domingo, 17 de julho de 2011

Arte Potiguar - (BR 304- Banda de Rock))

Gostaria de falar sobre uma banda de rock potiguar muito influente em meio aos 18 anos que vivi em Assu, principalmente no período em que compus a banda Libertação (2004-2008). Neste período surgiram várias bandas de pop-rock na cidade que infelizmente ficaram no anonimato, um verdadeiro desperdício de talentos, que nunca foram vistos com bons olhos pelo poder público, quando falo da questão de divulgar e promover esses artistas, seja por meio de eventos artístico-culturais, divulgação na mídia (Radio e/ou TV) entre outras maneiras,nada mais é do que reconhecer esses grupos, como patrimônio cultural da cidade, uma vez que a arte destes não venha "morrer".

Destaco aqui com muito orgulho a banda de pop-rock BR 304, não somente pra divulgar o trabalho do grupo, mas também como forma de homenagear esses artistas que tanto admiro. Nesse vídeo o grupo musical interpreta a música "Castelos e Ruínas", que pra mim é uma das canções mais evidentes e de expressão "ideológica" de maneira geral.

BR-304
Surgiu em Assu/RN no dia 14/12/04. Depois de algumas mudanças na formação é formado hoje por: Adriano Nunes(baterista), Rodolfo Rodrigo(baixista), Gileno Korps(guitarrista e arranjador) e Túlio Mércio(Vocalista e compositor). Sem gravadora até o momento a banda resiste na sub-cena do estado RN a base de muita perseverança. Participações em eventos dos mais variados deram a banda vasta experiencia, que desde sua criação aposta em músicas autorais.


Fotos :
Arquivo do grupo
Fontes

Do lado de dentro do canto da sereia

Documentário de 13 min sobre processo de montagem e de apresentação do espetáculo "Do lado de Dentro do Canto da Sereia". Premio de Médias montagens 2006.

Ficha Técnica
Temporada: 2006-07.Grupo: Prá nós a máscara.Componentes: Edney Advíncula, Fernanda Beling, Iara Castro, Iara Vilaça, Isbela Trigo, Karina de Faria, Mateus Dantas, Tonny Ferreira.Trilha sonora: Criação do grupo; coordenação: Mateus Dantas.Musica de final: Makarios MaiaTexto e adaptação: Makarios MaiaCriação e realização de Máscaras: Criação e coordenação: Riomar Lopes.Criação de máscaras: Iara Castro, Isbela Trigo (Florbela) e Iara Villaça (D. Duquesa)Documentário: Santo Forte, Amadeu Alban.Teatro Xisto Bahia, Salvador,Patrocinio: Fundação Cultural do Estado da BahiaProdução: Dimenti

terça-feira, 12 de julho de 2011

Arte Potiguar- (Rosa de Pedra)


A banda Rosa de Pedra atua na cena independente desde 2002, sua música autoral: “fusion, pop, regional com uma pitada de rock cangaço”, se funde com ritmos diversos da cultura popular (coco, ciranda, etc. ...) e da música universal (rock, drumn'bass, etc). Uma proposta musical que mistura sons de rabeca, baixo, guitarra, percussão, bateria e vozes lavadeiras ; com ritmos e poesias que retratam o cotidiano, mestres populares e a religiosidade brasileira, com sotaque nordestino unindo vertentes do tradicional com o contemporâneo-urbano...
Destacando algumas apresentações da banda: Som Brasil Dominguinhos(2010), 62° SBPC 2010, SESI Música Série Brasileira Edição 2009, Lançamento do CD na Fnac Paulista 2009, Carnaval Pernambuco 2009 Pólo Paudalho, Festival MADA 2008, Circuito BNB Rock Cordel 2008, Festival Coca Cola Lógica Zero 2008, Lançamento do CD 2008, Festival DoSol 2008, SESC Cariri 2007, Fórum Cultural Mundial 2004.

Este video foi gravado no especial Som Brasil com o sanfoneiro, cantor e compositor Dominguinhos, a banda potiguar Rosa de Pedra imprime sua marca na interpretação de "Tenho Sede", de autoria do homenageado.

Fonte

EXPOSIÇÃO DE CARAVAGGIO CHEGA NO BRASIL


São Paulo - Com a inclusão da tela San Giovanni Battista, pintada em 1604 por Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610), a mostra com telas do mestre do barroco italiano e de pintores que nele se inspiraram vai ser inaugurada no Brasil em março de 2012. A exposição, que estava sendo preparada havia dois anos, teria, antes, sete obras de Caravaggio, mas agora se completa com São João Batista. A obra, que pertence à Galleria Nazzionale d’Arte Antica di Palazzo Corsini de Roma, estava emprestada para mostras no Canadá e na Rússia.


"Não quisemos perder a qualidade do conjunto e incluir obras que estavam comprometidas", diz Ricardo Ribenboim, um dos proprietários da Base 7, produtora da exposição. Inicialmente, a mostra de Caravaggio e caravaggistas estava prevista para ocorrer a partir de outubro, na Pinacoteca do Estado. Como houve um "encavalamento" de datas e a vontade de trazer telas de destaque do artista, que produziu pouco, a exposição ficou para o ano que vem.Primeiramente, a mostra, um dos chamarizes do Ano da Itália no Brasil (que se inicia no fim deste ano), está marcada para ser inaugurada em 27 de março na Casa Fiat de Belo Horizonte. Depois, o conjunto de oito caravaggios e 18 caravaggistas como Jusepe de Ribera, Mattia Preti, Orazio Gentileschi, Giovanni Battista Caracciolo e Simon Vouet será exibido no Masp, em São Paulo, entre junho e agosto. Por fim, a exposição vai à Argentina e inaugurará nova ala do Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires.Pela mostra, a tríade "religiosidade, violência e sensualidade", destaca Ribenboim, na obra de Caravaggio ainda poderá ser vista em obras importantes como Narciso (1599) e Medusa (1596). A exposição, concebida com o apoio da Direzione Generale Dei Musei Statali Italiani, tem curadoria no Brasil de Fábio Magalhães e na Itália, de Rossella Vodret. O orçamento da mostra, para sua realização em Belo Horizonte e em São Paulo, é de cerca de 3,5 milhões de reais. "Muito dele é para o seguro das obras", diz Ribenboim. Segundo ele, a Base 7 também produz para o Ano da Itália a mostra do pintor metafísico Giorgio de Chirico.

Fonte

O fascinante mundo em preto e branco de Robert Longo




Não, não se trata de mais um fotógrafo que preferiu eliminar as cores das suas fotos e fotografar com as boas e velhas câmeras antigas. Por mais parecidos que seus trabalhos sejam com fotografia, trata-se, na verdade, de um artista que prefere usar o simples carvão para fazer desenhos super complexos.

Robert Longo nasceu no Brooklin, Nova Iorque, em 1953. Formou-se em Artes Plásticas no Buffalo State College e entre 1973 e 1975 esteve em Florença, Itália, como bolsista da Accademia di Belle Arti. Já participou de muitas exposições, individuais e coletivas, como a Bienal de Veneza de 1997 e 2002. Mas também já expôs seus desenhos em diversas cidades europeias, entre as quais Lisboa, no Museu Berardo. Ele diz que foi muito influenciado por várias mídias, incluindo o cinema e o desenho em quadrinhos.

Mas o que mais chama a atenção em Robert Longo não é nada mais do que seus enormes desenhos feitos simplesmente com carvão. Segundo ele disse a uma repórter do jornal "O Globo", o fascínio pelo carvão aconteceu meio como um acidente comum a quem é artista. Um dia ele queria desenhar e viu que não tinha lápis. Deu de cara com uns pedaços velhos de carvão e resolveu desenhar com eles. Foi aí que viu a potencialidade incrível do carvão para fazer desenhos maravilhosos.

Um fascínio que dá para compreender. Eu mesma, em minha experiência pessoal com os desenhos a carvão, vejo que há possibilidades imensas de desenho, quando conseguimos domar a "fera" que está por trás do carvão. Muita sujeira se faz até conseguir dominar a fluidez e obter toda a luz possível de um pedaço de carvão preto.

Robert Longo falou na mesma entrevista que cresceu "num tempo em que as revistas publicavam fotos coloridas de astros de cinema e de presidentes da república, mas usavam o preto e branco para as imagens da guerra do Vietnã, da fome na India". E ele diz que isso parecia querer dizer que somente essas duas cores são capazes de mostrar a verdade.

Seus desenhos gigantes falam, também, do mundo contemporâneo. Ele desenhou pessoas contorcidas, pessoas solitárias. Também quis dizer algo quando escolheu representar as três grandes religiões monoteístas da humanidade, desenhando seus lugares sagrados: a Basílica do Vaticano, o lugar de peregrinação mulçumana em Meca, na Arábia Saudita e o Muro das Lamentações em Jerusalém. Tudo isso. desenhado com carvão!

Mas a fotografia é uma coisa, o desenho é outra, claro. Longo ressalta que uma fotografia é obtida a partir de uma máquina, mas o desenho sai direto da mão do artista. Isso tudo é muito interessante, especialmente quando vivemos em um período em que Escolas de Arte ensinam (!) que desenhar já não é mais preciso; ou ensinam que desenhar e pintar está fora de moda. Ou que hoje, com a tecnologia e a informática permitindo outros meios, a mão do artista poderia se reduzir, talvez, aos movimentos sobre o mouse.

Como sou daquelas que desenham e pensam que o mundo será sempre desenhado, fico muito feliz quando vejo um artista "clássico" (desenhista e pintor), como esse, fazendo sucesso pelo mundo a fora!

Robert Longo está em cartaz, com uma exposição dos seus carvões, no Kunsthalle Weishaupt na cidade de Ulm, na Alemanha, além de galerias e museus norte-americanos. Alguns de seus desenhos foram publicados na oitava edição da revista "Serrote" do Instituto Moreira Salles, lançada na Feira Literária de Parati.

