Um pouco de Bumba-meu-Boi :
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Leitura de pensamento (Lid Galvão)
Enquanto minhas córneas enxergam paredes invisíveis lustradas de tecidos cor de terra e minha loucura chega a seu ponto mais crítico aplaudido pela lei do silêncio, seu corpo ameaça abdicar de tal nobre forma nua, crua do arrependimento de seu carma. Era então, missão minha aflorar novamente sua despenteada vergonha, fazer-te aventurar em planos terrenos em quaisquer que fosse as estações, frias ou rosadas, mediante apelo soluçante de sua ainda viva vitalidade medonha, de uma filosofia administrativa grotesca em seus olhos oceânicos; doces e ainda assim: ponderáveis.
Folcloricamente suas carnes deliciam primórdios com veias de barro e sede insaciável, supre a decadente moralidade crédula de aspirantes a conservados. Naturalmente, embora o presente retroceda, e me abrace com suas patas e unhas grandes direto no peito seu, tenho a livre convicção de uma águia faminta a flanar rasteira sobre a relva que a decência foi extinta quando (supostamente) tiveram a ideia de inventar o ser humano.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
GCM proíbe distribuição gratuita de livros no Centro de São Paulo
Como essa pagina tem o intuito de divulgar Arte, não posso ignorar a literatura, uma vez que o exercício da leitura nos faz cidadãos mais conscientes e críticos em meio as inúmeras divergências sociais do cotidiano. Esta noticia em especial me chamou muito a atenção, pelo seu elevado teor de estranhamento, sendo assim compartilho com o leitor de O MARICAL.
Por Gustavo Magnani
A notícia é tão polêmica, estranha [e revoltante] que já está causando um grande “bafafá”:
Uma distribuição de livros gratuita que aconteceria na manhã desta segunda-feira (10), na frente da Prefeitura de São Paulo, no Centro, foi abortada pela Guarda Civil Metropolitana na noite deste domingo (9), segundo a ONG Educa Brasil. De acordo com Devanir Amâncio, presidente do grupo, os organizadores do evento tinham acabado de descarregar a primeira caixa com os livros no Viaduto do Chá quando guardas os abordaram e afirmaram que a distribuição não poderia acontecer.
“Os guardas falaram que a ordem era de não distribuir os livros, e que eles seriam recolhidos como entulho caso insistíssemos. As pessoas que estavam descarregando ficaram com medo de continuar e saíram rápido do local”, disse Amâncio.
Segundo ele, os guardas chegaram a perguntar se o grupo tinha autorização para distribuir os livros. “Eu falei que não, pois aquilo não ia atrapalhar ninguém. Nós nem colocamos faixa, só tinha uma lona para os livros, uma lousa e duas cadeiras para pessoas mais idosas se sentarem”, comentou.
Ainda de acordo com ele, livros foram oferecidos para os guardas. “Um deles estendeu a mão para pegar, mas o outro falou que eles seriam punidos”. A Guarda Civil Metropolitana foi procurada pela reportagem do G1 para se posicionar sobre o caso, mas não havia respondido até as 12h desta segunda-feira.
Ainda segundo Amâncio, cerca de 8 mil livros seriam dispostos em lonas e distribuídos a partir das 10h desta segunda como uma forma de protesto ao descaso com as bibliotecas públicas da capital paulista. A “Bienal Relâmpago”, como foi chamada, será transformada em uma “Bienal Móvel” – duas kombis percorrerão locais movimentados do Centro de São Paulo oferecendo os livros aos pedestres. De acordo com Amâncio, a nova distribuição deve acontecer na manhã de sábado (15). [RETIRADO G1].
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Vocês preferem que eu comece por onde? Pelo óbvio? Tudo bem: tirar drogas da rua ninguém quer, agora, livros [...] É tão absurdo acreditar que a notícia veiculada é verdadeira que começamos a nos questionar onde está a racionalidade que supostamente difere os homens dos animais:
“vocês tem licença pra distribuir livros?”
“Livro? Isso aqui é pacotinho de Crack, sinhô”.
“opa. Desculpe o incômodo. Pode voltar ao serviço, amigo.”
É um tanto difícil falar sobre o assunto, pois, qualquer coisa dita soa como extremismo descabido. Mas, não é a questão. Por exemplo, tentei medir quais seriam os motivos de terem mandado os guardas [sim, porque eles não são os culpados por isso]. Perturbação pública? Duvido. Que mal pode causar a doação de livros para, assim, ocorrer o incentivo da leitura?
Opa… opa… que mal é esse? Já se tornou quase que uma opinião geral [e isso é algo ótimo, diferente de outras opiniões gerais] que os políticos desvalorizam a educação para continuarem no poder. Pois [e aqui retomo aquilo que disse na postagem sobre a proibição de Dalton Trevisan] a leitura possui uma capacidade influenciadora gigantesca. No entanto, me parece um tanto conspiracionista acreditar que um político da cidade iria exigir tal intervenção. Então, tentemos buscar outro motivo.
Ocupação de área pública? Mas, seriam apenas algumas lonas, cadeiras, ninguém iria ligar em desviar pro lado. Além de que, ao longo de todas as cidades, existem ocupações indevidas do espaço público. Por exemplo, numa escala menor: quantas casas jogam entulho na rua, impossibilitando tanto o tráfego pela calçada quanto pela metade da pista. Numa escala maior: quantas outras áreas públicas são ocupadas por traficantes/bandidos, impossibilitando o uso ou a passagem pela mesma? Portanto, ocupação de área indevida me parece insensato.
Agora, sinceramente, não consigo pensar em mais nada. Sobram, então, duas opções: a “conspiracionista” e a “foda-se essa merda, vamos encher o saco com coisas inúteis” [ultimamente, começo a achar que essa última opção motiva muitas coisas no Brasil].
Em defesa da “conspiracionista”, digo que só uso esse termo porque me parece um tanto ingênuo acreditar que essa “proibição” iria desanimar a ONG ou outros incentivadores da leitura. Por isso, à primeira vista, pode soar um tanto estranho que o prefeito, ou alguém do alto escalão, tenha decretado: “Não. Não vão distribuir livros”. E aí existem dois caminhos: “sim, realmente é estranho, mas, o que não é estranho num meio que aumenta mais de 60% o próprio salário em um único ano?”, ou “inibem as pequenas coisas para que as grandes não aconteçam”. Essa última pode parecer ainda mais absurda, no entanto, faz completo sentido e, sim, pode ser o motivo de toda essa proibição absurda.
Agora, sobre o “foda-se essa merda, vamos encher o saco com coisas inúteis”, essa é a resposta mais ao acaso [e, talvez, mais aceitável possível] e, infelizmente, tem muita cara do sistema brasileiro. Seja lá qual for o motivo, consegui conter, ao longo do texto, a certa raiva que paira sobre todos ao ler a notícia. Como semana passada já destilei um pouco de ódio literário na postagem sobre o Vampiro de Curitiba, me arredei aqui, tentando equilibrar as ideias sem diminuir a crítica. Óbvio, o texto acaba sendo menos incisivo, mas, não menos eficaz. [em segredo, acho que já bastaria um texto que se limitasse a xingar a ação dos guardas, mas isso é um segredo].
Quanto aos realizadores do projeto, deixo meus gigantescos parabéns. OITO MIL LIVROS distribuídos gratuitamente é de se orgulhar. Tenho certeza que muitas pessoas irão adquirir o hábito pela leitura por causa dessa ação.
Ao sistema brasileiro, meus sinceros pêsames, pois sua dignidade já morreu há muito tempo. Triste é perceber uma população evoluindo [e que tenta evoluir seus companheiros] ser barrada por um autoritarismo frouxo, arrogante e sem nenhum sentido.
Disponivel em:
Vote Neu
Em período de eleição, prepare seu saco e também os ovos.
Estes videos, gravei no ano de 2010, em meio a campanha política pra presidente e governador, bem... infelizmente os videos não surtiram muito efeito. Mesmo assim, divirta-se:
Agora eles pedem seu voto...
Depois, eles agradecem a sua incompetência eleitoral.
Estes videos, gravei no ano de 2010, em meio a campanha política pra presidente e governador, bem... infelizmente os videos não surtiram muito efeito. Mesmo assim, divirta-se:
Agora eles pedem seu voto...
Depois, eles agradecem a sua incompetência eleitoral.
Supremo faz audiência para discutir polêmica sobre racismo na obra de Monteiro Lobato
Sei não, mas creio que nossos juízes deveriam pensar em coisas mais importantes pra fazer, não entendo como querem censurar Monteiro Lobato, uma vez que existe tantos programas de televisão inúteis que mereciam ser extintos, mas de qualquer forma resolvi postar essa noticia:
Por Aline Leal Valcarenghi
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai realizar nesta terça-feira (11) uma audiência de conciliação para discutir a adoção de livros de Monteiro Lobato pela rede pública de ensino. O caso chegou ao STF por meio de um mandado de segurança apresentado pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) e pelo técnico em gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto. Ambos afirmam que a obra de Monteiro Lobato tem “elementos racistas”.
Em nota, o minsitro Luiz Fux, que irá presidir a audiência, afirma que se trata de "relevante conflito em torno de preceitos constitucionais, no caso, a liberdade de expressão e a vedação ao racismo".
Em 2010, o Conselho Nacional de Educação (CNE) determinou que a obra Caçadas de Pedrinho não fosse mais distribuída às escolas públicas por considerar que ela apresentava conteúdo racista. O conselho apresentava trechos da obra para justificar o veto à obra: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão.”
Em seguida, o Ministério da Educação (MEC) recomendou que o CNE reconsiderasse a determinação. O conselho decidiu então anular o veto e indicar que as próximas edições do livro viessem acompanhadas de uma nota técnica que instruísse o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela foi escrita.
Com o mandado de segurança, o Iara pretende anular a última decisão do CNE. Eles pedem ainda a “imediata formação e capacitação de educadores” para que a obra seja utilizada “de forma adequada na educação básica”. No mandado de segurança, eles afirmam que o livro Caçadas de Pedrinho é utilizado como “paradigma” e que essas regras devem nortear a aquisição, pela rede pública de ensino, de qualquer livro literário ou didático que contenham “qualquer forma de expressão de racismo cultural, institucional e individual”.
Disponivel em:
MOMENTOS
O curta do mês me fez perceber o que significa o valor de uma família. Muito bom!
Confira:
Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra,
no lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como
apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo.
Confira:
Numa noite normal com o passado largado da memória, um homem reencontra,
no lugar a que chama casa, lembranças de um tempo que viveu.
Fragmentos de pura felicidade e instantes de sublime partilha, surgem como
apontamentos de esperança de um presente que não voltará a ser o mesmo.
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