terça-feira, 10 de julho de 2012

Artista cria coleção inspirada em Frida Kahlo

A fotógrafa de moda Susanne Bisovsky conseguiu traduzir o universo da artista mexicana, em sua exposição disponibilizada na internet.

Frida 1
Artista mexicana conseguiu transmitir suas mais profundas emoções, que por sua vez serviram como fonte de inspiração para Bisovsky.
Frida 2
A austríaca criou uma linha de roupas inspirada nas obras de Frida, que morreu em 1954 por problemas respiratórios.
Frida 3
A modelo Alexandra Liedtke foi fotografada com peças que traduzem as cores e o sentimento transmitido por Frida em suas obras de arte.
Frida 4 Frida 5

Os trabalhos de Frida Kahlo servem como fonte de inspiração para artistas de todo o mundo. Além da exposição em Viena, as imagens podem ser vistas pela internet, no site oficial da artista Susanne Bisovsky.

(Foto: Divulgação/Susanne Bisovsky/Atelier Olschinsky)

Fonte

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O Teatro Mágico O Segundo Ato

Para ter um bom fim de semana menos monotono, aqui vai a dica quando houver um momento de possível ócio.





Bom fim de semana!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Negritude Pobre; (Lino Sapo)

Catarro descendo
Mosquito pairando
Feridas escorrendo
Piolhos coçando

Dentes cariados
Calos nas mãos
Tisnado nos braços
Amarrado o calção

Cabelos assanhados
Remela nos oio
Unhão arrancado
Vidinha que dói

Menino sem sorte
De bucho crescido
Lombrigas da morte
Dum nego desnutrido

De roupa de chita
Conjuntinho ganhou
Desfilando como artista
Roupa de defunto usou

Caderno novo que não veio
Pra o cotôco de lápis usar
A chinela que partiu no meio
E o pé no chão a espinhar

Uma árvore, doze casas.
Seus lares aconchegantes
Que abrigou em suas asas
A família de retirantes

Pobre mais muito feliz
Até o casal se separar
Por maldade infeliz
Que marcou o caminhar

O quarto mais novo
O único dos cinco
Seu pai foi seu povo
Que o criou no sinto

A mãe está cadáver
De tanto parir
É a fome que a bebe
E matar o existir



É irmão das vadias
Que o povo julgou
Que aceita os dias
Com honra e fervor

Maltrapilho da vida
Que por sina herdou
Bunda de mochila
Por ser nego ganhou

Vagabundo inocente
Que amor conquistou
Restinho de gente
Que o mundo espancou

Que não morre de medo
De fome ou de dor
Que desde bem cedo
Almoçou o favor

Conhece a tristeza
A paixão, o terror.
E canta a beleza
Da solidão dum amor

O corpo surrado
Da pisa da vida
Se encontra suado
Da longa partida

Não se enverga pra o tempo
Não tem tempo a perder
Vive a cada momento
Humildemente a aprender

Acredita no sonho
E lutar sem parar
Seguindo sozinho
Pra o mundo abraçar

Mas se um dia precisar
Se por acaso pretender
Eu posso te ensinar
A arte de vencer

Sem nenhum preconceito
Sem maldade a falar
Aprenda estufar o peito
E ao pobre respeitar



A vida da muitas voltas
E as coisas podem mudar
Quem ontem passou fome
Hoje pode te alimentar

Meu passado vive em mim
E nunca irei negar
Lágrimas que derramei por tiii
Um dia irás pagar

Que espere querida
A resposta outra vez
Você bem nascida
Filha da estupidez

Não chores querida
Olhe o dia que vem
Esteja mais linda
Meu presente do bem

Insista em viver
Assim como fiz
Esquecendo o sofrer
Disfarçando a cicatriz

Invista nos teus
Mas não seja vulgar
Agradeça a teu deus
Só ele pode te perdoar

Lino sapo

Disponivel em

Retrato do Casulo na Primavera sem Pecado ou Ensaio sem Pecado com #feliscatus Santos ou A Tríade MacBeth nas Fronteiras Amazonas


Procuramos a formula mais autentica para nos apresentarmos como encenadores. Poderíamos pensar que esta tarefa, estaria por se fazer...um projeto, uma cena, uma maquete, uma luz, uma estética, um elenco, uma escrita, um cenário, uma instalação, um propósito, uma plateia... um palco!
Um palco pós estruturado que nos acolha, revestido das nossas vontades, vaidades e presunção, quer seja censor, curador e por assim ser, nos empreenda e nos mova artisticamente: Josie Pessoa, Ananda Krishna, Paula Medeiros, Vicente Neto, Cinthia Danielle, Heloisa Sousa, Erickaline Lima, Fabio Fernandes, Camille Carvalho, , Melina Varela, Raissa Tâmisa, Hikel Brauwn, Rose Fernandes, Tatiane Souza, erhi Araújo.



ocupação & encenação –

terça-feira, dia 10 de julho às 17h:30min. Deart/ Anexo
curadoria:Naira Ciotti e Mauricio Mota
realização:fórum de encenadores
produção:Josie Pessoa, Hikel Brauwn, Heloisa Sousa, erhi Araújo
apoio : ufrn_cclha_deart
divulgação: vertentes da crítica

TRÍTONO, O SOM DO DIABO

por

Impressionante como o som influencia pensamentos, comportamentos e sociedades em épocas e regiões distintas. O trítono sugere tensão e emoção mas será mesmo o som do Diabo?

music-note.jpg

Você pode até não saber o que significa ou nem mesmo dar a menor importância mas com certeza já ouviu e possívelmente sentiu-se arrepiar com a execução de alguma música, ou trecho dela, que contenha o trítono, o "som do Diabo" como ficou conhecido na Idade Média. Trata-se, tecnicamente falando, de um som dissonante (forma da harmonia musical) obtido quando determinadas notas são tocadas simultaneamente, um intervalo musical (diferença de três tons entre as notas que podemos ouvir em exemplos como a quinta diminuta ou quarta aumentada) que pode ser obtido a partir de variadas combinações de notas e que, assim como os sinais na pele para a inquisição, tornou-se alvo de ataque por parte da Igreja Católica na "era das trevas" por ser considerado desarmônico e refletir momentos de "tensão" na música devido à sensação de movimento que causa.

tritono2.jpg

Interessante como uma combinação de notas pode provocar tal reação nas pessoas chegando ao ponto de ser considerada como algo vindo do demônio. Os efeitos da música nas pessoas vêm sendo estudados há muito tempo por diversas culturas ao redor do mundo e em épocas distintas, cada qual com suas teorias bem ou mal fundamentadas. Conforme a cultura tomada como exemplo observa-se diferentes significados para a música e para os sons, bem como sua gama de energia e influência sobre o ouvinte. A importância e relevância no meio social varia, deveras, mas não deixa de estar presente em praticamente nenhuma sociedade; nas ditas civilizadas principalmente.

O trítono - sem atribuir qualquer conotação subliminar - há de se admitir, traz uma sensação de tensão, um "toque" ou insinuação de maldade. Vejamos o 1º movimento da 5ª sinfonia de Beethoven por exemplo, nota-se que a tensão exacerbada lá está, gritando nos ouvidos de forma constante; até pode ter algo de natural esta relação com o teor malígno mas, com certeza, ela advém da criação neurótica e proposital daqueles que desejaram dominar mentalidades e controlar os limites da criação humana em épocas diversas. Afinal, que lei universal diz que tensão (ainda mais momentânea) é coisa do diabo? Esta tentativa de coibir a criação por vezes foi de responsabilidade da Igreja Católica, neste caso não foi diferente.

A Igreja na era medieval considerou que o intervalo trítono era um sinal de maldade demoníaca e este intervalo passou a ser conhecido como "diabolus in musica", nome em latim que significa “o diabo na música”. Desta forma proibiu, ou tentou proibir, que ele fosse adicionado em músicas compostas e tocadas desde então. Nem carece de maior atenção mais esta barbaridade praticada pela igreja medieval e o que realmente importa é a constatação do efeito que a música causa na mente humana, individual ou coletiva e institucionalmente falando. Eis o cinema para avalizar esta afirmação; as trilhas sonoras nada mais têm como objetivo que o direcionamento sensitivo dos que assistem ao filme. Suspense, humor, ternura, tristeza, sexualidade, etc., todos estes sentimentos são denotados através de efeitos sonoros ou músicas inseridos nos momentos certos, nas sequências adequadas ao que se objetiva transmitir, um arifício que hoje nem mais pode ser considerado como tal, dado seu entrelaçamento com a produção do cinema em si. Hoje, há muito tempo aliás, o cinema não mais vive (já viveu?) sem efeitos e trilhas sonoras que o auxiliem em sua mensagem!

tritono-colagem.jpgEm sentido horário: Beethoven, Robert Johnson e Ronnie James Dio

O trítono, nada tem de absurdo dizer, configurou-se numa nova forma de ver o mundo (!), pelo menos tendo a música como lente. Uma forma que tem seus sinais também observados na música que os escravos dos norte-emericanos tocavam e que deu origem ao Blues no início do século XX, com suas blue notes que entoavam tristeza, emoção e muita malícia. E é desta veia triste, emotivamente maliciosa e dissonante que o Rock e o Heavy Metal também aproveitaram-se para fincar muitas de suas bases. Não é nada difícil encontrar o trítono em canções do Metal, sendo este um elemento praticamente definidor deste estilo em muitas "cartilhas".

Tome-se como exemplo músicas onde o trítono está presente para a inevitável sensação de tensão mencionada anteriormente, o som dele pode influenciar e modificar a percepção de derminadas canções. Da música clássica ao Metal o "diabolus in música" definitivamente enriquece e, sem dúvida, aquece a audição! Fica a sugestão para uma "audição mais demorada"...

A seguir dois perfeitos e clássicos exemplos de músicas onde o trítono se faz presente. A música Black Sabbath da banda homônima (o mais famoso trítono do Heavy Metal) e o 1º movimento da 5ª sinfonia de Beethoven.

sandromarcos
Artigo da autoria de Sandro Marcos.
Viciado em atenção e notívago inveterado, simplesmente não vive sem a multiplicidade de culturas e conteúdos! Multiplicidade esta que expressa através de incursões pelos mundos da música, poesia, literatura e do amor verdadeiro. Email para este blog: encruzilhada.obvious@yahoo.com.br.
Saiba como fazer parte da obvious.


Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/encruzilhada/2012/06/tritono-o-som-do-diabo.html#ixzz1zmWNHCoX

SAN GIMIGNANO, UMA VIAGEM À IDADE MÉDIA

por

San Gimignano, uma pequena cidade italiana de 7150 habitantes que mantém preservada a arquitetura, alguns costumes e toda a aura da era medieval.

San_Gimignano_piazza_cisterna_1.jpgPiazza della Cisterna

É curioso o encantamento que as localidades, histórias, estudos e "atmosferas" medievais em geral possuem sobre pessoas de diversos países, raças e credos. Ao longo de nossas próprias histórias de vida e da história de nossas sociedades este fascínio só fez aumentar sua capilaridade, força e segue expandindo-se em passos largos todos os dias. Afinal, quem já não se viu envolvido por lendas como a do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda? Sem falar no fenômeno chamado J.R.R. Tolkien com seu mundo imaginário fantástico e ambientado numa verdadeira atmosfera medieval. Este tipo de aventura ainda fascina e na vida real não deixa de entreter e deixar boquiabertos quem visita regiões preservadas com este visual e esta cultura. E uma pequena comuna, localizada na Itália, serve de perfeito exemplo para que se compreenda mais sobre este encanto e seus motivos, estejam na arquitetura, na história ou onde mais as mentes dispostas queiram permitir.

Vielas.JPGVielas estreitas

A comuna em questão chama-se San Gimignano, um pequeno pedaço de fantasia, considerada patrimônio mundial pela Unesco, situada numa colina a 334 metros de altura, na região da Toscana, província de Siena. Tendo sido uma vila etrusca anteriormente, começou sua história como cidade no século X, herdando o nome do bispo de Modena, St. Gimignano que dizem ter livrado a cidade de hordas bárbaras.

san-gimignano-areal-view-7718.JPGPiazza della Cisterna vista de uma das torres

São deslumbrantes as 14 torres (restantes de mais de 70 que havia em 1325) de pedra que despontam da cidade, que em 1348 teve sua população drasticamente reduzida pela Peste Negra. Sua arquitetura medieval muito bem preservada é enaltecida por monumentos históricos de encher os olhos, tudo sempre amparado pela aura da idade média que paira sobre a cidade ainda hoje. Para conhecer seu interior somente à pé, estacionando-se os veículos do lado de fora de seus portões e adentrando a antiga vila caminhando. Uma vez lá dentro, passando pelo portal principal (a Porta de San Giovanni) a paisagem urbana é permeada por vielas estreitas, construções de pedras e argamassa num tom marrom envelhecido que dá a sensação de se ter voltado no tempo.

san-gimignano-cathedral-sqare-8592.JPGLargo da Catedral

Algumas das grandes torres chegavam à medir 50 metros de altura foram construídas no passado como símbolo de poder e riqueza dos nobres daquelas terras. San Gimignano é muito procurada por turistas e famosa por ter

Com certeza é um desafio visitar esta cidade ou algumas como esta sem sentir-se um personagem ou simples transeunte de histórias e lendas ou filmes como Coração Valente, Excalibur ou mesmo do desenho Shrek!

san-gimignano-historic-centre-8618.JPGCentro Histórico

san-gimignano-historic-centre-8631.JPGDetalhe da arquitetura

san-gimignano-8603.JPGArquitetura medieval

san-gimignano-city-gate-8471.JPGPortão da cidade

sandromarcos
Artigo da autoria de Sandro Marcos.
Viciado em atenção e notívago inveterado, simplesmente não vive sem a multiplicidade de culturas e conteúdos! Multiplicidade esta que expressa através de incursões pelos mundos da música, poesia, literatura e do amor verdadeiro. Email para este blog: encruzilhada.obvious@yahoo.com.br.
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PINTURAS REALISTAS CRIAM SURREALISMO

por


Estudante japonesa cria verdadeiras ilusões de ótica com pintura corporal.

Chooo-San é uma estudante japonesa que usa o próprio corpo para criar sua arte. Ela cria pinturas realistas em partes do seu corpo, provocando verdadeiras ilusões de ótica. Tudo sem nenhum recurso digital. Seu talento foi percebido enquanto ela estudava e desenhava na própria mão.

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É impressionante o domínio que ela possui das técnicas de pintura corporal. Os traços, tons e o meio utilizado para se expressar acabam transformando seu hiper-realismo em uma forma de surrealismo.

É inegável o caráter lúdico de seus desenhos, fato que, junto com o leve toque bizarro de suas criações, provoca um certo desconforto.

Alguns de seus desenhos remetem à filmes de fantasia e ficção científica, que talvez sejam a fonte de sua inspiração. O que se pode perceber é que não há muita intenção em seu trabalho, é simplesmente algo espontâneo e de muita qualidade, mais uma diversão do que uma manifestação com propósito artístico. No entanto, isso não diminui o seu trabalho.


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Se você gostou, confira o portfólio de Chooo-San,aqui.

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Artigo da autoria de Camilo Alves Nascimento.
Escritor por natureza, mesmo sem saber sobre o que escreve. Mineiro que gosta de rock, apaixonado pela beleza urbana e por todas as suas sutilezas. Insone, ex-fumante, que busca incessantemente entender a mediocridade humana, inclusive a sua. E acredita cegamente que um bom café pode salvar vidas..
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Vamos pensar um pouco. # Assu-RN e sua homenagem ao rei do baião.


Por Fábio Fernandes.

Morei 18 anos em Assu, uma cidade do interior do Rio Grande do Norte. Esta, sempre sustentou a fama de “cidade dos poetas “ ou de ser rotulada de “terra da poesia”. Pode parecer paradoxal, mas não consigo atribuir nenhum dos títulos em questão.

O que me faz pensar desta forma é a falta de investimento no setor cultural. Noto que os lideres desta cidade nem se quer atentam para a valorização dos nossos poetas, músicos locais, atores entre outros seguimentos da arte que vivem numa espécie de “ócio cultural”, no entanto, estes ícones (obsoletos) culturais transitam num espaço esquecido, sem evidencia e na constante falta de apoio.

A cidade vive pautada em títulos fantasiosos, utópicos; persiste viver numa eterna quimera. Até quando vou testemunhar isso? Até quando irei falar às pessoas que a cidade na qual vivi 18 anos não é a cidade dos poetas? Até quando terei que dizer a meus colegas que temos que sair de nosso ninho, abdicar de nossas amizades e de nossos valores para emigrar a outras cidades em busca de um valor pelo qual, seria nosso por direito?

Essas inúmeras questões sobre nosso valor cultural persiste e creio que poderia ser diferente se tivéssemos desde o berço, acostumados com peças teatrais, músicas de bom gosto e de qualidade como critério primordial, recitais de poesias em nossas escolas e o incentivo a leitura de bom grado pelos nossos tão ilustres professores. Hoje percebo minha dificuldade de escrever, isso porque tive um ensino básico de baixa qualidade, é uma pena me usar como objeto base para reflexão tão necessária. Mas esse não é o foco desta dissertação, uma vez que os valores culturais intrínsecos em nossa bagagem de vida englobam todos os aspectos pedagógicos do sujeito.

Retorno a falar sobre nossa cidade, aquela tão conhecida e aclamada como terra dos poetas (mortos), esta pela qual sempre nego quando alguém faz alusão a nossa poesia constante. Neste ano fui ao município conferir as festividades juninas, crente que iria presenciar uma grandiosa homenagem ao nosso eterno Luiz Gonzaga, o precursor de um estilo musical que é referencia em nosso querido nordeste, quiçá no país como um todo. Este artista reconhecido internacionalmente merecia no mínimo uma homenagem de peso, assim como seu nome.

Infelizmente presencio uma espécie de “forró” medíocre, sem qualidade, com a falta da grandeza das letras que gerem uma leve reflexão, que tem por excelência falar de bebedeira, farra, prostituição, cabaré entre outras coisas fúteis do gênero, o pior não é isso, entendo como mais brutal e indelicado a forma pela qual esses “forrós” modernos tratam a figura da mulher. Estas “musicas” a rebaixam, subestimam e tratam com desdém uma figura tão linda e poética; que é este feminino que contem na imagem da mulher.

Portanto, chego a me perguntar se o nosso querido rei do baião está feliz com essa homenagem, se vai ser preciso usar até o nome do saudoso Luiz como título para continuar nessa politica ridícula de “pão e circo”, assim como fizeram com os nossos eternos e ilustríssimos poetas. Nesta hora, creio que o eterno Renato Caldas curtiria essa crônica, caso ele tivesse uma conta no facebook.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Tribo venezuelana acusa artista alemão de roubar pedra sagrada


BERLIM - As esculturas de Wolfgang von Schwarzenfeld em um parque de Berlim foram feitas para promover a paz mundial, mas o alemão de 79 anos agora se encontra em guerra com uma tribo venezuelana, que o acusa de roubar uma pedra rosa sagrada conhecida como "Avó". De um lado, o governo venezuelano defende os índios Pemon da região Gran Sabana, exigindo a devolução da pedra polida do parque Tiergarten de Berlim. De outro, o escultor argumenta que a pedra foi um presente legal.

O ministro da Cultura venezuelano, Pedro Calzadilla, disse à televisão estatal que a doação era "ilegítima" porque a pedra era parte do patrimônio cultural da comunidade (Pemon).

- Promotores estão investigando a remoção da pedra porque quem autorizou a retirada da Avó cometeu um crime. O presidente do Instituto de Patrimônio Cultural, Raul Grioni, está reunido com a Unesco, em São Petersburgo (Rússia), tratando do tema patrimonial - disse à TV.

Sem consciência do cabo-de-guerra diplomático, Robert, um jardineiro berlinense, salta de sua bicicleta para acender incensos entre as pedras de cinco continentes, que formam o "Projeto Pedra Global", esperando amigos para um ritual de xamanismo ao entardecer. Já os turistas venezuelanos Grecia Melendez e Juan Carlos Brozoski suspeitavam que houvesse motivos políticos por trás dos protestos.

- Chávez quer sempre um conflito com alguém - disse Melendez, de 32 anos, tirando fotografias da pedra de 12 metros cúbicos, que foi entalhada com a palavra "amor" em várias línguas - e pichações com nomes de casais e corações.

Na semana passada, membros da tribo Pemon protestaram diante da embaixada da Alemanha com lanças, cocares e cartazes que diziam que "o povo Pemon quer nossa sábia avó de volta". O porta-voz do ministério das Relações Exteriores da Alemanha, Andreas Peschke, afirmou que Berlim queria a melhor solução para todos os lados - Venezuela, os grupos indígenas, o artista e a cidade de Berlim.

Com documentos que autorizam a retirada da pedra do Parque Nacional Canaima em 1998, Von Schwarzenfeld desafiou o presidente venezuelano a pegar de volta o que ele chamou de um presente do ex-presidente Rafael Caldera. O projeto foi inaugurado em 1999 perto dos monumentos berlinenses da Praça Potsdamer e do Portão de Brandemburgo.

- A paz para mim não significa a ausência do conflito - afirmou o artista, sem se deixar desanimar pelo que ele também suspeita serem "motivações políticas" por trás da briga pela pedra.

Foto: O escultor Wolfgang von Schwarzenfeld ao lado da pedra que seria sagrada para tribos venezuelanas

Fonte:

Globo

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7098