Ao amigo Alexandre Américo, um grande abraço.
Coreografia criada e interpretada por Alexandre Américo ( Premiação de Bailarino Destaque ) no festival Dança e Movimento realizado em 18 de Junho de 2011 no Teatro Alberto Maranhão.
São Paulo é cenário do casamento entre a arte e a tecnologia. Até o dia 21 de agosto, a cidade recebe a 12ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). O evento é gratuito e será realizado em diversos lugares, como a Galeria de Arte do Sesi, no Conjunto Nacional, no Centro Cultural São Paulo e no vão livre do Masp. Além das tradicionais palestras, mesas-redondas e workshops sobre realidade aumentada, arquitetura computacional e outros recursos tecnológicos que viram suportes e/ou linguagem artística, o festival levará a arte para a rua. Mais precisamente, à Avenida Paulista, que ganhará obras de arte interativas.
Um dos destaques deste ano é o artista plástico belga Lawrence Malstaf, que apresentará a obra Shrink. Nela, corpos de performers serão embalados com tecnologia a vácuo como se fossem objetos plastificados. Segundo Ricardo Barreto, curador do File, a tecnologia tem um papel transformador na arte. "Os recursos tecnológicos permitem que a obra aconteça ao vivo e se transforme em tempo real", diz.
Outro exemplo disso, além de Shrink, é Via Invisível, de Soraya Braz e Fábio Fon. Na obra, leds instalados em nove saídas da linha verde do metrô possibilitarão que as pessoas vejam como agem as ondas de seus celulares. A obra muda de acordo com o número de telefones ao redor, transformando-se a todo instante. Os artistas têm a intenção de chamar a atenção para o alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a possibilidade de os aparelhos causarem câncer. Já a obra Conversacube, da norte-americana Lauren McCarthy, tem uma proposta mais divertida. Ela consiste em uma caixa que fica no meio dos participantes de uma conversa. Cada um fica em frente à uma face da caixa, que tem uma pequena tela e microfones embutidos em seu interior. À medida que a conversa progride, cada pessoa recebe instruções ou frases personalizadas para manter o diálogo fluindo sem qualquer pausa constrangedora ou desconforto. Uma saída e tanto para aqueles mais tímidos.
A união entre arte e tecnologia, porém, não se resume às artes plásticas. Quem não gosta de instalações, objetos, performances e afins, poderá assistir a mais de quatrocentas animações, a filmes que têm avatares como atores, jogar videogame, testar aplicativos para tablets e até dançar ao som de música eletrônica. Quem gosta do estilo, contará com quatro dias de programação. Sete artistas, entre brasileiros e estrangeiros, que criaram novos parâmetros musicais a partir da tecnologia, se apresentarão entre os dias 19 e 22 de julho, no Teatro do Sesi.
Outra opção é participar das palestras e mesas redondas que terão especialistas brasileiros e estrangeiros trazendo as últimas novidades de suas áreas. O músico Eduardo Luís Brito, por exemplo, falará do uso de instrumentos musicais digitais para compor. Já o norte-americano Matt Roberts, especialista em performance de vídeo em tempo real e aplicativos para novas mídias, discutirá como criar arte em tempo real com a interação dos usuários. Ambos partirão de suas próprias experiências e de estudos recentes para ampliar o debate. Haverá, também, a possibilidade de colocar a mão na massa e aprender como concatenar arte e tecnologia, fazendo um workshop de video mapping. A técnica utiliza filmes, software de edição, supercomputadores e luz para fazer projeções em fachadas de prédios, paredes e etc.
File - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - Até 21/8. Centro Cultural Fiesp: Av. Paulista, 1.313 (outros endereços no http://filefestival.org). Livre. Entrada franca.
Fonte:Com o uso da perspectiva e da geometria, Kurt Wenner, um ex-funcionário da Nasa, faz ilusões de ótica em calçadas.
Com experiência na Nasa e a ajuda da geometria, o artista americano Kurt Wenner especializou-se em criar ilusões de ótica nas calçadas de dezenas de cidades do mundo. Agora, esse trabalho está sendo compilado no livro Asphalt Renaissance, que será lançado em 2 de agosto.
O interesse pela arte de rua surgiu há quase 30 anos, quando o artista começou a desenhar em calçadas de Roma, Itália, na tentativa de obter sustento. "Eu observava os tetos barrocos, muitos deles com trabalhos de perspectiva", disse . "Comecei a experimentar nas ruas."
O uso da perspectiva já era aplicado na arte europeia para dar a ilusão de figuras flutuantes nos afrescos pintados nos tetos barrocos. Wenner usou noções de geometria para criar ilusões que, vistas a partir de um determinado ponto, dão a impressão de três dimensões na arte de rua.
Os cálculos são feitos sem computadores. Wenner usa régua, compasso e pedaços de barbante colados no chão para definir como será a visão da sua obra a partir de determinados pontos de vista.
Fonte:
O Estado de São Paulo
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3917
Os segmentos contemplados serão: artes visuais, música, artes cênicas, literatura, audiovisual, artesanato, artes e expressões populares, e moda.
Fonte:
Jornal do Brasil
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=3904
Esse artigo foi visto no site "Oficina de Teatro", notei muita coisa interessante, portanto, seria um objeto de reflexão bacana ler esse texto, não que eu esteja querendo fazer com que acredite piamente nos argumentos aqui levantados, mas que é um texto bom pra discussão, isso não há dúvida.
Quando escrevemos sobre teatro já engatamos a marcha para falar de critica, de reflexão, de pensamento, de reação, de Catarse, de caimento de ficha (intuição). Quando falamos de religião já posamos de doutores do conformismo, professores do comodismo, da formatação, da lavagem cerebral e da vitrine do status quo. De maneira nenhuma uma coisa pode se confundir com a outra. Nem mesmo as escolas fazem teatro (fundamental e ensino médio) pois ainda ai há a resquícios da conformação. Nessas atividades, nesses lugares, não há crítica (o diretor não permite); não há reflexão (a escola não permite); não há criação (pois as professoras acham que Xuxa e outras sacerdotisas são ainda referência importante). Talvez sejam referência daquilo que não se deve fazer.
Daí que grupos de jovens de Igreja em nenhuma momento fazem teatro;apenas repetem o que o padre ensinou, o catecismo, a ordem dada, o já pensado por terceiros. Não há reflexão, mas há mímica, pantomima. Para os que ainda não entenderam a ação de REFLEXÃO desemboca em mudança de pensamento por aquisição de novas informações retroalimentadas ou, na fundamentação da verdade; sabemos que em religião ou filosofia não há verdades. Pode existir a busca delas mas não se chega a lugar algum. Navegar é preciso. O problema da religião, diferente, da filosofia, é que ela, inspirada por entidades intangíveis, afirmará a verdade que lhe interessa. Não há teatro sobre isso, portanto. A cada dia de apresentação se nos apresentará uma determinada verdade.
Sugerem alguns estudioso que há teatro para fins múltiplos. Há encenações teatrais para a diversão, ou instrumento político, ou que buscam consolidar regimes ou ideologias nacionais, ou ainda os grupos comerciais, e, pasmem, o teatro religioso.
É fácil discutir Teatro e Religião. Começa que um nunca é o outro. Pode-se solenizar e se montar cenas santas e sacras mimetizando um acontecimento. Longe disso ser considerado interpretação e releitura de assuntos sacros pois tais assuntos são inquestionáveis. O teatro é questionamento.
Apesar de ter nascido na Hélade, supõe-se, com Téspis e turma em celebrações orgiásticas dionisíacas (essa parte gostosa a igreja não permite), uma coisa não tem nada a ver com a outras pois Téspis não fazia teatro. A construção do teatro como questionador da moral e costumes e dos deuses foi processo / é um processo. Nada que seja estável e que deva obediência a entidades superiores como igreja ou escola, pode produzir qualquer tipo de coisa que seja TEATRO. Pode ser um espetáculo para falar do mesmo mantendo a coisa do jeito que está. Pode até lembrar teatro pois é feito em auditórios e parece coisa de teatro, apesar das roupas cetim. As pessoas querem brilhar mais do que sua próprias luzes.
Apesar de Anchieta ter escrito uma obra para encenação – ludus cênicos – comprova que a doutrinação (lavagem cerebral) era matéria de primeiro interesse e não o questionamento em si: - Será mesmo Deus o deus de todo mundo ou será Tupã?
Onde houver a palavra NÃO o teatro não existe.
O teatro como força viva é transformador. Se for conservador não é mais teatro. Sobre o teatro dizem de tudo. Entretenimento, diversão, e, talvez agente portador de mensagens morais. Essa parte já é pertencente ao uso da cultura como meio de dominação das massas. O teatro não se presta a isso. Ele é dinâmico e móvel e se auto/transmuda. Para o teatro, como diz o poeta, não servirá o apontar caminhos, mas servirá bem apontar uma porta e dizer, por ai é que não vou. Não se tem certeza para onde se vai, mas, se tem absoluta certeza para onde não se deve ir. Dessa forma já começamos a pensar teatro.
Quando a Igreja usa o teatro amador para agregar jovens, já se pode ficar de orelha em pé pois há ai uma manobra para controle das massas e das jovens mentes. As tribos devem ser moldadas segundo a idéia do livro ou do pastor. Teatro amador (em geral aplicado por curioso, sem formação técnica alguma) é caminho para a formatação das mentes (que chamam, de maneira equivocada de atividade para a formação mora e social do indivíduo). O ideal seria abalar as estruturas.
O teatro não vem trazer a paz e se querem, ainda, citar Jesus nessa coisa toda falem daquilo que sempre é escondido por pastores e padres e lideres religiosos. Jesus disse: eu não vim trazer a paz, mas trazer a espada. Não há tolerância alguma, especialmente entre iguais, mas entre os menores e menos aquinhoados de reflexão até pode ter tolerância, mesmo por que não haverá competição nesse campo.
A atitude da Igreja será sempre a de controlar e educar segundo sua maneira de ver a verdade, em geral, subserviente ao estado e às punições divinas. A Escola fará o mesmo basta ver que se estuda de acordo com uma cartilha pré-preparada por professores ditos especialistas. Mas me pergunto, o que fiz na Universidade esse tempo todo que não consigo nem fazer uma cartilha ou traçar uma linha de pensamento e construir a aula que me parece adequada? Por que o Estado deve dar a linha? Por querer controlar as pessoas. Vai que todo mundo resolve parar de pagar impostos. Só pode ser por que o Estado e Igreja desejam conduzir o fiel para ‘o bom caminho’, ou seja, obedecer aos poderes e nunca se rebelar... por que?
Por que, pensam eles, isso é coisa de artista criador e essa gente tem que ficar de cabresto curto, meu.
FONTE


Infinita dor que me cobre,
Com seu gosto de mortandade.
Frias, carícias, frias...
Minha carne misturada a esta terra.
Dói o pouco ar que me resta,
Atravessa minha garganta
Como um soluçar doentio
Que silencio em meu seio torto.
Era de se esperar a vela, branca,
Quando toquei com o gelo das mãos.
Estou eu sim, nua, nostálgica,
Solta e só.