quarta-feira, 27 de julho de 2011

Que Seja Uno - Alexandre Américo ( Uyrande)

Aqui deixo um vídeo muito bacana de um amigo universitário, bailarino e acima de tudo: artista.
Ao amigo Alexandre Américo, um grande abraço.

"Um corpo abrasileirado ao ritmo pulsante e visceral de uma Rumba. Sagrando os elementos que compõem o Homem, a Natureza... Deus. Que seja a terra, o fogo, a água e o ar... que seja Uno."
Coreografia criada e interpretada por Alexandre Américo ( Premiação de Bailarino Destaque ) no festival Dança e Movimento realizado em 18 de Junho de 2011 no Teatro Alberto Maranhão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Comecou o festival que une arte e tecnologia em SP



São Paulo é cenário do casamento entre a arte e a tecnologia. Até o dia 21 de agosto, a cidade recebe a 12ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). O evento é gratuito e será realizado em diversos lugares, como a Galeria de Arte do Sesi, no Conjunto Nacional, no Centro Cultural São Paulo e no vão livre do Masp. Além das tradicionais palestras, mesas-redondas e workshops sobre realidade aumentada, arquitetura computacional e outros recursos tecnológicos que viram suportes e/ou linguagem artística, o festival levará a arte para a rua. Mais precisamente, à Avenida Paulista, que ganhará obras de arte interativas.

Um dos destaques deste ano é o artista plástico belga Lawrence Malstaf, que apresentará a obra Shrink. Nela, corpos de performers serão embalados com tecnologia a vácuo como se fossem objetos plastificados. Segundo Ricardo Barreto, curador do File, a tecnologia tem um papel transformador na arte. "Os recursos tecnológicos permitem que a obra aconteça ao vivo e se transforme em tempo real", diz.

Outro exemplo disso, além de Shrink, é Via Invisível, de Soraya Braz e Fábio Fon. Na obra, leds instalados em nove saídas da linha verde do metrô possibilitarão que as pessoas vejam como agem as ondas de seus celulares. A obra muda de acordo com o número de telefones ao redor, transformando-se a todo instante. Os artistas têm a intenção de chamar a atenção para o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a possibilidade de os aparelhos causarem câncer. Já a obra Conversacube, da norte-americana Lauren McCarthy, tem uma proposta mais divertida. Ela consiste em uma caixa que fica no meio dos participantes de uma conversa. Cada um fica em frente à uma face da caixa, que tem uma pequena tela e microfones embutidos em seu interior. À medida que a conversa progride, cada pessoa recebe instruções ou frases personalizadas para manter o diálogo fluindo sem qualquer pausa constrangedora ou desconforto. Uma saída e tanto para aqueles mais tímidos.

A união entre arte e tecnologia, porém, não se resume às artes plásticas. Quem não gosta de instalações, objetos, performances e afins, poderá assistir a mais de quatrocentas animações, a filmes que têm avatares como atores, jogar videogame, testar aplicativos para tablets e até dançar ao som de música eletrônica. Quem gosta do estilo, contará com quatro dias de programação. Sete artistas, entre brasileiros e estrangeiros, que criaram novos parâmetros musicais a partir da tecnologia, se apresentarão entre os dias 19 e 22 de julho, no Teatro do Sesi.

Outra opção é participar das palestras e mesas redondas que terão especialistas brasileiros e estrangeiros trazendo as últimas novidades de suas áreas. O músico Eduardo Luís Brito, por exemplo, falará do uso de instrumentos musicais digitais para compor. Já o norte-americano Matt Roberts, especialista em performance de vídeo em tempo real e aplicativos para novas mídias, discutirá como criar arte em tempo real com a interação dos usuários. Ambos partirão de suas próprias experiências e de estudos recentes para ampliar o debate. Haverá, também, a possibilidade de colocar a mão na massa e aprender como concatenar arte e tecnologia, fazendo um workshop de video mapping. A técnica utiliza filmes, software de edição, supercomputadores e luz para fazer projeções em fachadas de prédios, paredes e etc.

File - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - Até 21/8. Centro Cultural Fiesp: Av. Paulista, 1.313 (outros endereços no http://filefestival.org). Livre. Entrada franca.

Fonte:

Americano cria arte em 3D nas ruas de todo o mundo


Com o uso da perspectiva e da geometria, Kurt Wenner, um ex-funcionário da Nasa, faz ilusões de ótica em calçadas.

Com experiência na Nasa e a ajuda da geometria, o artista americano Kurt Wenner especializou-se em criar ilusões de ótica nas calçadas de dezenas de cidades do mundo. Agora, esse trabalho está sendo compilado no livro Asphalt Renaissance, que será lançado em 2 de agosto.

O interesse pela arte de rua surgiu há quase 30 anos, quando o artista começou a desenhar em calçadas de Roma, Itália, na tentativa de obter sustento. "Eu observava os tetos barrocos, muitos deles com trabalhos de perspectiva", disse . "Comecei a experimentar nas ruas."

O uso da perspectiva já era aplicado na arte europeia para dar a ilusão de figuras flutuantes nos afrescos pintados nos tetos barrocos. Wenner usou noções de geometria para criar ilusões que, vistas a partir de um determinado ponto, dão a impressão de três dimensões na arte de rua.

Os cálculos são feitos sem computadores. Wenner usa régua, compasso e pedaços de barbante colados no chão para definir como será a visão da sua obra a partir de determinados pontos de vista.

Fonte:

O Estado de São Paulo

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3917


Programas de incentivo às artes terão mais de R$ 100 milhões este ano

O presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Antonio Grassi, anunciou os programas de fomento às artes em 2011. Serão investidos mais de R$ 100 milhões em projetos nas áreas de teatro, dança, circo, música, artes visuais e integradas.

Segundo a Funarte, as ações contemplarão projetos de produção, formação de público, pesquisa, residências artísticas e produção crítica sobre arte, entre outros.

Também está previsto o lançamento de prêmios de incentivo à produção teatral e à dança, além do Microprojetos Mais Cultura Rio São Francisco. O programa será desenvolvido em parceria com o Ministério da Cultura, com investimento total de R$ 16 milhões.

Os segmentos contemplados serão: artes visuais, música, artes cênicas, literatura, audiovisual, artesanato, artes e expressões populares, e moda.

Fonte:

Jornal do Brasil

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3904

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Gira Dança apresenta ... "A Cura"



Direção Artística: Anderson Leão
Assistente de Direção: Jaquelene LinharesConcepção Coreográfica: Criação ColetivaTrilha Original: Rosa de PedraFigurino: Anderson Leão e Rubens BarbosaCenário: Anderson LeãoProdução: Tatiane FernandesAssistente de Produção: Roberto MoraisProgramação Visual: Anderson LeãoFotografia e Filmagem: Rodrigo SenaEdição de video_ Rafael BeznosAssessoria de Imprensa: Marcel Macêdo

segunda-feira, 18 de julho de 2011

EM IGREJA OU ESCOLA NÃO HÁ TEATRO ( Por Coelho de Moraes)

Esse artigo foi visto no site "Oficina de Teatro", notei muita coisa interessante, portanto, seria um objeto de reflexão bacana ler esse texto, não que eu esteja querendo fazer com que acredite piamente nos argumentos aqui levantados, mas que é um texto bom pra discussão, isso não há dúvida.

Quando escrevemos sobre teatro já engatamos a marcha para falar de critica, de reflexão, de pensamento, de reação, de Catarse, de caimento de ficha (intuição). Quando falamos de religião já posamos de doutores do conformismo, professores do comodismo, da formatação, da lavagem cerebral e da vitrine do status quo. De maneira nenhuma uma coisa pode se confundir com a outra. Nem mesmo as escolas fazem teatro (fundamental e ensino médio) pois ainda ai há a resquícios da conformação. Nessas atividades, nesses lugares, não há crítica (o diretor não permite); não há reflexão (a escola não permite); não há criação (pois as professoras acham que Xuxa e outras sacerdotisas são ainda referência importante). Talvez sejam referência daquilo que não se deve fazer.

