sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Elementos basicos de desenho

* A linha.linha

É o elemento básico de todo desenho. Basicamente uma simples linha numa folha de papel, divide o espaço em áreas de desenho. Esta separação pode definir ou diferenciar a luz da sombra, o espaço frontal do fundo, o espaço positivo do negativo. A linha pode ser uniforme, de igual espessura ou diferentes espessuras.

* A Forma.forma

A forma acontece quando a primeira linha acontece. A definição mais básica da forma, pode ser o espaço branco do papel. A forma é o espaço contido entre as linhas desenhadas. A forma ajuda a definir o objecto. A incorrecta utilização da forma fará com que o desenho não se pareça com o modelo.

* Proporção e perspectiva.

A proporção tem a ver com o tamanho de um elemento no desenho em relação com outro elemento do mesmo desenho. De uma forma mais clara podemos definir que a proporção é o que determina que por exemplo, no corpo humano, as pernas são mais compridas que os braços, o dedo médio mais comprido que o mindinho, ou o nariz da mesma largura que o olho. Si a proporção não for a correcta, o desenho não aparece correcto.

A perspective é o efeito pelo qual os objectos mais distantes parecem mais pequenos. Os elementos mais perto do observador são desenhados de maior tamanho. Esta distribuição deve responder a uma correcta proporção, caso contrario o desenho perderá realismo.

* Luz e sombra. luzesombra

Criam o efeito de profundidade e atmosfera num desenho. De forma a dar realismo ao desenho a sombra é indispensável. Tudo na natureza tem sombra e produz sombra.Um desenho sem sombras, é um desenho sem vida. A sombra automaticamente adiciona ao desenho a sensação de perspectiva, indicando a existência de diferentes planos de profundidade."

Fonte

Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão--- Eu, Vós e Ele



Espetáculo contemplado pelo edital Cena Aberta!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ESSA SEMANA NA CASA DA RIBEIRA (16/12/2011)

Espetáculo de Dança: Sobre o que Restou - Procura-se Cia. de Dança
Dias 16 e 17, Sexta e Sábado às 20h e 18, Domingo às 17h - R$ 5,00

Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório

Maebh Castello : Os venenos da mãe natureza

Na sua última ilustração, Maebh Costello junta dois "venenos" produzidos pela Mãe Natureza: a viúva negra e a hera. Conheça aqui o trabalho e a evolução desta designer irlandesa, que já produziu trabalhos para a Shell, Dell e Canon.

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© Maebh Costello, "Poison".

"Poison" é o novo trabalho da designer irlandesa Maebh Costello. Centrada no ciclo da vida, retrata a imagem de uma viúva negra numa teia rodeada de heras: dois elementos extremamente venenosos. No primeiro caso, a fêmea alimenta-se do macho após a cópula e a sua picada pode ser fatal. No segundo, temos a hera, uma planta que, quando ingerida, causa náuseas, dores abdominais, problemas respiratórios e neurológicos. Serviu mesmo de inspiração para a personagem Hera, da Marvel Comics. Tanto a aranha como a hera representam o lado perigoso da mãe natureza.

Outros trabalhos de Costello mostram também composições com elementos da Natureza. Por exemplo, em "Swallowed", um trabalho que envolve fotografia, uma mulher afunda-se no mar e o seu corpo mistura-se ao de alforrecas brilhantes. Este trabalho representa também uma das suas paixões e medos: a designer pratica surf e sente-se muito próxima do mar.

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© Maebh Costello, "Swallowed".

Em "Children of Lir", dois gansos, lado a lado, saem do tronco de um homem e toda a imagem se vai tornando líquida, escorrendo. Em "Jeux de Seduction" (feito em colaboração com Sahir Khan) o rosto e tronco de uma mulher ganham relevo. E "Bio Sight" é, mais uma vez, a junção do corpo humano à Natureza. Finalmente, em "Growing up" vemos uma planta a crescer, ansiando por luz, o que é também uma metáfora da evolução da designer: neste trabalho ela começou a aperfeiçoar a técnica mista, deixando de usar unicamente o meio digital. Passou a integrar os desenhos a lápis nas suas ilustrações digitais.

