sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um pouco sobre o curso de teatro da UFRN no meu percurso formativo.



Por: Fábio Fernandes

O curso de licenciatura em Teatro da UFRN mostrou-se um divisor de águas em minha vida de artista e enquanto sujeito no cotidiano. No entanto, entender os reais fatores que contribuem para esta metamorfose é de inteira importância para a possível compreensão do real sentido de minha formação acadêmica na possibilidade de buscar possíveis respostas para justificar real situação.
No decorrer do curso, percebo-me como sujeito em fase de constante aprendizado, a principio vejo logo de cara, um choque de ideologias numa perspectiva na qual tudo em que acreditava pode não ser de fato único. Este conhecimento ganha novos ângulos de visão - me refiro ao sujeito que passa a ver uma determinada informação de outra maneira, e esses anseios me permitem conhecer ou tentar enveredar por novos caminhos formativos dentro da universidade.
Sempre vi a universidade como algo estranho e complexo, jamais pensei estabelecer um diálogo solido com esta, no entanto me percebo dialogando com a mesma partir da ideia de “não contato”. Portanto quando me torno universitário passo a entender que a visão que eu tinha não passava de um mero preconceito natural seja pelo fato de não conhecer o meio acadêmico ou pela frustração de não ter tido acesso as informações pertinentes ao que viesse a ser entendido como conhecimento de nível superior.
Como sujeito atuante nos mais variados processos de vida me tomo como exemplo de referencia a partir do momento em que atribuo a mim, um determinado valor e potencial de sujeito, ou seja, me tenho como autorreferencial; vislumbro os processos de vida tendo a mim como ponto de partida, acreditando que são os processos vivenciais cotidianos que se adéquam a minha vivencia.
No entanto, com o passar do tempo começo a ver que existe certa multi-refenecialidade, há outros processos de vida e de aprendizagem. A arte se mostra em minha vida como a forma de expressão mais concreta que me possibilita experimentá-la e a principio não questioná-la. Este exemplo de multirreferencia artística me permite perceber no processo vivencial pelo qual me torno parte integrante, desde os primeiros contatos com minha família até o limiar do curso universitário. 
A minha autorreferencialidade está num sujeito que embora fosse um aluno critico, percebia que não tinha aportes teóricos para questionar as ideias levantadas pelos professores durante o percurso escolar, raramente me entrego de “corpo e alma” aos ensinos relacionados à outra disciplina que não seja arte, sinto que ninguém fala o mesmo idioma que eu, pois sou um aluno artista – mesmo que no momento não tenha consciência disto.
Como ator sinto-me realizado a atuar, via o teatro como emoção (catarse) somente, jamais imaginei que existia técnica, inúmeras formas e infinitas discussões acerca do teatro. Sou natural da cidade de Lajes - RN, porem vivi grande parte da vida em Assu - também município potiguar, minha realidade sempre foi complexa, nunca me permitiu entender que o meu fazer artístico era de fundamental importância para os processos da vida cotidiana.
Aos poucos vou me moldando conforme as vivencias e pessoas que me servem de referencias, o grande equivoco de minha vida é a falta de leitura, do exercício da escrita constante na escola, uma vez que passo a simplesmente compor mais uma cadeira da sala de aula. Pela falta de informações a respeito dos estudos, me vejo concluindo o ensino médio e sem entender pra que serve a universidade, esse é outro ponto crucial no atraso do meu processo pedagógico. Logo me vejo fazendo “jogo de bicho”, ganhando menos de 10 reais por dia, percebo que o mínimo de leitura e escrita que adquiri no meu percurso escolar está começando a se perder com o tempo, portanto, me vem o famoso insight, tenho que resgatar o conhecimento que perdi ou que não tive, mas pra isso me questiono, e uma questão crucial parte da formulação da pergunta – pra que serviu estudar todos esses anos, se continuo numa vida sem novos rumos e perspectivas?
Baseado nos inúmeros questionamentos até então sem respostas, me proponho a formular uma investigação a respeito desse sujeito que vive a pesquisar e vivenciar os processos teatrais. Buscar entender o sujeito atual é o meu desafio, tendo em vista que a cada informação nova que descobrimos sobre nós, percebemos que nos conhecemos cada vez menos.

