A Arte Primitiva Cristã foi muito importante para o que hoje em
dia temos como simbologia do processo e reformulação do cristianismo na
sociedade atual. Esta que se divide em dois principais períodos
históricos; O antes e depois do reconhecimento do Cristianismo como religião
oficial do Império Romano.
Até esse reconhecimento e conversão, foram mais de 350 anos de reação ao
que se ligara ao cristianismo. O reconhecimento do deste segmento
"cristão" como religião oficial do Império Romano só irá ser
feito no contexto do Édito de Milão no ano 330 pelo imperador
Constantino. Daí então, se encandeará uma nova visão acerca da arte oriunda do
segmento cristão.
Trocando em miúdos, o que foi afinal a arte cristã primitiva? Podemos concluir que a Arte Cristã Primitiva nada mais é do que o conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos primeiros cristãos entre os séculos I e IV d.C., durante o período em que o Cristianismo era proibido no Império Romano. Também reformamos a tese de que essa arte não nasceu com a intenção de ser estética ou decorativa, mas sim como uma linguagem visual simbólica de fé, esperança e resistência.
- A Fase Catacumbaria
A fase anterior ao reconhecimento chama-se Catacumbaria, porque as suas
principais manifestações ocorreram nas catacumbas, que por sua vez eram
cemitérios subterrâneos, constituíam-se como verdadeiros hipogeus, nos quais os
primeiros cristãos sepultavam seus mortos e mártires. Esta fase, estende-se do
século I até o início do IV, precisamente ao Édito de Milão.
A fase catacumbaria, corresponde, portanto, à época das perseguições
movidas aos cristãos, com maior ou menor intolerância e crueldade, por
imperadores romanos. A perseguição desenvolvia-se praticamente em todo o
Império, em algumas partes com mais brandura, especialmente em certas regiões
da Ásia Menor, nas quais houve mesmo tolerância com a nova religião, que se
misturava com velhos cultos pagãos locais, vindos dos egípcios e caldeus. Por
isso mesmo, ali são mais precoces as transformações da primitiva arte cristã.
Uma observação importante, é entender que as primeiras manifestações artísticas dessa estética foram feitas por pessoas simples, (cristãos unidos na fé) e não por grandes pintores da época. Isso faz com que , as primeiras obras de arte desse segmento, se mostrem com aspectos simples e grotescos.
- A Fase Cristã Primitiva (paleocristã)
A fase posterior ao reconhecimento, quando o Cristianismo deixou de ser
perseguido e substituiu, oficialmente, entre os romanos, as crenças do
paganismo, tem sido determinada Arte Latina por alguns historiadores. Deve ser
chamada, porém, de modo mais adequado, Arte Cristã Primitiva propriamente dita.
Essa fase, Arte primitiva Cristã, desenvolve-se dos anos de 330 ao de
500, quando as artes do Cristianismo começam a dividir-se em dois grandes ramos
- um oriental e outro ocidental. Sendo então conhecida como fase oficial da
arte cristã. Assim, contribui-se para a evolução dos estilos, mais adiante com
a arte bizantina, a gótica a barroca a as demais estéticas ligadas a fé cristã
e aos atributos artísticos do segmento.
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