A arte pós moderna entra em cena como uma misto
de possibilidades criativas, no campo das artes cênicas, o teatro e a dança
buscam uma conexão entre suas ações e propostas expressivas. Uma delas se
baseia nos pilares do Contato Improvisação. Esse modus operante se constitui numa forma de dança
desenvolvida em 1972 em Nova Iorque por um grupo de pessoas pesquisadores artísticos.
Essa linguagem artística da dança consiste na exploração de movimentos
corporais improvisados através de princípios como o toque, relação com a
gravidade, queda, a troca de peso e consciência corporal.
Segundo as informações disponíveis nas mais
variadas páginas digitais, a primeira performance de Contato Improvisação foi
feita em Junho de 1972 na John Weber Gallery (Nova Iorque) a partir de uma
residência artística financiada por uma bolsa recebida por Steve Paxton,
que havia convidado cerca de 15 estudantes e colegas para essa pesquisa coletiva.
Pra ser mais preciso o Contato Improvisação é um diálogo corporal de duas ou mais pessoas por meio do
vocabulário sensorial composto de toque, peso e pressão. O que rege essa
pratica é justamente a aceitação do outro e de si na construção de uma dança
única no presente. Os movimentos que surgem da técnica lidam com a inércia, o
momento, o desequilíbrio e o inesperado, podendo ir de um alto nível aeróbico à
uma quietude física.
A surgimento da prática teve inúmeras
influências de diversas pessoas e das pesquisas da década de 60. Especialmente
influentes foi o pensamento oriental em geral, artes marciais (capoeira, judô,
aikidô), terapias "somáticas" do séc. 20 e "movimentos
naturais", dança livre de pés descalços; e práticas utilizando centros de
gravidade, rolamentos, quedas e demais mecanismos de sustentação do corpo
humano que exploravam mobilidade, relaxamento, movimento autêntico, não-intencionalidade,
improvisação entre outros.
Desse modo, é notório perceber
que, os princípios que guiam as práticas
do contato e improvisação são a consciência corporal, expressão livre do
movimento, técnicas de relaxamento, fluxo de energia e os princípios da física
que reverberam nos corpos dos bailarino-atores. Assim concluímos que esse
estilo de dança não se baseia necessariamente numa narrativa
pré-determinada, uma vez que os corpos respondem em tempo real a impulsos,
desequilíbrios, quedas e rolagens, dando assim maiores possibilidades de uma
arte espontânea.



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