segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Projeto: Outro Manifesto: Artista da Fome - Coletivo ES3

Projeto: Outro Manifesto: Artista da Fome - Coletivo ES3

Dia 21, Sábado às 19h na Casa da Ribeira - R$ 5,00

Informações:(84) 3211-7710

SHOW: Acústico Matando O Amor - Talma & Gadelha

SHOW: Acústico Matando O Amor - Talma & Gadelha

Dia 19, Quinta às 20h na Casa da Ribeira - R$ 5,00

Informações:(84) 3211-7710

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Aeroporto de pipas- Letto



Novo clipe do nosso querido Letto Ottel.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Elementos basicos de desenho

* A linha.linha

É o elemento básico de todo desenho. Basicamente uma simples linha numa folha de papel, divide o espaço em áreas de desenho. Esta separação pode definir ou diferenciar a luz da sombra, o espaço frontal do fundo, o espaço positivo do negativo. A linha pode ser uniforme, de igual espessura ou diferentes espessuras.

* A Forma.forma

A forma acontece quando a primeira linha acontece. A definição mais básica da forma, pode ser o espaço branco do papel. A forma é o espaço contido entre as linhas desenhadas. A forma ajuda a definir o objecto. A incorrecta utilização da forma fará com que o desenho não se pareça com o modelo.

* Proporção e perspectiva.

A proporção tem a ver com o tamanho de um elemento no desenho em relação com outro elemento do mesmo desenho. De uma forma mais clara podemos definir que a proporção é o que determina que por exemplo, no corpo humano, as pernas são mais compridas que os braços, o dedo médio mais comprido que o mindinho, ou o nariz da mesma largura que o olho. Si a proporção não for a correcta, o desenho não aparece correcto.

A perspective é o efeito pelo qual os objectos mais distantes parecem mais pequenos. Os elementos mais perto do observador são desenhados de maior tamanho. Esta distribuição deve responder a uma correcta proporção, caso contrario o desenho perderá realismo.

* Luz e sombra. luzesombra

Criam o efeito de profundidade e atmosfera num desenho. De forma a dar realismo ao desenho a sombra é indispensável. Tudo na natureza tem sombra e produz sombra.Um desenho sem sombras, é um desenho sem vida. A sombra automaticamente adiciona ao desenho a sensação de perspectiva, indicando a existência de diferentes planos de profundidade."

Fonte

Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão--- Eu, Vós e Ele



Espetáculo contemplado pelo edital Cena Aberta!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

ESSA SEMANA NA CASA DA RIBEIRA (16/12/2011)

Espetáculo de Dança: Sobre o que Restou - Procura-se Cia. de Dança
Dias 16 e 17, Sexta e Sábado às 20h e 18, Domingo às 17h - R$ 5,00

Coordenação geral: Gustavo Wanderley
Coordenação de Produção: Mariana Hardi
Edição, Direção de Criação e Arte: Dillo Tenório

Maebh Castello : Os venenos da mãe natureza

Na sua última ilustração, Maebh Costello junta dois "venenos" produzidos pela Mãe Natureza: a viúva negra e a hera. Conheça aqui o trabalho e a evolução desta designer irlandesa, que já produziu trabalhos para a Shell, Dell e Canon.

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© Maebh Costello, "Poison".

"Poison" é o novo trabalho da designer irlandesa Maebh Costello. Centrada no ciclo da vida, retrata a imagem de uma viúva negra numa teia rodeada de heras: dois elementos extremamente venenosos. No primeiro caso, a fêmea alimenta-se do macho após a cópula e a sua picada pode ser fatal. No segundo, temos a hera, uma planta que, quando ingerida, causa náuseas, dores abdominais, problemas respiratórios e neurológicos. Serviu mesmo de inspiração para a personagem Hera, da Marvel Comics. Tanto a aranha como a hera representam o lado perigoso da mãe natureza.

Outros trabalhos de Costello mostram também composições com elementos da Natureza. Por exemplo, em "Swallowed", um trabalho que envolve fotografia, uma mulher afunda-se no mar e o seu corpo mistura-se ao de alforrecas brilhantes. Este trabalho representa também uma das suas paixões e medos: a designer pratica surf e sente-se muito próxima do mar.

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© Maebh Costello, "Swallowed".

Em "Children of Lir", dois gansos, lado a lado, saem do tronco de um homem e toda a imagem se vai tornando líquida, escorrendo. Em "Jeux de Seduction" (feito em colaboração com Sahir Khan) o rosto e tronco de uma mulher ganham relevo. E "Bio Sight" é, mais uma vez, a junção do corpo humano à Natureza. Finalmente, em "Growing up" vemos uma planta a crescer, ansiando por luz, o que é também uma metáfora da evolução da designer: neste trabalho ela começou a aperfeiçoar a técnica mista, deixando de usar unicamente o meio digital. Passou a integrar os desenhos a lápis nas suas ilustrações digitais.

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© Maebh Costello, "Children of Lir".

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© Maebh Costello, "Jeux De Seduction".

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© Maebh Costello, "Bio Sight".

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© Maebh Costello, "Growing Up".

Com traços finos e precisos, as cores predominantes do trabalho de Costello são os cinzas, os cremes e os tons mais quentes derivados do vermelho. A mulher tem também um papel importante no seu trabalho.

Especializada em ilustração e design, Costello trabalha na área há cinco anos e já teve como clientes a Canon, a Shell e a Dell. A ilustradora descreve-se como uma aprendiz rápida e interessada em adquirir novos conhecimentos. Apaixonada por arte, até nos tempos livres se dedica ao design, fotografia e artes. Trabalha maioritariamente no computador, através de programas como o Photoshop. E passa muito tempo fora de casa, sempre com a máquina fotográfica.

Conheça mais trabalhos da designer irlandesa no seu site pessoal ou siga-a no Twitter.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Imagens do Deart UFRN

Um brinde (Yuri Magalhães)


Yuri Magalhães, mostra uma performance que critica a real situação do artista potiguar, remete-se a um discurso geralmente conhecido de " O artista que vive a mercê do poder público". Nesse contexto, o interprete une questões ligadas a política, opinião, relação entre artistas em meio geográfico,social e humano.

Me identifiquei bastante com as idéias que permeiam o texto da performance, que deu até vontade de fazer um vídeo expondo essas idéias, mas como não temos um público alem da geração "infica" do grafith, prefiro nem gastar meu precioso tempo com essa tentativa frustada de expressar a indignação vivida pelo artista natalense em especial.

A Performance foi apresentada no dia 13/12/11 nas dependências do departamento de artes da UFRN, vejo na crítica "clichê" do nosso querido Yuri Magalhães a minha indignação de artista desvalorizado pelo poder público, que sustenta o artista em um mero espetáculo e que enche a cabeça dos jovens que creem fazer arte a partir de modinhas e meros elogios.

Confira a performance com exclusividade.

Yuri Magalhães é graduado em Teatro pela UFRN e atualmente faz mestrado na mesma instituição, com este artista, tive a oportunidade de trabalhar em uma de suas encenações com "A congregação dos toucas pretas" em 2009.

Na integra, o texto da performance:

Um brinde...

Gostaria de propor um brinde a nós, artistas.

Um brinde à nossa eterna generosidade,

Somos generosos porque aceitamos, de bom grado, trabalhar, quase como escravos, por preços irrisórios. E nossa generosidade é tanta que, além de aceitar trabalhar por preços irrisórios ainda aceitamos receber fiado, ou seja, o artista é tão generoso que aceita trabalhar e receber até um ano depois.

Também somos modestos! Por que somos? Porque o artista, principalmente, o artista local acostuma-se com a ideia de que não é “grande coisa”, estendendo sempre um tapete vermelho ao artista nacional, aceitando inclusive receber infinitamente menos que ele, e claro, recebe mil reais fiado, enquanto o artista nacional só trabalha se receber 200 mil antecipadamente.

Também somos compreensivos, compreendemos o tempo inteiro que se o Governo não investe em Saúde, nem em Educação, investirá muito menos na Cultura. O artista é tão compreensivo que se acostuma a pensar que não tem grande relevância por não ser celebridade, aceita ser sempre colocado em último lugar em tudo.

Um brinde, por sermos tão pacientes, tão conformistas, por achar que vida de artista é isso mesmo, e um brinde ao pensamento imbecil diz que para ser artista é preciso sofrer. O brinde a extraordinária inteligência do artista que é conivente com este tipo pensamento, que em virtude de uma ideologia “fajuta” se submete a todo tipo de humilhação e limitações, principalmente de ordem financeira.

Um brinde ao nosso comportamento pacífico, que em vez de brigarmos por políticas públicas de cultura, nos contentamos em participar do Auto de Natal, achando que o “Auto de Natal” é o décimo terceiro da classe artística.

Um brinde a nossa consciência! Passamos o ano inteiro reclamando do Governo do Estado e da Prefeitura. Porém basta que a prefeita esteja presente, que muitos nós iremos abraçar, apertar a mão, e tirar foto, em vez de expor nossos problemas.

Um brinde aos grandes diretores, aos grandes artistas, que apenas conseguem se consagrar no âmbito municipal e estadual, graças a amizade com o políticos.

Um brinde aos artistas adolescentes que se dizem “politicamente engajados” e nas eleições votam em Rosalba Ciarlini e em José Agripino.

Um brinde à ingênua esperança do artista que vai a São Paulo achando que terá mais chances e viverá mais dignamente, vive reclamando das políticas locais para a cultura aqui, e quando chega em São Paulo vai reclamar da política lá, e enquanto nós aqui em Natal passamos a consagrar o artista que parou de se humilhar aqui para se humilhar em São Paulo.

Um brinde a diretores e coreográfos que vivem de nariz em pé por passarem a vida organizando quadrilhas juninas, blocos de carnaval, e vão para a TV dizer que a prefeita está de “parabéns” por promover uma festa popular, quando não está fazendo mais do sua obrigação.

Também devemos brindar a nossa humildade. O artista é tão humilde que se recusa a exigir o mínimo de respeito para não ser interpretado como “estrela”, ou “arrogante”.

Um brinde também para esse protesto clichê, de reclamar da vida dura de artista, ou falar mal do governo, típico de quem não tem o que fazer e de quem não tem assunto melhor.

Enfim, para encerrar, devo esclarecer que esse brinde é a cara do artista. Por que? Primeiro, porque ele não será feito com taças, será com copos descartáveis. Pois é exatamente isso que somos aos olhos de muita gente, descartáveis. A bebida não será champagne, será cachaça! Porque é essa bebida quente a amarga, que desce rasgando, que merecemos tomar! Porque é isso que passivamente nos enfiam guela abaixo para tolerar as atrocidades.

Brindemos!

Yuri Magalhães