Daí que grupos de jovens de Igreja em nenhuma momento fazem teatro;apenas repetem o que o padre ensinou, o catecismo, a ordem dada, o já pensado por terceiros. Não há reflexão, mas há mímica, pantomima. Para os que ainda não entenderam a ação de REFLEXÃO desemboca em mudança de pensamento por aquisição de novas informações retroalimentadas ou, na fundamentação da verdade; sabemos que em religião ou filosofia não há verdades. Pode existir a busca delas mas não se chega a lugar algum. Navegar é preciso. O problema da religião, diferente, da filosofia, é que ela, inspirada por entidades intangíveis, afirmará a verdade que lhe interessa. Não há teatro sobre isso, portanto. A cada dia de apresentação se nos apresentará uma determinada verdade.

Sugerem alguns estudioso que há teatro para fins múltiplos. Há encenações teatrais para a diversão, ou instrumento político, ou que buscam consolidar regimes ou ideologias nacionais, ou ainda os grupos comerciais, e, pasmem, o teatro religioso.

É fácil discutir Teatro e Religião. Começa que um nunca é o outro. Pode-se solenizar e se montar cenas santas e sacras mimetizando um acontecimento. Longe disso ser considerado interpretação e releitura de assuntos sacros pois tais assuntos são inquestionáveis. O teatro é questionamento.

Apesar de ter nascido na Hélade, supõe-se, com Téspis e turma em celebrações orgiásticas dionisíacas (essa parte gostosa a igreja não permite), uma coisa não tem nada a ver com a outras pois Téspis não fazia teatro. A construção do teatro como questionador da moral e costumes e dos deuses foi processo / é um processo. Nada que seja estável e que deva obediência a entidades superiores como igreja ou escola, pode produzir qualquer tipo de coisa que seja TEATRO. Pode ser um espetáculo para falar do mesmo mantendo a coisa do jeito que está. Pode até lembrar teatro pois é feito em auditórios e parece coisa de teatro, apesar das roupas cetim. As pessoas querem brilhar mais do que sua próprias luzes.

Apesar de Anchieta ter escrito uma obra para encenação – ludus cênicos – comprova que a doutrinação (lavagem cerebral) era matéria de primeiro interesse e não o questionamento em si: - Será mesmo Deus o deus de todo mundo ou será Tupã?

Onde houver a palavra NÃO o teatro não existe.

O teatro como força viva é transformador. Se for conservador não é mais teatro. Sobre o teatro dizem de tudo. Entretenimento, diversão, e, talvez agente portador de mensagens morais. Essa parte já é pertencente ao uso da cultura como meio de dominação das massas. O teatro não se presta a isso. Ele é dinâmico e móvel e se auto/transmuda. Para o teatro, como diz o poeta, não servirá o apontar caminhos, mas servirá bem apontar uma porta e dizer, por ai é que não vou. Não se tem certeza para onde se vai, mas, se tem absoluta certeza para onde não se deve ir. Dessa forma já começamos a pensar teatro.

Quando a Igreja usa o teatro amador para agregar jovens, já se pode ficar de orelha em pé pois há ai uma manobra para controle das massas e das jovens mentes. As tribos devem ser moldadas segundo a idéia do livro ou do pastor. Teatro amador (em geral aplicado por curioso, sem formação técnica alguma) é caminho para a formatação das mentes (que chamam, de maneira equivocada de atividade para a formação mora e social do indivíduo). O ideal seria abalar as estruturas.

