quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

PRA QUE SERVE A ARTE?


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As obras de arte, desde a Antiguidade até hoje, nem sempre tiveram a mesma função. Ora serviam para contar uma história, ora para rememorar um acontecimento importante, ora para despertar o sentimento religioso ou cívico.
Foi só neste século que a obra de arte passou a ser considerada um objeto desvinculado desses interesses não artísticos, um objeto propiciador de uma experiência estética por seus valores íntimos.
Assim dependendo do propósito e do tipo de interesse com que alguém se aproxima de uma obra de arte, podemos distinguir três funções principais para a arte.
Função Utilitária: A arte serve ou é útil para se alcançar um fim não artístico, isto é, ela não é valorizada por si mesma, mas só como meio de se alcançar uma outra finalidade.
Esses fins não artísticos variam muito no curso da história. Na Idade Média, por exemplo, na medida em que a maior parte da população dos feudos era analfabeta, a arte serviu para ensinar os principais preceitos da religião católica e para relatar as histórias bíblicas.
Função Naturalista: A obra é encarada como um espelho, que reflete a realidade e nos remete diretamente a ela. Em outras palavras, a obra tem função referencial de nos enviar para fora do mundo artístico, para o mundo dos objetos retratados. Essa atitude perante a arte surge bastante cedo. Ela aparece na Grécia, no século V a.C., nas esculturas e pinturas que “imitam” ou “copiam” a realidade. Essa tendência caracterizou a arte ocidental até meados do século XIX, quando surgiu a fotografia. A partir de então, a função arte, especialmente da pintura, teve de ser repensado e houve uma ruptura do naturalismo.
Função Formalista: Preocupa-se com a forma de apresentação da arte. Há, nessa função, uma valorização da experiência estética como um movimento em que, pela percepção e pela intuição, temos uma consciência intensificada do mundo, ou seja, é a análise da obra de arte como todo, pela sua forma, seu conteúdo, sua temática, seu contexto histórico, sua técnica, enfim, todos os elementos para a compreensão da obra em si.
Quando o ser humano precisa pensar sobre algo, geralmente, busca encontrar elementos funcionais que lhe deem sentido e um valor. Então ele procura responder perguntas como: para que serve? E qual sua importância no mundo?
Esse sentido utilitarista é comum a todos os povos desde as suas formações iniciais. O homem primitivo, por exemplo, precisava se cercar, primeiramente, de objetos que respondessem à sua necessidade urgente de sobrevivência. Por isso, os desenhos nas cavernas, as danças e as representações primitivas precisavam ter utilidade, ou seja, deveriam servir para que os espíritos dos animais fossem atraídos e aprisionados, ajudando os homens nas caçadas.
Com o tempo, essas manifestações artísticas primitivas começaram a ser desvinculadas das suas funções primitivas nas comunidades. O homem passou a revelar interesse por aspectos e objetos que não possuíam função prática na vida, como as formas, as cores, as texturas em tecidos, certos sons, que passaram a ser apreciados por puro prazer. Nesse sentido, tais utensílios e representações passaram, cada vez mais, a ser criados e executados pelo prazer em si, desligando-se de uma utilidade.
Assim, os humanos demonstram, desde tempos ancestrais, interesse pelo enfeite, pelo belo, por elementos e fatos capazes de instigar e manifestar pensamentos e emoções.
A pintura corporal em uma tribo indígena, na maioria das vezes, tem a função de camuflar, preparar-se para a guerra, determinar uma posição social do individuo, preparativos para diversos rituais da tribo, como culto aos deuses, casamento, funeral, ou, simplesmente, enfeitar-se. Atualmente, a pintura da pele, como as tatuagens, na maioria das vezes, estão ligadas a um sentido decorativo, servindo apenas para adornar ou decorar o corpo.
Há vertentes e perspectivas diferentes quanto à função da arte. Isso ocorre porque cada sociedade estabelece uma relação muito específica com os objetos artísticos, definindo necessidades e importâncias particulares. Pode-se, contudo, definir duas correntes de pensamento muito comuns, no que se refere à utilidade da arte.
A primeira defende que as artes não derivam de uma necessidade prática, existindo independentemente de qualquer utilidade, tais como: ensinar, entreter, instigar, inspirar ou educar. Uma das escolas defensoras dessa vertente foi o Romantismo, que estabeleceu o que ficou conhecido como autonomia da arte.
A outra corrente defende que a arte só pode existir ligada a alguma funcionalidade, ou algo que lhe dê um sentido, tal qual ocorria nas sociedades primitivas. Nessa concepção, só pode haver objeto artístico se este se relacionar, por exemplo, a uma função social, histórica, educativa ou psicológica.
Obviamente, as duas correntes possuem fundamentos e argumentos necessários de serem discutidos, mas é inevitável que convivam, em um mesmo processo de criação artística, elementos estéticos e outros de ordem funcional, econômica, etc.
Vale dizer que a humanidade não vive sem a arte, seja ela funcional, mista ou puramente ligada à fruição da beleza.
 DISPOIVEL EM:
http://www.historiadasartes.com/olho-vivo/pra-que-serve-a-arte/


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Analise do espetáculo Alzira mulher





O espetáculo nos  mostra  que as mulheres podem sim ter os mesmos direitos que os  homens, só resta elas quererem e lutar. Luísa Alzira Teixeira Soriano  foi uma mulher que lutou para que isso acontecesse, até que se tornou a primeira prefeita da América Latina virando noticia mundial, tanto que influenciou muitas mulheres a lutarem por seus direitos e sonhos. A mensagem em destaque é a luta e persistência de uma mulher que vivia em um mundo totalmente machista onde os homens eram superiores as mulheres, porém ela mostrou que era possível quebrar paradigmas. Mesmo antes das mulheres conquistarem o direito do voto ela se candidatou a prefeita e ganhou com 60% de maioria. 

A trilha musical fez com que nos sentíssemos na época retratada, e as letras tinha muito haver com a historia que se passava, elas falavam sobre as mulheres e também da formação cidade de Lajes onde Alzira foi eleita, elas nos passaram muito bem as mensagens desejadas.

Os atores conseguiram muito bem reviver os personagens, mas tenho dois pontos para ressaltar, que são as falas que por serem gravadas alguns não se importaram tanto, e estavam meio que perdidos, e na hora da morte do personagem Thomaz Soriano a atriz que interpretou Alzira podia ter chegado mais perto dele para sofre junto com seu marido, pois na vida real com certeza ela iria esta junto a ele.

A produção de arte e cultura é muito importante pois ela traz para nossa sociedade conhecimentos e sentimentos profundos em diferentes áreas da vida como na expressão do ser humano que é a função mais conhecida, mas também pode ser uma forma de terapia, de comunicação, uma forma de abrir o leque e democratizar a educação pois nos traz diferentes tipo de aprendizados, em fim a arte e cultura estão muito ligadas à essência humana, ela é a força que move e conecta as pessoas. Se a sociedade é feita de pessoas, logo, ela é feita de arte e cultura.

O espetáculo foi muito importante pois trouce a historia de uma pessoa incrível e muito importante que não tem seu devido conhecimento na sociedade, o espetáculo faz com que as pessoas aprendam sobre suas origens e a se lembrarem que o que temos hoje devemos a pessoas como Alzira que dedicaram suas vidas para lutar pelos direitos da nossa sociedade.


 
                                         


TEXTO: Isabela Leocádio

domingo, 25 de novembro de 2018

Arcésio Andrade (Músico)


Nesta postagem apresento o perfil de um artista que recomendo, alem de um bom companheiro de trabalho, um músico que vale a pena dialogar artisticamente.
Músico e compositor. Participou dos arranjos musicais de alguns trabalhos do compositor Alvamar Medeiros. Possui composições gravadas por Margareth Menezes e a cantora potiguar Nara Costa. Foi vencedor da segunda edição do Festival da Canção Potiguar realizado pela Assembléia Legislativa do Estado, com a canção “Abraço do Mar”. Classificou-se para apresentação em público no V MPBeco em 2010, Forraço 2011 e recentemente teve duas músicas classificadas para o Festival da FM Universitária de Natal (FMPB). Pesquisador da cultura popular, traz para as suas composições elementos característicos, como a sonoridade da Viola Caipira e os seus ritmos. Formou-se Bacharel em música com habilitação em violão em 2004 pela UFRN. É professor de ensino fundamental na Escola Municipal Profª. Maria Madalena da Silva em Baixa do Meio, município de Guamaré/RN. Com os seus alunos desenvolve oficinas de música extra-classe onde valoriza a cultura afro-descendente com o grupo percussivo de Maracatu Nação Ouro Negro, e a música popular com o grupo vocal Quarteto Madalena e o Coral Infantil Madalena. É Coordenador Artístico da Escola de Música e Dança de Baixa do Meio, PRO-ARTE, um projeto social financiado pela prefeitura de Guamaré em parceria com a organização não governamental (ONG) ASPAM.
Ouça Arcésio Adrade

Recordando minhas vivencias com o teatro de Rua (Cia Alegria Alegria)

Nessa postagem recordo a vez em que fui até Campina Grande na Paraíba com a Cia Teatral Alegria Alegria. Nesse dia, eu fazia parte do elenco da CIA TEATRAL ALEGRIA ALEGRIA de Natal-RN, e fomo nos apresentar em Campina Grande PB, o espetáculo As aventuras de Pedro Malazartes. Sempre fui um homem de teatro. Viva a cultura popular.

BRINQUEDOS CHAPADOS #2 - PAREDÃO PA-PA-PA


No segundo episodio de "Brinquedos Chapados" resolvi expor um pouco a pluralidade musical do Brasil. PAREDÃO PA-PA-PA conta um pouco da realidade dos paredões de som quando são confrontados com a policia. Até quando ouvir um som é considerado poluição sonora? Fica aqui nossa reflexão.

 

ALZIRA MULHER (ELOY CIA TEATRAL) 2018

Na  integra o espetáculo "Alzira Mulher" dirigido por mim na IV FLILAJES, no qual relata alguns fatos marcantes da trajetória de Alzira Soriano até o seu pleito de primeira mulher prefeita da América latina em meio a um contexto social excludente e altamente machista-patriarcal.


domingo, 18 de novembro de 2018

BRINQUEDOS CHAPADOS # 1 - "DINOSSAUROS FANÁTICOS PELO METEORO"


Fala pessoas que acompanham o blog "O Marical"! Depois de algum tempo sem atualizar  essa plataforma, eis que retorno com pique pra postar com mais frequência. Hoje vou evidenciar uma web serie de animação que criei e disponibilizo no meu canal do YouTube. "Brinquedos Chapados" é uma animação que conta alegorias sobre o cotidiano, expressa fatos sociais que buscam refletir pelo universo da critica e auto-reflexão em meio aos caos.

"DINOSSAUROS FANÁTICOS PELO METEORO" reflete um perfil onde reina o fanatismo, seja em qualquer vertente. Nesse caso, os dinossauros protestam pelo meteoro gigante, porém o poupançudo da caixa tentou "abrir os olhos" dos fanáticos, porém, nem só de evidencias vivem os seres entregues ao fanatismo.


CONFIRA O EPISODIO 1