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© Maebh Costello, "Children of Lir".

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© Maebh Costello, "Jeux De Seduction".

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© Maebh Costello, "Bio Sight".

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© Maebh Costello, "Growing Up".

Com traços finos e precisos, as cores predominantes do trabalho de Costello são os cinzas, os cremes e os tons mais quentes derivados do vermelho. A mulher tem também um papel importante no seu trabalho.

Especializada em ilustração e design, Costello trabalha na área há cinco anos e já teve como clientes a Canon, a Shell e a Dell. A ilustradora descreve-se como uma aprendiz rápida e interessada em adquirir novos conhecimentos. Apaixonada por arte, até nos tempos livres se dedica ao design, fotografia e artes. Trabalha maioritariamente no computador, através de programas como o Photoshop. E passa muito tempo fora de casa, sempre com a máquina fotográfica.

Conheça mais trabalhos da designer irlandesa no seu site pessoal ou siga-a no Twitter.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Imagens do Deart UFRN

Um brinde (Yuri Magalhães)


Yuri Magalhães, mostra uma performance que critica a real situação do artista potiguar, remete-se a um discurso geralmente conhecido de " O artista que vive a mercê do poder público". Nesse contexto, o interprete une questões ligadas a política, opinião, relação entre artistas em meio geográfico,social e humano.

Me identifiquei bastante com as idéias que permeiam o texto da performance, que deu até vontade de fazer um vídeo expondo essas idéias, mas como não temos um público alem da geração "infica" do grafith, prefiro nem gastar meu precioso tempo com essa tentativa frustada de expressar a indignação vivida pelo artista natalense em especial.

A Performance foi apresentada no dia 13/12/11 nas dependências do departamento de artes da UFRN, vejo na crítica "clichê" do nosso querido Yuri Magalhães a minha indignação de artista desvalorizado pelo poder público, que sustenta o artista em um mero espetáculo e que enche a cabeça dos jovens que creem fazer arte a partir de modinhas e meros elogios.

Confira a performance com exclusividade.

Yuri Magalhães é graduado em Teatro pela UFRN e atualmente faz mestrado na mesma instituição, com este artista, tive a oportunidade de trabalhar em uma de suas encenações com "A congregação dos toucas pretas" em 2009.

Na integra, o texto da performance:

Um brinde...

Gostaria de propor um brinde a nós, artistas.

Um brinde à nossa eterna generosidade,

Somos generosos porque aceitamos, de bom grado, trabalhar, quase como escravos, por preços irrisórios. E nossa generosidade é tanta que, além de aceitar trabalhar por preços irrisórios ainda aceitamos receber fiado, ou seja, o artista é tão generoso que aceita trabalhar e receber até um ano depois.

Também somos modestos! Por que somos? Porque o artista, principalmente, o artista local acostuma-se com a ideia de que não é “grande coisa”, estendendo sempre um tapete vermelho ao artista nacional, aceitando inclusive receber infinitamente menos que ele, e claro, recebe mil reais fiado, enquanto o artista nacional só trabalha se receber 200 mil antecipadamente.

Também somos compreensivos, compreendemos o tempo inteiro que se o Governo não investe em Saúde, nem em Educação, investirá muito menos na Cultura. O artista é tão compreensivo que se acostuma a pensar que não tem grande relevância por não ser celebridade, aceita ser sempre colocado em último lugar em tudo.

Um brinde, por sermos tão pacientes, tão conformistas, por achar que vida de artista é isso mesmo, e um brinde ao pensamento imbecil diz que para ser artista é preciso sofrer. O brinde a extraordinária inteligência do artista que é conivente com este tipo pensamento, que em virtude de uma ideologia “fajuta” se submete a todo tipo de humilhação e limitações, principalmente de ordem financeira.

Um brinde ao nosso comportamento pacífico, que em vez de brigarmos por políticas públicas de cultura, nos contentamos em participar do Auto de Natal, achando que o “Auto de Natal” é o décimo terceiro da classe artística.

Um brinde a nossa consciência! Passamos o ano inteiro reclamando do Governo do Estado e da Prefeitura. Porém basta que a prefeita esteja presente, que muitos nós iremos abraçar, apertar a mão, e tirar foto, em vez de expor nossos problemas.

Um brinde aos grandes diretores, aos grandes artistas, que apenas conseguem se consagrar no âmbito municipal e estadual, graças a amizade com o políticos.

Um brinde aos artistas adolescentes que se dizem “politicamente engajados” e nas eleições votam em Rosalba Ciarlini e em José Agripino.

Um brinde à ingênua esperança do artista que vai a São Paulo achando que terá mais chances e viverá mais dignamente, vive reclamando das políticas locais para a cultura aqui, e quando chega em São Paulo vai reclamar da política lá, e enquanto nós aqui em Natal passamos a consagrar o artista que parou de se humilhar aqui para se humilhar em São Paulo.

Um brinde a diretores e coreográfos que vivem de nariz em pé por passarem a vida organizando quadrilhas juninas, blocos de carnaval, e vão para a TV dizer que a prefeita está de “parabéns” por promover uma festa popular, quando não está fazendo mais do sua obrigação.

Também devemos brindar a nossa humildade. O artista é tão humilde que se recusa a exigir o mínimo de respeito para não ser interpretado como “estrela”, ou “arrogante”.

Um brinde também para esse protesto clichê, de reclamar da vida dura de artista, ou falar mal do governo, típico de quem não tem o que fazer e de quem não tem assunto melhor.

Enfim, para encerrar, devo esclarecer que esse brinde é a cara do artista. Por que? Primeiro, porque ele não será feito com taças, será com copos descartáveis. Pois é exatamente isso que somos aos olhos de muita gente, descartáveis. A bebida não será champagne, será cachaça! Porque é essa bebida quente a amarga, que desce rasgando, que merecemos tomar! Porque é isso que passivamente nos enfiam guela abaixo para tolerar as atrocidades.

Brindemos!

Yuri Magalhães

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

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Deu no New York Times: o mineiro Paulo Nazareth, que mora em Santa Luzia, é o único com bom trabalho na exposição Art positions, setor dedicado aos artistas emergentes da Art Bassel Miami, maior feira de arte contemporânea dos Estados Unidos. Para a crítica Karen Rosemberg, que assina resenha sobre o evento (encerrado dia 4) no suplemento Art&Design, quem está chegando ao circuito artístico faz arte que deixa a sensação de algo já visto e derivado de propostas conhecidas. A única exceção, para ela, é Paulo Nazareth. O mineiro, apresentado pela galeria paulista Mendes Wood, mostrou uma Kombi com uma tonelada de bananas, vendidas por ele mesmo, ao lado de cartazes com textos como: "Não se esqueçam de mim quando eu for nome importante"; "Vendo imagem de homem exótico" etc. A obra chamou atenção e foi parar nas páginas de várias publicações, entre elas o Wall Street Journal.

A feira de arte já terminou, mas até quinta-feira Paulo Nazareth, com "inglês torto e francês gauche", vende bananas em Miami. Só que nas ruas de Little Haiti, para onde levou sua instalação. Na Bassel, cada fruta custava US$ 10. Na rua 100 delas estão sendo vendidas a US$ 1. "Descobri que é mais fácil vender banana em feira de arte do que em Little Haiti", conta, por telefone, explicando que, inicialmente, a comunidade ficou desconfiada da origem (e do preço baixo) das frutas. Aos poucos, habitantes do local passaram a ajudá-lo na empreitada. "Relações ricas com a vida são o material da minha arte", avisa, explicando que suas ações são políticas, poéticas e estéticas. "Bananas verdes, que, aos poucos, foram ficando amarelas, pintadinhas, dentro da Kombi verde, ficou tudo muito bonito", observa, vendo no forte aspecto estético um dos motivos do rumor que a obra provocou.

A instalação [banana banana] ganhou nos Estados Unidos, à revelia do artista, o nome de Mercado de bananas/Mercado de arte. Foca o desejo dos americanos do Sul de migrar para o Norte. A peça faz parte de série chamada Notícias da América, em desenvolvimento a partir de residência artística em Nova York. Trabalho que o artista trocou por vagar pela cidade, durante dois dias, com o movimento Occupy Wal Street e também por viagens pela América Latina, aprofundando pesquisa sobre deslocamentos. "Estou na exposição para 'terceiro-mundializar' os Estados Unidos, começando por Miami", provoca Paulo. Promete, agora, trazer notícias dos EUA para a América Latina, em outra exposição, mostrando trabalhos realizados durante as viagens. Estima que, "se não se perder" na viagem de volta (que será feita por terra, exatamente como ele foi para os Estados Unidos) e "se Deus quiser", estará de volta ao Brasil em três meses.

BLACK POWER A série Notícias da América, para Paulo, começou no momento em que ele foi tirar o passaporte e o computador recusou sua foto, já que o padrão não reconhecia o cabelo black power, sendo ele identificado como índio com cocar. Na hora de tirar o visto de entrada nos Estados Unidos, devido ao mesmo problema, teve de colocar um turbante, o que facilitou identificação como árabe. "Foi a expansão do conceito de pessoa, de lugar e homenagem à minha origem", brinca o artista. "Sou neto de krenaks, bisneto de italiano, asiático segundo teoria do povoamento da América. Me chamo Paulo Nazareth de Jesus, isto é, tenho nome de cidade do Oriente Médio - Nazaré - e católico, dado por mãe, que é do candomblé", acrescenta, com humor. O bom andamento da carreira credita a promessas da mãe, para São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis, para que os projetos dele dessem certo. Para trabalhar, teve de driblar problemas nas fronteiras entre México, Guatemala e Estados Unidos.

Mais: como Paulo Nazareth queria chegar aos Estados Unidos impregnado de América Latina, foi por terra. Ficou, inclusive, "seis meses e 15 dias sem lavar os pés", para que a poeira ("que não considero sujeira") permanecesse neles. Usou meias, na fronteira com o México, para que fiscais não vissem como estavam os pés dele, só lavados no Rio Hudson, já em Nova York. Também jogou no rio, em 28 de outubro, imagem de São Judas Tadeu. "Quando me inscrevi no Bolsa Pampulha, ela rezou para o santo para que os meus projetos dessem certo e as rezas continuam ajudando", garante. A participação na Art Bassel rendeu vários convites para eventos na Europa, mas Paulo quer chegar lá, "depois de passar pela África", repetindo o que fez agora.
Perfil
Paulo Nazareth tem 34 anos, nasceu em Governador Valadares, vive e trabalha em Belo Horizonte. É formado em desenho e gravura, estudou entalhe em madeira com Mestre Orlando. Ganhou o Bolsa Pampulha (2004-2005), já recebeu prêmios em salões, participou de mostras de performances, realizou diversas mostras em BH, São Paulo, Goiânia, Porto Alegre. Evita definições de arte, mas suspeita que o essencial sejam ações transformadoras. Motivo de satisfação é estar amadurecendo projeto cultivado há muito tempo, de linguagem pop, conceitual e contemporânea. Quando convidado a falar sobre seus trabalhos, ele diz: "É um pouco performance.
Prefiro chamar de arte relacional, arte de conduta. É a minha maneira de me conduzir no mundo. Vou sendo todo dia transformado pelas situações, pelos ecos do que vai ocorrendo ao meu redor. Não se trata de relações apenas intelectuais, presencio relações fortes, emocionantes com a vida. Conheci um artista que não tinha malas e disse, por isso, não viajar. Vendo que viajei com um embornal, de saco de linhagem, ficou surpreso. E chegou à conclusão de que podia fazer o mesmo. É tudo muito forte, cheio de emoções. Há coisas que são para mim como um soco, que faz girar minha cabeça, exatamente como se faz com o
pescoço do frango para matá-lo".

FONTE

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Falta (Lidiane Blanchet)


É provável que sinta
A minha falta, assim
Como um morto sente
A falta da presença de
Uma vela em seu velório;
Mesmo que apagada,
E sem dispor da forma
Viva de acendê-la.

ESSA SEMANA NA CASA DA RIBEIRA (10/12/2011) VT4

Workshop de Viola Potiguar - Coord: Arcésio Andrade
Dia 10, Sábado às 16h - R$ 5,00

Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório