quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A arte recria Shrek



Shrek vivia na França e foi conhecido como Maurice Tillet. Nasceu em 1903, era um homem muito inteligente, que falava 14 idiomas, além de ser um exímio poeta e ator.Quando chegou à juventude, Maurice começou a desenvolver uma doença rara, chamada acromegalia. Esta doença causa um crescimento exagerado e incontrolável de partes do corpo. Em pouco tempo, todo o seu corpo se desfigurou de uma maneira muito peculiar. 

Na verdade, esta “transformação” afetou profundamente os aspectos psicológicos da personalidade de Tillet, que sofreu os horrores de começar a transformar-se de uma maneira grotesca, apesar de por dentro continuar a ser um gentleman super inteligente. A sua forma gerava tanto preconceito que Tillet começou a ser expulso dos lugares que freqüentava e onde antes era bem recebido. Não podendo lutar contra a doença, Maurice começou a adaptar-se a ela, adquirindo um rol de comportamentos mais adequados à sua grotesca aparência. Tillet tirou proveito das suas aptidões como ator. Foi para os EUA e tornou-se um profissional da Luta livre tendo adoptado o nome (e comportamento teatral) do “Assutador ogro do ringue”, cuja personagem (chamada “o anjo francês do ringue”) adquiriu fama imediata nas plateias.


Com o avançar da doença, Tillet acabou por se tornar um recluso, embora ainda tivesse alguns amigos. Um deles foi o empresário Patrick Kelly, que visitava Tillet para jogarem partidas de xadrez. No ano de 1954, aos 51 anos, Tillet morre de problemas cardíacos. Um de seus poucos amigos, Bobby Managain, um antigo campeão da luta livre, estava a seu lado no dia em que ele se foi. Antes que Tillet morresse, Bobby pediu-lhe se poderia fazer um lifecast (uma máscara mortuária, uma prática comum até o século XIX e que com o tempo saiu de moda, mantendo-se hoje apenas no campo dos efeitos especiais), Tillet concordou e assim, após a sua morte, Bobby fez três cópias da cabeça de Tillet em gesso. Uma delas foi parar ao Museu Barbell de York. Outra das máscaras ficou no escritório de Patrick Kelly e a última foi oferecida por ele para o Museu Internacional da Luta Livre, em Iowa. 


Posteriormente, uma das máscaras foi duplicada e foi parar ao Museu Internacional da ciência cirúrgica em Chicago. Uma outra réplica da máscara mortuária de Maurice Tillet foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building. A réplica de Tillet serviu para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do alterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek. O corpo de Shrek, bem como sua cabeça, foram criados tomando como referência as formas de Tillet.


Fonte:
Facebook

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A beleza exótica dos albinos


Por Felippe Canale


As pessoas albinas possuem uma disfunção no organismo que as impedem de produzirem a melanina, uma substância responsável por dar pigmentação (cor) à pele, ao cabelo ou aos olhos. Além do uso constante do protetor solar, é importante proteger os olhos que, por serem muito claros, precisam das lentes dos óculos escuros para um maior conforto.
Existem três tipos de albinismo:
1- Ocular: quando a pessoa apresenta pigmentação abaixo do normal apenas na área interna dos olhos, ou seja, na íris e no fundo do olho (retina).

2- Cutâneo: pigmentação abaixo do normal apenas na pele e cabelo.
3- Universal: este é o tipo mais comum, quando os olhos, a pele e os cabelos não possuem pigmentação alguma.