O teatro não vem trazer a paz e se querem, ainda, citar Jesus nessa coisa toda falem daquilo que sempre é escondido por pastores e padres e lideres religiosos. Jesus disse: eu não vim trazer a paz, mas trazer a espada. Não há tolerância alguma, especialmente entre iguais, mas entre os menores e menos aquinhoados de reflexão até pode ter tolerância, mesmo por que não haverá competição nesse campo.

A atitude da Igreja será sempre a de controlar e educar segundo sua maneira de ver a verdade, em geral, subserviente ao estado e às punições divinas. A Escola fará o mesmo basta ver que se estuda de acordo com uma cartilha pré-preparada por professores ditos especialistas. Mas me pergunto, o que fiz na Universidade esse tempo todo que não consigo nem fazer uma cartilha ou traçar uma linha de pensamento e construir a aula que me parece adequada? Por que o Estado deve dar a linha? Por querer controlar as pessoas. Vai que todo mundo resolve parar de pagar impostos. Só pode ser por que o Estado e Igreja desejam conduzir o fiel para ‘o bom caminho’, ou seja, obedecer aos poderes e nunca se rebelar... por que?

Por que, pensam eles, isso é coisa de artista criador e essa gente tem que ficar de cabresto curto, meu.


FONTE

http://oficinadeteatro.com/conteudotextos-pecas-etc/24-artigos-diversos/409-em-igreja-ou-escola-nao-ha-teatro

domingo, 17 de julho de 2011

O FIO DO RACIOCINIO (Coelho de Moraes)

Um fio solto numa escola, só pode ser o fio rompido de algum raciocínio. Na escola o pensamento tem um fio perdido.Flutua na brisa entre carteiras e vozes estudantis. Aspectos da leveza.


Veja mais em:

Arteando (O MARICAL) # 1

1º Programa do Blog O MARICAL" denominado "ARTEANDO". Nesta edição, entrevistamos o artista assuense Mayk Dantas, que contou um pouco sobre um trabalho feito por alunos de uma escola da cidade do Assu, onde foram homenageados artistas da literatura de cordel do RN.

Viajando pelo RN (Cópias de Xilogravuras na Parede)

Viajando pelo RN, voltei a minha querida cidade do Assu, pude ver algo que se passa por despercebido por muitas pessoas que transitam o centro da cidade, na avenida mais movimentada da do município(Av. Senador João Câmara) na parede da Escola Municipal Cel. José Corrêa, estava exposto um belo trabalho de arte plástica que muito me deixou feliz. Este continha varios desenhos que homenageavam a literatura de cordel, neles haviam capas de algumas obras de grande expressão nessa modalidade literária. Nomes como Antônio Francisco, José Costa Leite,Gonçalo Ferreira da Silva, João Ferreira de Lima,Neto Braga, Erievaldo Viana de Lima, Nizete Fonseca, Astier Basilio, Julie Ane Oliveira, Evaristo Geraldo, João Melchiades Ferreira, José Pacheco, o estreante Shicó do mamulengo entre outros foram lembrados nesse painel muito bem produzido.
O trabalho de execução foi feito por alguns alunos que junto com um grupo de artes plásticas da cidade resolveram aproveitar esse espaço urbano para deixar a marca do nordeste brasileiro, em especial do cordel potiguar. "Uma exposição gráfica com traços populares, que mostra a produção artística local como forma de resistencia em meio ao tempo..." foi o que pensei no momento em que pude observar esse belo painel.

Confira algmumas imagens




Fonte
Aurimayk Dantas
Fotos
Fabinho Fernandes

Ara (By Lidiane Blanch3tT)

Infinita dor que me cobre,

Com seu gosto de mortandade.

Frias, carícias, frias...

Minha carne misturada a esta terra.

Dói o pouco ar que me resta,

Atravessa minha garganta

Como um soluçar doentio

Que silencio em meu seio torto.

Era de se esperar a vela, branca,

Quando toquei com o gelo das mãos.

Estou eu sim, nua, nostálgica,

Solta e só.