sexta-feira, 26 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Corpo Experimento "Cubos" por Álvaro Dantas
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Corpo de Jesus com cabeça do Mikey Mouse em pintura é proibido na Rússia
Um tribunal da Rússia proibiu uma pintura que mostrava Mickey Mouse como Jesus Cristo, dizendo que era "extremista". Alexander Savko é autor da pintura 'Sermão da Montanha ". Veja o quadro no post.A pintura faz parte de uma série intitulada" Mickey Mouse em viagem pela História da Arte" o quadro foi exibido pela primeira vez em uma exposição polêmica de 2007 e foi chamada de "Arte Proibida".
A pintura foi proibido pelo tribunal região Kaluga de exposições, jornais, revistas ou televisão.
"Durante a audiência, foi estabelecido que a técnica de Savko em unir a imagem de Jesus Cristo, que é sagrada para os cristãos, e a imagem cômica de Mickey Mouse, que nesta situação é vulgar, transformou o trabalho gráfico em uma caricatura de Jesus Cristo ", disse um comunicado.
"A história do Evangelho é, portanto, apresentado pelo artista na forma de uma história em quadrinhos, que é um insulto extremamente cínico e zombeteiro às crenças religiosas e os sentimentos de ortodoxos cristãos", disse.
A investigação sobre a legalidade da pintura foi lançado em 2007, após uma organização cristã acusa os curadores da Arte Proibida desfigurar símbolos religiosos.
O Tribunal da Cidade de Moscou em 2010 determinou que os organizadores da exposição foram culpados de incitar o ódio nacional e religioso
Fonte:
O Diário
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4226
Cidade vestida de arte
De modestos, os escoceses não têm nada. É com orgulho que Edimburgo se autoproclama dona do maior festival de artes do planeta. A cidade inteira alardeia seu protagonismo no cenário europeu e internacional. Não é para menos. Difícil imaginar algum outro lugar onde haja tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Durante o mês de agosto, a capital é literalmente invadida por artistas. Juntos, eles somam 25 mil. Gente que vem de 60 países e se reveza em mais de 3 mil shows, peças, concertos e exposições.
Mas não é apenas pelo seu significado para as artes que tais números grandiloquentes interessam à Escócia. A série de festivais que está ocorrendo por aqui, doze no total, tornou-se um imenso e lucrativo negócio para o país. "Encomendamos recentemente um estudo sobre o impacto econômico. Os resultados só confirmaram aquilo que nós já sentíamos na prática", diz Faith Liddell, diretora geral dos Festivais de Edimburgo.
Atualmente, a festa cria 5. 245 empregos diretos. Além de gerar, sozinha, 261 milhões de libras. "Nenhum outro empreendimento cultural tem esse impacto", afirma Faith. "Hoje, nós somos maiores que a indústria do golfe, que movimenta 191 milhões de libras." As pesquisas revelaram também que 83% dos turistas estrangeiros apontam os festivais como motivo principal para vir à Escócia.
Não basta acomodar-se com o lugar conquistado. Para os próximos anos a expectativa é de que o gigantesco evento cresça ainda mais. Eles estão de olho no público dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. E também nos espectadores do Commonwealth Games, que deve ocorrer em Glasgow, em 2014. "Mesmo com a crise, nós não cortamos o orçamento da cultura. Com a Olimpíada, todos vão estar prestando atenção no Reino Unido. E nós queremos ser um palco para o mundo", comenta a Ministra da Cultura e das Relações Exteriores da Escócia, Fiona Hyslop.
É nesse contexto que Edimburgo olha com curiosidade para o Brasil. Neste ano, trouxe pela primeira vez uma delegação brasileira à cidade (leia abaixo). E, conforme o Estado acompanhou com exclusividade, conversou com governantes e produtores culturais para tentar estabelecer parcerias para o futuro.
Pioneirismo. Com mais de 60 anos, os festivais nasceram em 1947, como antídoto para a depressão do pós-guerra. Em um continente devastado, Edimburgo foi uma das poucas cidades a escapar ilesa dos bombardeios. Tornou-se, portanto, o local ideal para reunir os países e reconstruir seus laços de amizade por meio da cultura. Assim surgiu o primeiro dos festivais, o Festival Internacional, seleção de espetáculos de teatro, música e ópera de vários lugares da Europa.
Hoje, essa pioneira parcela da programação continua a ser mais prestigiosa. Porém, a noção do que seja um evento de dimensão internacional mudou um pouco. "Quando eu cheguei aqui, senti que o festival era tão europeu que não era, de fato, internacional. Lidava com uma definição de internacional que remetia a 1947. Mudamos a perspectiva", considera Jonathan Mills, curador do Festival Internacional há quatro anos. Para esta edição, o seu foco é a Ásia. A grade de concertos e espetáculos privilegia produções da China, Coreia, Índia e Vietnã.
Essa é a parcela da programação que acontece dentro dos teatros. É nas ruas, contudo, que se encontra a melhor e mais interessante face dessa festa. Uma praça, repleta de toldos, transforma-se em uma aldeia de literatura. Intervenções de artistas visuais tomam 200 pontos da cidade. Milhares de peças são encenadas nos locais mais improváveis.
Concebida como uma programação paralela do festival, o Fringe está aberto a quem quiser participar. Há espaço para jovens atores testarem seus experimentos, mas também para que espetáculos ambiciosos consigam chamar a atenção de produtores internacionais. "Estar no Fringe não significa necessariamente ser alternativo. Existem grandes nomes que decidem se apresentar aqui", aponta Mark Fisher. Colaborador do Guardian, o crítico está escrevendo um livro sobre o Fringe e explica que, em Edimburgo, qualquer espaço pode se tornar um palco. "Um ônibus, uma loja, uma igreja, uma escola. É possível se apresentar em qualquer lugar. Esse é o espírito do Festival." Transformar uma cidade inteira em obra de arte.
Fonte:
O Estado de São Paulo
http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=4229
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Colunista do Yahoo fala sobre o Funknejo.
.Por Dafne Sampaio
Bastardo é a mãe
Misturar ritmos diferentes em uma mesma música não é novidade nem aqui e nem na China. Não é coisa dos dias de hoje e exatamente por isso já foi chamado por vários nomes, de ‘mash mixed’ a ‘bastard pop’, de ‘crossover’ a ‘mashup’. Mas é deste último jeito, em inglês mesmo, que essa mistura ficou conhecida no mundo todo. E é um tanto diferente do bom e velho remix, seu meio-irmão. Enquanto no remix uma música ganha novas roupagens a partir de intervenções de batidas e efeitos criados por DJs e produtores, o mashup é o encontro-colisão de duas músicas já existentes, de preferência o vocal de uma com o instrumental de outra.
Quando ainda não existia asfalto para chegar aos mashups, as misturas eram feitas ao vivo, com instrumentos, na raça mesmo. Mas a partir dos anos 1980, e mais radicalmente nos anos 2000, inúmeras ferramentas tecnológicas deixaram tudo mais acessível. E assim surgiram os primeiros fenômenos pop do gênero, com destaque para The Grey Album (2004), no qual o produtor Danger Mouse liquidificou Beatles (The White Álbum, 1968) e Jay-Z (The Black Album, 2003), e Collision Course (2004) com uma mescla de Linkin Park e Jay-Z feita pelos próprios. O poderoso rapper e maridão de Beyoncé, aliás, é figura fácil nos mashups e mais recentemente foi co-protagonista de Jaydiohead (2009), uma mistura feita pelo produtor Max Tannone de suas rimas com os instrumentais do Radiohead.
E o que isso tem a ver com o Brasil? É que fiquei sabendo que uma coisa chamada “Sou Foda 2” tinha sido feita e era nada menos que uma nova versão de “Sou Foda”, hit malicioso assinado pelos jovens funkeiros do Avassaladores que agora ganhou o apoio da dupla neosertaneja Cácio & Marcos. Nada disso havia me preparado para a música que saiu daquele vídeo e muito menos para o termo ‘funknejo’. Alguns podem achar que “Sou Foda 2” é um crossover, mas eu acho sinceramente que é um mashup “ao vivo”.
Ainda não sei muito bem o que pensar disso. É muito bizarro? É o futuro? Uma coisa não tem nada a ver com a outra? A verdade é que a nova geração que tem revitalizado comercialmente a música sertaneja é a mesma que, ao invés de criar novas canções, apenas recria hits de outros gêneros a seu modo (“Minha Mulher Não Deixa Não” é um das mais disseminadas).Resultado? O feitiço pode muito bem se virar contra os feiticeiros.
Porque essa coisa de misturar, como diria o sábio e saudoso Vicente Matheus, é “uma faca de dois legumes”. Às vezes funciona, noutras desanda. Por exemplo, o pioneiro da cena mashup nacional é o carioca João Brasil que em 2010 se meteu no ousadíssimo projeto “365 mashups”. (Isso mesmo! Um por dia!) Ninguém no mundo tentou isso – e muito menos com tantas referências e artistas diferentes – e João Brasil saiu-se muito bem, mesmo com alguns escorregões aqui e acolá. Impossível, em um projeto desse tamanho, chegar ao 100% de aproveitamento. De qualquer forma, quinze dias atrás Brasil reuniu Guilherme de Arantes com Gaiola das Popozudas no divertido “Charme de Dar” e a alquimia funcionou.
Outro artista brasileiro dos mashups e remixes, o enigmático DJ Cremoso vem fazendo fama ao pegar sucessos internacionais dos anos 1980 para cá – de Nirvana a R.E.M., de Major Lazer a Joy Division etc. – com o objetivo de mergulhá-los no caldeirão do tecnobrega. Já o pessoal da festa Criolina fez um bando de europeus sacolejarem ao som de mashups como “Mosca na Cerveja” (Raul Seixas vs. Chico Science & Nação Zumbi), “Nega do Bebo Sim” (Elizeth Cardoso vs. Marcelo D2) e “Manos e Molhados” (Racionais MCs vs. Secos & Molhados). Bastardos ou não, o que é brega hoje pode ser cult amanhã, e o que é cult hoje pode ser datado ou esquecido depois de amanhã. Só o tempo para julgar se experiências assim sobrevivem e se a posição da rã é um lance e não um romance.
http://colunistas.yahoo.net/posts/13050.html
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Vale a pena conferir - O Sertão Sou Eu (art`facto)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Waldonys e Esquadrilha da Fumaça - Sonho de Ícaro
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Pequeno pônei - Por Michel Blanco
Pônei, ursinho, cachorrinho… A publicidade, fada madrinha do hiperconsumismo, segue uma lógica infantilista. Parece ver o público como um grupo de escoteiros: um bobo vestido de criança e crianças vestidas de bobo. Duvida? Ligue a TV.
Criaturas fofas estão em comerciais de carros a cerveja, num estímulo de desejos pueris e narcisistas. Uma Terra do Nunca para uma geração inteira de aspirantes a Peter Pan. A fuga da realidade atenua os riscos inerentes a um e outro produto. Volante e álcool são coisas para gente grande; desnecessário lembrar não fossem os bichinhos falantes.
Mas o produto quase não vem ao caso, o objeto de venda é a marca e todo apelo simbólico que representa: prestígio, satisfação e beleza plenas. Pouco importa se o carrão está ao alcance do público, a marca deve ser um sonho de consumo. Se o telespectador for uma criança, está aberta a oportunidade para o melhor negócio: um pequeno que estabelece uma relação de afeto com uma marca é o consumidor fiel em potencial. É, pôneis malditos!
A infantilização do consumidor e a invenção de necessidades são o que dão a liga ao capitalismo contemporâneo, num caldo de hiperconsumismo. A conclusão é do cientista político Benjamin Barber, para quem vivemos a era dos “kidults” ou “criançultos”. É este sujeito, impulsivo, egoísta e pouco habituado a frustrações, a quem a publicidade exalta. O motorista responsável não é descolado o bastante para um comercial.
E daí? Junte-se ao discurso infantilizado a promessa de virilidade e emoções fortes no embalo de um motor possante que o estrago está feito. As montadoras e a propaganda não são, obviamente, os únicos responsáveis pelas mortes diárias no trânsito caótico das cidades brasileiras, mas sua parte no problema é inegável.
O impacto da fantasia hiperconsumista não está restrito a essa geração de adultos infantilizados; afeta nosso próprio juízo de cidadania. A identidade que se consolida é a do consumidor, para quem o Estado é reduzido a um insáciável órgão arrecadador a encarecer as compras e tolher liberdades. A própria política se tornou marketing, adverte Barber. Campanhas eleitorais mundo afora não o desmentem.
Daí para ideia de que só exercermos poder quando consumimos é um pulo. Essa mesma noção embala a moda do nariz de palhaço em protestos “cívicos” recentes: paguei e não recebi de acordo. Cômico se não fosse trágico o crescente número de patetas ao volante.
Fonte

