sexta-feira, 9 de outubro de 2026

CONTATO IMPROVISAÇÃO: Uma linguagem que faz a Dança explorar possibilidades do corpo e os princípios físicos da cena.

 

Técnica de dança desenvolvida pelo norte americano Steve Paxton, que explora a improvisação guiada por um ponto de contato físico, estimulando a fluidez e a espontaneidade do movimento.

A arte pós moderna entra em cena como uma misto de possibilidades criativas, no campo das artes cênicas, o teatro e a dança buscam uma conexão entre suas ações e propostas expressivas. Uma delas se baseia nos pilares do Contato Improvisação. Esse modus operante se constitui numa forma de dança desenvolvida em 1972 em Nova Iorque por um grupo de pessoas pesquisadores artísticos. Essa linguagem artística da dança consiste na exploração de movimentos corporais improvisados através de princípios como o toque, relação com a gravidade, queda, a troca de peso e consciência corporal.

Segundo as informações disponíveis nas mais variadas páginas digitais, a primeira performance de Contato Improvisação foi feita em Junho de 1972 na John Weber Gallery (Nova Iorque) a partir de uma residência artística financiada por uma bolsa recebida por Steve Paxton, que havia convidado cerca de 15 estudantes e colegas para essa pesquisa coletiva.


Pra ser mais preciso o Contato Improvisação é um diálogo corporal de duas ou mais pessoas por meio do vocabulário sensorial composto de toque, peso e pressão. O que rege essa pratica é justamente a aceitação do outro e de si na construção de uma dança única no presente. Os movimentos que surgem da técnica lidam com a inércia, o momento, o desequilíbrio e o inesperado, podendo ir de um alto nível aeróbico à uma quietude física.

A surgimento da prática teve inúmeras influências de diversas pessoas e das pesquisas da década de 60. Especialmente influentes foi o pensamento oriental em geral, artes marciais (capoeira, judô, aikidô), terapias "somáticas" do séc. 20 e "movimentos naturais", dança livre de pés descalços; e práticas utilizando centros de gravidade, rolamentos, quedas e demais mecanismos de sustentação do corpo humano que exploravam mobilidade, relaxamento, movimento autêntico, não-intencionalidade, improvisação entre outros.

Desse modo, é notório perceber que, os princípios que guiam as práticas do contato e improvisação são a consciência corporal, expressão livre do movimento, técnicas de relaxamento, fluxo de energia e os princípios da física que reverberam nos corpos dos bailarino-atores. Assim concluímos que esse estilo de dança não se baseia necessariamente numa narrativa pré-determinada, uma vez que os corpos respondem em tempo real a impulsos, desequilíbrios, quedas e rolagens, dando assim maiores possibilidades de uma arte espontânea.

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