Imagem de desenhos rupestres - Daniel Flesher
Compreendemos que o desenho é uma das formas mais antigas e imediatas de comunicação humana, pois servem como uma das linguagens visuais que transcendem barreiras verbais e antecedendo a própria escrita, como forma de diálogo sobre quasquer ideia pré-concebida.
Não é de hoje que o desenho se mostra presente na sociedade como um meio de comunicar ideias. Isso ocorre desde a antiguidade, pois essa linguagem artistica sempre foi utilizada como forma de expressão pelo homem que deixava suas marcas e registros de sua história . Estando o desenho sempre presente na vida dos povos, tornando assim uma técnica muito utilizada em diversos grupos sociais, durante toda a linha cronológica da humanidade.
É importante entender que essa comunicação através desses grafismos são comuns desde a pré historia, uma vez que a humanidade já sentia a necessidade de buscar meios de expressão, o que foi essencial para a construção do conhecimento obtido para a nossa atualidade.
Os grafismos indígenas são sistemas complexos de comunicação visual, expressão cultural e identidade étnica utilizados pelos povos originários. Longe de serem meros elementos decorativos, esses padrões geométricos e simétricos funcionam como uma "escrita viva" que transmite a cosmologia, a história, o status social e a relação de cada povo com a natureza e o sagrado.
Desde então o desenho assumiu diferentes papéis. No Egito, por exemplo, essa linguagem era frequentemente utilizada como meio de expressão, pois o desenho era comumente encontrado em túmulos e nos templos construídos na região. Para essa estética, a Lei da Frontalidade se convencionava, destacando as partes do corpo, representadas pelo seu ângulo anatomicamente mais característico e fácil de reconhecer.
O desenho no Egito antigo seguia o principio regido pela Lei da Frontalidade, que era a regra estética mais marcante dessa sociedade, determinando que a figura humana não deve ser desenhada imitando o realismo tridimensional, mas sim combinando múltiplos pontos de vista em uma mesma imagem.
O desenho também foi utilizado na confecção de mapas com a finalidade de facilitar atividades comerciais entra os povos da Mesopotâmia do oriente e ocidente. Desse modo surge então a cartografia, técnica criada para representar graficamente a superfície terrestre por meio de mapas, cartas, plantas e globos. Funcionando como uma ferramenta essencial da geografia para traduzir informações espaciais complexas em produtos práticos e visuais, permitindo a localização, orientação e gestão do território.
Mesmo que não haja um consenso entre pesquisadores, é possível apontar fortes candidatos ao título. O principal deles é uma pequena tabuleta de argila datada de cerca de 2.500 a.C. e encontrada no território onde hoje fica o Iraque, na antiga região da Mesopotamia — o berço das primeiras civilizações humanas. Conhecida como Mapa de Ga-Sur, a peça foi encontrada nas ruínas da cidade suméria de Nuzi, próxima à moderna Kirkuk. Hoje, está preservada no Museu do Antigo Oriente, em Istambul, na Turquia.
O desenho por sí ja se mostra nos primeiros estagios da comunicação humana, é ainda na infancia que surgem as garatujas. Nesse momento a criança se expressa por meio de rabiscos sem um ordenamento dos mesmos. Um desenvolvimento gradativo vai sendo alcançado pela criança e aos poucos, ela vai organizando e controlando os traços que produz. Isso tudo se revela través da arte do desenho.
Desse modo, é nítido compreender que na trajetoria da vida, o homem sempre desenhou. Expressou-se através dos registros gráficos, provas e vivencias de sua existência. O desenho, por sua vez, é uma linguagem antiga que sempre foi permanente, estando presente desde as primeira culturas da terra. O desenho atravessou as fronteiras espaciais e temporais, e, devido a sua simplicidade, acessibilidade e possibilidades de expressar ideias, a arte do desnho, expande-se além da estética, pois formula uma comunicção estabelecida entre as sociedades e maior que isso, liberta o artista para expressar sua força criativa e liberdade de opinião sobre o que deseja falar.
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