sexta-feira, 27 de julho de 2012

MUSEUS ASSUSTADORES: O LADO INCÓMODO

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O mundo é demasiado grande para o conhecermos bem. Talvez por isso nos surpreendamos quando a completa estranheza surge aos nossos olhos, por exemplo na comunicação social. Ou o “estranho” será já regra? Ainda assim, o que nos pode assombrar, hoje, reflecte a profusão de ideias em que o mundo se tornou. Melhor do que isso: tem museu.


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© Monk' Corridor (Wikicommons, Sibeaster).

A cultura do “susto”

Crê-se que exista o universo emocional do susto desde que existe o ser humano. Cada indivíduo tem uma reacção específica face ao susto e existem vários tipos de susto, decorrentes das várias maneiras de percepcionar os episódios do quotidiano, uns mais comuns do que outros. Numa cultura ocidentalizada europeia, pelo menos, provocar o susto, conscientemente ou não, implica causar, em algum momento, sensações que sentimos como negativas. Ainda assim, tal não impede que o susto seja usado para momentos de animação ou de gozo, entre pessoas, ou até para a disseminação do conhecimento (científico ou não) na sociedade global, como o caso de alguns museus, por todo o mundo.

De uma lista de 15 museus mundiais considerados pela generalidade do público e por alguns orgãos de comunicação social dos mais assustadores, destacam-se museus como o Museu Vrolik, em Amesterdão, com uma colecção composta, entre outras, de peças, como espécies que sofreram de patologias diversas, embriões anómalos ou caveiras e ossos com uma formatação estranha. Entre outras coisas, é possível observar corpos de fetos siameses, pequenas colecções de ossos e de dentes, normalmente com problemas. Este museu é um espaço acinzentado, fora da moda actual, usado para estudo principalmente dos estudantes de Medicina da cidade. Consegue ser, para alguns “sites” turísticos, assustador e, por isso, não apropriado para crianças.

O Museu de Antropologia Criminal Cesare Lombroso, em Roma, é composto maioritariamente pela colecção do reconhecido criminologista italiano que dá nome ao museu. As suas maiores atracções são cabeças de criminosos e armas usadas por estes, coleccionadas por Cesare. Este criminologista acreditava que o interior dos cérebros dos criminosos seria diferente dos cérebros de outros indivíduos.

Outro museu, o Museu de Múmias de Guanajuato, uma pequena cidade no México, é composto por 108 corpos mumificados, mulheres na sua maioria, mortos por um surto de cólera que atingiu a cidade, em 1833. Os corpos foram desenterrados, entre 1865 e 1958, e acabaram por ficar preservados pela própria composição do terreno onde se encontravam.

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© Museu das Múmias, Guanajuato.

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Rio da Morte, masmorras em Londres (Wikicommons).

Poderão ainda ser dignos de realce as Catacumbas de Palermo (também conhecidas como um "museu da morte"); o “London Dungeon”, em Londres, onde praticamente tudo lá se encontra disposto para assustar os visitantes - com vários instrumentos de tortura da Idade Média expostos e actores prontos para sair da escuridão, a qualquer instante -; o Museu do Crime da Academia de Polícia Civil, em São Paulo, com exposições de fotos e objectos que serviram de provas de crimes descobertos; ou o “Moulagen Museum”, em Zurique, que tem peças de cera retratando doenças como a lepra ou sífilis.

Assentar poeira

A CNN fez uma lista dos 15 museus que considerou os mais estranhos do mundo. Entre outros, por exemplo, o Museu da Água da Torneira (China), o Museu da Arte Má (E.U.A.), o Museu das Coleiras (Inglaterra), o Museu dos Cortadores de Relva (Inglaterra), o Museu do Cabelo (Turquia), o Museu do Falo (onde se encontram mais de 270 pénis, de diferentes espécies, na Islândia) ou o Museu da Beleza Extrema (Malásia). Destes “museus”, provavelmente, muito poucos se-lo-ão, de facto, pois não basta a posse de uma colecção material e uma temática expositiva.

Estes “museus” primam pela invulgaridade e encontram-se em expansão, no mundo de hoje. Reflectem mudanças nos modos de educar públicos, talvez acompanhadas de uma predisposição do público para tal. Quando estas mudanças passaram a ser a regra, tornaram-se banais. Ao se banalizarem, facilmente se tornou notório o impacto das mudanças que estes museus promoveram no espírito do público e que este acabou por “ir aceitando”. Talvez por mera e contínua interiorização. O que antes foi “mudança”, deixou de o ser. Tal como quando a poeira se levanta e acaba por assentar, inevitavelmente.

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© Museu da Falologia, Pénis não Humanos (Wikicommons, Wellington Grey).

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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).

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© Museu da Arte Má, Dedham, Massachusetts (Wikicommons, Kafka Liz).

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Sobre o autor: luís pereira. Segundo José Saramago, "sempre chegamos aonde nos esperam." Saiba como fazer parte da obvious


Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2012/07/museus_assustadores_o_lado_incomodo.html#ixzz21t2dXlZF

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mercado de arte cresce com zona franca suíça

A demanda por depósitos francos vem aumentando em todo o mundo, impulsionada pelo mercado de arte em plena expansão. Os depósitos oferecem um lugar livre de impostos para armazenar arte e facilitar as vendas. A Suíça continua sendo líder deste setor.

A globalização do mercado da arte está mudando radicalmente o cenário internacional da arte. Depósitos francos, também conhecidos como entrepostos aduaneiros, servem como espinha dorsal da logística, pois permitem que as obras de arte sejam armazenadas ou transportadas nas melhores condições, enquanto espera para mudar de mãos.

A Suíça sempre foi muito ativa nesse setor, com mais de uma dúzia de depósitos francos, os maiores sendo em Chiasso, Zurique, Basileia e Genebra. Genebra concentra a maior quantidade de arte de qualquer depósito franco no mundo, em grande parte de museus de renome.

- A maior parte das obras de arte do nosso fundo está em Genebra - disse à swissinfo.ch Jean-René Saillard, diretor de vendas baseado em Genebra do grupo British Fine Art Fund Group, uma parceria de investimento em arte, altamente bem sucedida, criada há dez anos. Existem agora 40 fundos similares, 20 deles chineses, a maior parte criada nos últimos anos.

- Mas isso não significa que a arte permaneça escondida. A ideia de que a arte entreposta em depósitos francos nunca é mostrada é um mito - continuou Saillard - Os proprietários têm todos os motivos para ceder as obras generosamente. Quando essas obras de arte são expostas em instituições de prestígio, elas aumentam naturalmente seu valor - explica. O Kunsthaus Zürich, o museu de belas artes de Zurique, mostrou recentemente parte da lendária coleção Nahmad, que está armazenada no entreposto aduaneiro de Genebra.

Limbo fiscal

As profundas mudanças que ocorrem no mundo da arte estão, no entanto, transformando o propósito original dos entrepostos aduaneiros, que era o de adiar alguns trâmites formais até o momento em que a arte chegasse ao seu destino final. O limbo fiscal dos depósitos francos é um grande trampolim para um mercado de investimento que não tem necessidade da presença física de mercadorias.

De acordo com pesquisa realizada pela Mei Moses All Art Index, a arte vem superando as ações entre 2000 e 2011, com apenas uma ligeira queda durante a crise econômica de 2008. Indivíduos de alta renda, que procuram diversificar suas carteiras e fundos de investimento, estão, portanto, comprando obras de arte como nunca, mas não necessariamente para viver com elas.

Consequentemente, o armazenamento seguro, de preferência fora da legislação fiscal de qualquer país, vem sendo muito procurado, já que o caminho das obras de arte é decidido dentro e fora de operações financeiras, enquanto elas permanecem nos entrepostos.

Muita arte

O mercado de arte está estimado em 46,1 bilhões de euros (SFr55.4 bilhões). Os mercados de arte estão cada vez mais ligados aos mercados financeiros, de acordo com Anders Petterson, fundador da inglesa ArtTactic, ativa na análise desses mercados.

- Pessoas do mundo inteiro estão comprando arte - enfatizou Petterson. Ele atribui o crescimento explosivo do mercado da arte não apenas aos fundos de investimento, mas também à multiplicação de feiras de arte, leilões e novos colecionadores de arte.

- Há tanta arte, que estamos funcionando fora do espaço. Conheço uma porção de colecionadores, cuja paixão ultrapassou suas paredes há muito tempo, mas eles continuam comprando. Até 80% da coleção deles acaba em entrepostos aduaneiros - conta Petterson. Mesmo os museus, mostram apenas uma parcela muito pequena do acervo deles de cada vez.

Como resultado, a necessidade de serviços profissionais, estrategicamente situados para garantir a segurança e a preservação da arte, é cada vez mais importante.

Caixa-forte

Os entrepostos aduaneiros não oferecem apenas temperatura e umidade controlada, eles também vêm com uma armada de serviços essenciais: segurança, restauração, estruturação, autenticação, avaliação e transporte especializado, para citar apenas alguns.

- Preservar a arte em condições ideais é a principal razão para a utilização de entrepostos - insiste Denis Schott, que abriu uma sucursal para a sua loja na região dos depósitos francos de Genebra há cinco anos.

Embora os entrepostos sejam guardados como inexpugnáveis caixas-fortes, "Genebra é menos misteriosa do que muitos fazem crer", disse. Alguns dos cofres lembram galerias de luxo, embora com uma temperatura constante de 17 grausCelsius "a gente congela lá dentro", conta Schott.

A preservação das obras de arte é muito exigente, segundo Schott, que acha que uma grande parte do sucesso dos depósitos francos esteja na qualidade dos serviços no local, incluindo os fornecidos pelos transitários.

Yves Bouvier é responsável de um deles, o Natural Le Coultre, o maior transitário de arte do mundo. "O mercado de arte quadruplicou nos últimos anos", observou. O fato de que há mais artistas do que nunca e que a arte contemporânea tende a ocupar volumes maiores também aumentou a necessidade de instalações desse tipo.

"A arte é uma moeda"

Como resultado, Genebra está se expandindo, com um novo prédio a ser inaugurado em 2013. Cingapura inaugurou um grande entreposto em 2010 para atender ao crescente mercado de arte asiático e um depósito franco deve entrar em funcionamento em Luxemburgo em 2014.

Como as condições de segurança são fundamentais, Bouvier descartou a ideia de que negócios obscuros possam florescer em entrepostos alfandegários (ver artigo relacionado). "Tudo é verificado na entrada", assegurou. Em 2005, a Suíça introduziu uma legislação para verificar procedência e propriedade de todos os bens culturais e em 2009 passou exigir inventários completos.

A Suíça, com suas coleções de arte, museus, galerias e feiras de arte sempre cultivou seu perfil para a grande arte. A novidade é que os seus entrepostos tornaram-se protagonistas no mercado de arte internacional crescente.

- A arte é uma moeda que circula entre os países - diz Andres Petterson, advertindo que os lucros hipotéticos nem sempre são a principal razão para a compra - A arte proporciona prestígio, bem como diversão.

Foto: O "Kunsthaus Zürich" expôs recentemente parte da lendária coleção Nahmad, armazenada no entreposto aduaneiro de Genebra.

Disponivel em:

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7301

Quase milionário, pintor de 9 anos ganha retrospectiva

Com apenas 9 anos, Kieron Williamson já é um artista consagrado - e agora caminha para ser um milionário.

Na semana passada, 24 de suas pinturas foram vendidas por um total de 250.000 libras (cerca de R$ 790.000). está acontecendo , uma exposição na cidade de Holt, na região britânica de Norfolk, mostra ao público uma retrospectiva de seu trabalho.

A exposição, na galeria Picturecraft, reúne mais de 100 obras, incluindo os primeiro quadros de Kieron, feitos quando ele tinha apenas 5 anos.

Na abertura da exibição, no dia 20, também foi lançado o livro Kieron Williamson: Coming to Light, em que os pais do menino contam sua trajetória.

Mas Kieron se importa com dinheiro?

"Não", diz ele. "Mas eu gosto, um pouquinho."


Descoberta

O talento de Kieron foi descoberto por seus pais durante umas férias da família na Cornualha, quando o garoto tinha apenas cinco anos. Desde então, só se aprimorou.

"Meu estilo mudou", ele declarou em 2010, quando obteve destaque em jornais britânicos por fazer sua primeira grande venda, no valor de 150.000 libras (R$ 474 mil).

Desde então, Kieron tem recebido centenas de pedidos de pessoas que querem uma pintura sua, inclusive celebridades e membros da família real.

"Não tenho pintado muito, mas acho que meus quadros estão melhores do que eram", diz Kieron, sentado em seu estúdio de arte em sua casa nova, em Ludham. "Meu estilo mudou e eu agora tenho todos os meios (para pintar)."

Suas paisagens, já impressionantes há dois anos, hoje têm uma grande quantidade de detalhes. Os óleos, aquarelas e pastéis mostram uma certa maturidade.

Para Kieron, seu melhor quadro é uma paisagem da cidade de Wells sob a névoa.

"Ela mostra um barco de pesca e outros barcos destacados pela luz, mas você não pode ver o horizonte por causa da névoa", diz Kieron, que diz não querer vender esse quadro.

Experimentação

Em geral, Kieron retrata paisagens, mas em seu mini-estúdio também há pinturas feitas para experimentar novos temas e técnicas. "Estou pintando mais cavalos e pessoas", diz.

"Fiz essa pintura de um homem colhendo algas. Minha mãe tirou uma foto dele e eu fiquei inspirado para pintá-lo."

Kieron conta que costuma procurar fotos para pintar na internet antes de ir para a escola. "De vez em quando, penso sobre a imagem na escola - fico com ela na cabeça", afirma.

A mãe Kieron, Michelle diz que o talento natural do garoto surpreendeu a todos.

"Se você me dissesse há cinco anos, onde estaríamos hoje, não teria acreditado", diz ela.

"Quando ainda era bebê, Kieron disse que seria famoso, mas não esperava que alcançasse tudo isso, para ser sincera. Ele tem a coragem e determinação do pai."

Segundo Michelle, o contador da família disse que o garoto ainda não é milionário, mas esse patamar deve ser alcançado a qualquer momento. "Ele é um garoto de sorte", diz.


Fonte:

Diário de Pernambuco

http://www.catalogodasartes.com.br/Detalhar_Noticias.asp?id=7337

Projetos e pendências na mesa

Por:Tádzio França

Possibilitar a produção cultural popular exige constante troca de ideias, informações e análises. Um enredo burocrático, a princípio, mas essencial para que esse cenário se movimente e atue conforme suas necessidades. A secretária Extraordinária de Cultura do RN, Isaura Rosado - há um ano e meio à frente do cargo na Fundação José Augusto - almeja soluções que se movem entre orçamentos, editais e licitações. Enquanto a Cidade da Criança e a Biblioteca Câmara Cascudo aguardam novos apoios, velhos projetos musicais ganham nova direção, e um bom número de editais novos foram anunciados nos últimos meses. As políticas culturais exibem suas possibilidades.
Emanuel AmaralIsaura Rosado comenta as atividades da secretaria de Cultura
Isaura Rosado comenta as atividades da secretaria de Cultura

Novas perspectivas vieram com o anúncio de seis novos editais no começo de julho - "com a intenção de sejam lançados mais cinco até o fim do ano", segundo Isaura Rosado. A secretária ressalta a proposta da FJA de integrar seus eventos cada vez entre a capital e os municípios do interior. A segunda edição do Agosto do Alegria, por exemplo, estenderá sua programação até Mossoró, que participará com o musical "Hoje é dia de valsa", de 1º a 05 agosto, em parceria com a rede estadual de ensino. Em Caicó, o Auto de Sant'Ana também compõe a programação que faz parte do edital Atos do Povo.

JORGE AMADO, MARTINHO DA VILA E DEÍFILO GURGEL

No mais, o Agosto da Alegria não fugirá ao modelo do ano passado. "O evento foi muito bem avaliado pela imprensa e público ano passado, e foi vitorioso dentro da nossa proposta de exaltar a cultura popular para os potiguares, também com um alcance turístico", afirma. A programação - em homenagem a Deífilo Gurgel - abrirá no dia 08 de agosto indo até 02 de setembro, com a presença de 160 grupos folclóricos e mais de 400 apresentações, que serão feitas entre o Palácio Potengi, Teatro Alberto Maranhão e praça Augusto Severo. Entre nomes confirmados, Martinho da Vila para fazer a abertura, e a filha do escritor Jorge Amado, Paloma Amado, debatendo o centenário de pai e sua obra. Será feito um anúncio oficial da programação completa.

PROJETO SEIS E MEIA NO INTERIOR

Rumo ao interior também deverá seguir um velho conhecido dos natalenses, o projeto Seis e Meia. Segundo Isaura, a chegada do Teatro Riachuelo, com sua estrutura moderna e espaço amplo, praticamente inviabilizaram os shows musicais no velho TAM. "No outro teatro, os artistas têm a possibilidade de pedir um cachê dez vezes maior do que poderia proporcionar a plateia do TAM", afirma. A ideia, ainda em estudo, seria retomar o projeto em direção ao interior, com shows dirigidos a espaços como as casas de cultura.

EDITAIS E FISCALIZAÇÃO
As ações anunciadas a partir dos últimos editais reforçam a proposta da FJA de ressaltar a cultura popular mais enraizada. Daí vieram editais como Deífilo Gurgel, Palhaço Facilita e Chico Traíra, que favorecem grupos folclóricos, teatro de João Redondo, poetas populares, formação circense e literatura de cordel. Tudo já foi aprovado pela comissão do Fundo Estadual de Cultura, que tem a participação de entidades que congregam os beneficiários dos editais, além de representantes dos artistas por região administrativa, indicados pelo Conselho Estadual de Cultura, entre outros órgãos de controle do governo. Isaura ressalta que a fiscalização desses editais é feita através de uma prestação de contas obrigatória dos beneficiados junto à fundação.

Isaura afirma que a distribuição de verbas é a mais democrática possível, e com plena intenção de ser justamente "pulverizada". "Devemos atender o Estado como um todo. O Fundo Estadual é pra isso. Ele deva chegar até aqueles pontos distantes do interior, apóia e promove eventos de lá. Já a Lei Câmara Cascudo é que tem maiores somas, junto a empresas grandes como Cosern e Petrobras, além de se concentrarem na capital", explica.

A própria FJA recorreu aos editais de cultura, tendo sido uma das contempladas pelo programa Banco do Nordeste/BNDES, com o projeto Nós na Tela. Isaura ressalta que a iniciativa foi realizada dentro da lei, pois a verba é pública, e o edital confirma que a instituição poderia concorrer. "O Banco do Nordeste é uma instituição poderosa, que sempre incentivou a ajuda. Mas ela ofereceu um valor R$1,5, enquanto o governo do RN está apoiando com mais R$12 milhões, ou seja, estamos trabalhando muito mais. Eu só espero que as verbas de ambos subam", afirma.

Alguns assuntos permanecem na base da expectativa. A Biblioteca Câmara Cascudo está à espera de que o MinC assine convênio para restauração. "Temos cumprido as diligências necessárias e sempre ressaltando os apoios de Fátima Bezerra e Henrique Alves quanto a questão. Serão R$3 milhões em recursos", diz. Em situação semelhante está a Cidade da Criança. Isaura explica que a empresa que seria responsável pela obra teve dificuldades e o contrato está sendo rompido, para que haja um novo processo de licitação. O processo será realizado ainda este ano, garante.

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'Valente' usa técnica revolucionária de animação

Por: Luiz Carlos Merten (Agência Estado)
São Paulo - Você já viu heroínas feministas na animação, garotas que até mesmo se disfarçam como homens para conseguir mostrar seu valor. Basta se lembrar de "Mulan", animação da Disney inspirada numa velha lenda chinesa. Mas você nunca viu nada parecido com a nova animação da Pixar/Disney. Para início de conversa, "Valente" é a primeira animação da parceria co-assinada por uma mulher, Brenda Chapman. Numa entrevista por telefone, a produtora Katherine Serfian e o codiretor Mark Andrews falam do filme que estreia nesta sexta-feira no Brasil. Katherine diz que gostaria que Brenda tivesse assinado o filme sozinha, Andrews destaca o que há de revolucionário na cabeleira ruiva da obstinada heroína, tão boa de arco que participa da disputa que vai definir quem será seu marido.
ReproduçãoDesenvolvimento tecnológico da animação é consequência da nova era digitalizada do cinema. Animações estão cada vez mais perfeitas
Desenvolvimento tecnológico da animação é consequência da nova era digitalizada do cinema. Animações estão cada vez mais perfeitas

Como se isso não bastasse - a heroína que se disfarça, humilha os pretendentes, todos príncipes, e quase leva o reino à guerra -, a massa de cabelos ruivos de Merida (é seu nome) já virou um marco na história da animação, e por dois motivos. Pelo que representa, metaforicamente, e pelo desafio técnico que foi criar na tela aqueles fios esvoaçantes. Ruivas fogosas têm cruzado a tela, e a fordiana Maureen O'Hara e Rita Hayworth foram apenas duas delas. Maureen foi uma inesquecível irlandesa de maus bofes em "Depois do Vendaval" - Merida é escocesa, mas, sim, existem nela ecos da Mary Kate Danaher de John Ford. Quanto à técnica, os cabelos de Merida consumiram quase dois dos quatro anos que durou toda a produção e há outra cena com água que também monopolizou os técnicos e artistas da Pixar/Disney por mais um ano. O resultado impressiona, com certeza.

O desenvolvimento tecnológico da animação é uma das consequências da nova era digitalizada do cinema. As animações ficaram tão perfeitas que está cada vez mais fácil aceitar um rato como herói (Ratatouille). Praticamente não existe mais diferença da live action. É mesmo? Katherine faz a ressalva - "A diferença persiste, sim. Tudo o que se refere à vida vegetal e animal, aos cenários de Valente é de um realismo extremo e minucioso. Se tivéssemos filmado em live action, nada daquilo seria mais verdadeiro. Mas a heroína e seus pais, e os pretendentes, pertencem ao domínio da fantasia. Não existe gente como aquela de verdade, digo do ponto de vista físico. Se fosse para fazer uma animação 100% real, você pode estar certo de que nós, da Pixar, teríamos feito Valente em live action."

Embora seja uma companhia jovem, o sucesso da Pixar e seu impacto sobre as novas ferramentas da animação já levaram ao surgimento de vários livros contando a história do estúdio e tentando explicar seu extraordinário sucesso. A Pixar surgiu como divisão da Lucasfilm e só ganhou esse nome quando George Lucas, numa decisão que a revista "Total Film" definiu em 2004 como a sexta mais idiota da história do cinema, vendeu a Graphics Group, como se chamava, para Steve Jobs. Foi quando ela foi rebatizada como Pixar, uma combinação de 'pixel' com 'art'. Com a Pixar, a animação ingressou na era completamente computadorizada. A ideia era fazer arte com pixels. Como a molécula que constitui a matéria, o pixel é o elemento básico da construção da imagem digital. Ela é feita por camadas, num processo lento e delicado, explica Katherine.

Até chegar a fazer sucesso, a Pixar perdeu muito dinheiro de Jobs. Em 1991, associou-se à Disney para uma série de três animações. Foi assim que foram surgindo os marcos do estúdio - "Toy Story" (1, 2 e 3), "Carros" (o 1), "Up - Altas Aventuras". "Não conseguiria ser sucinto na tentativa de explicar o sucesso da Pixar", diz Andrews. "Seria precioso um livro inteiro só para isso, mas alguns elementos foram decisivos. O entusiasmo de John (Lasseter), que reuniu uma equipe jovem e motivada; o fato de ele delegar decisões e transformar cada projeto numa aventura ao mesmo tempo individual e coletiva - todos opinam e contribuem, mas quando o filme é seu, é seu; e finalmente, o tempo que é despendido nos roteiros. O de Valente trata da heroína que precisa se superar, para crescer emocionalmente, e da família que precisa superar seus traumas e medos."

Uma maldição transforma a mãe num urso, justamente o animal, em toda a criação, que o pai, o rei, mais odeia (e dedicou a vida a destruir). Forma-se a inusitada situação de a heroína ter de proteger a mãe do próprio pai, numa trama cheia de duplos e significados ocultos. Isso não corre o risco de transformar "Valente" numa narrativa para adultos, mais do que crianças? "A grande inovação da Pixar talvez tenha sido justamente buscar o crossover, fazendo filmes não apenas para crianças, mas para a criança que resiste nos adultos. Nossas histórias possuem um certo grau, não vou dizer profundo, mas complexo, de elementos e sentimentos. Tratam da perda, da dor, da superação. Isso é adulto? Com certeza. Mas as crianças dispõem hoje de mais informação que em qualquer época da história. Aos 5 anos, uma criança já sabe hoje mais do que um adulto de 50 no passado. O que ela ainda não sabe é processar as informações. Os filmes da Pixar oferecem ferramentas para isso. Valente é sobre uma garota que se autodescobre e amadurece", resume Andrews.

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Dramaturgia regional ganha festival

Tádzio França - repórter

O teatro nordestino se movimenta, viaja, troca referências, experiências e, sobretudo, plateias. A "liga" entre a dramaturgia regional está sendo feita através do Festival das Artes Cênicas do BNB, um projeto itinerante em celebração aos 60 anos do Banco do Nordeste e suas atividades culturais. Após passar por Aracaju e Salvador, a programação chega a Natal de 26 a 29 de julho, com apresentações gratuitas realizadas entre a Casa da Ribeira, Barracão dos Clowns e no largo Dom Bosco/Praça Augusto Severo, na Ribeira. O objetivo é promover o intercâmbio entre os grupos teatrais nordestinos.
DivulgaçãoGrupo Parque apresenta Engenharia Erótica no Barracão dos Clowns
Grupo Parque apresenta Engenharia Erótica no Barracão dos Clowns

O BNB programou dois festivais comemorativos para distribuir entre os Estados: um de música e outro de teatro. Natal ficou com o de artes cênicas, "pelo bom entrosamento de suas atividades ligadas ao teatro", segundo Tibico Brasil, gerente do ambiente de gestão da cultura do Banco do Nordeste. "Já contávamos com um histórico de bons contatos entre grupos locais, como o Pessoal do Tarará, Clowns de Shakespeare e Casa da Ribeira, portanto, foi óbvio concluir que o teatro possui uma boa organização, de trabalhos e de público, por aqui", afirma.

A programação foi definida por uma curadoria própria do BNB, com a ajuda de grupos locais que, de certa forma, também são parceiros do projeto. "Boa parte dos grupos teatrais já se apresentou em outros eventos do BNB, portanto, já conhecemos as qualidades do que está sendo mostrado", afirma Tibico Brasil. Ele ressalta que é de suma importância o apoio dos parceiros para a realização do festival, que atuam no apoio logístico e na divulgação do evento. Por sinal, o elogiado "Sua Incelença, Ricardo III", dos Clowns, foi apresentado em Sousa (PB), Cariri (CE) e Fortaleza (CE).

Espetáculos

O festival traz cinco peças de cinco estados (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), a serem apresentadas de quinta a domingo, em diferentes lugares. A peça "Engenharia erótica" abre a programação nesta quinta, às 20h, no Barracão dos Clowns. O Grupo Parque de Teatro (CE) mostra a história de vida de quatro travestis. Baseado no livro "Engenharia erótica: travestis do Rio de Janeiro", do fotógrafo e psicanalista Hugo Denizart, a peça une realidade e ficção ao propor para o público tornar-se parte de um encontro que desvenda questões humanas para além de estereótipos e preconceitos.

Na sexta, em pleno ar livre na Ribeira, será apresentada a releitura de "Romeu e Julieta" pelo Grupo Garajal (CE), no largo Dom Bosco, às 17h. A conhecida história de amor escrita por William Shakespeare ganha aspectos populares. O espetáculo confere ao espaço público dimensões de terreiros de reisado e picadeiro, mesclando jaraguá, príncipes, guerreiros, Montecchios, Capuletos, maracatu, pau de fita e rituais.

O grupo paraibano Bigorna apresentará na sexta à noite o espetáculo "Esparrela", às 20h, no Barracão dos Clowns. Com texto, direção e atuação solo de Fernando Teixeira, a peça mostra a relação de um urubu, Arquimedes, e seu adestrador, Manoel. Para entrar na cidade da qual foi expulso, o adestrador resolve ensinar a ave a dançar. Sua intenção é impressionar as pessoas do lugar através da surpreendente habilidade do urubu.

O Barracão dos Clowns receberá no sábado, às 18h, a peça "Incelença", da Cia. do Rosário (PB). O espetáculo narra a história de Seu Olimpo, artista popular que vem apresentar seu show de variedades. Junto a um elenco de bonecas, o protagonista relembra números de circo, dança, cordel, música e drama, revelando a beleza do sonho para jamais esquecer. A peça une a linguagem da máscara e do cômico com a cultura popular nordestina, fazendo uma reflexão sobre a solidão.

A pernambucana Cia Animé apresentará "As Levianas - Em pocket show", às 20h, na Casa da Ribeira. A peça mostra quatro palhaças num irreverente show inspirado em pérolas da música brasileira e internacional. Com canções que vão do blues ao brega cult, "As Levianas" recriam não somente composições, mas também tipos de cantoras e cantores que através de suas personalidades, vozes e melodias marcam a história da música.

No domingo, um velho conhecido volta à Casa da Ribeira, às 17h: "O Ratinho Teobaldo" (RN). O espetáculo infantil conta a história de um pequenino e talentoso roedor que tenta, com sua música, semear a paz e a tolerância entre as pessoas. A peça enfatiza que o respeito à diferença e a força da sensibilidade podem tornar a vida mais leve e feliz.

Para o público adulto, virá o espetáculo "Seu Bonfim", do grupo baiano Território Sirius, às 20h, na Casa da Ribeira. A peça é livremente inspirada no conto "A terceira margem do rio", de Guimarães Rosa. Mostra um velho contador de histórias do sertão que, a partir de um episódio narrado por ele, começa a contar acontecimentos do seu passado, onde rememora pessoas e locais, expondo pensamentos sobre tempo, vida e loucura.

Serviço: Festival das Artes Cênicas do BNB. De quinta a domingo, entre o Barracão dos Clowns, Largo Dom Bosco e Casa da Ribeira. Acesso gratuito. Ingressos devem ser retirados uma hora antes do início de cada sessão. Tel.: 3133-3226.

Bate-papo

Tibico Brasil, gerente de gestão e cultura

O Rio Grande do Norte está em alta junto ao BNB: neste mês foi anunciada a aprovação de 64 projetos culturais potiguares junto ao Programa de Cultura Banco do Nordeste/BNDES, com patrocínio de R$1,5 milhão. Mesmo assim, ainda não será desta vez que o Estado receberá um dos Centros Culturais do banco - havia uma intenção local de se fazer um centro no antigo prédio da Cidade Alta. O gerente de gestão da cultura da instituição, Tibico Brasil, falou sobre o assunto:

Há alguns anos o BNB sinalizou a criação de um Centro Cultural em Natal. Esse plano está em andamento?

Não em Natal. No momento não há previsão de um novo Centro Cultural além daqueles que estamos finalizando no momento, que são os de Teresina (PI) e Vitória da Conquista (BA).

Quantos centros culturais o BNB têm no Nordeste?

Até o momento, três: em Fortaleza (CE), Cariri (CE) e Sousa (PB). Além dos outros dois que estão em processo de instalação.

Qual o critério da instituição para para montar um Centro Cultural?

Geralmente, nós procuramos lugares que tenham condições de receber um Centro, reforçar a cadeia produtiva de cultural local, e ainda tenham uma certa carência no segmento, por isso não estendemos esse tipo de projeto a capitais como Recife e Salvador, que já possuem grandes atividades na área. O Centro atua como um formador de plateias e espaço de difusão e promoção da cultura nordestina. Há uma programação diária relativa à música, cinema, museus, artes visuais, teatro e literatura, habituando o público a conviver com artistas e obras de qualidade.
Outros festivais ainda virão para o Rio Grande Norte este ano?

Não, por enquanto, as ações para 2012 em Natal estão restritas ao Festival de Artes Cênicas.

Disponivel em:


terça-feira, 24 de julho de 2012

Autor do Lanterna Verde gay diz que brasileiros foram os mais preconceituosos


Earth 2 Novos 52 Alan Scott 02
James Robinson sugere que, por vingança, dará namorado brasileiro ao herói

Por Érico Assis

Alan Scott e seu namorado atualEm painel na Comic Con sobre homossexualidade nos quadrinhos de super-herói, o quadrinista James Robinson confirmou que, sim, recebeu várias críticas por ter criado uma nova versão do Lanterna Verde original, Alan Scott, que é homossexual. Mas os piores ataques, diz o roteirista, vieram do Brasil."As críticas mais hostis que eu recebi vieram em tweets do Brasil. Eu tinha saído na noite anterior e na manhã seguinte comecei a tuitar 'putz, meu fígado está me matando' e alguém veio falar algo tipo: 'seu fígado está se vingando pelo que você fez com o Lanterna Verde'", contou Robinson segundo relato do site CBR."Então, só de vingança, quando Alan Scott puder ter um novo homem na vida, ele vai ser brasileiro", completou o escritor.Robinson diz que a criação do Alan Scott gay foi sua, partindo apenas de uma orientação da DC Comics de introduzir mais diversidade sexual nas HQs.A revelação da homossexualidade do herói, na série Earth 2, foi notícia mundial em junho - o que gerou inúmeras manifestações, tanto positivas quanto negativas, quanto à homossexuais nos quadrinhos. A organização cristã conservadora dos EUA One Million Moms, por exemplo, propôs um boicote à revista - como fez com outras HQs - mas foi tão atacada por comentários contrários ao boicote que teve que tirar o site do ar. James Robinson comentou, também na Comic Con, que estava orgulhoso desta investida contra a organização.

Alan Scott
Alan Scott e seu namorado atual




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quarta-feira, 18 de julho de 2012

A Bela Adormecida-( Adélia Prado )


Estou alegre e o motivo
beira secretamente à humilhação,
porque aos 50 anos não posso mais fazer curso de dança,
escolher profissão,
aprender a nadar como se deve.
No entanto, não sei se é por causa das águas,
deste ar que desentoca do chão as formigas aladas,
ou se é por causa dele que volta
e põe tudo arcaico, como a matéria da alma,
se você vai ao pasto,
se você olha o céu,
aquelas frutinhas travosas,
aquela estrelinha nova,
sabe que nada mudou.
O pai está vivo e tosse,
a mãe pragueja sem raiva na cozinha.
Assim que escurecer vou namorar.
Que mundo ordenado e bom!
Namorar quem?
Minha alma nasceu desposada
com um marido invisível.
Quando ele fala roreja
quando ele vem eu sei,
porque as hastes se inclinam.
Eu fico tão atenta que adormeço
a cada ano mais.
Sob juramento lhes digo:
tenho 18 anos.
Incompletos.

terça-feira, 17 de julho de 2012

ARCESIO ANDRADE - Frevinho de Olinda (ao vivo) Som do Mar

Pra quem gosta de uma boa música instrumental e de raiz, eis uma boa dica. Eis aqui o querido violeiro Arcésio Andrade em mais uma de suas belissimas performances com sua viola choradeira.

O velho e o Mar

A partir da obre de Ernest Hemingway, uma belissima animação de O Velho e o Mar. Este foi um dos primeiros livros que li em minha vida, sem dúvida tem uma grande influencia em minha vida de leitor.


HE OLD MAN AND THE SEA (O VELHO E O MAR). Rússia/Canadá/Japão, 1999. Direção de Aleksandr Petrov. Ganhador do Oscar em 2000 como melhor curta animado, a adaptação do clássico de Ernest Hemingway, "O Velho e o Mar" é uma obra prima do animador russo Alexander Petrov. O curta com pouco mais de 20 minutos de duração, demorou pouco mais de 2 anos para ser produzido, pois Petrov pintou a óleo e fotografou cada um dos 29 mil frames em quadros de vidro. Para quem não sabe, O Velho e o Mar foi o último livro de Hemingway publicado durante a sua vida e conta a história de um velho pescador que decide enfrentar o alto mar em busca de um peixe gigante.