

Espero ser bem aceito pois foi feito com muito carinho,pra conferir esse trabalho, basta ir no you tube e pesquisar "Segunda Feira (Fabinho Fernandes)". Até mais!



Em Homenagem a todas as mulheres do mundo!Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...

Uma das obras dessa maravilhosa poetiza que mais amo!
Todas as Vidas
Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...
Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.
Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.
Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!
Cora Coralina
...Choravam cúpulas de vidro,
Debruçadas, por vezes,
Em meio a olhares compreensivos.
E por vezes, deixavam escapar uma só lágrima,
Que jurei já ter se esgotado antes.
Olhei velas e um corpo imóvel,
Enquanto alguém falara suas últimas palavras.
O que arrancara mais comoção,
Ainda mais que o possível.
Não pensei na morte como aquele alívio,
E sim, como a verdadeira solidão.
Lembrei-me de abraçar um ser sem combate,
E nada dizer, a não ser...
Dando um pouco de calor de minhas mãos,
As suas palmas frias e covardes.
Imaginei a mim mesma,
Deitada em sono profundo;
Sem cor, e com algo como um véu,
Impedindo que moscas me sentissem antes do tempo.
Confesso, perturbei a mim mesma.
Não desejo ir!
Não espero que deixe-me ir...
Tão incompreendida... E tão só!
(Lidiane Bl@n¢h3tT)
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| Escrito por Rutinaldo Miranda |
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| "Eu me pergunto cada vez mais o que significa cultura. Seria realmente aquilo que compenetrados patrocinadores se vangloriam de bancar? Milhões são gastos em publicidade para me convencer (e a você também) de que sim. Mas, ao meu ver, toda essa dinheirama banca tudo, menos nossa cultura. A cultura de um país se constitui de manifestações GENUÍNAS do seu povo. Elas bebem no manancial de sua realidade. Só que a nossa realidade, com desigualdades sociais absurdas, é um assunto indigesto para se fazer propaganda. E, infelizmente, é disso que se trata. A partir do instante em que eventos “culturais” são concebidos como produtos, eles deixam de ser arte, deixam de ser cultura, deixam de ser povo. Nada mais que artigo para se colocar uma marca e ser vendido. Dessa forma, no nosso mercado da “cultura”, a seção teatral tem prateleiras repletas de peças que cuidadosamente fazem rir sem acionar os neurônios. Ou, as estrangeiras que são a grife da nossa caolha visão de intelectualidade. Até porque diretor brasileiro que quer ser um grande diretor brasileiro deve emplacar uma peça inglesa, francesa ou de qualquer nação a qual nos curvamos em nossa subserviência artística. Vale tudo, menos apostar e valorizar a nossa tão desprezada Dramaturgia. E aí, eu me pergunto: onde foi parar nossa cultura?" |


Minha saudade respira bem.
Não sei, está melhor que a mim.
Talvez por andar sempre ao lado teu
E me deixa a inquietude.
Tua aura é dia de sol
Então, observa-se a perfeição do céu.
Que puro ar... Tão invejável...
Que eu voaria com as minhas asas de anjo sujo.
Ah, nobres pensamentos,
Regados pela força de ventos tórridos.
Estes buscam-me sobretudo molhar os olhos.
Pois das mais insanas ações,
Está meu corpo em sono profundo;
Mais que o teu fazer de esquecimento.
Libertaí-me, oh vida tua!
Lidiane Bl@n¢h3tT