Foto por Brunno Martins/ Giradança
Quando falamos em dança, o que vem em nossa mente, é um corpo em movimento, seguindo uma compasso sistematicamente coreografado. Ligamos a dança a corpos padronizados, ditos "perfeitos" que se expressam artisticamente. Porém, essa visão de uma arte feita para suprir necessidades de certos padrões, que limitam o seu fazer pra alguns, não tem continuidade, quando a Companhia Giradança entra em cena.
A Giradança se destaca como uma renomada companhia de dança contemporânea natalense, referencia na arte cênica potiguar. O seu diferencial está na inclusão. O que a torna mais especial, não só no estado do Rio Grande do Norte, mas em outras partes do Brasil e tambem internacionalmente, tudo isso devido a sua proposta de dança inclusiva, que integra bailarinos com e sem deficiência.
A Giradança foi criada em 2005 pelos bailarinos Anderson Leão e Roberto Morais, o trabalho artístico do grupo é focado nas possibilidaes de o corpo se mostrar como ferramenta de experiências, que rompem preconceitos e que expandem os limites tradicionais da dança contemporânea. Isso torna a proposta da companhia, um divisor de águas dentro do panorama artistico. Uma vez que se põe em debate, as possibilidades criativas de corpos considerados limitados.
A Cia potiguar tem como Proposta Artística: Investigar a diversidade dos corpos em cena, ressignificando as limitações físicas e transformando-as em potência estética e linguagem coreográfica própria.
A Cia de dança contemporanea já se apresentou em mais de 15 estados brasileiros e em países como a Alemanha. O valor simbolico do Giradança é tão grande, que o coletivo foi condecorado com a prestigiada honraria da Ordem do Mérito Cultural, que por sua vez é a mais alta honraria pública da cultura brasileira, concedida pelo Ministerio da Cultura (MinC) a pessoas, coletivos e instituições que se destacam por relevantes contribuições à cultura do país.
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