quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Kim Joon - Body art

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Esqueçamos as negras tatuagens no braço, no ombro ou no peito. O artista coreano Kim Joon usa-se do corpo todo e das mais variadas cores. E vai mais além: agrupa corpos masculinos ou femininos entrelaçados em posições sensuais sobre os quais desenha padrões contínuos que os fundem numa massa corporal única, subjugados pelo desenho e pela cor!

Apesar do seu estilo denunciar um cunho vincadamente oriental, Joon não se limita aos costumeiros dragões e serpentes. Ao invés, qualquer material lhe serve como padrão pictórico, sejam motivos florais, logótipos de marcas comerciais ou comics do Superman, cujo potencial gráfico é enorme e é inteligentemente explorado pelo artista.

Obra original e, ousamos dizê-lo, profundamente humana...

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Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2007/11/kim_joon_body_a.html#ixzz1aftFdz46

Porque há tantos nus na Arte?

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Amedeo Modigliani - Nu vermelho (1917).

A nudez sempre foi muito apreciada na Arte. É provável que tal facto fique a dever-se mais ao seu cariz sexual, eco distante da nossa natureza animal, do que a questões estéticas - a beleza. No entanto é inegável que as representações de nus proliferam na Pintura, na Escultura ou na Fotografia. Será que o corpo humano é intrinsecamente belo ou todos nós - artistas incluídos - somos voyeurs compulsivos?

A questão é complexa e foi já por várias vezes aqui abordada. A linha que demarca a arte erótica da pornografia é ténue e a nossa predisposição genética para achar belo o género que nos atrai sexualmente - homem ou mulher - acaba por nos toldar ainda mais o raciocínio e o sentimento. Não sabemos se o que realmente gostamos é da composição, da forma, da cor, do ritmo, do contraste, ou do(s) modelo(s) propriamente dito(s). As nossas reacções são então simultaneamente curiosas e reveladoras.

Quase sempre o senso comum tem uma de duas atitudes perante a representação do corpo humano nu: ou o condena, apodando-o de indecente, ou lhe confere o estatuto de Arte. Esta segunda posição é a que nos interessa; apenas na aparência é mais culta e com frequência mascara ignorância e o receio de a mostrar perante os outros.

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Praxiteles - Afrodite de Cnido (séc. IV a. C.); Policleto - Doríforo (séc. V a. C.)

As primeiras representações de nus com uma finalidade estética surgiram na Grécia Antiga. É preciso relembrar a grande proximidade, para não dizer coincidência, entre aquilo a que então se chamava Arte e a Religião. A Mitologia grega era composta por figuras antropomórficas, seres perfeitos que o Homem tentava igualar. Esta busca pela perfeição levou à instituição de um verdadeiro culto do corpo de proporções ideais que as esculturas de Fídias, Praxíteles e outros artistas plasmaram no mármore e no bronze. Nunca, desde então, se assistiu a outra representação de um nu com estes propósitos tão "puros" - Arte verdadeira.

Não obstante o nu continuou a preencher uma quota importante das temáticas utilizadas pelos pintores, escultores e, mais recentemente, pelos fotógrafos com todas as implicações trazidas pelo realismo próprio da fotografia. A uns interessa-lhes o jogo formal proporcionado pelas linhas ondulantes dos corpos; a outros o significado.

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Giorgione - Vénus adormecida (1510)

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Nan Goldin - Joana Topless at the Chateau le Bastion (2000)

Porém há uma dimensão da obra de arte que se reveste de um carácter sensual na acepção original do termo, ou seja, a percepção e estimulação dos sentidos. Não há artista que se preze que não deseje fazer vibrar o seu público. E que melhor meio para isso, então, do que o corpo humano nu? Os artistas sabem-no bem, como sabem também que a Arte deve ter sexo... e nexo.



Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2008/01/porque_ha_tanto.html#ixzz1afs2rkWy

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Fotografia de Rua: a alma dos distraídos

A fotografia de rua capta basicamente o que há de mais comum: os pequenos momentos. Os pormenores do cotidiano, aqueles a que ninguém dá muita confiança, nem se lembra, muito menos se importa. Uma mulher pensativa com sua sacola de compras a atravessar a rua, um casal de jovens a olhar uma vitrine, amigos que se encontram nas esquinas. Apenas detalhes.

bill harris fotografia cotidiano quotidiano

Há pessoas que passam a vida toda ao nosso lado e não conseguem perceber nossa essência, muito menos a essência de certas particularidades. Porque não percebem esses detalhes, essenciais detalhes. Não captam, não intuem. Não vêem a gravidade ou a beleza das coisas se elas não estiverem evidentes. Por outro lado, há pessoas, nem tão próximas de nós, que conseguem observar estes detalhes de algum nosso momento, conseguem captar a alma de algumas nossas circunstâncias, de alguns lugares, das coisas, das horas. E o fazem por não estarem distraídos nas expressões, nos olhares e nos modos de andar alheios. E o fazem porque gostam dos outros a ponto de os outros não os aborrecerem de tédio quando estão a praticar as atividades mais comuns.

É o caso do aposentado britânico Bill Harris - apaixonado por captar esses pequenos grandes momentos, tão comuns no dia-a-dia, mas tão raros nas percepções. Bill sempre gostou de pessoas - particularmente, de observá-las. É do tipo que senta em um banco de praça, ou de um shopping, e fica o dia todo apenas a observar quem por ele passa.

Conta que sua mente faz composições, monta e arranja cenas. Vê sempre tudo enquadrado, como se seus olhos fossem uma câmara. Então começou a fotografar todas aquelas desatenções, todas as coisas que passam despercebidas.

O que Bill faz é a chamada fotografia de rua, um método um tanto despretensioso, mas original por causa da espontaneidade das fotos. Sem composições padronizadas, se criam imagens a partir do quase nada. Tudo o que se tem é o que se vê. E é excitante justamente porque é algo que não podemos controlar, como o movimento, os ângulos ou a luz. Talvez seja o método em que mais se precisa da velha e boa intuição. Ou devo dizer talento?

bill harris fotografia cotidiano quotidiano

Na fotografia de rua, a única coisa que podemos controlar é a lente e o momento do clique, nada mais. A fotografia de rua nem dá margem para uma escolha do fotógrafo acerca do quê fotografar. Ele simplesmente fotografa porque as coisas estão acontecendo naquele instante. E a escolha do instante de fotografar é muito mais um sentimento do que uma escolha.

Obviamente, para um bom resultado é fundamental que se tenha uma câmara boa e rápida. Isso significa evitar atraso entre a pressão e o clique do botão do obturador. Se a câmara é rápida, então se consegue exatamente a imagem desejada e não o que aconteceu um décimo de segundo depois.

A essência da fotografia de rua é captar os momentos, e os momentos acontecem em um piscar de olhos, às vezes literalmente. A fotografia de rua eterniza sutilezas que durariam apenas um segundo. E já há muito se diz: os pequenos momentos....não há nada maior do que eles, não?

bill harris fotografia cotidiano quotidiano

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Mais fotografias de Bill Harris podem ser conferidas neste site.



Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/05/a_fotografia_de_rua_a_alma_dos_distraidos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+OBVIOUS+%28obvious+magazine%29#ixzz1a3scKPNC

Menino By(Lidiane Blanch3tT)

Estais aí num sentido pleno...

Transbordando inocência, pequenino...

Saltitando e correndo pelo terreno...

Ah, pobre, pobre menino!

Teus pés sujas de lama...

Despenteia teu cabelo fino...

Teu desejo inflama...

Ah, pobre, pobre menino!

Teu brinquedo é de gente grande,

Mas teu segredo é divino...

Não corra, apenas ande...

Ah, pobre, pobre menino!

Estas roupas causam frio

Em teu atento destino...

Porém, a ti sorrio,

Ah, belo, belo menino!

OaKoAk :Arte urbana vinda de França

Pegando em temas quotidianos como Chuck Norris, Susan Boyle, Calvin e Hobbes, Wally e Sonic, OaKoAk é um artista urbano francês que se destaca pelas suas imagens joviais e pelo humor simples. Vandalismo ou reclamação do espaço público? Seja como for, há muito que a arte urbana deixou de ser um tema marginal da cultura popular.

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© OaKoAk, "On Se Pieute".


Quer seja através do graffiti, do stencil, de autocolantes ou de outras técnicas mais inovadoras, a arte urbana já ganhou um espaço na cultura popular e muitos são os artistas ligados a ela: todos nós já nos deparámos com um mural na rua e Banksy é um nome que anda nas bocas do mundo.

Normalmente anónimos, eles desafiam os conceitos da arte e da propriedade privada, construindo e expondo as suas obras em contextos nos quais não estamos tão habituados a ver arte: fora dos museus e das galerias. Berlim, Londres, Bristol, Buenos Aires, São Paulo, Paris e Sofia são algumas cidades famosas pelas manifestações daqueles que reclamam o espaço público e que querem entrar em contacto directo com o espectador.

Questionando o convencional e usando uma linguagem própria, este tipo de artistas comunica tanto temas do dia-a-dia e da cultura popular como problemas sociais graves. O tom irónico é quase uma constante neste tipo de intervenções e OaKoAk não foge à regra. Sem nenhum passado artístico, as suas intervenções caracterizam-se pela união com o meio envolvente e o uso de desenhos da nossa memória colectiva.

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© OaKoAk, "La Caravane Passe".

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© OaKoAk, "Mouse".

Para o artista, tudo começou em 2006 quando entrou em contacto com os trabalhos de Banksy, Monsieur Chat e os brasileiros Gémeos e 6EMEIA. Os videojogos dos anos 80 e 90 também foram uma grande inspiração para OaKoAk, tal como o humor dos Simpsons e de Seinfeld.

Para se inspirar, procura sempre novos lugares. As suas obras podem ser encontradas não apenas em França (seu país natal), mas também nos locais para onde viaja. As cidades mais premiadas com as suas obras são Paris, Saint Etienne, Marselha e Lyon.

Até ao final de 2011 Oakoak espera editar um livro e para 2012 o grande objectivo é abrir uma exposição dentro de portas.

Visite o site e facebook de OakoAk.

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© OaKoAk, "Chuck Norris".

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© OaKoAk, "Le Cri".



Leia mais: http://obviousmag.org/archives/2011/09/oakoak_arte_urbana_vinda_de_franca.html#ixzz1a3o7DA4D
Fonte:

O Sertão Sou Eu

O Espetáculo Sertão Sou Eu, foi contemplado, com o programa BNB de cultura, onde solidificou a parceria entre a companhia de dança Art'facto de Pendências/RN e a Companhia Gira Dança de Natal/RN fundada em 2005. A Cia Gira Dança estabelece essa parceria de assessoria artística ao grupo desde, 2009, Gerando mais visibilidade e oportunidade a produção em dança contemporânea do interior do estado.