sábado, 30 de junho de 2012

ALMAS QUE SE COMUNICAM PELA MÚSICA - SARAU


Prenunciados pela crítica como promessas da MPB, os 7 jovens reúnem-se em clima de intimidades e afinidades musicais. O talento de cada um (en)canta por si só, com melodias e composições que comunicam "sensibilidades".

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A música e seu efeito de meta-linguagem. É como se todos, equanto humanidade, compartilhássemos de um compartimente acessível comum, que estivesse para além de sanções culturais. Segundo Proust: "A música pode ser o exemplo único do que poderia ter sido - se não tivesse havido a invenção da linguagem, a formação das palavras, a análise das ideias - a comunicação das almas."

Comunicação de almas. Dessa forma que assimilei o projeto “Sarau” que revela o talento de 7 jovens, novos cantores e compositores, representantes da nova geração da MPB brasileira. São eles: Daniel Chaudon, Toni Ferreira, Taís Alvarenga, Gugu Peixoto, João Guarizo, Aureo Gandur e Fred Sommer. Todos comungando juntos, através da linguagem musical.

Uma das vozes que mais me chamou atenção foi a da única representante feminina, Taís Alvarenga, na interpretação da música "Sai de Casa". Sua voz imponente, conduz a música do início ao fim com um timbre agridoce. A vibração vocal envelopa cada palavra cantada de uma forma ácida, mas que adoça no final de cada verso. E a letra, é uma prosa em carta. Um suplício apaixonado, que enternece pela saudade.

" Tanto faz, e tanto fez, se já não temos mais os nossos 23. Pelo chão o que eu te dei, você quis razão, e eu tinha só meu coração. "


Outra ótima surpresa, foi ter a presença de Toni Ferreira, que surpreende com a semelhança do timbre de voz de Cazuza. Mas é só continuar a experimentar sua música, que logo as semelhanças se agregam positivamente. E Toni impõe a sua personalidade de forma a não negar suas influências musicais. Interpretando a música "Paira" ele dá uma aula de declamação poética. A poesia vibra em cada nota do violão. Enfim, a música e poesia dispensam qualquer análise. Por isso compartilho os vídeos, e pequenos trechos, para que sintas.

"Paira, sobre o espelho dos meus olhos, sem ser escrava dos meus sonhos. Esteja livre pra voar. Olha, Estou sem jeito e peço pouco, deixa eu me ver pelo teu rosto e ao menos te tocar. Sei que eu não sou o tal, mas fazes pouco caso de mim. Encontrarás o mal sem pouco fazer. Basta olhar o céu. Se um dia, enfim compreenderes o que trago no olhar. Essas janelas que refletem além. Do teu gosto de ser. "

E o sarau, foi documentando em belo Dvd, que foi lançado em Março deste ano. E a Universal Music disponibilizou o dvd praticamente completo e em alta definição no youtube. Confira.

victor
Artigo da autoria de Victor Silveira.
Estudante de psicologia, que aspira Filosofia e Artes Visuais. Gosta de palavras assim como de silêncios. Costuma ser o intangível do que mostra ao vê-lo. .
Saiba como fazer parte da obvious.


Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/embriaguez_artistica/2012/06/sarau---novos-talentos-da-mpb.html#ixzz1zHzNOywX

quarta-feira, 27 de junho de 2012

RITA PAVONE DATEMI UN MARTELLO

Nada melhor que uma boa música: Salve a eterna Rita Pavone:

terça-feira, 26 de junho de 2012

Visão sustentável da arte no Museu Itinerante Ultragaz

A capacidade da arte em reciclar a banalidade e transformar signo em símbolo é o desafio da exposição "Reciclagem na arte" que aporta hoje em Natal a bordo do projeto Museu Itinerante Ultragaz. Em cartaz no Palácio Potengi - Pinacoteca do Estado até a próxima quinta-feira (28), com visitação das 8h às 17h, a mostra reúne 40 obras de 12 artistas de todo o Brasil e abre diálogo sobre questões ambientais como sustentabilidade e biodiversidade. O artista plástico natalense Fábio Eduardo representa o RN, e apresenta quadros sugestivos e extremamente coloridos. Serão expostos painéis com reproduções dos trabalhos originais, que fazem parte do acervo pessoal de cada artista.
DivulgaçãoObra do artista natalense Fábio Eduardo está na exposição
Obra do artista natalense Fábio Eduardo está na exposição

Esta é a segunda temporada do Museu Itinerante, iniciada em São Paulo e que em três meses passou por outras 11 cidades de nove estados como Volta Redonda (RJ), Brasília (DF), Juazeiro (BA) e Teresina (PI) - a capital potiguar encerra o roteiro. "O objetivo do projeto é promover educação, cultura e conscientização ambiental", disse Daniela Gentil, gerente de Sustentabilidade da Ultragaz. Para potencializar as visitas durante os quatro dias de exposição, foi feito um trabalho prévio com escolas dos ensinos médio e fundamental.

A empresa ainda mantém ações itinerantes ligadas ao cinema e à música, caso do projeto "Um piano pela estrada" com Arthur Moreira Lima, que circulou pelo RN em dezembro do ano passado.

O critério básico para formatar o conjunto das obras que circulam com o Museu, segundo o curador e crítico de arte Jacob Klintowitz, seguiu dois vértices: "Em primeiro lugar está o próprio valor e a qualidade artística dos trabalhos; em seguida vem a preocupação dos autores em ressaltar uma visão humanista sobre sustentabilidade sem aquele senso comum de defender animais ou pela preservação das florestas. O discurso não pode ser banal, vazio, precisa fazer conexões que suscitem reflexões no público sobre o tema", frisa o curador. "A arte renova o ser humano, cria formas e devolve o brilho e a inteligência das coisas. É capaz de nos emocionar, ensinar, ampliar os horizontes e melhorar a qualidade de nossa vida. A essência da arte é nos revelar os símbolos da humanidade", garantiu.

Sobre a escalação de Fábio Eduardo, Klintowitz informa que o nome foi indicado por instituições locais. "Fizemos pesquisas e consultamos a Secretaria de Cultura (no caso do RN as Fundações José Augusto e Capitania das Artes), então, de certa forma, é uma indicação da própria cidade. Em cada lugar convidamos um artista local".

A exposição "Reciclagem na arte" reúne artistas brasileiros de diversas tendências, e o potiguar Fábio Eduardo expõe ao lado de nomes como Aldemir Martins, Cláudio Tozzi, Floriano Martins e César Romero.

Serviço:

Exposição "Reciclagem na arte", projeto Museu Itinerante Ultragaz, de terça a sexta-feira (29), das 8h às 17h, no Palácio Potengi - Pinacoteca do Estado, Cidade Alta. Entrada gratuita.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Perotá Chingó. Amalia Rosa.



Amalia Rosa (joropo venezolano)
Autor: Tino Carrasco
Arreglo de Trio Burgol

Perotá Chingó.
Julia Ortiz
Lola Aguirre
Martin Dacosta. Percusión. kokiriko
Diego Cotello. Guitarra

Pedro Aceituno. Cuatro venezolano
Colaboracion. Robinson Rojas. 
Agradecimiento a las familias Valenzuela y Donoso de Cerro Carcel, Valpo.

Camara y edición, Pochography.

De Maracaibo salieron
Dos palomitas volando
Y a la Guaira volverán
Y a la Guaira volverán
Pero a Maracaibo cuándo. (-bis-)

María me dió una cinta
Y Rosa me la quitó
Amalia peleó con ella
Porque Juana,
porque Juana se enojó

Ya se enojaron las cuatro
Y eso es lo que quieroyo.

Amalia, Amalia, Amalia, Amalia, Amalia Rosa
Esa es la que yo me llevo
Esa es la que yo me llevo
Por ser la más buena moza

Toma niña ese puñal
Y ábreme por un costao
P'a que veas mi corazón
P'a que veas mi corazón
Junto al tuyo retratao.

Adaptacion de Amalia Rosa por Perotá Chingó.
Valparaiso, Cerro Carcel. Chile, enero 2012.

O MELADO DE MÃE


Personagens:

· JUCA
· SAMBUDA
· MÃE
· PAI

SAMBUDA: Ai meu Deus do céu, o pai hoje vai mostrar pra gente o melado de mãe e eu estou que não me aguento de tanta curiosidade. Será meu Deus que quando eu crescer o meu melado vai ser tão gostoso quanto o de mãe. Quero aprender a fazer melado muito desde novinha e se mãe deixasse eu começava hoje mesmo. Ai que eu vou dar melado pra todo mundo. Eu não vou ter besteira se a pessoa é nova ou velha, o que eu quero é dar até o bucho inchar!
JUCA: Você tá ficando doida Sambuda? Falando sozinha feito doida.
SAMBUDA: Deixe. Não estou nem aí pra o que você pensa de mim.
JUCA: E não comece a revirar esses olhos que eu vou dizer a pai pra te internar num hospital de doido. A única irmã que eu tenho nasce doida desse jeito.
SAMBUDA: Juca me diga uma coisa, você já comeu melado?
JUCA: E pai deixa? Vai com essas conversas pros lado de pai pra vê se tu não apanhas uma surra das boas. Quem já viu criança pequena comer melado, Sambuda?
SAMBUDA: Comer não, mas eu quero é fazer e dá. Quero dar bem muito.
JUCA: Eu não digo que você tá ficando doida. Tem vergonha na sua cara Sambuda. Quem já viu criança pequena fazer melado. Só tu com umas conversas dessas. Se mãe te pega falando isso o teu couro vai descer na perna. Vou ter pena de você.
SAMBUDA: Eu já sei mexer. Olha como eu mexo bem.
JUCA: Deixe de ser sebosa sua doida! Essa eu mesmo vou dizer a pai.
SAMBUDA: Eu não to nem aí. Quer um carro pra ir dizer? Se não aceitarem eu saio de casa e ganho o mundo dando melado a quem eu encontrar. Todo homem gosta de comer e eu de dar.
JUCA: E pai que não chega pra escutar essa pouca vergonha. Mãe!!!
SAMBUDA: Tás querendo comer melado é Juca?JUCA: Deixe de suas seboseiras Sambuda. Mãe!!!
MÃE: O que é que esse menino tanto grita. To vendo a hora o melado que eu to fazendo pra o seu pai desandar, perder a liga. O que é Juca? Se não for importante eu lhe quebro o quengo.
JUCA: Essa doida aqui com as seboseiras dela. Diz doida o que tu estavas dizendo pra mim.
MÃE: Respeite a sua irmã Juca! Isso é lá modos de falar? É essa educação que eu e seu pai lhe damos Juca?
PAI: Que movimento é esse aqui?
SAMBUDA: Diz Juca pra pai o que eu estava lhe falei. Tu pensas que eu tenho medo é? Meu irmão eu sou criança mais não sou boba.
PAI: O que é que você tá inventado dessa vez seu Juca? Na primeira vez foi à história que sua irmã queria dar o radinho dela, que ela estava doidinhapra botar o raidinho pra tocar, e dessa vez você está inventando o que?
MÃE: Eu já falei meu velho pra levar esse menino num medico de doido, mas você não me leva a sério.
JUCA: Quer dizer que o doido aqui é eu?
SAMBUDA: E olha que eu não precisei falar nada.
PAI: Diga Juca o que você está inventando dessa vez?
SANBUDA: Deixa pai que eu falo. Esse tumulto todo é só porque eu falei pra ele que quero fazer melado bem gostoso.
JUCA: O doido agora sou eu ou essa sebosa desavergonhada?
PAI: Porque minha filha?
MÃE: Repita Sambuda pra eu ter certeza que é verdade.
JUCA: Tome sua desavergonhada. E agora dona Sambuda, quem é o doido?
MÃE: Repita Sambuda!
SAMBUDA: É verdade sim senhora, eu quero fazer melado como a senhora faz pra pai que a senhora diz que ele chega lambe os beiços.
JUCA: Sebosa! Ainda repete essa desavergonhada.
MÃE: Ai filha que emoção! To tão orgulhosa de você chega está me dando vontade de chorar.
JUCA: Chorar de desgosto né mãe?
PAI: De felicidade seu cabeção. Sua irmã só nos dá orgulho. Melado é o doce que sua que as mulheres fazem aqui na comunidade e que só os homens comem. Isso é uma tradição passada de pai para filho e ainda não tinha chegado a sua vez de comer.
MÃE: Vou amanha mesmo no posto marcar um psiquiatra pra esse menino. Ai eu vou sim.
PAI: Dessa vez não minha veia, o errado aqui sou eu que ainda não tinha explicado isso para o menino.
MÃE: Vamos pra mesa que o jantar já tá servido.
SAMBUDA: E a doida aqui quem é?

Juscio Marcelino14/06/2012
Disponivel em:

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Grifos meus...


Sempre RE-fazendo tudo0... =)
e RE-aprendendo constantemente...
RE RE RE RE RE RE RE RE-petição...



A anatomia sensível de Juan Gatti




Com currículo impressionantes e parceria com nomes famosos do cinema e da moda, Juan Gatti impressiona por mistura entre fauna e flora colorida e estudos anatômicos.

Sabe aquele artista incrível, que produz obras fantásticas, mas prefere ficar nos bastidores? É o caso de Juan Gatti.

O artista argentino nasceu em Buenos Aires, em 1950, se formou em Artes Plásticas e trabalhou como Designer Gráfico junto a importantes nomes do rock na Argentina. Mais tarde, mudou-se para Nova Iorque, onde trabalhou com o grupo Hello Again; após um ano, foi para Madrid onde fixou residência.

Após trabalhar como Diretor de Arte da gravadora CBS, produzindo capas de grandes artistas espanhóis, abriu seu próprio estúdio, trabalhando para marcas famosas como Karl Lagerfeld e Zara.

Nos anos 80, Juan inicia uma das parcerias mais importantes de sua carreira, com o Pedro Almodóvar. Desde esse período, Gatti tornou-se responsável pelos cartazes do diretor, além de outros nomes proeminentes do cinema.

Diversos jornais e revistas, como a Vogue (Rússia, Espanha e Itália), Glamour, Vanity Fair, Visionaire, Elle e The New York Times, foram agraciados com colaborações do ilustrador, além de contribuições com projetos na indústria da moda, como o calendário anual Pirelli e catálogos para a Zara.

Mesmo com seu currículo invejável, o artista sempre prefiriu ficar por trás dos holofotes, engrandecendo o nome das marcas para quem trabalho. Uma das poucas exceções foi a exposição Las Ciencias Naturales, com ilustrações que misturam desenhos da anatomia do corpo humano, plantas e animais exóticos.


Fonte: Fala Cultura

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7018


A anatomia sensível de Juan Gatti (Imagens)

Confira algumas imagens do trabalho de Juan Gatti :

Galeria Tretiakov comemora os 125 anos do pintor Marc Chagall




- Moscou - Uma das mais famosas instituições de artes de Moscou, a Galeria Tretiakov, está promovendo uma grande exposição comemorativa dos 125 anos de nascimento do pintor, ceramista e gravurista Marc Chagall. A coletânea reúne 150 gravuras, pinturas a óleo e muitas outras peças de arte aplicada, cedidas por diferentes museus da Rússia e por colecionadores particulares da França, da Suiça e de Liechtenstein.

Em entrevista à Voz da Rússia, a curadora da exposição, Ekaterina Seleznieva, contou um pouco da vida do artista. "O motivo dominante da exibição é a cidade de Vitebsk, na Bielorússia, onde o pintor nasceu e passou a infância. Marc Chagall veio de uma família judaica pobre de Vitebsk. Na sua obra artística, inspirou-se em objetos típicos relacionados com o cotidiano - tabuletas, placas, objetos de culto religioso judaico e em estampas primitivas-, muito em voga naquela época na Rússia. Em 1922, ele abandona a Rússia e vai para Paris.

Desde então, só voltou à União Soviética uma vez, em 1973, a convite do Ministério da Cultura. É a obra dele em todo este período que está sendo exposta na Galeria Tretiakov. A exposição é como se fosse um conjunto único, no qual está exibida uma retrospectiva da criatividade do artista." Considerado um pintor russo-francâs, Marc Chagall nasceu em Vitebsk, na Bielorússia, em 7 de julho de 1887, e morreu em Saint Paul de Vence, na França, em 28 de março de 1985.

Fonte: Voz da Rússia

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7013



Sabedoria de Cora Coralina

O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.