Fonte

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3816

Foto: Catedral da Luz, 2008-2009, carvão sobre papel, 304,5x151,8cm

Colecionadores chineses vão à Europa comprar antiguidades da China

Atualmente, o melhor lugar para comprar antiguidades da China parece ser a Europa. Cada vez mais colecionadores chineses frequentam leilões no Velho Continente, onde eles têm mais garantia de que as obras são autênticas.
"Setecentos, setecentos e cinquenta. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, vendido." O leiloeiro Henrik Hanstein bate o pequeno martelo sobre a mesa, fechando a venda de uma pintura chinesa de um ramo de flores vermelhas e agrião. Um colecionador de Xangai acaba de comprá-la por 750 euros.
Hanstein está rodeado por várias pinturas em preto e branco da dinastia Tang, tigelas de prata gravadas e pratos de 300 anos de idade. Eles enchem a sala do leilão, à espera de seus novos donos.
Parece um típico leilão em Bangcoc ou Hong Kong. Apenas o leiloeiro alemão e a logomarca "Lempertz" sobre sua mesa indicam que o evento na verdade acontece na Alemanha. Uma vez por ano, o diretor-executivo da casa de leilões de Colônia, Henrik Hanstein, realiza um leilão com obras de arte asiáticas.
Réplicas não, por favor
"Quase 95% dos lances e dos arremates são feitos por visitantes chineses", diz Hanstein, que tem interesse pessoal na cultura chinesa.
O marchand explica que, durante o período comunista sob Mao, muitas obras de arte valiosas foram retiradas da China para evitar sua destruição. "Hoje, ricos chineses vêm à Europa para comprar esses objetos de volta".
Adquirir arte asiática na Europa também é considerado uma prova de autenticidade e uma garantia do valor das obras. "Na China existem muitas falsificações, e os colecionadores de arte nunca estão absolutamente seguros", explica Hanstein.
O senhor Meng, por exemplo, viajou de Pequim a Colônia. E além de uma foto diante da imponente catedral, Meng pretende levar para casa também um quadro do pintor chinês Huang Zhou, famoso por sua pintura de asnos.
O proprietário do quadro, que é alemão, conheceu muitos artistas em suas viagens à China e trouxe consigo algumas de suas obras. "Então você pode assumir que é uma fonte confiável", diz Meng, que se considera um especialista em mercado de antiguidades chinesas.
Meng explica ainda que sabe mais ou menos o quanto as pessoas estão dispostas a pagar por pinturas como as do artista Huang Zhou, e está preparado para dar lances mais altos do que os colecionadores alemães em Colônia.
Mas Meng não é o único de olho no quatro de Huang Zhou que mostra duas moças com um rebanho de asnos. Outros colecionadores vindos da Ásia dão lances ainda mais altos.
"É meu!", grita uma jovem. Sem pestanejar, ela acabou de pagar 190 mil euros pela pintura de um metro quadrado. Mas não foi de seu próprio bolso - com um sorriso de satisfação, ela parabeniza o real comprador via celular.
Na Europa é cada vez mais comum ver compradores como ela, que dão os lances por encomenda, explica Meng. Os chineses ricos não têm tempo ou não querem ser vistos em público, então enviam representantes a leilões em Londres, Paris ou Colônia.
"E como a situação econômica atual da China é instável e o yuan é considerado um papel sem valor, cada vez mais pessoas ricas investem em pinturas e porcelanas antigas", diz ele. Esses investidores não colecionam obras de arte, eles também as encaram como um novo tipo de moeda de troca.
Embora não tenha arrematado a pintura que queria, Meng leva de volta para Pequim um vaso antigo no valor de 70 mil euros. Depois de 200 anos, ele conta feliz que seu "bebê" voltará para casa em breve.

Fonte

segunda-feira, 11 de julho de 2011

domingo, 10 de julho de 2011

Arte Potiguar - DEVANEIO DO OLHAR (Newton Navarro)

DEVANEIO DO OLHAR é o resultado de um curso ministrado pela Professora Elizete Arantes para estudantes de magistério em 2004. Versa sobre algumas particularidades de vida e obra do artista potiguar Newton Navarro.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Mostra fotográfica inédita de Antonio Mari entra em cartaz no ACBEU



As imagens da exposição "New York Street Scenes" foram capturadas desde meados dos anos 1980 até os dias atuais

A exposição "New York Street Scenes" tem curadoria de Dilson Midlej e reúne 21 imagens, entre elas duas fotografias iluminadas por trás (conhecida por backlit Duratrans) e ampliações coloridas e em preto e branco sobre papel.

- Salvador/BA - O cotidiano de uma das cidades mais efervescentes e cosmopolitas do mundo, Nova York, é o centro da exposição que o fotógrafo Antonio Mari apresenta, pela primeira vez em Salvador na Galeria ACBEU (Corredor da Vitória). A mostra "New York Street Scenes" expõe a produção de Mari, natural do Espírito Santo, capturada ao longo dos 27 anos em que esteve radicado nos Estados Unidos, onde trabalhou para jornais como New York Times e New York Post. A exposição fica em cartaz até o dia 16 de julho, com visitação de segunda a sexta-feira, das 14h às 20h. A entrada é gratuita.

Para compor a mostra, Antonio Mari procurou as fotos que, ao longo de sua carreira, foram as mais marcantes, ou pela estética ou pelo inusitado da situação. Está presente, por exemplo, a foto que conseguiu fazer para o jornal New York Post, na época do Natal, de um grupo de quase 60 "Papais Noeis" que foram obrigados a tomar o metrô conjuntamente pelo não comparecimento do ônibus que os deveriam conduzir para a sede da ONG Volunteers of America, para a qual trabalhavam.

New York Street Scenes

As imagens de "New York Street Scenes" foram feitas desde meados dos anos 1980 até os dias atuais. É uma compilação de quando o artista cursava seu Mestrado em Fotografia pela NYU-New York University, bem como de viagens posteriores feitas aos Estados Unidos, sendo constituída exclusivamente de flagrantes de pessoas, da arquitetura e da movimentação urbana de Nova York. Cenas de parques, estações de metrô e trânsito que refletem o agitado cotidiano dessa que é uma das mais instigantes e populosas cidades do mundo ocidental.


Antonio Mari

Influenciado pelo fotojornalismo, Antonio Mari expressa em seu trabalho um pouco da experiência que acumulou ao trabalhar em jornais diários. Foram nesses veículos que ele começou a desenvolver seu estilo, impulsionado pela adrenalina do fechamento, pela competição interna e externa. "Era comum o assignment editor nos instruir a rodar de carro em busca de uma imagem peculiar da comunidade. Em um dia de poucas ou irrelevantes notícias os editores preferiam publicar essas chamadas "feature shots" de temática local, ao invés de imagens obtidas nas agências de notícias", conta Mari.

Afastando-se um pouco da sua marca etnográfica, Mari revela-se um atento observador do cotidiano, sem se comprometer em fazer uma síntese dos costumes inerentes a essa que é a mais celebrada das metrópoles. Na mostra, ele inclui desde imagens em preto e branco, capturadas em filme Kodak Tri-X com uma Nikon FM2, até a era dos mega pixels.


Segundo ele, uma frase clássica no jargão jornalístico americano é "f8 and be there" (f oito e esteja lá), numa referência à abertura ideal de diafragma f 8.0 para uma foto nítida e a obrigação de estar na hora certa e no lugar exato. "Ou como diria (o fotógrafo) Bresson - le moment décisive - de apertar o botão e eternizar um flagrante da realidade. Para mim, o desafio é muito maior na fotografia do que no vídeo, uma vez que na primeira, uma única imagem estática tem que carregar um grau de informação suficiente para invocar sentimentos, despertar curiosidade e aguçar sua imaginação", diz ele.

Fonte

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3683

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Viajando pelo RN (Oratório de João)

Viajando pelo RN, pude ver na cidade de Assu uma apresentação do espetáculo "Oratório de João na Terra da Poesia", vi uma encenação rica em elementos cênicos, com propostas interessantes, mas que pra mim enquanto leitor esbarraram somente na proposta, embora fosse nítida a falta de qualidade técnica enquanto a qualidade do trabalho de ator, a dramaturgia se mostrava coerente e com uma pitada de apelo crítico-social, obviamente que tem a cara da arte do José Helias, um dos diretores da peça. Outro fator que se destaca no espetáculo é a utilização de videos, uma bela junção do fenômeno teatral com outras mídias, a tecnologia de cena estava impecável enquanto estrutura, mas a administração do tempo de apresentação é que ficou extrapolada, chegando as vezes a achar que estávamos em uma sessão de cinema. Achei ousado o fato de usar crianças de grupos sociais da cidade, a coragem do pessoal pra fazer acontecer a arte numa cidade que falta investimento destinados a cultura, ousar se mostrar, que é uma qualidade que até então pode ser considerada louvável.
O que me deixa triste, é o fato de saber que os artistas não estão recebendo o seu devido valor enquanto profissionais, que pelo "amor" a arte "metem a cara" e mostram com todas as forças o talento individual e em equipe que possuem, enquanto que os senhores do poder afirmam faltar verba pra investir na arte... e por que tem verba pra contratar bandas caríssimas pra tornar a festa do São João mais agradável? Sei que gira muito capital, renda temporária, cresce o turismo e afins... Mas será que não poderíamos investir um pouco mais nos nossos artistas locais?que sem dúvida são os verdadeiros poetas dessa cidade. Poderia aqui falar de todas as falhas que se perpetuaram nesse espetáculo, mas me guardo pra admitir que foi um ato de coragem desses artistas se doarem em meio as diversidades para fazer a arte acontecer.

Confira algumas imagens desse trabalho: