quinta-feira, 13 de maio de 2010

Estado de Choque

Eis fotos de mais um trabalho ao qual participo:










quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Que o Pastor não Ver!


Posto mais um texto de minhas horas de inspiração: boa leitura!


Encontro-me assim, sem saída, engaiolado como um passarinho, que acaba de perder sua liberdade. Pergunto-me o que foi que fiz de mais? Questiono-me todos os momentos... Duvidas não param de vir a minha cabeça... Só porque senti fome? Será que é proibido sentir vontade de comer? Bem que queria que isso fosse verdade... Assim eu com certeza não estaria aqui enjaulado, como um leão de circo, imobilizado, sem força e nem espaço pra caçar... Esperando que venham dar comida quando bem entenderem. Eu juro que não queria fazer isso, não é do meu agrado desonrar ninguém. Mas se peço , ninguém me dar, se procuro uma ocupação, não encontro nada. O que fazer se não tenho nada? Se moro na rua? As vezes penso em me matar, mas o pastor falou que só Deus dar a vida e somente ele tem o direito de tomar. Mas o pastor não está com fome... e sinto que Deus num ta mais nem ai pra mim. Já vi tanta gente vivendo em paz, já vi tanta coisa boa, mas por que logo comigo a vida tinha que ser assim? Minha mãe morreu, meu pai sumiu, família, só escuto falar o que é. Mas o pastor continua a dizer que Deus estar comigo. Então porque que eu me sinto só? Eu só queria matar minha fome, não queria pegar no que não é meu. Não queria viver erradamente. Sabe quando você chega num lugar e vai comprar qualquer coisa e o rapaz pergunta se é fiado e que você paga a vista? Esse era minha vontade, mas a prefeitura me proibiu de pastorear carros na rua, alegando que a gente poluía o ambiente e que flanelinha era coisa ilegal. Mas o pastor falou que Deus vai me dar muitas coisas, até uma tal “proeza” que não tenho a mínima idéia de quem seja. É triste querer morrer e não conseguir... Querer vencer, mas não ter forças pra alcançar a vitoria sozinho. Queria ser como o pastor, cheio de confiança, fé na vida e sair aconselhando as pessoas com fome a não se matarem. O pastor falou que somos todos iguais perante Deus, e que ele nos ama sem distinção... Mas por que o pastor é rico e eu sou um miserável? Sabe, Acho que o pastor se enganou... Ele quando me viu com fome me mandou ter paciência, esperar no senhor e disse também que nem só de pão vive o homem,mas de toda a palavra... Já estou sem agüentar tanta palavra...mas o pastor come. Eu só queria ser o pastor por um dia, Pra nunca ser chamado de ladrão. [ Fabinho Fernandes Natal 2010-04-22]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Coisas da Carne











Com a aceitação bacana e convincente do meu primeiro curta "Segunda Feira" procurei ser um pouco mais ousado em gravar "Coisas da carne", a priori é um filme melo-dramatico e meio "tosco", mas ao decorrer da "historinha" surge um estranhamento a partir das cenas "fortes" para alguns, de uma ovelha sendo decepada,mas não é algo tão do outro mundo.

Um homem chega em sua humilde casa e encontra um animal assassinado, e por isso sente todas as dores de uma perda, a poesia está proposta quando o animal é substituido como uma pessoa muito amada desse sujeito. Tanto que há uma "humanização" do animal quanto a relação do sujeito.Tentei inovar na trilha sonora, nos cortes de cenas e exigir o minimo de interpretação de personagem, procurando aproveitar espaços alternativos, externos e internos e na fotografia como uma carácteristica crucial em minhas produções.

Falando tecnicamente, o animal não foi sacrificado, o que houve, é que ele fora encontrado morto de sede,provavelmente, então vendo a oportunidade propicia , me lançou na cabecinha ôca que possuo a idéia "Vou fazer outro filminho"! Essa informação está aqui, antes que algum critico venha alegar mal trato com algum animal.

VEJA O FILME

http://www.youtube.com/watch?v=4BwEP4fwKcU


domingo, 14 de março de 2010

Segunda Feira





Amigo visitante de O Marical, queria falar do meu primeiro curta-metragem denominado "Segunda Feira". A idéia de criar esse microfilme nasceu da vontade de pôr em prática todo conteúdo que vejo na universidade, e tambem de mostrar como é a rotina em um dia como estudante longe de casa, quero abordar um pouco do convivio com os amigos e colegas cotidianos.
Espero ser bem aceito pois foi feito com muito carinho,pra conferir esse trabalho,
basta ir no you tube e pesquisar "Segunda Feira (Fabinho Fernandes)". Até mais!

VEJA O FILME

...

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHER!


Em Homenagem a todas as mulheres do mundo!


Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...

Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...

Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...

O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...

Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...

Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Corpo Sexual (2ª apresentação)


sexta , 23/02/2010 no D,arte (UFRN) estará novemente a micro-encenação "Corpo Sexual". A sua re-apresentação deve-se à semana de integração que está sendo realizada pelos membros do C.A de Teatro do Departamento de Artes.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Poesia em Foco (Cora Coralina)


Uma das obras dessa maravilhosa poetiza que mais amo!


Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina