quarta-feira, 6 de novembro de 2019

A FESTA DO BOI - FABIO FERNANDES



A FESTA DO BOI

A cultura popular
É rica em poesia
É forró, xaxado e frevo
Com tamanha maestria
É fandango e reisado
Folguedos de alegria

Boi de reis e boi calemba
Boi bumbá, boi de mamão
Simbolizam animais
Dos vaqueiros do sertão
Vou falar para vocês
A base da tradição

Reza o dito popular
Que havia uma fazenda
Tinha um boi dançador
É verdade não é lenda
Se chamava boi Estrela
Preste atenção e aprenda

Lá um casal de escravos
Trabalhava na fazenda
Pai Chico, vulgo Mateus
Era bom de encomenda
Catirina sua mulher
Preste atenção e entenda

Catirina tava prenha
Mesma coisa de gravida
Começou a ter desejo
Coisa doce e amarga
Logo grita por Mateus
E disse o que se passava

Mateus sem perceber
O tamanho do problema
Foi tirar uma brincadeira
Pois o nego não se emenda
Falando pra Catirina
Iniciando a contenda

Meu amor minha querida
O que você quer comer?
Banana, uva, limão
Diga que eu vou trazer
Pra você não me estressar
E o nosso filho nascer

Mateus seu engraçado
Deixe de patifaria
Estou  sentindo um desejo
Pra sair dessa agonia
O que eu to desejando
Vai lhe botar numa fria


Numa fria já estou
Olhe o que aconteceu
Um namoro apaixonado
Entre nós aconteceu
Um bebê você espera
O menino é mesmo meu?

Catirina se estressou
Com o que disse Mateus
Era “braba” que nem peste
Até “Pelamor” de deus
“Não mexa com uma buchuda”
Veja o que aconteceu

Me respeite seu cabra
Ta pensando o que de mim?
Sua boca nunca abra
Pra dizer uma coisa assim...
É claro que o filho é seu
Ou será do Zé Mudim?

Tô buchuda e desejando
Algo bom para comer
É uma coisa especial
Logo tu vai entender
Quero a língua do boi
Para me satisfazer


Mateus se aliviou
Com o que disse Catirina
Foi saindo de fininho
Enrolando a esquina
Comprar um quilo de língua
Na bodega pequenina

Catirina então falou
Que prestasse atenção
Seu desejo pela língua
Do boi sem comparação
Se chamava boi estrela
Preferido do patrão

Que loucura Catirina
Como vou matar o boi?
E tirar sua língua fora
Bom Jesus que me perdoe!
O patrão manda matar
Quando descobrir quem foi

Nessa peleja danada
Com o boi aconteceu
Mateus com sua peixeira
O estrela enlouqueceu
De uma facada medonha
Foi que o animal morreu


A língua do boi estrela
Catirina cozinhou
Saciou o seu desejo
E a fome se passou
Mas a falta do estrela
O fazendeiro notou

Eita bexiga taboca
Me diga quem foi que viu
O meu boi preferido
Mais querido do Brasil
Me ajude a procurar
Boi estrela que sumiu

Mateus log percebeu
O tanto da confusão
Pois matou o boi estrela
Preferido do patrão
Sabia que o fazendeiro
Não lhe daria perdão

Então logo pensou
Na possível solução
Pra tirar dessa agonia
E livrar seu coração
Da ira do fazendeiro
Mais temido do sertão

Conhecia um pajé
Pelo nome Raony
Convidou para dançar
O seu ritual Tupy
Começou a pajelança
Da tribo dos Guarany

Logo o boi ressuscitou
Dançando com alegria
Um festejo popular
No qual alegrava o dia
Vamos ver o boi dançar
Um reizado pra Maria

São José e o menino
Que na bíblia se revela
Sou Mateus de Catirina
Essa minha esposa bela
Vou rezar agradecendo
Pelas bênçãos na capela

Pai Mateus livrou da surra
O bebê logo nasceu
O patrão ficou feliz
Uma festa prometeu
E o boi pelo pajé
Pela dança reviveu.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

INCÊNDIO NA FLORESTA - (Cordel) - FÁBIO FERNANDES




Certo dia na floresta
Um incêndio aconteceu
Disseram que foi o homem
Que esse fato sucedeu
Vou contar bem detalhado
Como o fogo ocorreu.

Começou numa fagulha
Que um cigarro apresentou
Bem no mêi do mato seco
Que a piúba então tocou
Aos poucos o fogaréu
Na floresta se formou

Logo logo a correria
Pelos bichos lá na mata
Tava tudo assustado
Como o fogo se alastrava
Quanto mais passava o tempo
Mais a chama se aumentava

De um lado para o outro
Foi grande a correria
Era peba-tatu e téjo
Onça, cobra e até gia
Corre-corre era fatal
Uma grande agonia

No meio do corre-corre
Um pequeno animal
Fazia a rota inversa
Voltava pro matagal
Os bichos não entendiam
 Aquele retorno fatal

Um pequeno beija-flor
Voltava apavorado
Com o bico cheio d’água
Parecia tão cansado
Gotejava na fogueira
Tava sendo ameaçado

Depois ele retornava
Ao riacho a pegar água
Com o seu pequeno bico
Já não mais se apavorava
Retornava a fogueira
E os poucos se apagava

Bicharada percebeu
A ação do beija-flor
-Deixa disso passarinho
Alertou o Dom. castor
É loucura apagar fogo
Porque ele se alastrou


O macaco atordoado
Não entendeu o pequeno
Voando pra todo lado
Enfrentando aquele incêndio
Pulava de galho em galho
E via bicho morrendo

Logo o macaco pensou
- Eu não posso entender
Que um pequeno beija-flor
A mata quer socorrer
Largue disso pequenino
Pois assim tu vai morrer.

Rastejando o jacaré
Com tamanha covardia
Sabia que até na água
Tava ruim de moradia
Pois o fogo apertava
Por toda a cercania

Velha onça ali fugia
E levava a família
Nesse momento a brabeza
Té então não existia
Valentia da felina
Até ela esquecia


Cascavel, surucucu
Jararaca e sucuri
Rastejavam tão ligeiro
Com ajuda do sagui
Era presa e predador
Tudo tentando fugir

Tamanduá bandeira
Foi embora com as formigas
Já perdera o apetite
Por aquelas pequeninas
Um incêndio na floresta
As tornaram mais amigas

Enquanto o fogo pegava
Beija-flor continuava
A tentar conter o fogo
Mais e mais se espalhava
Pegar água com o bico
O pequeno não cessava

Javali não aguentou
Beija flor interrogou
Pare, pare pequenino!
Fogaréu não se apagou
Esse fogo é gigantesco
Ou será que não notou?


- Me desculpe beija-flor!
Devo entrar nessa porfia
Pra dizer que o javali
Tem razão no que dizia.
Disse o lobo atrevido
Que então se intrometia

- Somos todos bem maiores
Podemos cessar o fogo
Mas decidimos fugir
Ao fazer papel de bobo
Saiba que é impossível
De você virar o jogo

O pequeno beija-flor
Logo resolveu falar
- Sei que sou bem pequenino
Para o fogo apagar
É uma missão difícil
Isso posso confirmar

Mas no meio do  incêndio
Todos estão a correr
Fugindo com todo espanto
Pra poder sobreviver
Eu não tenho porte grande
Pra esse fogo conter


Com o meu pequeno bico
Vou ao riacho pegar
Suaves gotas de água
Para o fogo apagar
Eu arrisco minha vida
Para a de todos salvar

Todo mundo percebeu
Que o pequeno voador
Sozinho, quem reagiu
Ao fogo devorador
Para a fauna, covardia.

Orgulho do beija-flor.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Arte e a Lei de Diretrizes e Bases



A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) regulamenta o ensino no Brasil baseado nos princípios constitucionais. Foi criada em 1961, seguida por outra versão de 1971 e finalmente, sua mais recente promulgação em 1996, vigorando até os dias atuais.

O ensino de Arte foi incluído no currículo escolar pela LDB de 1971, com o nome de Educação Artística, ainda como “atividade educativa” e não como disciplina. Em 1988, ano da nossa atual Constituição Federal, em meio a discussões sobre educação, sofreu ainda riscos de ser excluída do currículo escolar, fato que levou educadores da área a organizarem manifestações a fim de garantir a permanência do estudo das artes nas escolas.

