domingo, 17 de fevereiro de 2013

A poética nos desenhos de Sávio Araújo

Quando fui aluno do curso de Teatro da UFRN 2009/2012 , tive o prazer de conhecer professores competentes e que acima de tudo eram exímios artistas, dentre eles o Professor José Sávio Araújo, com ele me interessei por tecnologia de cena e as características funcionais e poéticas que a luz, a sonoplastia e a cenografia por exemplo podem dialogar com a cena teatral. Como forma de homenagear esse ilustre professor e amigo,posto aqui alguns dos seus desenhos feitos via Tablet, é claro que tinha que ter tecnologia no meio da produção, uma vez que assim como eu e muitos contemporâneos, ele é apaixonado por tecnologia. Confiram agora algumas de suas ilustrações:

Criaturas Dell'Arte I

 Criaturas Dell'Arte II
Criaturas Dell'Arte III
 Criaturas Dell'Arte IV
Criaturas Dell'Arte V
Criaturas Dell'Arte VI




Poéticas da luz I
Poéticas da luz II
Poéticas da luz III 
Sem titulo




Saudade de Chico
 Mensagem natalina.

No mais, desejo a este artista felicidade na vida e aproveito pra agradecer as inúmeras instruções para ser um profissional que acima de tudo ame o que faz. Arte.

RE-postagem- Belezas reveladas pela fotografia alem da fronteira do registro imagético. (Lajes-RN)


A Re-postagem da vez destaca uma matéria que particularmente adorei fazer, sua postagem original foi numa terça feira, no dia 09 de outubro de 2012. Hoje a relembro para quem não pôde visualizar a riqueza do seu conteúdo.

Fotografia. Que meu querido RN é uma maravilha natural não se discute, mas como a arte pode citar essa lindíssima terra? Pra responder essa questão, a fotografia vem deixar sua contribuição, com vocês, um pouco de imagens de minha linda terra natal, Lajes do Cabugí:
Fotos por: Fábio Fernandes.
Imagens da zona rural, na fazenda Barreiras, nessa ocasião estava a gravar o curta "O Bode Feio".
Nestas imagens a vegetação espontânea e peculiar da região contrasta-se com a beleza "seca" do nosso lindo e produtivo solo potiguar-nordestino-brasileiro.
o Zoom no cacto revela sua força intrínseca nos seus tão saudosos espinhos.
O cacto em contraste com o solo repleto de pedras configura-se num lindo conjunto na ilustração.
 
Nessa imagem surge o equilíbrio na imagem, evidencia-se em primeiro plano a linda planta  de nome científico "Pilosocereus gounellei", carinhosamente conhecido como xique-xique.
Nesta imagem, tentei evidenciar a beleza unica dos espinhos que oferece à planta sua peculiaridade principal, numa perspectiva estética.
Nesta imagem, o xique-xique entra em contato com outra especie de planta, mostrando o contraste de uma planta que é vulnerável ao espaço-tempo e outra que resiste as diversidades naturais em que as mesmas se encontram condicionadas, eis a dramaturgia construída através dessas divergências individuais, projetadas nos sujeitos em destaque.
A arvore mostra também sua resistência, só que numa perspectiva mais elevada, o que não reduz a força simbólica do cacto.
 
A planta se abre, brota para nos presentear com sua beleza impar. (linda espécie de pau pereiro)
O tempo (Crônos) mostra seu poder sobre a resistente planta cactácea.
Porém, o cacto mostra sua resistência pela vida ao fazer brotar  uma nova parte de planta. As folhas no  chão, no entanto, são levadas pela força dos ventos frios da noite e mornos do dia.
Esse lindo coração natural nos sugere a natureza como força materna e suprema.
O homem por sua vez, mostra sua intervenção no espaço natural, seja pra sua utilidade necessária ou para sua força simbólica em homenagear os seus finados semelhantes. Tânatos por fim, se mostra presente no ciclo vital.

Este por fim, assume o conjunto natural de um espaço poético e que graças a fotografia atinge o valor simbólico além da simples contemplação da paisagem.



Fontes:

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um pouco sobre o curso de teatro da UFRN no meu percurso formativo.



Por: Fábio Fernandes

O curso de licenciatura em Teatro da UFRN mostrou-se um divisor de águas em minha vida de artista e enquanto sujeito no cotidiano. No entanto, entender os reais fatores que contribuem para esta metamorfose é de inteira importância para a possível compreensão do real sentido de minha formação acadêmica na possibilidade de buscar possíveis respostas para justificar real situação.
No decorrer do curso, percebo-me como sujeito em fase de constante aprendizado, a principio vejo logo de cara, um choque de ideologias numa perspectiva na qual tudo em que acreditava pode não ser de fato único. Este conhecimento ganha novos ângulos de visão - me refiro ao sujeito que passa a ver uma determinada informação de outra maneira, e esses anseios me permitem conhecer ou tentar enveredar por novos caminhos formativos dentro da universidade.
Sempre vi a universidade como algo estranho e complexo, jamais pensei estabelecer um diálogo solido com esta, no entanto me percebo dialogando com a mesma partir da ideia de “não contato”. Portanto quando me torno universitário passo a entender que a visão que eu tinha não passava de um mero preconceito natural seja pelo fato de não conhecer o meio acadêmico ou pela frustração de não ter tido acesso as informações pertinentes ao que viesse a ser entendido como conhecimento de nível superior.
Como sujeito atuante nos mais variados processos de vida me tomo como exemplo de referencia a partir do momento em que atribuo a mim, um determinado valor e potencial de sujeito, ou seja, me tenho como autorreferencial; vislumbro os processos de vida tendo a mim como ponto de partida, acreditando que são os processos vivenciais cotidianos que se adéquam a minha vivencia.
No entanto, com o passar do tempo começo a ver que existe certa multi-refenecialidade, há outros processos de vida e de aprendizagem. A arte se mostra em minha vida como a forma de expressão mais concreta que me possibilita experimentá-la e a principio não questioná-la. Este exemplo de multirreferencia artística me permite perceber no processo vivencial pelo qual me torno parte integrante, desde os primeiros contatos com minha família até o limiar do curso universitário. 
A minha autorreferencialidade está num sujeito que embora fosse um aluno critico, percebia que não tinha aportes teóricos para questionar as ideias levantadas pelos professores durante o percurso escolar, raramente me entrego de “corpo e alma” aos ensinos relacionados à outra disciplina que não seja arte, sinto que ninguém fala o mesmo idioma que eu, pois sou um aluno artista – mesmo que no momento não tenha consciência disto.
Como ator sinto-me realizado a atuar, via o teatro como emoção (catarse) somente, jamais imaginei que existia técnica, inúmeras formas e infinitas discussões acerca do teatro. Sou natural da cidade de Lajes - RN, porem vivi grande parte da vida em Assu - também município potiguar, minha realidade sempre foi complexa, nunca me permitiu entender que o meu fazer artístico era de fundamental importância para os processos da vida cotidiana.
Aos poucos vou me moldando conforme as vivencias e pessoas que me servem de referencias, o grande equivoco de minha vida é a falta de leitura, do exercício da escrita constante na escola, uma vez que passo a simplesmente compor mais uma cadeira da sala de aula. Pela falta de informações a respeito dos estudos, me vejo concluindo o ensino médio e sem entender pra que serve a universidade, esse é outro ponto crucial no atraso do meu processo pedagógico. Logo me vejo fazendo “jogo de bicho”, ganhando menos de 10 reais por dia, percebo que o mínimo de leitura e escrita que adquiri no meu percurso escolar está começando a se perder com o tempo, portanto, me vem o famoso insight, tenho que resgatar o conhecimento que perdi ou que não tive, mas pra isso me questiono, e uma questão crucial parte da formulação da pergunta – pra que serviu estudar todos esses anos, se continuo numa vida sem novos rumos e perspectivas?
Baseado nos inúmeros questionamentos até então sem respostas, me proponho a formular uma investigação a respeito desse sujeito que vive a pesquisar e vivenciar os processos teatrais. Buscar entender o sujeito atual é o meu desafio, tendo em vista que a cada informação nova que descobrimos sobre nós, percebemos que nos conhecemos cada vez menos.

Flavio Venturini - Não se Apague esta Noite

O bom gosto da semana é o grande Flavio Venturini, realmente um verdadeiro ícone na boa música popular brasileira:



1. Não se Apague esta Noite
• 2. Recomeçar
• 3. O Melhor do Amor
• 4. Pierrot
• 5. Noites com Sol
• 6. Minha Estrela
• 7. Céu de Santo
• 8. Beija-Flor
• 9. Alegria
• 10. Romance
• 11. Alma de Balada
• 12. Verão nos Andes
• 13. No Trem do Amor
• 14. Criaturas da Noite
• 15. Mantra da Criação
• 16. Músicas (Bônus)
• 17. Nascente (Bônus)
• 18. Morro Branco (Instrumental) (Bônus)

Grifos meus

Pense nisso,artista conservador:

Roberto Carlos ja falava em Calhambeque como objeto pegador de mulher - bem o estilo Garota Safada de ser.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Criação De Um Papel (Constantin Stanislavski)

POR : Jeferson Gomes

O PERÍODO DE ESTUDO 
O trabalho preparatório sobre um papel pode ser dividido em três grandes períodos: estudá-lo, estabelecer a vida do papel e dar-lhe forma. 

PRIMEIRO CONTATO COM O PAPEL 

Começa com as primeiras impressões da primeira leitura. As primeiras impressões têm um frescor virginal. São os melhores estímulos possíveis para o entusiasmo e o fervor artístico, duas condições de enorme importância no processo criador. 
Para registrar essas primeiras impressões, é preciso que os atores estejam com uma disposição de espírito receptiva, com um estado interior adequado. Precisam ter a concentração emocional sem a qual nenhum processo criador é possível. Temos que escolher o local e a hora. A ocasião deve ser acompanhada de certa cerimônia já que vamos convidar nossa alma para a euforia. 
Na linguagem do ator, conhecer é sinônimo de sentir, ele, na primeira leitura de uma peça, deve dar rédeas soltas às suas emoções criadoras. 

ANÁLISE 

O segundo passo, nesse grande período preparatório, é o processo de análise. Pela análise, o ator passa a conhecer melhor o seu papel. A palavra análise tem, geralmente, uma conotação de processo intelectual, mas em arte, qualquer análise intelectual empreendida por si só e como único objetivo, será prejudicial, pois suas qualidades matemáticas e secas tendem a esfriar o impuldo artístico e o entusiasmo criador. Se o resultado da análise erudita é o pensamento, o de uma análise artística é o sentimento. 

PROPÓSITOS CRIADORES DE UMA ANÁLISE 

1- Estudo da obra 
2- A procura do material espiritual ou de outro tipo na peça ou no processo criador 
3- Auto-análise (sentimentos armazenados na memória afetiva do ator) 
4- A preparação da alma do ator para a concepção de emoções inconsientes 
5- A busca de estímulos criadores para a criação do papel 

PLANOS PARA SE TRABALHAR NUMA PEÇA E SEUS PAPÉIS 

a- O plano externo dos fatos 
b- O plano da situação social 
c- O plano literário 
d- O plano estético 
e- O palno psicológico 
f- O plano físico 
g- O palno dos sentimentos criadores pessoais 

OBJETIVOS CRIADORES 

O objetivo é o aguçador da criatividade, é a isca das nossas emoções. Esses objetivos podem ser raciocinados, conscientes, apontados pela nossa mente, ou então podem ser emocionais, incoscientes, surgindo espontâneos, intuitivamente. 

A PARTITURA DE UM PAPEL 

Descobrir os objetivos físicos e psicológicos que se formam no ator para a criação de sua partitura: 
1- O que é que eu desejo nesse momento? 
2- Qual é a primeira coisa que devo fazer? 
3- O que devo fazer para que isso aconteça? 
Convém notar que nenhum dos objetivos da partitura, é profundo. Eles só podem afetar a periferia do corpo do ator, as manifestaçoes externas de sua vida psíquica, e só muito ligeiramente afetam seus sentimentos. 

O PERÍODO DA ENCARNAÇÃO FÍSICA 

A primeira preocupação do ator deve ser a de proteger o seu delicado aparelho facial e visual contra qualquer desgoverno da parte de seus músculos, dos olhos e da face, por meio de hábitos contrários, solidamente implantados, graças a exercícios sistemáticos.Depois de ser utilizado ao máximo possível os sutis meios de expressão dos olhos e do rosto, pode-se começar a fazer o uso da voz, dos sons, das palavras, das entonações e da fala. 
Na batalha do corpo contra os artificialismos e as tensões, convém que o ator se lembre de que nada se consegue com proibições. Não podemos proibir nosso corpo de certas coisas, mas podemos persuadi-lo a agir no rumo da expressão exterior dotada de beleza. Todo ator deve constantemente coligir material que o ajude a ampliar sua imaginação ao criar a aparência externa dos papéis. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nação Zumbi - "Propaganda"


Contra a TV que aliena sem dó, Nação Zumbi manda seu recado.




 Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Diga lá Sr Facebook!


Sr Facebook - Como está se sentindo, Fábio?

Pois é, querido e viciante sr face: Nesse exato momento, percebo que me sinto com o dever cumprido, afinal foram sete anos de labuta, algumas privações e é claro, muito aprendizado, porém não sinto vontade de deitar numa cama, dormir, curtir o ócio ou até mesmo continuar vivendo por intermédio de você. 

Sr Face, sinto mesmo o anseio de continuar batalhando posições melhores no interminável e concorrido jogo da vida, tentando ser melhor a cada dia,aprendendo sempre a ganhar e também a perder, almejando sempre o acerto, uma vez que tenho plena certeza dos erros que virão e que estes têm de ser evitados ao máximo.

No mesmo momento que sinto um alivio em concluir uma etapa tão crucial na vida, esta que me propôs ganhos significativos e algumas perdas que causaram impactos significantes, vejo que é necessário ser grato as ilustres pessoas que muito contribuíram para poder pular essa tão enorme pedra no caminho, este meteorito tão Drummondiano. 


Paradoxalmente me pego a pensar o quanto é bom o gosto da vitória e da liberdade  pra nossa alforria vital e me vejo com saudade desse tão singelo percurso. O aprendizado maior de todos creio ter sido conhecer cada sujeito,cada experiencia e sem dúvida o fato de manter de pé em meio as turbulências cotidianas. Creio que estou designado a aproveitar o dia de hoje com mais força de vontade e buscar ser feliz o máximo, uma vez que depois de tudo até então percorrido, posso cair com a cabeça numa calçada e me desconectar de vez.



No mais senhor Face, só me resta tentar amadurecer, tentar ler um bom livro, escrever uma peça de teatro e não deixar que você continue me viciando. Simples assim.


 ATT: Fábio Fernandes

Boas Músicas dos anos 70 e 80 Nacionais



Como o bom gosto resolveu aparecer por aqui, eis uma seleção de boas canções:

1-Grilo Na cuca- Dudu França (Marrom Glacê 1979)
2- Coisinha Estúpida- Jane & Herondy ((Marrom Glacê 1979)
3- Marrom Glacê- Ronaldo Resedá ((Marrom Glacê 1979)
4- Brigas- Altemar Dutra (Plumas & Paetês 1979)
5- Serenatas Perfumadas com Jasmim- Guilherme Lamounier (Plumas & Paetês 1979)
6- Casinha Branca- Gilson (Plumas & Paetês 1979)
7- Andorinha- Gilson (Cabocla 1979)
8- Pelo sinal- Ruy Maurity (Cabocla 1979)
9- Assim é Meu Sertão- Sérgio Reis (Cabocla 1979)
10- Mágoas de Caboclo- Nelson gonçalves (Cabocla 1979)
11- Amora- Renato Teixeira (Cabocla 1979)
12- Você vai Gostar- Vanusa (Cabocla 1979)
13- Até Parece Um Sonho- Odair José (Cabocla 1979)
14- Gosto de Maçã- Cauby Peixoto (Cabocla 1979) 
15- Cavalo Zaino- Jose Toledo (Cabocla 1979) 
16- Sabiá Laranjeira/Andorinha- Nara Leão (Cabocla 1979)
17- Grito De Alerta- Maria Bethânia (Água Viva 1980)
18- 20 e Poucos Anos- Fábio Jr. (Água Viva 1980) 
19- Menino do Rio- Baby Consuelo (Água Viva 1980)
20- Realce- Gilberto Gil (Água Viva 1980)
21- Amor Meu Grande Amor- Angela Roro (Água Viva 1980) 
22- Nos Tempos Dos Quintais- Elizeth Cardoso (Água Viva 1980)
23- Wave- João Gilberto (Água Viva 1980)
24- Xô Gafanhoto- Beth Carvalho (Chega Mais 1980)
25- Abri A Porta- A Cor do Som (Chega Mais 1980)
26- Menino Sem Juízo- Alcione (Chega Mais 1980)
27- Chega Mais- Rita Lee (Chega Mais 1980)
28- Falando De Amor- Ney Matogrosso (Chega Mais 1980)
29- Vazio- Roberto Ribeiro (Chega Mais 1980)
30- Linha De Passe- João Bosco (Chega Mais 1980)
31- Noite do Prazer- Brylho(Voltei Pra Você 1980)
32- Guerreiro Menino- Fagner (Voltei Pra Você 1980)
33- Voltei Pra você- João Paulo (Voltei Pra Você 1980)
34- Emoções- Marina (Voltei Pra Você 1980)
35- Sensual- Roupa Nova (Voltei Pra Você 1980)


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

TENTEI FUGIR - (F.Marlon Galisa Araújo)




Não sei se foi pura saudade

Ou uma teima infantil
Fantasiei minha verdade

No pobre peito vazio

Quem é da roda de samba
Faz festa pra esquecer
E na canção a lembrança
Do meu amor por você
Deixou o dia tão lindo
Pena que não deu valor
Mas continuo sorrindo
Não sou de guardar rancor...

Tenho a certeza, foi melhor assim
Tô machucado,mas vou resistir
Ficar sozinho não é tão ruim
Mudar o jogo não é desistir
Quero é achar essa felicidade
Que o passista estampa no olhar
Que é a fachada da casa de bamba
Que contagia meu povo a sambar...

E se o amor me der tanto trabalho
Prefiro viver sem me apaixonar
Quero uma mulata só de " quebra galho"
Pra noite de frio a gente se esquentar ...

Eu mudo de ritmo e não me atrapalho
Desvio da chuva pra não me molhar
Mas nem o Bezerra que era malandro velho
Não soube viver sem se apaixonar...