Dia 09, Sexta às 20h - R$ 5,00
Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório

| Apresentação de conclusão de disciplina com a montagem final da peça do renomado dramaturgo Makarios Maia "O Lado de Dentro do Canto da Sereia" com elenco da escola Maria Madalena da Silva -Baixa do Meio/Guamaré -RN orientação acadêmica de Naira Ciotti e a direção de Fabinho Fernandes. |
Giorgio de Chirico, um dos mais influentes pintores da arte moderna no mundo, chega ao Brasil em mostra itinerante.
A crítica aponta que ambos têm pinturas de prédios solitários e isolados: De Chirico em referência a monumentos e praças de Roma, Iberê em fachadas de hospícios no Rio de Janeiro. Esse diálogo poderá ser conferido in loco, já que o quarto andar do edifício projetado pelo arquiteto Alvaro Siza fica sempre reservado às obras de Iberê, independentemente da exposição temporária em cartaz. Atualmente, a mostra "Conjuro do Mundo", com curadoria de Adolfo Montejo Navas, tem 73 obras. A cada seis meses, uma nova curadoria apresenta novas propostas e trabalhos. Com essa dinâmica, a fundação garante a saudável circulação de seu acervo de cinco mil obras, garantindo o diálogo permanente entre Iberê e seus pares.
FONTE
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=5215
Salvador/BA
O artista visual Mário Britto homenageia a mexicana Frida Kahlo com pinturas que inspiram na linguagem pictórica, nas histórias em quadrinhos, nas artes gráficas contemporâneas e na semiologia das tatuagens. A mostra Frida's Faces é composta de 23 telas pintadas em tinta acrílica. Graduado em Artes Plásticas pela UFBa, o pintor realiza anualmente exposições dedicadas à memória da artista que ele pesquisa há 17 anos.
Galeria Jayme Fygura (Teatro Gamboa Nova) - Rua Gamboa de Cima, 3, Aflitos. Telefone: 3329-2418
Data: até 18/12, qua a sab, 16h às 20h
Entrada franca
Há cerca de uma década assola no teatro potiguar uma onda de encenações ao ar livre, em geral montadas em grande estruturas, popularmente conhecidas por “autos”. Para quem jamais ouviu falar, a matriarca destes espetáculos é a famigerada Paixão de Cristo encenada na cidade pernambucana de Nova Jerusalém.
Estes espetáculos normalmente têm por característica homenagear santos – em geral padroeiros das cidades onde acontecem –, mas também podem prestar tributos a fatos históricos, como o dia em que a polícia expulsou o bando de Lampião da cidade de Mossoró, ou até mesmo – pasmem! – a inauguração de uma ponte. Outros traços marcantes destes espetáculos é a utilização repetida do mesmo texto por anos a fio, em alguns casos ad infinitum, o que resulta em tentativas, por parte dos encenadores, de criar a cada ano novas pirotecnias para despertar algum tipo de interesse no público em assistir o mesmo espetáculo, com a mesma dramaturgia, com uma nova demão de tinta a cada ano. Por falar em pirotecnia, outro traço marcante destes espetáculos é, inevitavelmente, serem encerrados por suntuosas – e, por consequência, despendiosas – queimas de fogos de artifício. Por fim, é comum também estes espetáculos serem seguidos de shows musicais de artistas de destaque (ou não) no país, de Gilberto Gil a Calypso, de Titãs a Calcinha Preta.
Estas práticas, que se tornaram recorrentes, alastram-se a uma assustadora velocidade e, por incrível que pareça, superam diferenças de gestões, passando de governo para governo sem nenhum tipo daquele tradicional pudor de dar continuidade a ações da gestão anterior. Os autos têm trazido distorções e contradições que se amplificam ano a ano, como por exemplo:
· Enquanto os artistas norte-riograndenses seguem assistindo a total ausência de uma proposta de política pública para as artes, sempre partindo da alegação da ausência de verba, caminhões de dinheiro são despejados nestes tais “autos”;
· Enquanto os chamados “artistas da terra” – como os gestores públicos adoram nos chamar – degladiam-se para conseguir um lugarzinho ao sol nos disputados elencos destes espetáculos (a troco de medíocres cachês), a grande parte do dinheiro investido é voltada para a infra-estrutura – banheiros químicos, folders luxuosos, etc. – e para bancar a vinda dos milionários shows musicais que procedem às apresentações;
· Enquanto os gestores públicos defendem que estes espetáculos formam público, pelos numerosas platéias que levam às ruas – ignorando o fato de artistas e bandas de grande apelo midiático nacionais se apresentam logo em seguida – as casas de espetáculo durante todo o ano continuam com públicos minguados nas corajosas (insanas?) temporadas dos grupos locais;
· Enquanto milhares de reais são investidos em ações pontuais com duração de poucas semanas, os grupos de teatro do estado seguem sem nenhum tipo de fomento – editais, prêmios, programas voltados à manutenção, produção, circulação ou pesquisa – durante todo o ano, o que torna praticamente impossível a sobrevivência destes grupos que, diante deste panorama, seguem tocando seus trabalhos nas madrugadas e finais de semana (e com resultados estéticos condizentes à estas condições).
Estas iniciativas, aliadas a inócuos mecanismos de benefício fiscal estadual ou municipal, compõem a totalidade das ações para a cultura no Rio Grande do Norte. Durante anos, esta questão foi tratada como tabu entre os artistas do estado, parte por temerem a perda da sua fatia do bolo, parte por acreditarem que essa “política de autos” jamais será desfeita e, por isso, seria perda de tempo refletir, discutir ou tomar qualquer posicionamento.
O certo é que os frutos mais expressivos destas ações são de cunho eleitoral e mercadológico, garantindo a permanência dos mesmos gestores – com algumas variações que pouco mudam o panorama, já que vivemos num estado sem oposição –, favorecendo o turismo (pois que utilizem dinheiro desta secretaria!) e, principalmente, enchendo os olhos da população com espetáculos que nada acrescentam ao crescimento da linguagem cênica potiguar, mas que trazem um verniz que faz parecer aos olhos leigos uma política cultural bem sucedida.
O que parece, finalmente, é que uma parcela dos artistas do Rio Grande do Norte finalmente decidiu debruçar-se sobre a questão, debatê-la, questioná-la, e propor uma reflexão mais consistente sobre o tema. Resta saber se o poder público se dispõe a sentar, e a começar a pensar sobre a sua função de fomento à práticas continuadas, de pesquisa e formação, batendo de frente à hedionda lógica ditatorial do mercado, entendendo a cultura como ferramenta de construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Qual o próximo passo?
Fonte
http://www.primeirosinal.com.br/artigos/o-autismo-cultural-no-rio-grande-do-norte
Depois do protesto (no qual fiz parte do elenco) na primeira edição do Auto de Natal realizado pela atual gestão da prefeitura, em 2009, seguido por polêmicas envolvendo a montagem de 2010 além dos boicotes e da falta de pagamentos aos artistas, o Auto de Natal 2011 foi cancelado.
A justifica é falta de recursos. A informação foi repassada pela atriz e jornalista Carol Reis, no Facebook. Segue a íntegra da mensagem.
URGENTE: O Auto de Natal 2011 que seria apresentado pela Prefeitura de Natal, dentro da programação do NATAL em NATAL, foi CANCELADO. O elenco foi informado hoje, (31) que por incapacidade da prefeitura os recursos para o evento não foram liberados. Ao grupo de atores e bailarinos que já estavam em processo de montagem foram garantidos apenas R$ 1.000 de ressarcimento a serem pagos no mês de janeiro. Agora, resta ao Presente de Natal, evento particular, suprir mais uma falha da gestão municipal.
O Auto de Natal deste ano teria texto de Edson Soares (por sinal, o mesmo texto dos anos anteriores) e direção de Diana Fontes. Contaria com 68 artistas.
Minha amiga e colega de universidade Carol Piñeiro deixou seu ponto de vista via facebook a respeito do fato:
"Sou artista. Não participo do Auto de Natal desde 2008 (única vez) fiz apenas mais um teste e desisti, mesmo precisando de dinheiro. Bateu a vontade esse ano, confesso, sem hipocrisias. Eu ainda preciso de dinheiro e sempre vou precisar.
Por mais que muitos amigos que eu acredito no trabalho participem ano após ano nesse evento, eu acredito que o Auto de Natal seja mais um evento POLÍTICO do queARTÍSTICO. A cada gestão o evento sofre abusos ou apadrinhamentos.
Artistas, dessa vez vocês nem vão chegar a apresentar, ensaiaram pra na-da. Não está na hora de tomar uma consciência política? O Auto de Natal sempre acontece, aos trancos e barrancos, explorando artistas, porque SEMPRE tem gente lá. Todo mundo precisa de dinheiro, mas já passou da hora da classe artística local se organizar e criar alavancas para que esse tipo de situação não aconteça mais. NÃO TOPAR TRABALHO FILHO DA PUTA é uma dessas posturas por exemplo. Trabalho sem contrato? Me poupe! Contrato se assina no primeiro dia, não no dia do pagamento. Se você for substituído ANTES de apresentar, quem garante que vão pagar seus ensaios e o tempo que você permaneceu no processo?
Tenho amigos que estavam trabalhando no FALECIDO AUTO DE NATAL 2011 que foi CANCELADO HOJE, dia 1 de dezembro, no mês do evento. Acho um absurdo artistas serem dispensados de um local de trabalho sem NENHUMA garantia, apenas com promessas. Promessas de uma prefeitura que hoje, somente hoje, disse que não tinha verba pro evento (mas que tem verba pro Carnatal).
Espero sinceramente que esse fato contribua pra Natal ACORDAR. E que quem trabalhou receba, justamente assim como deve ser em QUALQUER TRABALHO."
Só posso chegar a uma conclusão; o clima está tenso.
Fonte
http://revistacatorze.com.br/2011/auto-de-natal-2011-cancelado
Antígona (em grego Ἀντιγόνη) é uma figura da mitologia grega, irmã de Ismene, Polinice e Etéocles, os filhos incestuosos de Édipo eJocasta.. Em uma outra versão, a mãe dos filhos de Édipo se chamava Eurygania, filha de Hyperphas.
A versão clássica do mito sobre a Antígona é descrita na obra Antígona do dramaturgo grego Sófocles, um dos mais importantes escritores de tragédia. Esta obra é uma das três que compõe o que ficou conhecido como Trilogia Tebana, da qual também fazem parteÉdipo Rei e Édipo em Colono. Essas três peças foram unidas posteriormente, e não faziam parte da mesma trilogia quando Sófocle as escreveu. Na verdade, cada uma era parte de uma trilogia diferente, mas apenas essas três peças chegaram aos dias de hoje.
Filha de Édipo e Jocasta, que tinham mais três filhos, Etéocles, Ismênia e Polinice. Foi um exemplo tão belo de amor fraternal quanto Alcestes foi do amor conjugal. Foi a única filha que não abandonou Édipo quando este foi expulso de seu reino, Tebas, pelos seus dois filhos. Seu irmão, Polinice, tentou convencê-la a não partir do reino, enquanto Etéocles ficou indiferente com sua partida. Antígona acompanhou o pai em seu exílio até sua morte. Quando voltou a Tebas, seus irmãos brigavam pelo trono.
Polinice se casa com Argia, a filha mais velha de Adrasto, rei de Argos, e junto dele arma um ataque contra Tebas, que é chamado de expedição dos "Sete contra Tebas" ondeAnfiarau prevê que ninguém sobreviveria, somente o rei de Argos. Como a guerra não levou a lugar nenhum os dois irmãos decidem disputar o trono com um combate singular, onde ambos morrem. Creonte, tio deles, herda o trono, faz uma sepultura com todas as honras para Etéocles, e deixa Polinice onde caiu, proibindo qualquer um de enterrá-lo sob pena de morte. Antígona, indignada, tenta convencer o novo rei a enterrá-lo, pois, quem morresse sem os rituais fúnebres seria condenado a vagar cem anos nas margens do rio que levava ao mundo dos mortos, sem poder ir para o outro lado. Não se conformando, ela rouba o cadáver insepulto que estava sendo vigiado, e tenta enterrar Polinice com as próprias mãos, mas é presa enquanto o fazia.
Na versão de Sófocles, Creonte manda que ela seja enterrada viva. Sua irmã Ismênia tenta defendê-la e se oferece para morrer em seu lugar, algo que Antígona não aceita, e Hêmon, seu noivo e filho de Creonte, não conseguindo salvá-la, comete suicídio. Ao saber que seu filho havia suicidado, Eurídice, mulher de Creonte, também se mata.
Na versão de Higino, Antígona e Argia, respectivamente irmã e esposa de Polinice, secretamente colocaram seu corpo na pira onde seria queimado o corpo de Etéocles.Elas foram vistas pelos guardas, mas Argia consegue escapar.
Creonte encarregou seu filho Hémon, noivo de Antígona, de executá-la, mas ele, secretamente, a entregou aos pastores. Anos mais tarde, quando o filho dos dois retornou a Tebas para participar de jogos, Creonte reconheceu no corpo do neto a marca dos descendentes do Dragão de Ares.
Héracles implorou a Creonte para perdoar o filho, sem sucesso.Hémon se matou, e matou Antígona. Creonte então casou sua filha Mégara com Héracles, e desta união nasceramTherimachus e Ophites.
Fonte