Finalmente, com a atual Lei de Diretrizes e Bases, foram revogadas disposições anteriores e a matéria “Artes” foi reconhecida como disciplina, tendo seu ensino se tornado obrigatório na educação básica, conforme dispõe o parágrafo 2º do artigo 26: O ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório, nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos.

Atualmente, a matéria se compõe do ensino de Artes Plásticas, Artes Cênicas, Dança e Música, que se tornou obrigatória a partir de 2008 com o advento da Lei Federal 11.769. Confira, a seguir, trecho da norma aqui citada, a qual acrescenta o parágrafo 6º ao artigo 26 da Lei de Diretrizes e bases, já comentadas neste tópico:

A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo.

Além da LDB, o Governo Federal formulou os chamados PCN´s (Parâmetros Curriculares Nacionais), servindo como referência para a elaboração dos currículos escolares do ensino fundamental e médio, das redes pública e particular.

No documento PCN-Artes, foram elaborados os moldes que o ensino de Artes deveria seguir. Os parâmetros curriculares, para todos os ciclos do ensino fundamental são bastante abrangentes. Foram propostas como guias quatro modalidades artísticas: artes visuais, música, teatro e dança.

Às Artes Visuais, foi proposta uma dimensão ampla, envolvendo artes gráficas, cinema, vídeo, fotografia e novas tecnologias, como arte por meio de aparelhos eletrônicos, como o computador.

Para o ensino dessas modalidades, o PCN orienta o ensino com três eixos básicos, remetendo-se à proposta da Metodologia Triangular.

O conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar.

Atualmente, diversos grupos e acadêmicos estudam como aplicar os parâmetros ao caso concreto, já que a realidade é bastante diversa do que vemos no texto em foco. É preciso um constante esforço e vontade por parte das escolas para que o ensino das Artes seja levado a sério e chegue com qualidade aos alunos brasileiros.

Disponivel em:
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/arte-e-a-lei-de-diretrizes-e-bases/36090

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

PRA QUE SERVE A ARTE?


Imagem relacionada
As obras de arte, desde a Antiguidade até hoje, nem sempre tiveram a mesma função. Ora serviam para contar uma história, ora para rememorar um acontecimento importante, ora para despertar o sentimento religioso ou cívico.
Foi só neste século que a obra de arte passou a ser considerada um objeto desvinculado desses interesses não artísticos, um objeto propiciador de uma experiência estética por seus valores íntimos.
Assim dependendo do propósito e do tipo de interesse com que alguém se aproxima de uma obra de arte, podemos distinguir três funções principais para a arte.
Função Utilitária: A arte serve ou é útil para se alcançar um fim não artístico, isto é, ela não é valorizada por si mesma, mas só como meio de se alcançar uma outra finalidade.
Esses fins não artísticos variam muito no curso da história. Na Idade Média, por exemplo, na medida em que a maior parte da população dos feudos era analfabeta, a arte serviu para ensinar os principais preceitos da religião católica e para relatar as histórias bíblicas.
Função Naturalista: A obra é encarada como um espelho, que reflete a realidade e nos remete diretamente a ela. Em outras palavras, a obra tem função referencial de nos enviar para fora do mundo artístico, para o mundo dos objetos retratados. Essa atitude perante a arte surge bastante cedo. Ela aparece na Grécia, no século V a.C., nas esculturas e pinturas que “imitam” ou “copiam” a realidade. Essa tendência caracterizou a arte ocidental até meados do século XIX, quando surgiu a fotografia. A partir de então, a função arte, especialmente da pintura, teve de ser repensado e houve uma ruptura do naturalismo.
Função Formalista: Preocupa-se com a forma de apresentação da arte. Há, nessa função, uma valorização da experiência estética como um movimento em que, pela percepção e pela intuição, temos uma consciência intensificada do mundo, ou seja, é a análise da obra de arte como todo, pela sua forma, seu conteúdo, sua temática, seu contexto histórico, sua técnica, enfim, todos os elementos para a compreensão da obra em si.
Quando o ser humano precisa pensar sobre algo, geralmente, busca encontrar elementos funcionais que lhe deem sentido e um valor. Então ele procura responder perguntas como: para que serve? E qual sua importância no mundo?
Esse sentido utilitarista é comum a todos os povos desde as suas formações iniciais. O homem primitivo, por exemplo, precisava se cercar, primeiramente, de objetos que respondessem à sua necessidade urgente de sobrevivência. Por isso, os desenhos nas cavernas, as danças e as representações primitivas precisavam ter utilidade, ou seja, deveriam servir para que os espíritos dos animais fossem atraídos e aprisionados, ajudando os homens nas caçadas.
Com o tempo, essas manifestações artísticas primitivas começaram a ser desvinculadas das suas funções primitivas nas comunidades. O homem passou a revelar interesse por aspectos e objetos que não possuíam função prática na vida, como as formas, as cores, as texturas em tecidos, certos sons, que passaram a ser apreciados por puro prazer. Nesse sentido, tais utensílios e representações passaram, cada vez mais, a ser criados e executados pelo prazer em si, desligando-se de uma utilidade.
Assim, os humanos demonstram, desde tempos ancestrais, interesse pelo enfeite, pelo belo, por elementos e fatos capazes de instigar e manifestar pensamentos e emoções.
A pintura corporal em uma tribo indígena, na maioria das vezes, tem a função de camuflar, preparar-se para a guerra, determinar uma posição social do individuo, preparativos para diversos rituais da tribo, como culto aos deuses, casamento, funeral, ou, simplesmente, enfeitar-se. Atualmente, a pintura da pele, como as tatuagens, na maioria das vezes, estão ligadas a um sentido decorativo, servindo apenas para adornar ou decorar o corpo.
Há vertentes e perspectivas diferentes quanto à função da arte. Isso ocorre porque cada sociedade estabelece uma relação muito específica com os objetos artísticos, definindo necessidades e importâncias particulares. Pode-se, contudo, definir duas correntes de pensamento muito comuns, no que se refere à utilidade da arte.
A primeira defende que as artes não derivam de uma necessidade prática, existindo independentemente de qualquer utilidade, tais como: ensinar, entreter, instigar, inspirar ou educar. Uma das escolas defensoras dessa vertente foi o Romantismo, que estabeleceu o que ficou conhecido como autonomia da arte.
A outra corrente defende que a arte só pode existir ligada a alguma funcionalidade, ou algo que lhe dê um sentido, tal qual ocorria nas sociedades primitivas. Nessa concepção, só pode haver objeto artístico se este se relacionar, por exemplo, a uma função social, histórica, educativa ou psicológica.
Obviamente, as duas correntes possuem fundamentos e argumentos necessários de serem discutidos, mas é inevitável que convivam, em um mesmo processo de criação artística, elementos estéticos e outros de ordem funcional, econômica, etc.
Vale dizer que a humanidade não vive sem a arte, seja ela funcional, mista ou puramente ligada à fruição da beleza.
 DISPOIVEL EM:
http://www.historiadasartes.com/olho-vivo/pra-que-serve-a-arte/


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Analise do espetáculo Alzira mulher





O espetáculo nos  mostra  que as mulheres podem sim ter os mesmos direitos que os  homens, só resta elas quererem e lutar. Luísa Alzira Teixeira Soriano  foi uma mulher que lutou para que isso acontecesse, até que se tornou a primeira prefeita da América Latina virando noticia mundial, tanto que influenciou muitas mulheres a lutarem por seus direitos e sonhos. A mensagem em destaque é a luta e persistência de uma mulher que vivia em um mundo totalmente machista onde os homens eram superiores as mulheres, porém ela mostrou que era possível quebrar paradigmas. Mesmo antes das mulheres conquistarem o direito do voto ela se candidatou a prefeita e ganhou com 60% de maioria. 

A trilha musical fez com que nos sentíssemos na época retratada, e as letras tinha muito haver com a historia que se passava, elas falavam sobre as mulheres e também da formação cidade de Lajes onde Alzira foi eleita, elas nos passaram muito bem as mensagens desejadas.

Os atores conseguiram muito bem reviver os personagens, mas tenho dois pontos para ressaltar, que são as falas que por serem gravadas alguns não se importaram tanto, e estavam meio que perdidos, e na hora da morte do personagem Thomaz Soriano a atriz que interpretou Alzira podia ter chegado mais perto dele para sofre junto com seu marido, pois na vida real com certeza ela iria esta junto a ele.

A produção de arte e cultura é muito importante pois ela traz para nossa sociedade conhecimentos e sentimentos profundos em diferentes áreas da vida como na expressão do ser humano que é a função mais conhecida, mas também pode ser uma forma de terapia, de comunicação, uma forma de abrir o leque e democratizar a educação pois nos traz diferentes tipo de aprendizados, em fim a arte e cultura estão muito ligadas à essência humana, ela é a força que move e conecta as pessoas. Se a sociedade é feita de pessoas, logo, ela é feita de arte e cultura.

O espetáculo foi muito importante pois trouce a historia de uma pessoa incrível e muito importante que não tem seu devido conhecimento na sociedade, o espetáculo faz com que as pessoas aprendam sobre suas origens e a se lembrarem que o que temos hoje devemos a pessoas como Alzira que dedicaram suas vidas para lutar pelos direitos da nossa sociedade.


 
                                         


TEXTO: Isabela Leocádio

domingo, 25 de novembro de 2018

Arcésio Andrade (Músico)


Nesta postagem apresento o perfil de um artista que recomendo, alem de um bom companheiro de trabalho, um músico que vale a pena dialogar artisticamente.
Músico e compositor. Participou dos arranjos musicais de alguns trabalhos do compositor Alvamar Medeiros. Possui composições gravadas por Margareth Menezes e a cantora potiguar Nara Costa. Foi vencedor da segunda edição do Festival da Canção Potiguar realizado pela Assembléia Legislativa do Estado, com a canção “Abraço do Mar”. Classificou-se para apresentação em público no V MPBeco em 2010, Forraço 2011 e recentemente teve duas músicas classificadas para o Festival da FM Universitária de Natal (FMPB). Pesquisador da cultura popular, traz para as suas composições elementos característicos, como a sonoridade da Viola Caipira e os seus ritmos. Formou-se Bacharel em música com habilitação em violão em 2004 pela UFRN. É professor de ensino fundamental na Escola Municipal Profª. Maria Madalena da Silva em Baixa do Meio, município de Guamaré/RN. Com os seus alunos desenvolve oficinas de música extra-classe onde valoriza a cultura afro-descendente com o grupo percussivo de Maracatu Nação Ouro Negro, e a música popular com o grupo vocal Quarteto Madalena e o Coral Infantil Madalena. É Coordenador Artístico da Escola de Música e Dança de Baixa do Meio, PRO-ARTE, um projeto social financiado pela prefeitura de Guamaré em parceria com a organização não governamental (ONG) ASPAM.
Ouça Arcésio Adrade

domingo, 18 de novembro de 2018

BRINQUEDOS CHAPADOS # 1 - "DINOSSAUROS FANÁTICOS PELO METEORO"


Fala pessoas que acompanham o blog "O Marical"! Depois de algum tempo sem atualizar  essa plataforma, eis que retorno com pique pra postar com mais frequência. Hoje vou evidenciar uma web serie de animação que criei e disponibilizo no meu canal do YouTube. "Brinquedos Chapados" é uma animação que conta alegorias sobre o cotidiano, expressa fatos sociais que buscam refletir pelo universo da critica e auto-reflexão em meio aos caos.

"DINOSSAUROS FANÁTICOS PELO METEORO" reflete um perfil onde reina o fanatismo, seja em qualquer vertente. Nesse caso, os dinossauros protestam pelo meteoro gigante, porém o poupançudo da caixa tentou "abrir os olhos" dos fanáticos, porém, nem só de evidencias vivem os seres entregues ao fanatismo.


CONFIRA O EPISODIO 1

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Centenário de Athos Bulcão - Artista brasiliense


Athos Bulcão completaria hoje 100 anos de idade (foto: Fundação Athos Bulcão/Divulgação )
O pintor, escultor e desenhista Athos Bulcão completaria nesta segunda-feira (2/7), 100 anos de idade. De sangue carioca e brasiliense de coração, foi justamente na capital federal recém-construída que o artista plástico emplacou sua arte, tornando-se uma das maiores referências no país. 
Resultado de imagem para Athos Bulcão
Famoso pelos quadradinhos coloridos nos azulejos, destacam-se a modulação e o grafismo criados com base nas formas geométricas. A arte de Athos vai desde a pintura em tela a fotomontagens, gravuras em desenhos, máscaras, objetos, cenários para teatro e artes gráficas, com contribuições espalhadas pelos monumentos da cidade. O talento dele pode ser apreciado nos murais, painéis e relevos para os edifícios do Congresso Nacional, Catedral, Igrejinha, Teatro Nacional Claudio Santoro, Palácio do Itamaraty, Palácio do Jaburu, Memorial JK, Capela do Palácio da Alvorada, Hospital Sarah Kubitschek e no aeroporto.  
Imagem relacionada
Com tal notoriedade, os trabalhos de Athos Bulcão estão espalhados por diversos estados brasileiros e até fora do país. Em Minas Gerais é possível se encantar com suas obras na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, e no Tribunal de Contas do Estado. 

Imagem relacionada
Já no Rio de Janeiro, terra onde nasceu, os moradores e turistas deparam-se com obras no Condomínio Casa Alta, no conjunto de edifício de apartamentos na Rua Curpetino Durão, na Fundação Getúlio Vargas, no Hospital da Lagoa, entre outros.
Imagem relacionada
Em Recife é vista no Edifício Gropius, em Salvador na Igreja da Ascensão do Senhor e Estação de Transbordo da Lapa. Há contribuições também no Espírito Santo, Mato Grosso, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Maranhão. 

Fora do país, o artista conta com obras nas embaixadas do Brasil em Buenos Aires, Cabo Verde e Nova Délhi, além de outros trabalhos com Oscar Niemeyer, onde desenvolveu projetos com o arquiteto na na França, Itália e Argélia.
Resultado de imagem para Athos Bulcão google
Em entrevista ao Correio em 2017, o artista Bené Fonteles, um dos amigos mais próximo de Athos, pontuou que "nenhum artista no mundo tem tantas obras em convivência com seu povo. São mais de 200 que já fazem parte do imaginário, dos candangos aos novos brasilienses." 
Resultado de imagem para Athos Bulcão google
Já para Danilo Vale, formado em desenho industrial na Universidade de Brasília (UnB), a relação de afeto com Athos Bulcão tem explicação na constância com a qual os habitantes da capital se deparam com as obras do artista. "A cidade, por si só, já influencia a vida de qualquer pessoa criativa. E quando vejo os azulejos, eles me remetem a momentos", explica. "Athos trouxe cor para os prédios e mais afeto para o modernismo da cidade."
Imagem relacionada
Quem entra no site do Google, se depara com uma homenagem que a empresa americana presta para o artista. Com um doodle na página inicial, o nome "Google" aparece escrito em azulejos, com em amarelo, azul, preto, laranja, relembrando algumas das principais obras de Athos Bulcão. 
Resultado de imagem para Athos Bulcão google
No início do ano o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), lançou catálogo em homenagem ao centenário do artista, com uma mostra que contempla diferentes fases da carreira do pintor. 


MATERIA DISPONIVEL EM:
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2018/07/02/interna_diversao_arte,692295/principais-obras-de-athos-bulcao-em-brasilia.shtml  

IMAGENS :
http://www.fundathos.org.br/

terça-feira, 1 de maio de 2018

IDIOtÔMETRO #5

As tirinhas semanais começam com um assunto que é muito sério. A IDIOTÔMETRO Tirinhas não apoia o abuso sexual infanto-juvenil. Afinal, também somos uma página social. Não se cale, denuncie  qualquer forma de violência.



Emprego alternativo

Cultivando o perdão...


Milagre compensatório...

Conjuntivite: Doença do cão 1
Conjuntivite: Doença do cão 2 


Pra todo pé, tem uma havaiana disponível (Ou não).

Coisas do Brasil né?

Greve com motivos fúteis...

A lá PROERD... O PROERDIII é um pograaaaaaaaaaaama... Uproerdiiiiéumpogrãããããããmmmmmmmmmma...

~
Turma dedicada na contextualização...

Quem rir vai pro inferno...



Pra mais tirinhas:
https://www.facebook.com/IDIOTOMETROTIRINHAS/?modal=admin_todo_tour