quinta-feira, 16 de novembro de 2017

DESENHO INDUSTRIAL

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Por Caroline Faria

Segundo a definição dada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, o desenho industrial é a “...forma plástica ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto..”. Assim, o desenhista industrial ou designer é o profissional responsável pela concepção de um produto, objeto, ou ainda, de uma marca.
O designer é um profissional criativo. Seu trabalho é usar a originalidade para desenvolver produtos funcionais e que agradem o consumidor tanto pelo seu valor estético quando pela sua utilidade e facilidade de uso.
Atualmente as empresas contam com o designer industrial como um diferencial competitivo, capaz de proporcionar uma identidade para a empresa.
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Formação

O profissional formado em desenho industrial pode optar por duas áreas de especialização: projeto de produto e programação visual. O primeiro tem seu foco no desenvolvimento de conceitos relacionados ao produto, desenvolvimento de protótipos, análise de materiais e projeto. O segundo é voltado para a produção gráfica, criação de desenhos, logotipos, páginas na internet, embalagens e trabalhos com imagens e cores.
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No Brasil temos 56 cursos superiores de desenho industrial reconhecidos pelo MEC e a maioria é na região sudeste (35). O curso tem duração de 4 anos e aborda disciplinas de linguagem, história e história da arte, ciências sociais, desenho técnico, ergonomia, projeto e fabricação, fotografia, matemática aplicada, e outras matérias relacionadas de acordo com a instituição. Além é claro, de oficinas onde o aluno poderá praticar algumas técnicas.
Existem também os cursos técnicos de desenho industrial onde em cerca de 2 anos o aluno consegue absorver conhecimentos que o deixam apto para atuar no setor.

Desenhando

O profissional que opta pela carreira de designer industrial deve ter criatividade e um bom senso estético. Não necessariamente ele deve saber desenhar, mas durante o curso e dependendo de qual área ele decide trabalhar a habilidade será muito importante.
O desenhista industrial poderá trabalhar em qualquer local onde seja necessário desenvolver produtos. Ou seja, praticamente em qualquer lugar. Seja na indústria ou em empresas do ramo de serviços o desenhista industrial pode desenvolver programas de design, administrar departamentos de design em empresas, criar logotipos, marcas, embalagens, anúncios, vinhetas e todo tipo de material publicitário, além é claro de desenvolver produtos desde o projeto até a escolha dos materiais. Outro campo onde o designer industrial pode atuar é na criação de websites (ou webdesign) que é uma área que vem ganhando cada vez mais destaque com a popularização acesso a internet.

Fontes
http://www.inpi.gov.br/menu-esquerdo/desenho/pasta_oquee
http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_profissoes/agosto00/artes/desenhoi/index.htm
http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/profissoes/desenhoindustrial.htm

As releituras do Abaporu no Brasil. A importância da obra de Tarsila do Amaral para a Arte brasileira.


Tarsila1.jpgTarsila do Amaral é uma dessas personagens marcantes da história da arte do Brasil. Nasceu em 1886 e, morreu em 1973, em São Paulo. Artista de primeira linha foi uma mulher que participou dos movimentos no país em prol de uma arte reveladoramente brasileira. Estudou na Europa mas não quis seguir os cânones europeus, conheceu a ex-URSS e fez pesquisa junto com Oswald de Andrade na Amazônia. Passou por fases impressionistas e cubistas. A Semana de Arte Moderna de 1922 é um marco da cultura nacional. Artistas se reuniram para modernizar a Arte brasileira. Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Manuel Bandeira, Raul Bopp entre outros artistas proclamavam que a expressão artística do país deveria refletir as lendas, os índios, as festas populares, o delírio, a natureza, o sonho, o mundo fantástico da imaginação. Eles proclamavam um corte na visão eurocêntrica da cultura. Tarsila do Amaral não participou diretamente da Semana de Arte de 1922 por estar viajando mas contribuiu definitivamente para a arte brasileira. Passou por diferentes fases: Pau-brasil, Antropofagia e Fase Social. Na fase Antropofágica Tarsila do Amaral se destaca ao pintar o quadro Abaporu,(1928) para dar de presente ao marido Oswald de Andrade. A pintura tem como título, em tupi-guarani, Aba= aquele que come Poru= carne crua. Ou seja, Abaporu poderia ter sido um índio, aquele que come carne crua. E o lema do grupo modernista era deglutir a cultura européia fazendo uma analogia com a antropologia que estudava os antropófagos, o canibalismo na América do Sul. Por que será que o Abaporu tem esse carisma todo com as crianças e os adultos? Uma das muitas explicações possíveis pode ser a de que o Abaporu traz um sentimento mítico em sua forma, cor e estrutura. Não podemos dizer que é uma imagem complexa. A obra representativa da arte moderna brasileira tem nos arte-educadores do Brasil e do exterior uma empatia contagiante. Fora a Monalisa de Leonardo Da Vinci e O Grito de Edvard Munch o Abaporu é a obra de arte mais reproduzida nas escolas. Ao trazer aos alunos a releitura desta obra que mede 85 X 73 cm e, que hoje, está resguardada no Museu de Arte Latino-americana em Buenos Aires,-MALBA- trazemos para o imaginário infanto-juvenil uma referência do homem brasileiro, um homem de paz que está entrosado com a natureza e a natureza mora nele. Na obra original a cor azul dá ênfase a traquilidade que o personagem sentado e nu nos remete. O verde do cacto reforça a verticalidade do personagem que parece que foi pintado num ângulo debaixo para cima e, o sol sugere, a circularidade da vida. Para compreender o Abaporu é preciso se identificar com a obra porque nesta tela há um simples ser sentado embaixo do sol, talvez numa tarde de verão e a única companhia que esse ser mítico tem são os seus pensamentos, o sol e um cacto, uma planta do sertão nordestino. Tarsila2.jpg


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O Modernismo no Brasil e a Semana da Arte Moderna.

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O Modernismo foi um movimento artístico que valorizou os sentimentos e as emoções, mais do que o realismo. O termo Arte Moderna refere-se às expressões artísticas surgidas no final do século XIX, que se estenderam até a metade do século XX. Neste estilo, nota-se a influência da Revolução Industrial, das máquinas a vapor, da velocidade, fotografia, cinema, avião, e do estudo da mente, entre outros fatores que contribuíram para a mudança do pensamento e das atitudes na sociedade da época. A arte moderna traz novos conceitos e técnicas na arte para expressar a vida moderna, como por exemplo o Fauvismo, Futurismo, Cubismo, e Escola de Paris. Esta arte ia além da simples representação da realidade, ela trazia a emoção e sensibilidade do artista. 
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Tarsila do Amaral, Painel Antropofagia


No Brasil, foi um dos mais importantes movimentos artísticos. A Semana de Arte Moderna, a famosa Semana de 22, aconteceu em São Paulo, em 1922, de 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal, sendo a primeira grande expressão artística brasileira. No evento, artistas apresentaram novas idéias e conceitos artísticos, como a poesia declamada, os concertos com o acompanhamento das orquestras, as artes plásticas em telas, esculturas e mini arquiteturas, tudo num conceito muito moderno para a época. A semana de 22 funcionou, basicamente, como uma grande exposição para todo o país ficar a conhecer o que tinha de mais novo no meio artístico e nas ciências artísticas como, por exemplo, os novos conceitos de arquitetura e design.
Pagu.Elsie.Tarsila.Anita.Eugenia.1922.jpg Importantes figuras do modernismo, em 1922. Mário de Andrade (sentado), Anita Malfatti (sentada, ao centro) e Zina Aita (à esquerda de Anita).
Por causa da história e folclores brasileiro serem muitos ricos, essa semana marcou época com muita variedade de ideias e conceitos que renovaram a cena artística brasileira e, além disso, influenciou grandemente muitos futuros artistas.
Um dos principais objetivos da Semana de Arte Moderna foi, entretanto, desvincular o Brasil das regras e amarras da arte européia, explorando a capacidade artística em todos os sentidos, mas especificamente em terras nacionais.
tgffdrd.jpg Anita Malfatti - La rentrée.
iuiyu.jpg Anita Malfatti
Confira alguns importantes nomes modernistas:
Na música: Heitor Villa-Lobos. Na Literatura: Oswald de Andrade; Raul Bopp e Mário de Andrade. Nas Artes Plásticas: Anita Malfatti - considerada pioneira da arte moderna brasileira; Victor Brecheret; Emiliano Di Cavalcanti - sendo um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de São Paulo; Vicente do Rego Monteiro; Lasar Segall; Tarsila do Amaral; Cândido Portinari; Bruno Giorgi, etc...


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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Ator potiguar José Neto Barbosa vence como melhor monólogo


Indicado como um dos melhores monólogos produzidos no Brasil juntamente a nomes como  Álamo Facó, Marcos Veras e Marcos Caruso fizeram do ator potiguar José Neto Barbosa uma referência no estilo teatral. "A Mulher Monstro"  é o espetáculo indicado ao 17° Anual Prêmio Cenym produzido pela S.E.M. Cia. de Teatro (Sentimento, Estéticas e Movimento)  que tem em sua equipe Diógenes, Mylena Sousa e Sérgio Gurgel Filho. A peça fala da falta de amor no mundo. 

Segundo José Neto  "Dediquei também a todos os que lutam contra a intolerância, seja ela de gênero e sua diversidade, acerca das sexualidades, racista ou religiosa. Dediquei aos mortos diários por crimes de ódio, nessa guerra fria, obscura e sangrenta que passa o Brasil. Falei que somos um país que (segundo pesquisas) tem 92% de sua população sem frequentar equipamentos culturais, mas que se coloca em censurar a arte. Dedico principalmente aos que tem depressão e ansiedade".

Como artistas potiguar e ativista artistico-cultural  fico muito feliz em poder compartilhar essa conquista. Parabens José Neto, você merece tudo e muito mais pela sua trajetória, dedicação ao formato cênico e acima de tudo a humildade que você sempre cultivou no seu fazer teatral.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desenhos discentes.

O desenho é uma forma de expressão muito comum no contexto artístico. A Arte de representar a natureza, se da devido a observação primária do artista com as coisas reais que ele vive e observa em seu cotidiano, portanto passar para o papel a visão daquilo que o circunda no ciclo vital é fundamental para expor sua visão individual, nos permitindo como observadores a admitir nossas leituras subjetivas por meio das formas e contrastes apresentados pelos desenhos.
Aqui destaca-se alguns trabalhos feitos por alunos do *º ano de Escola Estadual Professora Maria da Conceição Messias. Coordenados pelo por mim ( Professor Fábio Fernandes). Deleite-se com alguns desenhos que expressam a natureza mais próxima do real e alguns que expressam a liberdade poética com elementos fora da perspectiva real













quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Eloy CIA Teatral esteve em Araruna no sertão Paraibano apresentando "Vidas Secas"


A CIA Teatral da cidade de Lajes/RN esteve na Paraíba apresentando o espetáculo "Vidas Secas". Como diretor desta cia teatral de âmbito escolar, fico muito feliz em poder contribuir no fomento a arte teatral do Rio Grande do Norte. Fazer essa arte me re-inteira, re-inventa e re-faz o meu percurso teatral.

ATT: Fabio Fernandes

Eloy CIA Teatral foi ate a Paraiba apresentar "Vidas Secas".

A Eloy Cia Teatral prepara  sua primeira apresentação inter-estadual. No  dia 26/09/17
 a Cia seguiu com destino a cidade de Araruna na Paraiba, a apresentação foi na 
2ª Feira Cientifica Cultural do CCTS Centro de Ciências, Tecnologia e Saúde 
da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). 
Para a CIA Teatral, receber o convite de representar a cidade  de Lajes fora do 
Rio Grande do Norte é a prova maior que o trabalho desenvolvido e fomentado
 pela Escola Dr. Eloy de Souza e apoiado pela SEMEC (Lajes) pode render 
rutos e reconhecimento ao fazer teatral no município
A Peça em cartaz "Vidas Secas" já teve apresentações no campus do IFRN local, 
a casa de Cultura de Lajes e no XII FESTUERN em Mossoró, continua em cartaz 
em Araruna e posteriormente no Flilajes 2017.
 Muita emoção  circunda o espetáculo.

ELOY CIA TEATRAL vai a Mossoró e encanta a plateia com "Vidas Secas.


