domingo, 5 de junho de 2011

Espetáculo com dançarinos pelados causa escândalo em Londres


Londres, 4 jun (EFE).- O espetáculo de uma companhia de dança canadense, cujos membros saltam totalmente pelados pelas poltronas do teatro e realizam gestos obscenos, conseguiu escandalizar a crítica e parte da plateia em Londres.Trata-se de um espetáculo do coreógrafo franco-canadense Dave Saint-Pierre intitulado "Un peu de tendresse bordel de merde!", que se apresenta atualmente no teatro Sadler's Wells, templo da dança moderna da capital britânica.Com perucas de longos cabelos loiros, os dançarinos saltam pelados entre os espectadores, se sentam no colo de alguns, mostram suas nádegas e simulam masturbação, o que provoca risos ou rejeição, de acordo com o bom humor da plateia, que por sua vez, decidiu abandonar a sala.

O crítico do "Daily Telegraph" qualificou o espetáculo de "repulsivo, vulgar e estúpido" enquanto o do dominical "The Observer" escreveu no Twitter na noite do estreia: "Coreografia risível, texto pretensioso, suposta tentativa de romper barreiras". Saint-Pierre, que aposta com frequência em dançarinos pelados em suas criações, se mostrou surpreendido pelas fortes críticas porque, segundo explicou, "os coreógrafos levam mais de 40 anos fazendo estas coisas".O diretor artístico de Sadler's Wells, Alistair Spalding, se mostrou por sua parte contente que a maioria do público sintonizasse a noite de estreia com o espírito do espetáculo e só uma pequena parte abandonasse a sala. EFE

sábado, 4 de junho de 2011

Stomp.

Stomp é um famoso grupo de dança oriundo deBrighton, Reino Unido, que usa o corpo e objetos comuns para criação de performances teatrais físicas percussivas. Suas origens musicais remontam ao trabalho do Einstürzende Neubauten e Savage Aural Hotbed.

A palavra stomp pode se referir a um subgênero distinto de teatro físico, onde o corpo incorpora-se a outros objetos como meio de produzir percussão e movimento que ecoa as danças tribais.

Site Oficial
http://www.stomponline.com/show.php

Folia de Rua Potiguar

Video que fala brevemente sobre o grupo parafolclorico folia de rua potiguar e apresenta algumas figuras da cultura popular, como o boi, a burrinha eo jaragua .

BEBE LILLY - DANS L'ESPACE




Bébé Lilly, é uma cantora virtual (em animação) para crianças. Criado pela Heben Music, uma gravadora que pertence a Warner Music e Sony Music, lançaram em 2006 um disco naFrança, uma das canções com o título Allô Papy, se tornou uma das mais populares sendo gravada em outras línguas como Alemão, Italiano e Português.

domingo, 29 de maio de 2011

Jamie Beck e suas impressionantes fotos que se movimentam

A fotógrafa novaiorquina Jamie Beck mudou totalmente o conceito de GIFs animados ao criar uma respeitada forma de arte, apresentando fotos extremamente impressionantes. Para quem não sabe, os GIFs animados são famosos na internet. Entretanto, a grande maioria tem caráter humorístico e não guarda grandes preocupações com a qualidade das imagens.

O que Jamie faz é exatamente o contrário. As imagens possuem incrível realismo e chama atenção pelos detalhes.Batizadas como “cinemagraphs”, ela busca não esgotar as possibilidades de uma imagem. Esta realmente parece ser a chave para criar uma arte respeitável.

Ao Entardecer (Lidiane Blanchet)

Se em nada me

desassossega

a superfície,

é porque agora

estou ao céu;

debruçada em

purpurina e

em ardor angelical

que a teima

em sua fala dita,

que em meus olhos

há malevolente

tentação.

sábado, 21 de maio de 2011

Topo Gigio: Chove chuva (Jorge Ben Jor)



Um dos primeiros sucessos de Jorge Benjor, "Chove Chuva" ganhou em 1969 interpretação de Topo Gigio, personagem de programa infantil criada na Itália em 1958 por Maria Perego. A música, composição do próprio Ben Jor, foi regravada por vários artistas, como Jair Rodrigues (2000), Elza Soares (1999), Daúde (1995), Biquini Cavadão (1994), Neguinho da Beija-Flor (1990), Sergio Mendes (1967), Walter Wanderley (1964) e outros.

Topo Gigio : Meu Limão, Meu Limoeiro


Topo Gigio é um rato com aproximadamente 20 centímetros de altura e muito popular na Itália durante várias décadas. No Brasil, o personagem apareceu pela primeira vez no programa Mister Show, na Rede Globo, em 1969. Ele dividia a telinha com o humorista Agildo Ribeiro. Os dois, boneco e ator, viraram mania nacional. Uma infinidade de produtos, como revistas, chaveiros, bonecos e canecos, entre outros, foram lançados com a estampa do ratinho, que também despertou o interesse da indústria fonográfica. Topo Gigio adorava cantar e dançar, especialmente a música "Meu Limão Meu Limoeiro", registrada num compacto duplo de 1969 que contém esta música de Benjor.




sexta-feira, 20 de maio de 2011

(angst) - teatro físico

Mimica e Teatro Físico (Breve definição)

Teatro físico é a construção de formas compreensíveis ao imaginário coletivo, feita através do corpo do ator e que comunique a esse imaginário, sejam formas de sombras, móveis e fixas, com ou sem estrutura dramática, estílo, e que não necessita do uso da palavra, embora não necessariamente a exclua.



A origem do termo "Teatro Físico"

Desmond Jones, diretor e professor de uma das mais conceituadas escolas de Mímica e Teatro Físico no Reino Unido responde, em aula inaugural do intenso programa de seu curso, a pergunta mais repetida por seus alunos nessa ocasião: Afinal, o que é Teatro Físico?

O diretor responde de uma maneira direta que a Mímica Contemporânea e o Teatro Físico são a mesma coisa. Segundo ele, o termo Teatro Físico foi instituído devido às confusões e ao preconceito de muitos, tanto do público, como dos artistas, da palavra mímica. Isso acontece devido a esta arte ser associada erroneamente, por muitos, ao gênero silencioso da pantomima de Marceau e de suas cópias que se multiplicaram por todos os continentes, como já pudemos analisar anteriormente. Por esta razão, segue Desmond, alguns grupos começaram a introduzir o termo Teatro Físico para a Mímica Contemporânea que explora a arte da mímica como um ato total, que une o corpo, a voz e a criação na figura do ator.

O termo physical theatre tornou-se conhecido nas artes cênicas nas três últimas décadas do século XX, caracterizado como uma nova tendência teatral. Acredita-se que ele tenha surgido primeiro na Inglaterra. Leabhart concorda com Jones ao fundir os dois termos (Teatro Físico e Mímica Contemporânea) e acrescenta:

Decroux, junto com outros dois gigantes contemporâneos, Lecoq e Grotowski, compartilhavam das mesmas idéias. Os três imaginavam o teatro físico que não era, primeiramente, literatura e que tinha a dramaturgia dentro e do corpo. (MIME JOURNAL, 2000/2001:149)

O Teatro Físico tem seu período de experimentação nos anos 60, sua consolidação nos anos 70 e 80, com o trabalho de várias companhias, entre elas o grupo de Steven Berkoff, o Theatre du Movement, o Theatre de Cumplicitè, o Theatre de Soleil e outros. A partir da década de 70, a mídia passou a classificar os grupos que traziam a característica corporal e autoral, difundida pela mímica moderna, somada com elementos do circo, da dança e do teatro experimental dos “fringes”, de Teatro Físico. Tal movimento rompe com o logocentrismo, o textocentrismo e promove uma nova forma de pensar o corpo, valoriza o ator-criador e a dramaturgia do corpo.

O termo physical theatre passou a ser conhecido no Reino Unido no começo dos anos 70 e foi lá, segundo Kershaw (1992), o primeiro lugar a empregar este termo na mídia de comunicação de massa, por meio da conhecida revista de entretenimento semanal Time Out. John Ashford, editor de teatro desta revista londrina, passou a influenciar críticos e jornalistas em outros veículos, devido à classificação publicada por ele, diferenciando o processo de criação e colocando a categoria Teatro Físico para os espetáculos onde o corpo e a voz eram centrais, o que o diferenciava de outras categorias como a de Teatro de Escritor, em que o texto é fundamental no processo artístico.

(...)O movimento das artes da atuação física, que teve a sua base na França na primeira metade do século XX, foi acolhido pelo Reino Unido na outra metade e devido à forte aceitação do público, da classe artística, da mídia inglesa e dos incentivos na produção de seus espetáculos, fez da Inglaterra a sede do Teatro-Físico, de onde nascem diversos grupos, festivais, escolas e cursos desta prática.

O Teatro Físico ou Mímica Contemporânea refere-se a um momento em que a arte se distancia do purismo e caminha para a somatória da mente/corpo e voz na síntese do ator-criador, que participa de todos os momentos de criação do processo artístico, assinando, muitas vezes, a autoria do texto teatral.

(...) Os atores contemporâneos, alimentados por mais de meio século de pesquisas, passam a seguir os ensinamentos do pai da Mímica Moderna, Etienne Decroux, que na sua intensidade defendia que, se houvesse um autor no teatro, este seria o ator. A estranha divisão de funções feita no naturalismo com o autor sentado, pensando e escrevendo o texto que seria entregue para o ator, que somente então iniciaria o seu trabalho como intérprete do texto, é a quebra mais notória do ator do Teatro Físico, que não mais inicia seu trabalho pela metade, como diz Denise Stoklos em entrevista realizada por Pedro Brício em 27/10/2000:

No meu entender o trabalho que sobra para o ator é da metade em diante, isto é, alguém já criou aquele personagem e ele tem que realizar bem aquilo. Não que isso seja menos, não se pode dar uma criação de valores entre o que é mais valoroso. Mas no meu entender é muito mais rico, o intérprete, o ator, fazer esta trajetória inteira. Descobrir qual personagem que ele gostaria de criar. Ele próprio criar o contexto, que é a dramaturgia, e ele mesmo ser o diretor, isto é ser narrador ao mesmo tempo. (BRÍCIO, 2000:47).

A atriz refere-se ao ator-intérprete do teatro tradicional que é direcionado pelo texto literário e a diferença do ator-criador, que participa de todo o processo criativo. A modificação na figura do ator-criador no processo de criação que não se inicia por um texto, mas sim pelo corpo e na nova maneira de pensar este corpo, será uma das grandes alterações propostas no Teatro Físico.

(...)Mas como definir, afinal, o Teatro Físico? Dymphna Callery arrisca:

Teatro-Físico é o teatro onde o meio primário de criação acontece no corpo (...) Isto não significa que a exigência intelectual seja excluída. O intelecto é assimilado por meio do envolvimento do corpo. (CALLERY, 2002:4)

(...) Mais adiante, Callery focaliza a entrada de alguns segmentos da dança para o Teatro Físico, principalmente aqueles que encorajam mais os dançarinos a criar do que interpretar, como é o caso do grupo de dança DV8, fundado pelo australiano Lloyd Newson, que foi a primeira companhia de dança a usar a denominação Teatro Físico conscientemente.

O diretor responde(...) Vários festivais de Teatro Físico acontecem por todos os continentes, destacando o Festival Internacional de Mímica, em Londres, onde grupos de todos os países participam anualmente com espetáculos, workshops e palestras e que já se firmou como uma referência para esta arte. É importante, também, citar o Festival de Edimburgo que ocorre no verão europeu e que conta com uma vasta programação nesta área.


Fonte
http://www.cialuislouis.com.br/tf-origem.htm