terça-feira, 13 de novembro de 2012

Re-Postagem - Homenagem ao Rei do baião na cidade do Assu/RN.



A re-porstagem de hoje é um texto que escrevi sobre o festejo junino da cidade de Assu, visto que a bola da vez é fazer o marketing sobre a imagem do Luiz Gonzaga:

Vamos pensar um pouco. # Assu-RN e sua homenagem ao rei do baião.

Por Fábio Fernandes.

Por 18 anos morei em Assu, uma cidade do interior do Rio Grande  do Norte. Esta, sempre sustentou a fama de “cidade dos poetas “ ou de ser rotulada de “terra da poesia”. Pode parecer paradoxal, mas não consigo atribuir nenhum dos títulos em questão.

O que me faz pensar desta forma é a falta de investimento no setor cultural. Noto que os lideres desta cidade nem se quer atentam para a valorização dos nossos poetas, músicos locais, atores entre outros seguimentos da arte que vivem numa espécie de “ócio cultural”, no entanto, estes ícones (obsoletos) culturais transitam num espaço esquecido, sem evidencia e na constante falta de apoio.

A cidade vive pautada em títulos fantasiosos, utópicos; persiste viver numa eterna quimera. Até quando vou testemunhar isso? Até quando irei falar às pessoas que a cidade na qual vivi 18 anos não é a cidade dos poetas? Até quando terei que dizer a meus colegas que temos que sair de nosso ninho, abdicar de nossas amizades e de nossos valores para emigrar a outras cidades em busca de um valor pelo qual, seria nosso por direito?

Essas inúmeras questões sobre nosso valor cultural persiste e creio que poderia ser diferente se tivéssemos desde o berço, acostumados com peças teatrais, músicas de bom gosto e de qualidade como critério primordial, recitais de poesias em nossas escolas e o incentivo a leitura de bom grado pelos nossos tão ilustres professores. Hoje percebo minha dificuldade de escrever, isso porque tive um ensino básico de baixa qualidade, é uma pena me usar como objeto base para reflexão tão necessária. Mas esse não é o foco desta dissertação, uma vez que os valores culturais intrínsecos em nossa bagagem de vida englobam todos os aspectos pedagógicos do sujeito.

Retorno a falar sobre nossa cidade, aquela tão conhecida e aclamada como terra dos poetas (mortos), esta pela qual sempre nego quando alguém faz alusão a nossa poesia constante. Neste ano fui ao município conferir as festividades juninas, crente que iria presenciar uma grandiosa homenagem ao nosso eterno Luiz Gonzaga, o precursor de um estilo musical que é referencia em nosso querido Nordeste, quiçá no país como um todo. Este artista reconhecido internacionalmente merecia no mínimo uma homenagem de peso, assim como seu nome.

Infelizmente presencio uma espécie de “forró” medíocre, sem qualidade, com a falta da grandeza das letras que gerem uma leve reflexão, que tem por excelência falar de bebedeira, farra, prostituição, cabaré entre outras coisas fúteis do gênero, o pior não é isso, entendo como mais brutal e indelicado a forma pela qual esses “forrós” modernos tratam a figura da mulher. Estas “musicas” a rebaixam, subestimam e tratam com desdém uma figura tão linda e poética; que é este feminino que contem na imagem da mulher.

Portanto, chego a me perguntar se o nosso querido rei do baião está feliz com essa homenagem, se vai ser preciso usar até o nome do saudoso Luiz como título para continuar nessa politica ridícula de “pão e circo”, assim como fizeram com os nossos eternos e ilustríssimos poetas. Nesta hora, creio que o eterno Renato Caldas curtiria essa crônica, caso ele tivesse uma conta no facebook.

domingo, 11 de novembro de 2012

PSY - Father . 싸이 - 아버지


O cantor coreano PSY se tornou uma febre na internet com o Hit Gangnam Style, isso me fez pesquisar um pouco mais sobre esse artista, porem em meio a essa investigação, descobri uma belíssima canção,esta denominada Father (Pai) o mais marcante foi o videoclipe de animação, mostra realmente como é o percurso de um pai de família para com os seus. Pode parecer um vídeo simples, mas essa obra me fez lembrar meu querido pai e refleti bastante a sua importância em minha vida. 
Dessa forma, em homenagem à todos os pais do mundo, assistam PSY :




싸이 - 아버지


DUAS VISÕES SOBRE A MESMA LARANJA


 
 por Murilo Jorge  
Laranja Mecânica carrega dois finais geniais dentro da mesma história e nós podemos escolher qual nos  agrada mais.
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Laranja Mecânica é um clássico do cinema e da literatura. Lançado na Europa em 1962 e no Brasil em 1971, o livro escrito por Anthony Burgess causou grande furor na opinião dos críticos. Falava de um jovem delinquente chamado Alex que liderava seusdruggies, uma gangue que furtava, estuprava e fazia uso de todo tipo de violênciahorrorshow. Nem é preciso falar que a temática abordada pela obra foi um golpe forte, ácido, irônico e cínico à sociedade inglesa e ao mundo da época.
Tudo no livro era diferente, incluindo o vocabulário nadsat criado por Burgess. Era uma mescla de elementos linguísticos do subúrbio inglês com a língua russa. A genialidade do enredo, das personagens e do contexto histórico, atraiu a atenção de outro gênio, mas das telas.
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Stanley Kubrick, que carregava em seu histórico da época filmes como Lolita e o premiado 2001: Uma Odisseia no Espaço adaptou o livro para o cinema em 1971. A atitude podia não ser bem vista por muitas pessoas que preferem os livros ao invés das produções cinematográficas por estes possuírem mais riqueza e fidelidade à história. Felizmente, isso não se aplica à Laranja Mecânica.
Kubrick fez um excelente trabalho com base no livro homônimo. Deu vida aos personagens e contou com a espetacular ajuda de Malcolm McDowell, que transformou-se em figura insubstituível do vilão/herói Alex DeLarge. Porém, um ponto da originalidade e fidelidade à obra literária foi violado pelo diretor.
O enredo seguia fiel até seu final. Depois de passar pelo pioneiro tratamento Ludovico, que prometia uma nova socialização ao criminoso, Alex se vê “curado socialmente”.
Exposto a filmes violentos, cenas chocantes e violência de modo geral, ele é condicionado a repelir toda manifestação vinda daquele comportamento, ficando vulnerável e passando mal toda vez que era submetido a uma pressão de cunho violento.
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Teve sua mente lavada.
Depois de adquirir aversão aos atos que cometia e até a 9ª Sinfonia de Beethoven, da qual tanto gostava, o protagonista se vê impotente ao ser aprisionado por um senhor que teve a mulher molestada por ele e seus druggies antes de Alex ser preso. A cena do estupro, uma das cenas mais chocantes do cinema por ser representada com tanta naturalidade e veracidade, é lembrada até hoje.
Buscando vingança, o senhor tortura Alex mentalmente, que desesperado, tenta suicídio e falha. Quando acorda no hospital vê que sobreviveu e agora é tido como herói.
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O Ministro do Interior, um dos que era favorável ao tratamento usado em Alex, se desculpa e oferece trabalho ao protagonista, na tentativa de apagar a má imagem por apoiar o experimento.
Até este momento, as histórias eram iguais.
No livro, o jovem sai do hospital e tem tempo para rever algumas coisas que fez durante sua pequena saga. Volta a ser líder de outro grupo, mas aparentemente perdeu sua essência. Está mais sensível, mais maduro e mais crescido, mas isso será percebido com a leitura atenta ao final do livro.
Alguns pontos são ressaltados por Burgess e, trocando em miúdos, há um arrependimento do autor que é refletido no protagonista. Chega-se a conclusão, de que foi apenas uma fase ruim, aliada à pré-adolescência, e que Alex cresceu.
É então que aparece o lado ainda mais crítico de Kubrick. No filme, não há a saída do hospital, esse regresso e esta conclusão. Alex, deitado na cama, é alimentado na boca pelo Ministro. O ato é acompanhado de perto pela mídia, que registra tudo. O ar debochado da personagem faz sentido.
Ao fundo do quarto, mesmo com uma multidão de fotógrafos e repórteres, ele se vê fazendo sexo com uma mulher, em meio a uma espécie de reunião de cavaleiros. Uma orgia ao som da 9ª Sinfonia de Beethoven, que até então lhe causava transtornos e náuseas.
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A genialidade de Laranja Mecânica está aí. Os dois finais, tanto do livro quanto o do filme, são coerentes. Mas muitos, como eu, preferem o filme por ser mais interpretativo. O ponto de vista é mais claro. É muito difícil mudar a essência de uma pessoa. No caso, Kubrick quis passar que Alex era uma pessoa violenta em todos os sentidos por natureza. A nossa essência é, então, incorrigível.
O fato de se tentar corrigir também é botado à prova pelo diretor. Se devemos ser como somos, qualquer ato que tomarmos pode ser considerado justificável. Outro ponto levantado por ele: Alex atua como pessoa boa para ser socializado novamente. Essa atitude de reprimir sua essência lhe rende frutos e status, como o que lhe foi oferecido, quando na verdade o protagonista possuiu o caráter deturpado.
Então, até que ponto todos nós atuamos? Não será comum que todos escondam suas essências para se adequar socialmente? Nós somos pessoas realmente boas? Somos totalmente verdadeiros? Se houvesse a possibilidade de expor o que pensamos e queremos, isso seria feito por todos e seria aceito?
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O livro já carrega a visão positiva de que todo mal pode ser corrigido, independente do que seja feito. Foi uma fase, que estranhamente, passou para o protagonista.
De ambas as interpretações, a de Kubrick faz mais sentido por não ter compromisso em ser politicamente correta e é mais sólida. Apesar disso, não há a menor importância em de discutir qual é melhor.
Devemos apenas concluir que só uma obra como Laranja Mecânica poderia ter dois finais tão distintos escondidos em uma mesma história.
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murillojorge
Artigo da autoria de Murillo Jorge.
Jornalista e apaixonado por música desde sempre. Flerta com cinema e cultura em geral. Ouve muito mais música do que é recomendado..
Saiba como fazer parte da obvious.

Talentos que a mídia nunca vai valorizar - PETELECO DA VIOLA "FALA SÉRIO".

A principio, quando se olha para o artista, sua imagem logo reflete o que a sua obra venha a ser. Quando se ouve o nome "Peteleco da viola" nosso preconceito sobre o sujeito vem a tona por mera ignorância, imaginamos no entanto que isso não é nome de artista...

Pois bem, esse músico é um pedreiro; o que logo de cara rompe a visão estereotipada do homem insensível, ignorante, analfabeto, "pau mandado"que trata mulheres com indelicadeza e por isso convenciona-se num profissional vitima de inúmeras piadas e "cantadas" babacas.

Esse músico amazonense quebra esse paradigma e revela uma das letras musicais mais coerentes que particularmente tenha ouvido. O bom da arte é que assemelha-se ao HIV, não escolhe classe social   pra se manifestar. Essa canção critica toda a sujeira proporcionada pela corja politica do Brasil, vale a pena refletir essa ideia. Pena que a nossa televisão fajuta e manipuladora jamais irá divulgar. 

Confira:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Redes sociais revelando medíocres.

por Fábio Fernandes

"Nenhum homem é hipócrita nos seus prazeres". (Albert Camus)



Faço de Camus minhas palavras. É triste ver um monte de pessoas que usam as redes sociais pra se auto afirmarem enquanto sujeitos. Ainda a pouco comentei um vídeo no qual uma mãe (negra e pobre) bate no filho alcoolizado e o que estava escrito como titulo da postagem era "eu ri " e se ainda não bastasse, vinha acompanhado do famoso "KKKKKKKK" na boa creio q isso não passa de linguagem de retardado, obviamente muitos usuários da rede social compartilharam o vídeo reproduzindo outros "KKKKKKKK's". 
Bem, esse não é o problema. E então qual é o problema nisso? Percebe-se que as algumas dessas pessoas que riram da miséria dessa família são as mesmas que colocaram em seus pseudônimos "Guarani Kayowá" há semanas atrás, com o modismo da vez. 
No entanto, acredito que pessoas que não têm o menor senso critico do que venha a ser humor só querem mesmo sentirem-se acima dos outros (socialmente), porque numa causa estes indivíduos são humanistas e solidários para com os seus iguais e em outras oportunidades são toscos e forçam ser pessoas que sorriem da vida e nunca são despreocupadas com os problemas cotidianos? Acredito que não passam de hipócritas, vazios e seres altamente necessários de autoafirmação, na boa, isso chega a ser ridículo.

Outro paradoxo, é alguém pagar de certinho e na realidade ser apenas mais um na multidão, oportunista e sem a menor noção do que venha a ser coerente para com o próximo. Semanas atrás vi num desses blogs (assim como esse - risos) um cara sensacionalista que prega uma imagem de  certinho (faz-me rir) postar um vídeo no qual dois travestis (pobres) brigavam, o pior foi ele encontrar como título da matéria "Humor: Briga de travestis". Na boa, o pior não foi eu ver tamanha babaquice, o que entendi por mais duvidoso foi me questionar o porque de eu estar dando ibope a tamanha futilidade.

Enfim, até quando nos utilizamos das mídias para passarmos a impressão de certinhos? Eu por exemplo, pode parecer que este texto tem o intuito de me elevar ao titulo de "certinho", ah na boa, detesto politicamente correto, mas isso não implica usar uma ferramenta como o facebook pra mostrar minha provável raça ariana acima dos meus iguais. Isso pode até responder o porque somos um pais constantemente emergente.

O cauto azul (Lid Galvão)


O meu desejo não é sonho real;
Não é como aqueles que sentam no banco da praça,

E apreciam-se numa mutualidade.
E cultivam-se sem qualquer medo medonho.



Vi-te uma vez só, longe dos olhos.
Estreito-me as veias e pouco sangue corria.
Falava-me de frente para o espelho;
Eu, de frente para todas as coisas.



Ouvi mais que duas palavras.
Despertei ainda que sonolenta.
Porém, de nada serviu-me o nada.



Sentei-me depois em apreensão.
Absorveu-me poucas impressões;
Eu, a tua sombra calada,
A tua esfera perfeita.



Lembrei-te de dizer o que pensara.
Então, pensara que não podia ser.
Lembrou-me de vestir algo azul;
E a mim, o cauto azul celeste.

Disponivel em:
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3942031

Vale a pena ter em sua discoteca : PHOLHAS


Hoje indico um grupo musical que marcou sem dúvida minha história de vida, tudo bem que não sou contemporâneo dos caras, porém a arte através da musicalidade dessa banda continua consistente nos dias atuais, creio que pelo fato de além de ser um grupo formado numa época em que se tinha boas referencias musicais, possuia de fato, um público mais qualificado e com maior critério para ouvir a boa música.
Com esse grupo aprendi que as letras "PH" tinham o mesmo valor de "F", ainda hoje, quando quero sair da rotina e tô afim de ouvir os caras eu olho nos arquivos e digo - "Homi" eu acho que vou é curtir POLHAS. 
Essa banda sem dúvida merece um espacinho em sua discoteca:


PHOLAS
A banda foi criada em 1969 com a seguinte formação: Helio Santisteban (teclado), Paulo Fernandes (bateria), Oswaldo Malagutti (baixo) e Wagner "Bitão" Benatti (guitarra), com os quatro se revezando nos vocais. Começaram fazendo covers de bandas dos EUA e Inglaterra e passaram a compor também em inglês.
Seu primeiro LP, "Dead Faces", lançado em 1972 pela RCA, continha apenas canções em inglês. Um compacto simples extraído desse álbum, com a música "My Mistake", chegou ao primeiro lugar das paradas, vendendo 400 mil cópias em apenas três meses. Em seguida, outras canções foram lançadas em compactos, como "She Made Me Cry", "I Never Did Before" e "Forever", todas atingindo vendagem superior a 300 mil cópias. Em 1975, o álbum de estréia foi lançado no mercado hispânico com o título de "Hojas", dando ao grupo mais um Disco de Ouro.
Em 1977 o grupo mudou de orientação, lançando o LP "O Som das Discotheques", com covers dos principais sucessos do gênero, e chegando a 150 mil cópias vendidas.
Logo em seguida, Hélio Santisteban resolveu seguir carreira solo e em seu lugar entrou Marinho Testoni, ex-Casa das Máquinas. Isso levou a outra mudança no grupo, que lançou um disco de rock progressivo, e pela primeira vez com letras em português. O disco vendeu bem menos que os anteriores, mas tornou-se cult para um segmento de público.
Em 1978, foi Oswaldo Malagutti quem deixou a banda, sendo substituído pelo baixista João Alberto, também ex-"Casa das Máquinas". Malagutti criou com Santisteban o Estúdio MOSH (acrônimo de seus nomes) e até hoje trabalha com produção e masterização deCDs e DVDs musicais.
Em 1980 Hélio Santisteban retornou ao grupo, que retomou a tradição de cantar e compor em inglês, lançando então o LP "Memories". Poucos meses depois, com a saída de Marinho, o Pholhas chegou à seguinte formação: Bitão (guitarra), Paulo Fernandes (bateria), Hélio Santisteban (teclados) e João Alberto (baixo).
No final de 2007 Hélio Santisteban deixa definitivamente a banda, a partir de então Bitão, Paulinho e João Alberto resolvem não ter mais um tecladista fixo e sim um tecladista especialmente convidado para cada apresentação. Essa formula deu tanto certo que virou um atrativo a mais dos shows.
Ainda na estrada depois de 42 anos, a banda PHOLHAS continua apresentando espetáculos em todo o Brasil e exterior, com recriações de sucessos do rock inglês e norte-americano, especialmente de Bee GeesCreedence Clearwater RevivalElvis Presley,Rolling Stones e Beatles.

Essa é minha preferida: She made me cry: 



Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pholhas