Flavio Venturini - Não se Apague esta Noite

O bom gosto da semana é o grande Flavio Venturini, realmente um verdadeiro ícone na boa música popular brasileira:



1. Não se Apague esta Noite
• 2. Recomeçar
• 3. O Melhor do Amor
• 4. Pierrot
• 5. Noites com Sol
• 6. Minha Estrela
• 7. Céu de Santo
• 8. Beija-Flor
• 9. Alegria
• 10. Romance
• 11. Alma de Balada
• 12. Verão nos Andes
• 13. No Trem do Amor
• 14. Criaturas da Noite
• 15. Mantra da Criação
• 16. Músicas (Bônus)
• 17. Nascente (Bônus)
• 18. Morro Branco (Instrumental) (Bônus)

Grifos meus

Pense nisso,artista conservador:

Roberto Carlos ja falava em Calhambeque como objeto pegador de mulher - bem o estilo Garota Safada de ser.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A Criação De Um Papel (Constantin Stanislavski)

POR : Jeferson Gomes

O PERÍODO DE ESTUDO 
O trabalho preparatório sobre um papel pode ser dividido em três grandes períodos: estudá-lo, estabelecer a vida do papel e dar-lhe forma. 

PRIMEIRO CONTATO COM O PAPEL 

Começa com as primeiras impressões da primeira leitura. As primeiras impressões têm um frescor virginal. São os melhores estímulos possíveis para o entusiasmo e o fervor artístico, duas condições de enorme importância no processo criador. 
Para registrar essas primeiras impressões, é preciso que os atores estejam com uma disposição de espírito receptiva, com um estado interior adequado. Precisam ter a concentração emocional sem a qual nenhum processo criador é possível. Temos que escolher o local e a hora. A ocasião deve ser acompanhada de certa cerimônia já que vamos convidar nossa alma para a euforia. 
Na linguagem do ator, conhecer é sinônimo de sentir, ele, na primeira leitura de uma peça, deve dar rédeas soltas às suas emoções criadoras. 

ANÁLISE 

O segundo passo, nesse grande período preparatório, é o processo de análise. Pela análise, o ator passa a conhecer melhor o seu papel. A palavra análise tem, geralmente, uma conotação de processo intelectual, mas em arte, qualquer análise intelectual empreendida por si só e como único objetivo, será prejudicial, pois suas qualidades matemáticas e secas tendem a esfriar o impuldo artístico e o entusiasmo criador. Se o resultado da análise erudita é o pensamento, o de uma análise artística é o sentimento. 

PROPÓSITOS CRIADORES DE UMA ANÁLISE 

1- Estudo da obra 
2- A procura do material espiritual ou de outro tipo na peça ou no processo criador 
3- Auto-análise (sentimentos armazenados na memória afetiva do ator) 
4- A preparação da alma do ator para a concepção de emoções inconsientes 
5- A busca de estímulos criadores para a criação do papel 

PLANOS PARA SE TRABALHAR NUMA PEÇA E SEUS PAPÉIS 

a- O plano externo dos fatos 
b- O plano da situação social 
c- O plano literário 
d- O plano estético 
e- O palno psicológico 
f- O plano físico 
g- O palno dos sentimentos criadores pessoais 

OBJETIVOS CRIADORES 

O objetivo é o aguçador da criatividade, é a isca das nossas emoções. Esses objetivos podem ser raciocinados, conscientes, apontados pela nossa mente, ou então podem ser emocionais, incoscientes, surgindo espontâneos, intuitivamente. 

A PARTITURA DE UM PAPEL 

Descobrir os objetivos físicos e psicológicos que se formam no ator para a criação de sua partitura: 
1- O que é que eu desejo nesse momento? 
2- Qual é a primeira coisa que devo fazer? 
3- O que devo fazer para que isso aconteça? 
Convém notar que nenhum dos objetivos da partitura, é profundo. Eles só podem afetar a periferia do corpo do ator, as manifestaçoes externas de sua vida psíquica, e só muito ligeiramente afetam seus sentimentos. 

O PERÍODO DA ENCARNAÇÃO FÍSICA 

A primeira preocupação do ator deve ser a de proteger o seu delicado aparelho facial e visual contra qualquer desgoverno da parte de seus músculos, dos olhos e da face, por meio de hábitos contrários, solidamente implantados, graças a exercícios sistemáticos.Depois de ser utilizado ao máximo possível os sutis meios de expressão dos olhos e do rosto, pode-se começar a fazer o uso da voz, dos sons, das palavras, das entonações e da fala. 
Na batalha do corpo contra os artificialismos e as tensões, convém que o ator se lembre de que nada se consegue com proibições. Não podemos proibir nosso corpo de certas coisas, mas podemos persuadi-lo a agir no rumo da expressão exterior dotada de beleza. Todo ator deve constantemente coligir material que o ajude a ampliar sua imaginação ao criar a aparência externa dos papéis. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Nação Zumbi - "Propaganda"


Contra a TV que aliena sem dó, Nação Zumbi manda seu recado.




 Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Diga lá Sr Facebook!


Sr Facebook - Como está se sentindo, Fábio?

Pois é, querido e viciante sr face: Nesse exato momento, percebo que me sinto com o dever cumprido, afinal foram sete anos de labuta, algumas privações e é claro, muito aprendizado, porém não sinto vontade de deitar numa cama, dormir, curtir o ócio ou até mesmo continuar vivendo por intermédio de você. 

Sr Face, sinto mesmo o anseio de continuar batalhando posições melhores no interminável e concorrido jogo da vida, tentando ser melhor a cada dia,aprendendo sempre a ganhar e também a perder, almejando sempre o acerto, uma vez que tenho plena certeza dos erros que virão e que estes têm de ser evitados ao máximo.

No mesmo momento que sinto um alivio em concluir uma etapa tão crucial na vida, esta que me propôs ganhos significativos e algumas perdas que causaram impactos significantes, vejo que é necessário ser grato as ilustres pessoas que muito contribuíram para poder pular essa tão enorme pedra no caminho, este meteorito tão Drummondiano. 


Paradoxalmente me pego a pensar o quanto é bom o gosto da vitória e da liberdade  pra nossa alforria vital e me vejo com saudade desse tão singelo percurso. O aprendizado maior de todos creio ter sido conhecer cada sujeito,cada experiencia e sem dúvida o fato de manter de pé em meio as turbulências cotidianas. Creio que estou designado a aproveitar o dia de hoje com mais força de vontade e buscar ser feliz o máximo, uma vez que depois de tudo até então percorrido, posso cair com a cabeça numa calçada e me desconectar de vez.



No mais senhor Face, só me resta tentar amadurecer, tentar ler um bom livro, escrever uma peça de teatro e não deixar que você continue me viciando. Simples assim.


 ATT: Fábio Fernandes

Boas Músicas dos anos 70 e 80 Nacionais



Como o bom gosto resolveu aparecer por aqui, eis uma seleção de boas canções:

1-Grilo Na cuca- Dudu França (Marrom Glacê 1979)
2- Coisinha Estúpida- Jane & Herondy ((Marrom Glacê 1979)
3- Marrom Glacê- Ronaldo Resedá ((Marrom Glacê 1979)
4- Brigas- Altemar Dutra (Plumas & Paetês 1979)
5- Serenatas Perfumadas com Jasmim- Guilherme Lamounier (Plumas & Paetês 1979)
6- Casinha Branca- Gilson (Plumas & Paetês 1979)
7- Andorinha- Gilson (Cabocla 1979)
8- Pelo sinal- Ruy Maurity (Cabocla 1979)
9- Assim é Meu Sertão- Sérgio Reis (Cabocla 1979)
10- Mágoas de Caboclo- Nelson gonçalves (Cabocla 1979)
11- Amora- Renato Teixeira (Cabocla 1979)
12- Você vai Gostar- Vanusa (Cabocla 1979)
13- Até Parece Um Sonho- Odair José (Cabocla 1979)
14- Gosto de Maçã- Cauby Peixoto (Cabocla 1979) 
15- Cavalo Zaino- Jose Toledo (Cabocla 1979) 
16- Sabiá Laranjeira/Andorinha- Nara Leão (Cabocla 1979)
17- Grito De Alerta- Maria Bethânia (Água Viva 1980)
18- 20 e Poucos Anos- Fábio Jr. (Água Viva 1980) 
19- Menino do Rio- Baby Consuelo (Água Viva 1980)
20- Realce- Gilberto Gil (Água Viva 1980)
21- Amor Meu Grande Amor- Angela Roro (Água Viva 1980) 
22- Nos Tempos Dos Quintais- Elizeth Cardoso (Água Viva 1980)
23- Wave- João Gilberto (Água Viva 1980)
24- Xô Gafanhoto- Beth Carvalho (Chega Mais 1980)
25- Abri A Porta- A Cor do Som (Chega Mais 1980)
26- Menino Sem Juízo- Alcione (Chega Mais 1980)
27- Chega Mais- Rita Lee (Chega Mais 1980)
28- Falando De Amor- Ney Matogrosso (Chega Mais 1980)
29- Vazio- Roberto Ribeiro (Chega Mais 1980)
30- Linha De Passe- João Bosco (Chega Mais 1980)
31- Noite do Prazer- Brylho(Voltei Pra Você 1980)
32- Guerreiro Menino- Fagner (Voltei Pra Você 1980)
33- Voltei Pra você- João Paulo (Voltei Pra Você 1980)
34- Emoções- Marina (Voltei Pra Você 1980)
35- Sensual- Roupa Nova (Voltei Pra Você 1980)