A E.C.T de Lajes mais uma vez participou de uma edição do Festuern. 
Pra quem não sabe, é o maior festival de fomento a arte teatral escolar 
do Nordeste promovido pela UERN. Nessa edição levamos a magia contida
 no clássico de Graciliano Ramos, juntamente com poemas, musicas e danças 
folclóricas que permeiam o imaginário popular. Como de costume a CIA 
teatral em sua participação conseguiu emocionar alguns expectadores com 
a interpretação suave e poética dos pequenos aluno-atores, recebendo no 
entanto o carinho e a receptividade da platéia mossoroense.
 Assim como na edição de 2014, o elenco da Eloy CIA Teatral totalmente 
renovado, representou bem a escola municipal Dr. Eloy de Souza e a cidade de 
Lajes, se destacando com um textofortíssimo sobre as agruras do sertão nordestino 
no inicio do século XX relatadas pelo escritor Graciliano Ramos em seu romance 
"Vidas Secas". O desafio até então foi transferir para o corpo dos novos 
aluno-atores que até então alguns nunca tinham experienciado o fazer teatral na 
vida,  e teve até então um resultado positivo. O teatro Dix Huit Rosado 
presenciou uma mescla de drama com poesia, música popular e a 
dança folclórica que homenageava o "boi de reis" do Rio Grande do Norte. 
A poesia "Secas" do assuense Renato Caldas foi declamada pelo grupo e também musicalizada 
por Fábio Fernandes (Diretor artístico) 
além da boa musica instrumental do potiguar Carlos Zens "Chuva do Sertão"
 o grupo teatral também cantou "Meio Dia" que ficou eternizada pela banda
 Mastruz com Leite nos anos 90.



Para Fábio Fernandes - "Continuar e concluir uma montagem com 
tantos desdobramentos (desistência de atores, logística entre 
outros) fez com que se tornasse possível o fazer teatral no âmbito escolar e 
reacendeu a chama de transformar um pensamento critico-social
 através da arte". 
Dessa forma o grupo conseguiu se estabelecer no 
cenário artístico escolar do estado com mais 
uma bela performance no XII FESTUERN.

Espetáculo "Meu Nome é Zé" - CIA Arte e Riso/ Umarizal (Teatro potiguar)

A Cia Arte e Riso de Umarizal/RN apresenta um belíssimo espetáculo que une a arte circense com o teatro de rua. E algo muitíssimo importante ver o movimento artístico potiguar ganhar evidencia e qualidade critica proporcionada pelo teatro. 

Sinopse:
O espetáculo “Meu nome é Zé” relata uma história conhecida de todos os cidadãos dos mais diversos recantos do país, protagonizando discussões de problemas antigos, porém, contemporâneos e universais. A história narrada, se passa em pleno pleito eleitoral, em que políticos lutam para chegar ao poder utilizando das mais diversas artimanhas, conchaves políticos, promessas enganosas, compras de votos, perseguições e mortes na busca pelo poder. De forma cômica, satírica e escrachada, a Cia. Arte e Riso faz das histórias de “Politicagem” de nossas cidades do interior um recorte do mundo. Neste trabalho, damos voz direta às figuras marginalizadas da sociedade, como o bêbado que vive nas ruas junto aos cachorros, no qual não apenas narra, mas analisa a partir de sua vida de embriaguez os fatos mostrados, nos fazendo perguntar quem realmente vive embriagado e na cegueira. A montagem tem como principais referências estéticos, a utilização de características do Teatro Épico defendendo por Bertolt de Brecht, além de elementos da cultura popular nordestina e das artes circenses.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Fragmento de "Vidas Secas" estreia e novo elenco da E.C.T se destaca.


Nessa semana o novo elenco da Eloy CIA Teatral apresentou um extrato cênico 
da nova montagem 2017 "Vidas Secas". Com o elenco totalmente 
reformulado, a direção da CIA teve a missão de  prosseguir com o 
projeto proposto pra 2017. Em menos de um mês, os novos 
integrantes da E.C.T montaram uma parte da peça teatral que 
se baseia na obra de Graciliano Ramos. Foram duas apresentações 
na semana, a primeira durante a SEMADEC (IFRN) Campus  
-Lajes (21-07) e a outra na Casa de Cultura Popular com a 
participação dos alunos do EEFOC. Contudo tivemos uma 
semana movimentada superando as expectativas. 
O fotografo Leandro Souza fez  alguns registros 
de nossa participação na SEMADEC.


O fotografo Leandro Souza fez alguns registros de nossa apresentação, deu pra perceber que a proposta cênica de poder reviver um clássico da literatura brasileira pode render uma forte poesia visual e lirica.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Fábio Fernandes e a proposta cenografica de Vidas Secas (Eloy CIA Teatral-2017)

Depois de alguns meses de produção, chegamos na conclusão da concepção cenográfica de nosso novo espetáculo. Confira o resultado ainda em construção.


 As cabeças de boneca remontam o imaginário lúdico-popular e expressa a taxa de mortalidade infantil do sertão precário nordestino em meados do seculo XX.

 O sincretismo religiosos é uma característica que não pode faltar no imaginário do sertanejo nordestino.
 O sol está baseado no quadro "Os Retirantes" de Cândido Portinari. Não podemos faltar com referencias importantes pra construção da arte do século XX.

A concepção cenográfica é oriunda de uma vasta pesquisa realizada pelo Prof. Fábio Fernandes que ousou mais uma vez reciclar elementos da CIA dando continuidade a proposta de re-significar os elementos da cena.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Lendas de Pedra 2 e suas poéticas visuais.

Por Fábio Fernandes

O processo de gravação do meu novo trabalho enquanto diretor de cinema experimental é o filme "Lendas de Pedra 2" no qual a narrativa se centraliza em lendas relacionadas as serras existentes no município de Lajes no Rio Grande do Norte. Desta forma aproveitei a ocasião para explorar  elementos da cultura brasileira na direção de arte. Observe:
Na cena em destaque uma criança se questiona porque a vasão de tanta importância de haver mitos e lendas. essa linha narrativa permite explorar de forma artístico-pedagógica  as possibilidades de sobreposição cultural. Na cena em destaque, a cenografia revela o nordeste brasileiro distribuído num curto espaço métrico (o quarto); Esse espaço portanto já denuncia a bricolagem cultural, de um lado um chapéu de frevo pernambucano e sua policromia que sugere a alegria do carnaval, do outro lado o chapéu soa meio que Godot do Becket, mas sobretudo faz alusão ao homem do sertão nordestino; Ao lado se apresenta um quadro com o lirismo geográfico que reflete a flora e paisagem local, mais abaixo da cena uma televisão de imagem "preto e branco" dá um sutil tom de nostalgia e resistência ao futuro tecnológico e globalizado, por fim, a cama está vermelha, o sangue, a paixão e os martírios do homem do campo re-significa a vivencia sertaneja cotidiana.
 O que dizer então do indígena que é citado no filme? Uma grande oportunidade pra expressar a importância histórica que o índio proporcionou ao longo do processo de transformação cultural brasileira.  
Por ultimo, analiso a temática  principal do projeto (A morte).  A poesia contida no verde, esboça o sentido do "continuar a caminhar"...  Em destaque, o detalhe no verde brilhante de uma manhã de céu nublado, que sugere tempos de fartura para o homem do campo sofrido e calejado pela vida diária e geográfica.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Homenagem a Belchior - (Divina Comédia Humana)

Eis uma singela homenagem ao eterno ídolo da MPB Bechior. - Divina Comédia Humana.

Quando me transformei em Belchior

Por : Fábio Fernandes


Sabemos que mais um grande nome da MPB se vai desse plano terreno pra algum lugar da memória, isso é motivo de tristeza e ao mesmo tempo de reflexão sobre o ciclo da vida. No ano de 2012 no decorrer do curso de licenciatura em Teatro da UFRN na disciplina "Figurino e Maquiagem"  sob a coordenação do competente professor Sávio Araújo, me predispus a adentrar numa complexa pesquisa na construção do personagem "Belchiover", este que consistia num cover do cantor Belchior. Esses foram alguns registros do processo de transformação. 
Confira:




Os primeiros passos foram regrados a discussões sobre, e acerca da importância de criar o personagem. Muitas foram as divagações que circundavam o objeto de pesquisa.










 A construção do portfólio me desafiou a tentar usar a criatividade na elaboração mais próxima possível do personagem.



  


O memento do processo pelo qual utilizei a maquiagem,os adereços e o figurino selou o processo construtivo com uma dublagem no final da disciplina. Tanto esforço me rendeu nota máxima na matéria, porém o que mais levo de significante, foi o doar-se e aprender sempre com os desafios.

 






 Belchior vive!