sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Falta (Lidiane Blanchet)
ESSA SEMANA NA CASA DA RIBEIRA (10/12/2011) VT4
Dia 10, Sábado às 16h - R$ 5,00
Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório
ESSA SEMANA NA CASA DA RIBEIRA (09/12/2011) VT3
Dia 09, Sexta às 20h - R$ 5,00
Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O Lado de Dentro do Canto da Sereia

| Apresentação de conclusão de disciplina com a montagem final da peça do renomado dramaturgo Makarios Maia "O Lado de Dentro do Canto da Sereia" com elenco da escola Maria Madalena da Silva -Baixa do Meio/Guamaré -RN orientação acadêmica de Naira Ciotti e a direção de Fabinho Fernandes. |
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ARTISTAS CIRCENSES COMEMORAM O DIA DO PALHAÇO.
Em Natal, pelo segundo ano consecutivo, algumas companhias como Circo Grock, Tropatrupe, Trotamundos e vários artistas independentes irão realizar no Circo Grock às 10 horas da manhã do dia 10 de dezembro, um espetáculo inteiramente gratuito para 150 crianças advindas das casas de passagem e aldeias infantis (rede de acolhimento à crianças destinadas para adoção) e também do Grupo de Apoio à criança com câncer – GAAC, com vários números como malabares, pernas de pau, palhaços, acrobacias, muita pipoca, algodão doce e ainda com direito a comemorar o aniversário de um dos palhaços presentes na festa.
Lembrados e adorados há mais de quatro mil anos, os palhaços são figuras que, com roupa desengonçada, calça largada, andar atrapalhado e sapato exagerado, conseguem tirar o público do seu mundo de preocupações para simplesmente sorrir a vida, porque afinal... alegria contagia!
Atualmente, os palhaços romperam a fronteira do circo e cumprem sua função social, seja em circos, palcos, hospitais ou na rua, fazendo-nos lembrar que sorrir é ainda o melhor remédio para curar todos os males!
“Acreditamos que uma ação social é o melhor “protesto” que podemos fazer para lembrar a sociedade e aos gestores públicos que a figura dos artistas circenses como os palhaços, necessitam não somente serem lembrados pelo riso, mas também de políticas culturais específicas para o circo, dada a situação crítica que os mesmos enfrentam no Brasil pela falta de apoio, infra estrutura, etc, fazendo com que se esqueça desse patrimônio cultural valiosíssimo”, disse o artista e palhaço Zeca Santos.
O Brasil tem queridos e inesquecíveis palhaços como: Piolin, Arrelia, Carequinha, Fuzarca, Pimentinha, Torresmo, Bozzo, Pururuca, Picolino, entre outros.
A arte ponta-grossense vai ao Louvre
Teatros da memória
Giorgio de Chirico, um dos mais influentes pintores da arte moderna no mundo, chega ao Brasil em mostra itinerante.
A crítica aponta que ambos têm pinturas de prédios solitários e isolados: De Chirico em referência a monumentos e praças de Roma, Iberê em fachadas de hospícios no Rio de Janeiro. Esse diálogo poderá ser conferido in loco, já que o quarto andar do edifício projetado pelo arquiteto Alvaro Siza fica sempre reservado às obras de Iberê, independentemente da exposição temporária em cartaz. Atualmente, a mostra "Conjuro do Mundo", com curadoria de Adolfo Montejo Navas, tem 73 obras. A cada seis meses, uma nova curadoria apresenta novas propostas e trabalhos. Com essa dinâmica, a fundação garante a saudável circulação de seu acervo de cinco mil obras, garantindo o diálogo permanente entre Iberê e seus pares.
FONTE
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=5215
As diferentes faces de Frida Kahlo
Salvador/BA
O artista visual Mário Britto homenageia a mexicana Frida Kahlo com pinturas que inspiram na linguagem pictórica, nas histórias em quadrinhos, nas artes gráficas contemporâneas e na semiologia das tatuagens. A mostra Frida's Faces é composta de 23 telas pintadas em tinta acrílica. Graduado em Artes Plásticas pela UFBa, o pintor realiza anualmente exposições dedicadas à memória da artista que ele pesquisa há 17 anos.
Galeria Jayme Fygura (Teatro Gamboa Nova) - Rua Gamboa de Cima, 3, Aflitos. Telefone: 3329-2418
Data: até 18/12, qua a sab, 16h às 20h
Entrada franca
Artista usa círculos para recriar ícones pop
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O Autismo Cultural no Rio Grande do Norte ( Por: Fernando Yamamoto Postado em: Fevereiro 3, 2011 )
Há cerca de uma década assola no teatro potiguar uma onda de encenações ao ar livre, em geral montadas em grande estruturas, popularmente conhecidas por “autos”. Para quem jamais ouviu falar, a matriarca destes espetáculos é a famigerada Paixão de Cristo encenada na cidade pernambucana de Nova Jerusalém.
Estes espetáculos normalmente têm por característica homenagear santos – em geral padroeiros das cidades onde acontecem –, mas também podem prestar tributos a fatos históricos, como o dia em que a polícia expulsou o bando de Lampião da cidade de Mossoró, ou até mesmo – pasmem! – a inauguração de uma ponte. Outros traços marcantes destes espetáculos é a utilização repetida do mesmo texto por anos a fio, em alguns casos ad infinitum, o que resulta em tentativas, por parte dos encenadores, de criar a cada ano novas pirotecnias para despertar algum tipo de interesse no público em assistir o mesmo espetáculo, com a mesma dramaturgia, com uma nova demão de tinta a cada ano. Por falar em pirotecnia, outro traço marcante destes espetáculos é, inevitavelmente, serem encerrados por suntuosas – e, por consequência, despendiosas – queimas de fogos de artifício. Por fim, é comum também estes espetáculos serem seguidos de shows musicais de artistas de destaque (ou não) no país, de Gilberto Gil a Calypso, de Titãs a Calcinha Preta.
Estas práticas, que se tornaram recorrentes, alastram-se a uma assustadora velocidade e, por incrível que pareça, superam diferenças de gestões, passando de governo para governo sem nenhum tipo daquele tradicional pudor de dar continuidade a ações da gestão anterior. Os autos têm trazido distorções e contradições que se amplificam ano a ano, como por exemplo:
· Enquanto os artistas norte-riograndenses seguem assistindo a total ausência de uma proposta de política pública para as artes, sempre partindo da alegação da ausência de verba, caminhões de dinheiro são despejados nestes tais “autos”;
· Enquanto os chamados “artistas da terra” – como os gestores públicos adoram nos chamar – degladiam-se para conseguir um lugarzinho ao sol nos disputados elencos destes espetáculos (a troco de medíocres cachês), a grande parte do dinheiro investido é voltada para a infra-estrutura – banheiros químicos, folders luxuosos, etc. – e para bancar a vinda dos milionários shows musicais que procedem às apresentações;
· Enquanto os gestores públicos defendem que estes espetáculos formam público, pelos numerosas platéias que levam às ruas – ignorando o fato de artistas e bandas de grande apelo midiático nacionais se apresentam logo em seguida – as casas de espetáculo durante todo o ano continuam com públicos minguados nas corajosas (insanas?) temporadas dos grupos locais;
· Enquanto milhares de reais são investidos em ações pontuais com duração de poucas semanas, os grupos de teatro do estado seguem sem nenhum tipo de fomento – editais, prêmios, programas voltados à manutenção, produção, circulação ou pesquisa – durante todo o ano, o que torna praticamente impossível a sobrevivência destes grupos que, diante deste panorama, seguem tocando seus trabalhos nas madrugadas e finais de semana (e com resultados estéticos condizentes à estas condições).
Estas iniciativas, aliadas a inócuos mecanismos de benefício fiscal estadual ou municipal, compõem a totalidade das ações para a cultura no Rio Grande do Norte. Durante anos, esta questão foi tratada como tabu entre os artistas do estado, parte por temerem a perda da sua fatia do bolo, parte por acreditarem que essa “política de autos” jamais será desfeita e, por isso, seria perda de tempo refletir, discutir ou tomar qualquer posicionamento.
O certo é que os frutos mais expressivos destas ações são de cunho eleitoral e mercadológico, garantindo a permanência dos mesmos gestores – com algumas variações que pouco mudam o panorama, já que vivemos num estado sem oposição –, favorecendo o turismo (pois que utilizem dinheiro desta secretaria!) e, principalmente, enchendo os olhos da população com espetáculos que nada acrescentam ao crescimento da linguagem cênica potiguar, mas que trazem um verniz que faz parecer aos olhos leigos uma política cultural bem sucedida.
O que parece, finalmente, é que uma parcela dos artistas do Rio Grande do Norte finalmente decidiu debruçar-se sobre a questão, debatê-la, questioná-la, e propor uma reflexão mais consistente sobre o tema. Resta saber se o poder público se dispõe a sentar, e a começar a pensar sobre a sua função de fomento à práticas continuadas, de pesquisa e formação, batendo de frente à hedionda lógica ditatorial do mercado, entendendo a cultura como ferramenta de construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Qual o próximo passo?
Fonte
http://www.primeirosinal.com.br/artigos/o-autismo-cultural-no-rio-grande-do-norte