domingo, 12 de maio de 2013

OS MURAIS DE ERNEST ZACHAREVIC


 por L


Os desenhos em sintonia com os objetos das ruas tornam a street art de Zachas, como o próprio artista assina suas obras, uma brincadeira com as banalidades e com a falta de um olhares mais atentos para o espaço que nos circunda. A arte não tem espaço para surgir e a criatividade nasce do desejo de transformar.
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© Ernest Zacharevic, "Children in a boat".

As grandes cidades do mundo não param para olhar para os lados. Estamos todos focados, aprisionados pelo relógio, pelo depois. A street art sempre provocou os olhares em lugares inesperados, como que dizendo: se você não vai até à arte, a arte virá até você. Com intervenções urbanas do tipo que se apropria do espaço comum para fazer arte, Ernest Zacharevic deixou seus murais espalhados pela Malásia.
Alguns murais foram inspirados por fotografias, como é o caso de "Children in a Boat", outros podem ser mais abstratos, como "Broken Heart", estimulando nossa inquietação: dois telefones públicos pintados com um coração partido. Será a cabine telefônica um símbolo de solidão e do enclausuramento no meio da cidade, o local onde se pode receber as piores notícias?
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© Ernest Zacharevic, "Children in a boat" (fotografia original).

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© Ernest Zacharevic, "Children in a boat", materializando a obra.

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© Ernest Zacharevic, "Broken Heart".

Esta intervenção em George Town, Penang, é feita de uma forma criativa que cativa ainda mais: o artista parte dos próprios objetos que já estão lá, como janelas, telefones públicos ou bicicletas, para fazer de seus desenhos meio arte, meio reais, a eterna brincadeira de descobrir o que é arte e o que é realidade.
O encontro do urbano com o artista revela o olhar diferenciado sobre o espaço comum de todos. Ernest não se apropria de sua arte, não expõe - ele opta pelo caráter irônico, imprevisível, casual da street art. Utilizando-se do espaço a seu prazer, ele brinca com o que já estava lá, apenas modificando a compreensão. Ilusão, ironia, criatividade. A street art dos murais de Zacharevic na Malásia é impressionante pela amplitude, tanto em dimensão quanto em arrebatamento. A partir de agora é melhor começar a olhar para os lados, para o inusitado, para o cotidiano - a arte pode surpreender na próxima esquina.
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© Ernest Zacharevic, a fotografia do "antes" da porta.

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© Ernest Zacharevic, colocar a mota na posição.

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© Ernest Zacharevic, "Boy on a bike".

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© Ernest Zacharevic a trabalhar.

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© Ernest Zacharevic a trabalhar.

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© Ernest Zacharevic, "Little children on a bicycle.

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© Ernest Zacharevic, "Little girl in blue".

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© Ernest Zacharevic, "Reaching up".

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© Ernest Zacharevic, "Reaching up" à noite.

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larissa couto estuda para ser Filósofa, Leio para ser escritora e Penso para ser eu mesma - ou ao contrário. Saiba como fazer parte da obvious.


ARTE URBANA - A GRANDE ILUSÃO


 por  

 Arte Urbana ilusao
Digam lá se isto não é impressionante?
 Arte Urbana ilusao
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benjamin júnior esteve ligado às artes e tecnologia, sendo um dos fundadores da obvious. Adora o inverno, o conchego da lareira, bom vinho, boa comida e, acima de tudo, boa companhia. Saiba como fazer parte da obvious.
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Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2007/04/arte_urbana_a_g.html#ixzz2T6BDrEIg

terça-feira, 30 de abril de 2013

Arte na pré-história


A pré-história é o longo período do passado que abrange desde o surgimento do “homem primitivo” (hominídeo) até a invenção da escrita.

Divisão do período pré-histórico

Paleolítico – Período em que predominaram as sociedades de coletores. Os seres humanos viviam da casca, da pesca e da coleta de grãos, frutos e raízes. O termo “Paleolítico” é de origem grega, sendo que Páleo = velho e Lítico = pedra; Ou seja, denomina-se Velha idade da pedra ou Idade da pedra lascada.
Neolítico - Período em que a pedra recebeu nova forma de tratamento: antes lascada passou a ser polida, sendo melhorado o fio de seu corte. Por esse motivo o neolítico também é conhecido como idade da pedra polida. O termo Neolítico também é de origem grega, Neo = novo e Lítico= pedra; Ou seja: Nova idade da pedra.


Os homens pré-históricos foram os primeiros artistas da história alimentavam-se da caça, da pesca e da colheita de frutos. Dois fatos foram importantes nesse período; o homem aprendeu a fazer o fogo com o qual afugentava os animais e se aquecia, e a utilizar pedras lascadas com as quais confeccionava instrumentos pra caçar, guerrear e realizar entalhes nas paredes.

 Mesmo construindo um instrumento, nota-se que o homem primitivo importava-se com a forma e a beleza das peças.

Como os homens pré-históricos moravam em cavernas, são nesses locais que encontramos as primeiras pinturas realizadas pelo homem. São verdadeiros “salões de arte” com pinturas de ursos, cavalos, veados, bisões entre outros.
Para pintar o homem produzia suas próprias tintas misturando terra (geralmente avermelhada por ser rica em minérios) com carvão, sangue e gordura de animeis. Utilizava os dedos e provavelmente, também pinceis rudimentares (como toco de madeira) .
As caças eram representadas pelas figuras conhecidas como “pinturas rupestres”, esta ação poderia ser tida como forma de registro, ou seja: “uma verdadeira fotografia do dia da caça”.
Os artistas pré-históricos também realizavam trabalhos em escultura. Nota-se a ausência de figuras masculinas, predominando assim, as formas femininas. Isso se deve a importância do homem da caverna com a continuidade da espécie. Esses artistas esculpiam em pedra ou marfim mulheres com seios, quadris e ventres enormes (avantajados). O que ressalta, portanto, a importância da fertilidade. Essas esculturas são chamadas de Vênus.
O homem do neolítico começa deixar as cavernas e passam a construir suas próprias moradias. Essas construções são conhecidas como “Nuragues”; edificações em pedra em forma de cone.
A pré-história, portanto, revela que as modalidades artísticas por meio das expressões e necessidades humanas, se mostram com grande importância no dia-a-dia do homem e justifica que a arte sempre esteve presente na trajetória  cultural da humanidade de forma geral.

Fontes:
Imagens: internet
Pesquisa Teórica : Historia da Arte- Graça Proença, ED àtica

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Arte indígena Brasileira


Uma arte utilitária.  

A primeira questão que se coloca em relação à arte indígena é defini-la ou caracteriza-la entre as muitas atividades realizadas pelos índios. Quando dizemos que um objeto indígena tem qualidades artísticas, podemos estar lidando com conceitos de nossa civilização, mas estranho ao índígena. Para ele o objeto precisa ser mais perfeito em sua execução do que na sua utilidade exigida. Nessa perfeição para além da finalidade é que se encontra a noção indígena de beleza. Desse modo um arco cerimonial emplumado dos Bororo, ou um escudo dos Desana, podem ser considerados criações artísticas, pelo fato de ser objetos cuja beleza resulta de sua perfeita realização.

                        

Outro aspecto importante a ressaltar: A arte indígena é mais representativa das tradições da comunidade em que está inserida do que a personalidade do indivíduo que a faz. Por esse motivo, os estilos da pintura corporal, do trançado e da cerâmica variam significativamente de uma povo para outro.

A tendência indígena de fazer objetos "bonitos" para usar na vida tribal pode ser parecida principalmente na cerâmica, no trançado e na tecelagem. Mas ao lado dessa produção de artefatos úteis há dois aspectos da arte índia que despertam um interesse especial. São estes: A arte plumária e a Pintura corporal .

                              

Arte Plumária – Esta arte não está ligada a nenhum fio utilitário, mas apenas a pura busaca da beleza. – Existem dois grandes estilos na criação de peças de plumas. As tribos dos cerrados fazem trabalhos majestosos e grandiosos como os diademas dos Bororo, ou os adornos de corpo dos Kayapó.

                           

Pintura corporal – As cores mais usadas para pintar seus corpos são o vermelho vivo do urucum, negro esverdeado do suco de jenipapo e o branco da tabatinga. A escolha dessas cores é importante, porque o gosto pela pintura corporal está associado ao esforço de transmitir ao corpo a alegria contida nas cores vivas e intensas.

Cerâmica – As peças de cerâmica testemunham muitos costumes dos diferentes povos índios e uma linguagem artística que ainda nos impressiona.

Mascaras – Para os índios, as mascaras têm um caráter duplo: Ao mesmo tempo em que é um artefato produzido por um homem comum, é uma figura viva do sobrenatural que representa. As mascaras são feitas com troncos de arvores, cabeças de animais e palhas de buriti; e são usadas geralmente em danças cerimoniais como, por exemplo, na dança do Aruanã, entre os Karajá, quando representam heróis que mantêm a ordem no mundo.

Enfim, é possível perceber que a arte sempre influenciou os costumes dos mais diversos grupos culturais, sendo que é notável sua importância e valor para significar algo valioso para um determinado coletivo ou indivíduo social.


Fontes:
Imagens: internet
Pesquisa Teórica : Historia da Arte- Graça Proença, ED àtica