segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ensaio Sobre... (Coisas da Carne) : Um experimento Perturbador

Nesse extrato cênico, Melk Freitas incorpora em sua interpretação, um pastor paradoxal. A peça é regida por fragmentos bíblicos que citam animais como objetos de enfase, a partir dessa perspectiva surge então esse experimento que coaduna com a questão do consumo de carne e a suposta espiritualidade.


Com: Melk Freitas

Direção: Fábio Fernandes.





Coisas da Carne: Um experimento, antes de ser uma escolha cenica sugerida pelas proposições de núcleos de encenações, propostos pela professora da disciplina Encenação III (UFRN- 2012.1) Prof DRª Naira Ciotti, atende uma fase de investigação dramatúrgica de minha pessoa. Tendo ciência da realização de uma construção com princípios teatrais (práticos), no presente período acadêmico, procurei pesquisar sobre arte contemporânea, performance e happening .
Ao pesquisar um pouco sobre o performer Joseph Beuys, pude perceber através de algumas características de sua obra, a possibilidade de expandir um pouco o anseio de exercitar meios e princípios da performance dentro do curta-metragem de minha autoria. Uma obra que muito me chamou a atenção do Beuys foi “ Eu amo a América e a América me Ama” no qual o artista fica dentro de uma jaula com um coiote num período de cinco dias., ao tomar conhecimento dessa performance, surgiram varias imagens de como transferir para o experimento características pertinentes a esse segmento estético.
Uma frase do Performer que muito me instiga a enveredar por esse caminho é: "Libertar as pessoas é o objetivo da arte, portanto a arte para mim é a ciência da liberdade”( Joseph Beuys)
Opto por localizar a cena num espaço que sugere uma prisão, remeta a um celeiro (curral), através de um confinamento. Pretendo situar o público dentro desse espaço criado a partir dos signos pertinentes ao âmbito rural, para esse efeito proponho pendurar alguns chocalhos nos espectadores antes de entrarem nesse “universo”, minha expectativa a respeito desse recurso cênico é gerar um estranhamento a principio e posteriormente uma aproximação com o fenômeno decorrente.
Durante o confinamento anseio que o público  tenha a nítida sensação de que é um animal a beira do sacrifício, uma vez que os chocalhos no pescoço, o confinamento e o vídeo que vão assistir irão de fato propor essas sensações. O vídeo a ser exibido será fragmentos do curta “Coisas da Carne”, no qual pretendo enfatizar as cenas do processo de desova de uma ovelha, busco mostrar este animal vivo e posteriormente abatido. Busco como finalidade gerar no público o questionamento: como posso comer algo que teve vida um dia?
As bases estéticas do experimento estão na observação da imagem fotográfica proposta pelo vídeo, na memória do espectador e na inquietação a respeito do consumismo. 
Nesse trabalho, tive o intuito de gerar a reflexão a respeito do tipo de consumismo orgânico, meu anseio consistia em problematizar ainda mais uma questão que acreditamos ser normal e relevante no cotidiano.



Você não veio me encontrar (Lid Galvão)



Eu esperava ver seus úmidos lábios
Pronunciarem meu nome novamente.
Seu riso de encontro ao meu seria
A prova que o tempo esperava
Para a condenação do nosso crime.
Meu eu, inteiro, exalava suspeitas;
Mal podia esperar a hora do beijo
Aveludado pela neblina em seu
Rosto d' alma, já salva por Deus.
Mas quão lacrimejante ficou meu
Andar de volta a tal vã esperança... 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Calle 13 - Latinoamérica


Aqui posto uma canção latina que vale a pena e gosto de se ouvir. Falo de Calle 13, um grupo musical porto-riquenho. Calle 13 (português: Rua 13)  uma dupla de ReggaetonRap alternativo e Pop Latinode Porto Rico. É composta por: René Pérez conhecido por Residente e Eduardo Cabra conhecido por Visitante. Seus apelidos provêm da identificação que tinham que dar ao segurança para entrar no setor El Conquistador de Trujillo Alto, Porto Rico onde ficava suas casas. René é o cantor e compositor, e Eduardo faz backing vocal, também é compositor e pianista. Sua irmã, Ileana Cabra chamada PG-13 (uma classificação usada nos Estados Unidos para um filme não recomendado a menores de 13 anos; Ileana era uma adolescente ao iniciar seu trabalho com seu irmão) contribui em algumas músicas como a voz feminina de Calle 13. A mãe de René e Ileana, Flor Joglar de Gracia, contribuía ocasionalmente com a dupla. O nome Calle 13 provem do nome darua do setor onde cresceram, em Trujillo Alto.




Latinoamérica
Soy... soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
Soy el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
María Rita:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Calle 13
Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa' cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
la altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural
Coro
Totó La Momposina:
Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor
Susana Bacca:
Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores
María Rita:
não se pode comprar o vento
não se pode comprar o sol
não se pode comprar a chuva
não se pode comprar o calor
não se pode comprar as nuvens
não se pode comprar as cores
não se pode comprar minha'legria
não se pode comprar minhas dores

No puedes comprar el sol...
No puedes comprar la lluvia
vamos caminando, vamos dibujando x2

Calle 13
Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
tampoco pestañeo cuando te miro
para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
Oye!
Vamos caminando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
Que viva la américa!
No puedes comprar mi vida...




Fonte:
http://letras.mus.br/calle-13/latinoamerica/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Calle_13


Penso em você... (Lid Galvão)


Na sua respiração me tocando,

Obedecendo ao pulsar de seus

Nervos; na sua boca deslizando

Em meu rosto enquanto seu

Gemido agarra cada vez mais

Forte o suor que escorre em

Meu corpo... Penso no ardor

Ofegante de seu seio nu avisando

Para as minhas mãos que seu

Coração está perto, batendo

Acelerado como se (ele mesmo)

Quisesse me beijar... Eu que

Também o desejo notadamente,

Perdida no sugar de seus poros

Tentando trazê-lo até mim...

Então beijo mais e mais sua boca,

Talvez agora ele saiba que o

Espero trémula, com aquele frio

Na barriga, enquanto você me

Arranca o resto de roupa que

Ainda me sobra... E me aperta

Como quem tem medo de altura,

Me abraça com os olhos; estes

Fixos e concentrados no incessante

Acariciar de sua pela na minha,

Excitando minhas fantasias;

Massageando meu colo, me dando

Seus devaneios intermináveis...


Disponivel em:
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/3984870

Quadrinhos: Garota Tubarão, nova membro dos X-Men é uma brasileira do Recife



Na edição mais recente de Wolverine and the X-Men publicada em 14/11, a Marvel apresentou a nova personagem dos X-Men: é Iara dos Santos, conhecida como Garota Tubarão (Shark-Girl, na versão em inglês). A personagem é apresentada como moradora da praia da Boa Viagem, no Recife, e se alimenta de peixes crus.
A história apresenta os dilemas da personagem ao se descobrir uma mutante e se passa no porto da capital pernambucana. Ela apresenta vontade descomunal de comer peixes. Descoberta comendo peixes crus num barco de pesca em alto-mar, ela se revolta ao saber que os pescadores são caçadores de barbatanas de tubarão.
O mutante Anjo acaba por encontrar a garota e a leva para a Mansão X, onde os X-Men "do bem" são treinados. Em outro momento de fúria, devido às transformações corporais e comportamentais, a Shark Girl mergulha no mar e se transforma, pela primeira vez na história, na Garota-Tubarão.
Em sites especializados, houve repercussão do lançamento da nova HQ dos X-Men. O site Marvel 616 informou que haveria um novo personagem, vindo do Brasil. Mas não se sabia qual a região brasileira, nem as suas habilidades. 

Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/vi-na-internet/garota-tubar%C3%A3o-nova-membro-dos-x-men-%C3%A9-211428280.html
http://www.advivo.com.br/blog/urariano-mota/a-garota-tubarao-do-recife

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Grifo meu #2


"Acredito que a praia-mar é uma obra de arte que a mãe natureza fez o favor de caprichar durante o seu delicado processo criativo"

 
Fábio Fernandes
20/11/12