O artesanato pernambucando é sem dúvida um dos que mais se destacam no Brasil. Um dos maiores expoentes da ceramica de Pernambuco é o mestre Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões. A relação do mestre ceramista com o animal detaca-se devido ao seu signo, que era justamente Leão. Nuca, ou Manoel Borges da Silva, nasceu a 5 de agosto de 1937, no engenho Pedra Furada, Nazaré, Mata Norte pernambucana, e deixou um fortre legado que ainda é mantido pela sua familia.
Filho de agricultores, viveu a infância em um ambiente de ceramistas e desde os dez anos, modelou em barro elementos do cotidiano. Mudou-se para a cidade de Tracunhaém/PE e passou a conviver com diversos ceramistas em feiras e salões de arte popular, entre eles, Ana das Carrancas e alguns netos de Vitalino.
Se a família de Nuca era de agricultores, e não de louceiros, o mesmo aconteceu com a família de Maria, que também era da roça, não tinha ninguém no barro. Pode-se dizer que a obra de Nuca é quase obra de dois artistas, originalidade a quatro mãos. O leão e as bonecas foram criação dele e da mulher.
Nuca dos Leões criou os filhos com a arte saída das próprias mãos, festejou a alegria de viver fazendo sempre o que gosta e também ofereceu todas as condições necessárias ao aprendizado e exercício artístico dos filhos seguidores.
A obra do artista pode ser apreciada em antiquários, galerias de arte, e enfeitando praças do Recife, como a do 1º Jardim de Boa Viagem e a Tiradentes, no Cais do Apolo.
Em 27 de fevereiro de 2014, o ceramista morre no Recife.



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