A cor dos cabelos pode oscilar entre loiro, branco ou ruivo.
Um casal de albinos pode ter um filho sem que ele desenvolva o gene recessivo, já que existem diferentes tipos de albinismos, cada um deles causados por diferentes  mutações.
As fotos acima são do modelo americano Stephen Thompson, que ficou famoso após estrelar a campanha de 2011 da marca Givenchy, a mesma que já causou furor no mundo da moda ao contratar a modelo transexual brasileira Lea T.
Responsáveis por apenas 0.006 % da população mundial, os albinos ainda mexem com o imaginário das pessoas e são admirados pela sua aparência exótica. E quem resolveu mostrar este universo mais de perto através de suas lentes foi o fotógrafo Gustavo Lacerda, numa série que você confere agora:




Disponível em:

terça-feira, 21 de agosto de 2012

DESIGN ESCANDINAVO: VANGUARDA ATRAVÉS DO TEMPO


por 

Hans Wegner, Arne Jacobsen, Verner Panton, Eero Saarinen, Nanna Ditzel e Louise Campbell. O que esses grandes nomes do design têm em comum? São todos representantes da Escandinávia, região que tem se mostrado celeiro da vanguarda do design por muito tempo.
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© Hans Wegner, (Wikicommons, Ninahale).

Ao se procurar referências sobre ícones do design, a associação com o design escandinavo é natural e imediata. A fama do design originado na Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia se perpetua através do tempo, mantendo-se como vanguarda e reiterando o seu valor como ícone clássico e do bom gosto.
O desafio da industrialização
O design escandinavo passou a se tornar notório na década de 1950, devido à sua funcionalidade e praticidade, mas a sua história começa muito antes, na primeira metade do século XIX, com o término do sistema tradicional de produção artesanal devido à evolução da produção industrial. Enquanto muitos países viam suas tradições artesanais serem perdidas, a Suécia criou em 1845 a Sociedade Sueca de Artesanato e Design Industrial que visava a evolução dos meios de produção, porém sem perder as características que tornavam o produto artesanal escandinavo digno de excelência.

Essa tentativa de manutenção da excelência artesanal ocorreu não só na Suécia, como também nos demais países escandinavos, que passaram a trabalhar em busca da modernização que tornasse seus produtos competitivos e atraentes internacionalmente, mas sempre sem perder a qualidade que os caracterizava. A Exposição de Artes e Indústrias de Estocolmo, em 1897 ajudou o início da sua projeção internacional.
Funcional, simples e barato
Apesar da fama do design escandinavo vir desde o final do século XIX, o seu auge só foi alcançado mesmo na década de 1950, quando o desenho simples, funcional, minimalista e barato que tornava a produção em massa altamente viável passou a ser aclamado no pós II Guerra Mundial. Em 1951 foi criado o Lunning Prize, prêmio atribuído a eminentes designers escandinavos que durou até 1971 e consagrou internacionalmente nomes como o do designer dinamarquês Hans Wegner.

Some agora a todas as características já citadas uma boa dose de talento. Esta região é desde há anos celeiro de grandes talentos que acrescentam à excepcionalidade do produto escandinavo uma boa dose de originalidade e vanguarda.
Um dos grandes nomes desta interminável safra é o dinamarquês Hans Wegner (1914-2007) que estudou na Escola de Artes Aplicadas de Copenhagen onde posteriormente foi professor. Seu estilo, que agrega funcionalidade orgânica ao modernismo, ficou famoso em todo mundo e contribuiu para a disseminação da qualidade dos produtos dinamarqueses. Wegner desenhou mais de 500 cadeiras diferentes, sendo que, destas, 100 foram artigos de produção em massa. Sobre a excelência e simplicidade do design disse: "Muitos estrangeiros têm me perguntado como nós fizemos o estilo dinamarquês. E eu respondi que sim ... foi um processo contínuo de purificação, e para mim de simplificação, para reduzir os elementos mais simples possíveis de quatro patas, um assento e combinado trilho superior e apoio de braço. "
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© Arne Jacobsen, Cadeira Ant (imagem da esquerda), (Wikicommons).© Arne Jacobsen, Cadeira Série 7 (imagem da direita), (Wikicommons).

A Dinamarca também é berço de talvez um dos mais famosos designers escandinavos. Arne Jacobsen (1902 - 1971) era também arquiteto e estudou na Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes. O trabalho de Jacobsen é versátil: inclui edifícios, mobiliário, papel de parede e talheres. Porém, o que o tornou de fato um ícone mundial do design e o levou a ganhar vários prêmios internacionais foram suas cadeiras. A cadeira Ant de 1951 e a Série 7 de 1955 se tornaram as cadeiras de maior sucesso comercial do mundo.
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© Arne Jacobsen, Cadeira Egg, (imagem da esquerda), (Wikicommons, Scott Anderson).© Arne Jacobsen, Cadeira Swan, (imagem da direita), (Wikicommons, Sailko).

Um terceiro dinamarquês se tornou um dos ícones do design inovador, com obras profundamente não-convencionais. Verner Panton (1926 – 1998), engenheiro e arquiteto, chegou a trabalhar com Arne Jacobsen, mas logo montou seu próprio escritório e enveredou por um mundo de cores e formas que desafiam a lei da gravidade. A Cadeira Panton de 1960 ganhou vários prêmios e se tornou peça de museu por seu design inovador, sendo a primeira cadeira de plástico feita de um único ponto. O próprio Panton resumiu muito bem seu trabalho "A maioria das pessoas passam suas vidas vivendo nas sombras, numa conformidade bege, mortalmente com medo de usar cores. O propósito principal do meu trabalho está em provocar as pessoas para usar sua imaginação e fazer as suas imediações mais emocionantes”.
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© Verner Paton, Móveis, (imagem da esquerda) (Wikicommons, Hans Jørn Storgaard Andersen).© Verner Paton, Cadeira Heart Cone, (imagem da direita) (Wikicommons, Desmeki).

Mas nem só de dinamarqueses é feita a fama do design escandinavo. Eero Saarinen (1910-1961) foi um arquiteto finlandês e designer brilhante. Cresceu nos Estados Unidos, na Comunidade de Arte de Cranbrook em Michigan onde seu pai lecionava, e era amigo dos famosos designers americanos Charles e Ray Eames. Saarinen se associou a Charles Eames, com quem desenvolveu uma série de móveis vanguardistas que receberam prêmios - inclusive do Museu de Arte Moderna de Nova York, o MoMa. Saarinen é considerado um dos mestres do design e uma de suas criações mais famosas é a série de cadeiras Tulipa.
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© Eero Saarinen, Cadeira Tulipa (Wikicommons, Holger Ellgaard).

Mas não temos apenas homens. Duas designers têm grande destaque internacional e honram a participação feminina na tão falada excelência escandinava. Ambas são dinamarquesas. Nanna Ditzel (1923-2005) estudou na Escola Dinamarquesa de Artes e Ofícios e na Academia Real de Belas Artes de Copenhague. Seu trabalho ficou conhecido no pós II Guerra por utilizar materiais e técnicas inovadoras. Ditzel criou, além de peças de mobiliário, projetos em tecelagem e joias. O estilo de Nanna é conhecido por ser arrojado e conjugar de maneira incrível elementos geométricos e organicidade. Sua cadeira Bench for two ganhou em 1990 a Medalha de Ouro no Concurso Internacional de Design de Mobiliário no Japão.
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© Nann Ditzel, Banco para dois.

A segunda é a designer Louise Campbell (1970-), que se formou na London College of Furniture em 1992 e continuou seus estudos na Dinamarca, na Industrial Design at Denmarks Design School. Em 1996, inaugurou seu estúdio de design. Seu trabalho se destaca por misturar “racionalismo escandinavo e feminilidade” (como é descrito em seu próprio site), resultando em um trabalho funcional, porém extremamente delicado. Campbell também investe em atividades como curadoria de exposições focadas no artesanato contemporâneo.
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© Louise Campbell, Bless You (Wikicommons, BRAHL FOTOGRAFI).

O design escandinavo é referência mundial e ainda se mantém como vanguarda por possuir uma mistura única que agrega funcionalidade, conforto e simplicidade a uma boa dose de talento. O resultado se traduz em obras de encher os olhos!
biancavale
bianca vale é apaixonada por Design, Van Gogh, histórias bem contadas e gentileza. Pensa em um milhão de coisas ao mesmo tempo e resolveu começar a escrever para dividir tanta inquietude com outras pessoas. Saiba como fazer parte da obvious.


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/08/design_escandinavo_vanguarda_atraves_do_tempo.html#ixzz24FCEOZRM

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A influência da mídia na sociedade moderna


Inspirada pelo mais recente vídeo do vlog Desce a Letra  venho aqui com um texto que discute a gigantesca influência que a mídia têm sobre a sociedade atual. Uma crítica ao poder de alienação em massa patrocinado pela corrupção de emissoras de televisão que deveriam ter um compromisso com a verdade. Espero que gostem:

Coma, beba, escute, faça, compre e vote. A cada instante sentado na frente daquele seu belotelevisor você é estimulado a comprar algo e sofre influência da mídia em suas ações cotidianas. O poder da mídia é jogado em você a cada minuto do qual você busca entretenimento, algo que não seria nocivo se isso não fosse usado para criar pessoas alienadas e sem propósito.


Como tudo aquilo que têm dinheiro envolvido, a televisão virou um lixo, e quer te transformar em algo sem utilidade também. Hoje a televisão têm um poder gigantesco, esse que a dá o direito de alterar os rumos da sociedade, os meios de comunicação  que detém esse poder poderia utiliza-lo para fins produtivos, mas não eles se contentam em colocar você para assistir BBB.


Os meios de comunicação ajudaram a eleger o presidente Collor, algo que não se prende apenas aos meios televisivos, pois famosas revistas faziam questão de mostrar o candidato Luís Inácio de forma pejorativa, como um real imprestável, assim o que estava a frente nas eleições caiu e deu lugar para o sempre engomado Fernando Henrique Collor.


 




Seria legal se uma grande emissora tivesse a real intenção de melhorar a humanidade, mas infelizmente isso não passa de uma utopia. O que realmente importa nesse ramo é o dinheiro, é te fazer comprar o produto que eles vende. Um revoltante exemplo disso é a música sertaneja, no início do movimento empresários de cantores pagavam lugares nas rádios para banda fazer sucesso, ai eu acho que você já deve ter escutado o resto dessa triste história, cantores ruins de sertanejo tocando a cada instante na rádio.


Outro exemplo grandioso disso na mídia é a nossa tão amada e comentada MTV, que seleciona cantores que possuem a 'fórmula do sucesso', mas nem um pouco de talento para passarem  incessantemente na programação, e assim atrair garotinhas na pré-puberdade para arrecadarem dinheiro para a emissora. Cantores esses que muitas vezes compram espaço na programação, isso é realmente revoltante. Eles disseminam música ruim só para faturar, mas ai também temos o outro lado da história, se eles continuam mandando música ruim é por que têm quem escute, se não faturasse eles não ficariam exibindo esse lixo.


 




O problema é que toda essa sujeirada não está apenas no mundo da música, como no caso citado acima os meios de comunicação alteram até mesmo resultados políticos. Quantas vezes você comprou um produto só por que ele apenas passou na programação da Globo? Complicada essa história, somos induzidos a agir conforme os padrões deles e isso é realmente revoltante, pois os valores mostrados na televisão são pífios.


As novelas pregam a superficialidade, como se todas as pessoas tivessem que se encaixar no padrão de boa ou ruim. Situações idiotes e estereotipadas tentam classificar a sociedade e pregar conceitos favoráveis para os seus autores. Uma situação exemplo que me irrita é o personagem Crodoaldo da novela Fina Estampa, que utiliza de uma imagem preconceituosa para com os homossexuais, mas os telespectadores são tão alienados que nem sequer prestam atenção nisso.


Também temos outro lixo midiático denominado Big Brother Brasil, esse programa é uma gigantesca amostra da futilidade que exemplifica o nível que a geração atual chegou. Um programa para qual torcemos por pessoas que são as 'perfeitas'. O mais engraçado dessa brincadeira de BBB é que uma dona de casa que xinga todo mundo da rua pelas costas, crítica duramente a atitude de um participante que fez comentários desagradáveis sobre um colega. Isso sim é pura hipocrisia, julgamos os outros por padrões que nem nós mesmos conseguimos nos encaixar.


 




E a sociedade nessa história toda fica alienada, mais ainda do que já estava. Vivemos os valores empregados pela mídia, sentimos aquilo que ela manda e até mesmo comemos o que ela escolhe. Só para exemplificar melhor o que estou falando, vou citar o lanche CBO do Mc Donald's, a propaganda para a comercialização desse lanche foi tão grande que as pessoas pagaram um absurdo para comer um lanche que de certa forma é simples, não corresponde as expectativas criadas pela propaganda.


As pessoas vão ficando alienadas ao receberem esses estímulos, hoje vivemos a realidade e sabemos apenas das notícias dadas pelo manipulador Jornal Nacional ou as do sensacionalista Datena. Somos acomodados e ficamos contentes com o 1% mostrado nesses jornais que muitas vezes recebem até dinheiro para não mostrarem toda a sujeirada que corre solta.


A mídia e poderosa e isso com certeza não é um problema, o errado é que ela utiliza o seu poder para fins errôneos. Mas se ela continua mostrando besteiras num horário sério é por que têm quem veja, exemplo disso mostrado no vídeo de Cauê Moura é que a notícia mais acessada no site UOL é o paredão formado por Renata e João Carvalho no BBB. O problema não está apenas nos meios de comunicação e sim também nas pessoas que se contentam com ele.


 




Com os avanços tecnológicos não deveríamos continuar preso nessa cela de ignorância na qual vivemos, mas isso está acontecendo por puro comodismo. Estamos a mercê de uma mídia controladora, e não fazemos nada para alterar essa situação, pelo contrário, damos audiência para programas chulos que tornam nossa sociedade cada dia mais alienada e despreocupada com valores que deveriam estar numa escala maior no patamar de significância. 


Os meios de comunicação que deveriam servir para alertar a sociedade para coisas importantes foi corrompido pelo dinheiro e hoje nos leva cada dia mais para o mau caminho, hoje o propósito da mídia é emburrecer a sociedade para não podermos comandar e questionar nosso país, assim caímos novamente no conto Collor onde a mídia elegeu o candidato que seria melhor para ela, tirando nosso poder de escolha. Achamos que estamos em liberdade, mas a situação é o contrário disso. O conceito de falsa democracia atualmente é mais real do que imaginamos, e a única pessoa que pode mudar isso é você, desligando sua televisão e parando de financiar a destruição da nossa sociedade que hoje apanha calada.



Disponivel em:

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Processo criativo do curta PERDIDOS (2012)




Aqui destaco imagens do processo criativo do meu mais recente trabalho na área áudio-visual. Imagens do curta metragem PERDIDOS, gravado em Janeiro de 2012 na Serra da Gameleira no município de Caiçara Rio dos Ventos-RN.

Neste trabalho, exploro as belezas naturais buscando atribuir o valor imagético do lugar, o âmbito rural, pressupõe um espaço natural, virgem e inexplorado pela presença humana. 

Os conflitos portanto, partem de personagens sem identidade própria, sem sexo, ideologia, metas predefinidas ou objetivos mais rebuscados. O que liga a existência desses seres é o fato de estarem perdidos em um lugar que se torna o não-lugar.

Mas como atribuir uma afirmação e negação simultaneamente, uma vez que gera uma ideia paradoxal? Como explicar que esses personagens não se explicam pelo simples motivo de existirem e não reconhecerem essa solides vivencial? 
 A busca por uma afirmação por parte dos personagens de PERDIDOS me faz refletir cada vez mais sobre  o sentido ou ausência dessa razão em existir.A não-resposta contida nesse trabalho em especifico, revoluciona de certo modo meu conceito sobre a arte enquanto ferramenta questionadora, que sugere ao leitor inúmeras possibilidades de reflexão, impondo de certo modo, um contexto a partir da dramaturgia não-linear apresentada a mim pelo Teatro, deveras até então confortante por não exigir explicação ao fazer determinado extrato cênico.
Mas por que retratar a utopia com crianças? Tenho que ser sincero de dizer que estas estão mais dispostas em receber "ordens" a respeito do processo de gravação como um todo, alem de parecer algo novo e divertido para eles. Não só pela facilidade na condução de atores, mas também no peso que a figura até então inocente sugere para quem se deleita a ver a obra, quer compreendam ou não. 

Este não é meu primeiro trabalho com crianças no "foco" das atenções, em "Bom dia Bia" e " A Menina e o Bambolê", destaco a imagem da criança como suporte para um trabalho mais fácil de conduzir, elas estão protagonizando "historinhas" que pra elas não causam tanto impacto no momento, porem elas não se sentem crianças "bobinhas" representando personagens fracos contextualmente e inseridas numa historinha mais bobinha ainda. Acredito que daqui há alguns anos, estas crianças no auge de suas adolescências notem que ja faziam arte numa perspectiva critica  alem dos clichês cotidianos. 
  

 PERDIDOS se tornou portanto, um objeto de estudo, algo novo pra mim enquanto diretor e pesquisador em arte, considerando que tenho ainda um vasto caminho a percorrer numa perspectiva positiva do termo.

Aproveito o ensejo o te convido a buscar refletir um pouco mais nas nossas crianças, quem sabe nelas não estejam contidas as possíveis respostas para o sentido da vida.


Confira mais fotos de nosso processo criativo :       Sarah Richele


 Maick Wilian


 Sarah e David


 David Ramon
Leandro Lourenço
 Fábio Lucas

Leo
Release 
Um menino qualquer está perdido numa mata desconhecida e não revelada, caminha em busca de encontrar uma  possível "saída", mas encontra outros meninos também perdidos no meio do caminho, por não reconhecerem o lugar em que habitam, eles tornam-se inúteis ao seu interlocutor. Mais a diante, este menino encontra uma menina que também está perdida, eles portanto, se unem para saírem deste lugar e se encontrarem finalmente, mas logo descobrem que esta terra tem um dono, este que de certo modo está na mesma situação de todos os outros, completamente perdido e eternamente ligado ao mundo desconhecido.
                  Assista o filme:
Perdidos busca contar o não-contável, questiona o universo do desconhecido, delimita o espectador ao eixo do não-compreensível. Uma dramaturgia não-linear que perpassa o território do que se torna concreto e ao mesmo tempo irreal.


PERDIDOS

com:
David Ramon
Sarah Richele
Maick Wilian
Leandro Lourenço
Fábio Lucas
Léo

Maquiagem e Figurino
Dalvanete de Souza

Roteiro e Direção

Fábio Fernandes

Musica 
Coco-Rosie
Salvaon
Nando Cordel

2012


Há Luz Em Tua Face ( Lid Galvão)


Vida no cabelo teu,
Como um dia que renasce
Renovando este amor meu.

Este cálido gracejo em teu olhar
É-me certeiro, torpecente.
Também meu sono a contrariar
Corpo e noite adormecente.

Tua intencionada aura abraça-me com sentir,
Mas são afagos para mim indesejáveis.
Preferiria em direção a tua boca ir,
E manejar teus sonhos aspiráveis.

Toca-me cada centro radiante
De cada ilusão tua.
Então, ainda mais desejante,
Surjo em rima solene tal poetisa nua.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Perdidos (Fábio Fernandes)

Aqui está mais um curta em minha lista de trabalhos independentes, desta vez apresento Perdidos , um filme experimental pelo qual me senti muito bem dirigindo, esta obra foi gravada na serra da Gameleira, Caiçara Rio dos Ventos em Janeiro de 2012

Este trabalho, mostra um pouco se minha pesquisa no âmbito das artes visuais, uma vez que em meio as divergências que permeiam a produção da obra, visa numa perspectiva positivista deixar aflorar a criatividade em vários lugares pelos quais me adentro a experimentar as possibilidades alem do mero registro. 

Perdidos busca contar o não-contável, questiona o universo do desconhecido, delimita o espectador ao eixo do não-compreensível. Uma dramaturgia não-linear que perpassa o território do que se torna concreto e ao mesmo tempo irreal.

Confira: