encontrados no Banco do Brasil de Zurique (Suíça), no Departamento de Segurança da Casa Branca, em Washington (EUA).
Fonte
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4535