domingo, 14 de julho de 2013

RETRATOS EM PRETO E BRANCO DE PESSOAS DESABRIGADAS POR LEE JEFFRIES

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A série de fotos "Homeless", de Lee Jeffries, exclusivamente em preto e branco, revela rostos incrivelmente detalhadas e captura expressões das pessoas desabrigadas nas ruas da Europa e dos Estados Unidos.
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Lee Jeffries vive em Manchester e fotografava eventos esportivos mas um encontro com uma jovem sem-teto, nas ruas de Londres, mudou sua abordagem artística para sempre. Ele fotografou a garota de longe mas a jovem o havia percebido. Sua primeira reação foi sair dali rapidamente mas algo o fez ficar e tentar conversar com ela.
Ele pediu desculpas e ela aceitou ser sua modelo e convenceu alguns de seus companheiros de rua a posarem também.
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Sua percepção sobre os sem-teto mudou completamente. Lee normalmente tenta fazer amizade com seus modelos e depois oferece algum dinheiro em troca das fotos. Ele admite que utiliza alguns recursos fotográficos e digitais para atingir um efeito poderoso para criar um elemento emocional na imagem.
"Eu processo com luz e sombra de uma forma quase religiosa. Tento capturar olhares intensos, rugas e cicatrizes, e todas as histórias emocionais por trás dos rostos."
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© Todos os direitos reservados a Lee Jeffries
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Artigo da autoria de Margarete MS.
Eu tenho um coração um século atrasado..
Saiba como fazer parte da obvious.

SCOTT CAMPBELL - ARTE DO DINHEIRO

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Especialista em tatuagens, o artista visual Scott Campbell faz também trabalhos plásticos. Neste projecto, ele amontoa notas de um dólar norte-americanas para lhes dar um significado completamente diferente.
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© Scott Campbell, "Scull Tryptich".

A moeda de um país e a sua representação física têm sempre uma ligação histórica ou patriótica. O que está impresso nas notas tem um significado especial para as pessoas que as usam todos os dias e a escolha dos seus elementos é feita de forma cautelosa. Não é por acaso que nas sete notas de dólar norte-americanas figurem sete personalidades que constribuiram activamente para a construção da nação, como Benjamin Franklin, George Washington ou Thomas Jefferson. Já o verso das notas é constituido por imagens directamente ligadas à personalidade correspondente da nota. Por exemplo, no verso da nota de dois dólares onde figura Thomas Jefferson, vê-se uma imagem da assinatura da Declaração da Independência, de que o presidente foi co-autor.
O artista Scott Campbell escolheu as notas de um dólar para seu objecto de trabalho. Talvez por ser a de valor inferior, talvez por nela figurar uma das personalidades mais importantes da história dos EUA: George Washington, o primeiro presidente do país. O verso da nota é preenchido Grande Selo dos Estados Unidos, símbolo da emancipação do país criado ainda antes da Declaração da Independência em 1789.
O louisiano residente em Nova Iorque juntou centenas de notas de um dólar para lhes dar volume e um novo significado. Como que esculpindo através dos montes alinhados de papel, ele cria novas imagens, que nos transportam para o lado negro do dinheiro. Usando um laser, o artista visual cria caveiras, palavras, foices, armas e outros elementos que nos relembram que o capitalismo nem sempre traz coisas boas...
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© Scott Campbell, "Three Sculls".

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© Scott Campbell, "Sacred Heart".

Campbell é famoso também (ou se calhar mais famoso) pelas suas tatuagens. Depois de desistir da sua carreira como bioquímico no Texas, fugiu para São Francisco, onde começou a aprender a tatuar. Esteve fora do país durante mais de seis anos para aperfeiçoar a sua técnica e encontrar inspiração. Hoje tem um dos centros de tatuagem mais reputados dos EUA, a Saved Tattoo, em Brooklyn, Nova Iorque. Na sua clientela conta com Marc Jacobs, Orlando Bloom, Josh Hartnett, Penelope Cruz e Helena Christensen. Heath Leadger foi a primeira celebridade que tatuou - um pássaro a voar no braço esquerdo.
Esta não foi a primeira vez que Campbell trocou a pele por outros objectos de trabalho. Nos últimos tempos produziu também uma série de aguarelas inspirada na sua experiência de seis semanas numa prisão de alta segurança na Cidade do e teve um projecto em que desenhou a carvão dentro de cascas de ovos. A sua última exposição, "Noblesse Oblige", decorreu em Los Angeles e consiste num conjunto de obras plásticas com forte ligação à arte da tatatuagem porque é essa a sua primeira paixão, a sua "noblesse oblige".
Multifacetado e na vanguarda nova-iorquina, este é um artista a ter em atenção nos próximos anos.
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© Scott Campbell, "Revolver".

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© Scott Campbell, "Always Almost There".

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© Scott Campbell, "Mex Santa Muerte".

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© Scott Campbell, "Good Morning".

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© Scott Campbell, "Noblesse Oblige".

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diana guerra é normalmente zote, mas dizem que também se interessa por arte, cultura e essas coisas óbvias. Saiba como fazer parte da obvious.



sexta-feira, 12 de julho de 2013

Grande poder - Déa Trancoso

CAPELINHA DE MELÃO E O CASAMENTO DE JUREMA


Por Fábio Fernandes 

Querido leitor de O MARICAL , Venho aqui falar um pouco sobre meu novo trabalho teatral, este que desenvolvo na atual escola que leciono a disciplina de arte e em especifico o teatro e suas pedagogias.
CAPELINHA DE MELÃO E O CASAMENTO DE JUREMA

Foto: Gean Lopes
A peça é uma sátira ao casamento matuto, sempre celebrado no período junino. Embora seja uma peça elaborada para os festejos de São João, ela não reproduz apenas o tradicional casamento que geralmente se faz presente nas quadrilhas matutas, mas valoriza o resgate de personagens clássicos do tempo e da tradição; Ícones de grande importância como padre, noiva, feirantes, e outros símbolos da cultura popular assim como personagens infantis e imaginários além de tradicionais palhaços, compõem a Capelinha de Melão. O Sagrado e profano se misturam, sem deixar o bom humor de lado e sem apelar para “formas prontas” e parciais.  

A alegoria deste trabalho baseia-se em pesquisas por vários campos da sociedade, o que unifica as pessoas concentra-se na religião principalmente, seguindo o principio do termo “Reli gare”. Jurema simboliza a persistência num objetivo a ser alcançado e uma meta a ser batida, o seu anseio é encontrar um noivo, mas ela não sabe quem, nem ao menos como realizar esse desejo. O que este personagem sugere além de persistir num ideal consiste em acreditar nos sonhos, que logo serão realizados. A capelinha de melão, nada mais é do que uma alegoria a escola utópica,( Como sugere Paulo Freire em Pedagogia da Autonomia) aquela na qual o sujeito entende como lugar de diálogo e troca de conhecimento que por sua vez, faz o sonho ser mais próximo ao “mundo real”.

O publico que compõe o corpo da “igreja” (Capelinha de Melão) nada mais é do que pessoas simples e humildes; estes se distribuem entre pescadores, vendedores autônomos e crianças. O Padre simboliza o ápice da sociedade, o poder e o alto patamar hierárquico que existe em qualquer grupo organizado, este personagem é dado à várias pessoas, tanto que um simples pescador e um vendedor de tapioca chegam a ocupar esse cargo, no entanto, o que se busca nesta alegoria é tentar idealizar o fato de que toda e qualquer pessoa pode obter a liderança de algum grupo na vida, que não existe limites pra quem acredita nos seus ideais.

O referente trabalho não busca de forma alguma ridicularizar a religião, mas o simples fato de falar de Deus de forma lúdica e divertida causa um estranhamento no publico simpatizante (*Brecht) que se baseia somente na fé. Esse formato de teatro critico (*Teatro épico) busca primeiramente mostrar alegria, instigar sorriso, mas ao mesmo tempo é capaz de fazer pessoas refletirem sobre. Muitos se apegam a realidade da personagem Jurema, na sua causticante promessa em busca de um objetivo, muitos se identificam com o simples e humilde vendedor, muitos entendem que o pescador não almeja só comida, mas pescar sonhos e possibilidades de viver em harmonia com os “homens e mulheres pescadas”. Muitos se veem no lugar do pobre vendedor de tapioca que logo consegue um cargo mais reverenciado na sociedade entre outras visões, assim como muitos (poucos) são capazes apenas de ver-se vitimados e ofendidos ao ponto de não entender a mensagem proposta e por conseguinte tentar um boicote desesperado ao trabalho pelo simples fato de ver o poder que o teatro de qualidade é capaz de conter.

SINOPSE:

Jurema é uma simpática noiva que fez uma promessa que consistia de vir de uma cidade a outra de joelho visando o objetivo de se casar. Só que esta entra numa capela inusitada onde surgem vários personagens alegóricos da cultura popular pra formar o publico de seu casamento. No meio de tanto alvoroço, Jurema continua na sua peleja pra casar. Só que ninguém se prontifica em ser seu marido o que faz da capelinha de melão um lugar mágico e divertido.

ELENCO

Vinicius Rocha, Fernando Vittor, João Anselmo, Raíssa da Silva, Ana Sara, Júlio Salviano, Maria Eduarda, Wanderson Gilberto, Yan Phelipe, Ingride Sabrina, Thallyta Raylha e Thomas Érik.

DIREÇÃO

 Fábio Fernandes

Imagem:
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quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Bom Teatro sempre Causa


Por Fábio Fernandes

 Depois de algum tempo sem postar opiniões (I)relevantes nessa página virtual, venho me apoderar da liberdade proposta pela internet, pra justamente dizer que ser livre é IMPOSSÍVEL na sociedade contemporânea. Sempre temos que estar submissos a uma ordem de grandeza "maior".
  Recentemente montei "Capelinha de Melão e o Casamento de Jurema" no intuito de que iria abordar os problemas sociais por um víeis diferente, mas esqueci (ou não) que estava lidando com um público carente de informações científicas acerca da própria arte. Sei que peguei pesado, pois estou tentando elaborar um formato de teatro crítico, sem parcialidade e digno de reflexões positivas sobre. Acontece, no entanto que mexer em feridas até então tapadas com ataduras causa um certo desconforto.
   Numa das "análises" sobre este trabalho em especial tive que ler que os subsídios da fé são coisas irrefutáveis, então onde fica o livre pensar, a liberdade de não ter fé? Noto por conseguinte, que sempre temos que fazer nossos trabalhos como se tivéssemos "pisando em ovos", com cuidado, cautela e também fazendo uma arte parcial que seja distante do fazer artístico mas que se aproxima a uma mera reprodução que se veja no intuito de agradar um ou outro.
   Se surgem as criticas, isso já mostra que a obra teve impacto, foi decisiva, gerou discussão e inquietamento. Essa revolta do receptor ao perceber a mensagem leva a crer que: Mesmo a piada sendo boa, se você é o alvo dela, tão grandioso vai ser o esforço pra não sorrir. E quando o teatro é de qualidade, pautado numa pesquisa sincera e honesta, sem parcialidade, mas com o pensamento de liberdade critica e expressiva, sem a menor sombra de dúvida vai causar muitos sorrisos contidos.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Crônica do 79


Por Stephane Lu Vasconcelos


Fim do meu dia, vou para a parada de ônibus suja, suada, faminta e morta de cansada, louca para chegar em casa, e espero MAIS DE UMA HORA até o ônibus passar lotado e parar por pouco. Subo e encontro um lugar onde consigo me segurar na ponta dos dedos. minha bolsa com cerca de nove quilos pende no meu ombro quase a viagem inteira, sem nenhuma bo'alma para segurá-la e sem ter espaço no chão onde pudesse pousá-la. Eis que sobe um DJ de ônibus - que era tudo o que estava precisando naquele momento, considerando que não conseguia me mexer para pegar o celular e o meu fone - e começa a ouvir música gospel altíssima. Achei pouco, então começou a chover e, naturalmente, todas as pessoas fecharam as janelas do ônibus, criando aquela sauna agradabilíssima com os cheiros de estudantes e trabalhadores que passaram o dia na labuta... Cerca de uma hora depois consigo chegar ao meu ponto final, com dor na lombar, fome apertando, pés doendo e cansaço de alma.
Na boa, já paguei os pecados do meu mês inteiro. Ou melhor, de todo o semestre! #Oremos!

domingo, 2 de junho de 2013

ELOY CIA TEATRAL, ESTRÉIA “ESCOLA BRASIL”, ARRANCA BOAS RISADAS E SURPREENDE MAIS UMA VEZ O PÚBLICO.

Um pouco de minha produção...
Por: Fábio Fernandes 


Durante a V Conferência Municipal de Educação da cidade de Lajes-RN, ocorrida no dia 31-05-13 (sexta feira), a Eloy CIA de Teatro estreou de forma surpreendente um trecho da peça Escola Brasil (Working in progress) . A pouco menos de um mês o grupo teatral estreava “A Praça Imaginária” quando na ocasião abordou a temática voltada a cidadania e consciência ambiental, a peça no entanto abordou uma temática extremamente crítica, porém, arrancou muita risada do público. Em “Escola Brasil” não foi diferente, desta vez o grupo veio mais determinado e mais solto pro trabalho performático, a temática base era “Trabalho e desenvolvimento sustentável: Cultura, ciências, tecnologia, saúde, meio ambiente; - Qualidade da educação: democratização do acesso, permanência, condições de participação e aprendizagem”. Num período menos que duas semanas foi possível conceber este trabalho. 



Coordenado pelo Prof. Fábio Fernandes, a Eloy CIA de Teatro num processo criativo essencialmente colaborativo, apresenta um extrato cênico divertido, mas que aborda alguns momentos marcantes de uma sala de aula. Durante esta montagem, vários questionamentos circundaram o limiar critico do elenco, as perguntas frequentes eram justamente, ligadas às carências que a escola brasileira apresenta quando referidas a estrutura, permanência, aprendizagem, relação (Freiriana) professor-aluno entre outros tópicos afins. 

Com relação à aceitação do público, é notável a presença marcante do riso – não o fácil e aleatório- mas o riso critico proposto por  Bertolt Brecht*.  Aquele no qual o sujeito sorrir de sua própria crise, e reflete o problema social de maneira obvia. Optar por um teatro com princípios épicos faz de “Escola Brasil” uma reflexão extremamente critica acerca da relação docente-discente. Segundo o Prof. Fábio Fernandes – “O teatro é sem duvida um meio de fazer o outro pensar e repensar as dores cotidianas, uma vez que o sujeito se torna critico menos romântico (do modo clássico do termo) e mais independente através do seu ser questionador” e também reforça – “É mais que prazeroso expressar num palco, através de um corpo emprestado a um personagem, o que queremos muito dizer pessoalmente e não temos coragem muitas das vezes... Ou seja, teatralizar esse fazer/dizer é dar espaço ao livre modo de pensar o caso”.
 Na oportunidade tivemos duas estreias; Luiz Felippe (6ºB) e Alvaro (E.E Olimpio Procópio - EJA). Além destes, a Eloy CIA de Teatro tem em seu elenco: Thomas Erick, Tallita Raylha, Yan Phelipe, Maria Eduarda, Wanderson Gilberto, Ingride Sabrina e Fábio Fernandes na direção geral.  O grupo tem o intuito de agregar novos alunos dispostos a ingressar no processo de iniciação teatral promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura na nossa escola (Eloy de Souza). 


Sinopse:
Escola Brasil: Num grupo escolar obsoleto, uma sala de aula é configurada desde a chegada de possíveis estudantes rurais em condições precárias à sala de aula até suas (DES) venturas no berço do conhecimento. Neste espaço multifacetado o professor semianalfabeto tenta ludibriar os alunos até então leigos e cheios de dúvidas. Estes viajam a um passeio de campo pra visitar a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, porém, esquecem Zé; um aluno com necessidades especiais (cadeirante) que não é compreendido nem pelo professor muito menos pelos colegas de classe. A precariedade da sala de aula, no entanto, instiga os personagens a não apenas criticar diretamente as mazelas estudantis, mas, sobretudo divertir-se com suas limitações desde aspectos estruturais às características psicológicas e culturais.